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1.2. Türkiye ile ABD’de Polislik Mesleği Ve Polis İmajı

1.2.1. Türkiye’de Polislik Mesleğinin Tarihsel Gelişimi ve Kurumsal Yapısı

Vários estudiosos e pesquisadores têm utilizado a perspectiva de análise por enquadramento, de linguistas e psicólogos a antropólogos e psicanalistas. Nos mais variados campos da ciência, é possível utilizar os quadros como unidade de análise essencial, para a mensuração de uma série de variáveis, como uma “simplificação” do modo de apreender um objeto no contexto no qual é analisado. Nas Ciências Sociais, em especial na Antropologia, esse tipo de perspectiva requer novas formas de autorreflexão dos indivíduos abordados, para que as histórias sejam mais bem verificadas nos discursos, o que introduz novo relativismo na exploração desse tipo de informação (ROUSSEAU, 2003).

A principal justificativa para desenvolver estudos de movimentos sociais nessa perspectiva é a capacidade de compreensão de ações coletivas que resultam de uma relação entre os significados, os objetos e o contexto dinâmico no qual ocorrem. As ações dos indivíduos apresentam ligação com o significado dos objetos que as orientam. Como os contextos sociais e os objetos que orientam as ações não são estáticos, mas mutáveis, os significados são também mutáveis e as ações, por sua vez, adquirirem outras formas, intensidades e direcionamentos (SNOW, 2004). Destaca-se o entendimento do fenômeno estudado e a abordagem ontológica em que este estudo se apoia.

Portanto é possível criar quadros ou molduras que definem e relacionam diversos elementos presentes na cultura, na ideologia e nas ações dos movimentos. Continuamente, quadros dos movimentos são gerados por participantes, mídia e opinião pública, de forma empírica, porém descontínua e deslocada do contexto global, sem métodos e de acordo com visões que melhor atendem aos seus anseios. Quando participantes de dado movimento, por exemplo, definem seus quadros de ação como fracassados, são, de certo modo, escondidos da opinião pública e de outros movimentos, em vista do receio quanto à influência negativa. Por outro lado, os movimentos bem-sucedidos servem como quadros e táticas apropriados, sendo por vezes repassados a outros movimentos, até por meio de treinamentos (ZALD, 1996).

As novas concepções da perspectiva de enquadramento apresentam considerável ruptura com a tradição. As mais antigas empregadas nos estudos de movimentos sociais focavam as formas pelas quais os movimentos se inseriam nas comunidades e em aspectos do crescimento. Erving Goffman, em “Frame Analysis”, defende a utilização da análise de quadros, mas com foco nos indivíduos e não em grupos (GOFFMAN, 1974). A análise de

microprocessos societais, segundo a Teoria do Papel, permite descrever e interpretar ações sociais dos indivíduos com modelos de dramatização (HAGUETTE, 2011). Porém as concepções mais recentes se expandiram, fazendo emergir análises da cultura, de quadros e roteiros, da dramaturgia, da retórica, usada pelos atores dos movimentos sociais, para criar discursos e persuadir, e por estudiosos, para analisar suas ações, e dos repertórios culturais e conjuntos de ferramentas que têm aumentado as possibilidades de compreensão dos movimentos sociais (ZALD, 1996).

Conforme o que é defendido por Benford e Snow (2000), o crescimento do número de estudos na perspectiva de enquadramento indica que, ao lado das abordagens de mobilização de recursos e de oportunidades políticas, tem sido considerada uma boa base para a realização de análises dos movimentos sociais, por permitir compreender o caráter e o curso dos movimentos sociais. Na estruturação de enquadramentos da ação coletiva (“collective action

frames”), pode-se compreender o surgimento do ativismo político como resultado da

consciência política, que, por sua vez, é gerada por discursos das mídias e pela forma como as pessoas se relacionam na coletividade e se mobilizam (GAMSON, 1992).

Portanto a construção de sentidos por meio dos enquadramentos é útil para possibilitar compreender os processos de micromobilização, que guardam estreita relação com a construção da cultura entre e pelos indivíduos que se relacionam por meio das ações de mobilização em movimentos sociais. Os estudos que se baseiam na elaboração de enquadramentos dos movimentos sociais, portanto, não são ortodoxos e requerem metodologias não convencionais, embora alguns elementos sejam recorrentes.

Segundo Gamson (1992), é necessário conhecer três elementos, para elaboração de enquadramentos de ações coletivas:

a) Injustiça - a tematização é que permite às pessoas estimular o juízo político e moral, definindo o que é “certo” e “errado” para elas, e o que as motiva a perseguir objetivos por indignação. A injustiça não é mero julgamento intelectual ou cognitivo, mas cognição ligada à emoção, que os psicólogos cognitivistas denominam de “cognição quente” (hot cognition).

b) Agência – possibilita às pessoas tomar ciência de que, por meio da ação coletiva, se podem alterar os contextos que as incomodam. Esse elemento sugere que as pessoas sejam criadoras de suas próprias histórias e que façam algo.

c) Identidade – colabora com a construção de “nós”, que difere o grupo em relação a outros, ou seja, “eles”, e possibilita construir valores e objetivos específicos que o distinguem. É facilmente observada nos movimentos sociais, visto que sempre há um componente de oposição, sempre um alvo.

Snow alerta para a importância dos enquadramentos da ação coletiva nos movimentos sociais:

the framing perspective on social movements, as it has evolved, not only focuses attention on matters of meaning and the interpretative process through which movement-relevant meanings are generated, debated and contested, diffused, and altered, but contends that the collective action and master frames that are the product of these interpretative process are central to understanding the course and character of social movements. That this is indeed the case is suggested by the proliferation of research on collective action frames and framing processes in relation to social movements (SNOW, 2004, p.404).

De modo geral, a importância desta perspectiva para o estudo de movimentos sociais pode se resumir a cinco principais apontamentos (SNOW, 2004), que servem também como uma justificativa para este estudo:

a) Além de os enquadramentos serem importantes para a compreensão do cotidiano da vida social, eles se mostram particularmente relevantes para o entendimento das características e do curso dos movimentos sociais, nos quais as ações coletivas surgem.

b) Os quadros de ação coletiva não são direcionados apenas para as estruturas cognitivas individuais, mas podem ser úteis para a compreensão de propriedades coletivas e organizacionais.

c) No contexto atual de globalização e de movimentos transnacionais, tem crescido o conceito de quadros mestres (master frames), enquanto cresce a escala de mobilizações e protestos por meio da organização de movimentos e de coalizões. d) No campo da análise de variáveis, os quadros de ação coletiva podem assumir o

caráter tanto de variáveis dependentes quanto de variáveis independentes.

e) Os quadros de processos de transformação são úteis para identificar o nível e escopo das transformações e também para compreender se são causadas por agentes ou eventos.

Com o reconhecimento da importância da perspectiva de enquadramento para o estudo de movimentos sociais, torna-se necessário compreender que tipo de elementos pode ser o foco das análises.