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1.1. Kavram Olarak İmaj, İmajın Çeşitleri ve Fonksiyonları

1.1.5. Kurum İmajı

1.1.5.2. Kurum İmajının Etkileşim Halinde Olduğu Unsurlar

Paula (2006), falando sobre abordagens epistemológicas, destaca os trabalhos clássicos de Reed (1996) e Burrell e Morgan (1979) e demonstra que os elementos tratados por estes apresentam estreita relação e colaboram para entender os posicionamentos possíveis para a análise das redes. Com uma combinação dos aspectos, Paula (2006) defende que a “abordagem subjetivista” proposta vai ao encontro dos elementos “atuação” e “construtivismo”, propostos por Reed, visto que pressupõem que a ordem social é construída com as práticas sociais, sendo que a organização aparece como resultado das interações sociais e da construção.

Da mesma forma, a “abordagem objetivista” de Burrell e Morgam guarda relações com os elementos “estrutura” e “positivismo” de Reed, já que refletem concepções voltadas para o entendimento da estrutura e seus padrões, além de levar à percepção das organizações como um objeto ou entidade. Quanto ao posicionamento metodológico, os estudos realizados na abordagem subjetivista exigem metodologias mais críticas e interpretativas mais restritas e localizadas, enquanto os estudos pautados pelo objetivismo requerem metodologias estruturalistas e funcionalistas, que buscam explicações em leis ou princípios gerais. A Figura 7 permite que o modelo seja mais bem compreendido.

Figura 7 – Paradigmas sociológicos e organizações

No contexto inserido entre as abordagens Sociologia Interpretativa e Humanista Radical, os estudos críticos se apresentam como instrumentos para desvendar práticas de opressão institucionalizadas nas organizações, bem como para propor transformações nas relações e práticas de trabalho que possibilitem aos indivíduos emancipar-se das opressões sociais, em especial aquelas relacionadas ao trabalho. Para Vieira e Caldas (2006, p.60), a base da Teoria Crítica se concentra no seguinte postulado: “é impossível mostrar as coisas como realmente são, senão a partir da perspectiva de como elas deveriam ser”, ou seja, é necessário se basear nas “possibilidades não realizadas pelo mundo social”.

O posicionamento crítico constitui a abordagem epistemológica deste estudo, o que significa uma postura que assume e defende formas livres de pensamento para os indivíduos, em conflito com um sistema que, normalmente, prioriza interesses das elites. Essa dominação mostra-se por meio de várias práticas na sociedade e forma-se de maneira subjetiva no imaginário dos indivíduos. Assim, as práticas opressivas e exploratórias, que por muito tempo se apresentavam como base das ações da administração e das teorias organizacionais por meio do funcionalismo, passaram a abrir espaço para um comportamento mais autônomo dos indivíduos. Desse modo, os estudos críticos normalmente expõem preocupação com os segmentos sociais dominados e historicamente explorados, uma oposição ao positivismo lógico (VIEIRA; CALDAS, 2006).

Com afastamento do campo teórico e elaboração de uma discussão mais pragmática, ressalta- se que a crítica pode se orientar muito bem para o campo da organização social, em especial para as formas como os grupos sociais se mobilizam em ações coletivas, para manifestar e exigir direitos, inserção e/ou aceitação. Portanto uma reflexão crítica pode assumir possibilidades de ação e mudança factíveis, tendo em vista possibilidades maiores de ação dos indivíduos na sociedade.

A perspectiva crítica tem base no “uso da ciência social para desafiar os pressupostos das instituições dominantes da sociedade” (ANGROSINO, 2009, p.27). E é nesse sentido que Gamson (1992) coloca em discussão a necessidade de abrir espaços de discussão política para todas as pessoas na sociedade, visto que há necessidade de alterar a forma como parte da própria Ciência Social enxerga e define os indivíduos. Para o autor, a principal corrente da Ciência Social define a massa de cidadãos como sendo formada por indivíduos estúpidos, desinformados, apolíticos e passivos. Contudo, de acordo com os críticos sociais, a culpa por esse contexto recai sobre uma “indústria da consciência”, que cria entendimento enganoso e incompleto do mundo, conforme pode ser percebido nas palavras do autor:

The critics, of course, don’t blame people for their false consciousness and

incomprehension. They are victims of a consciousness industry that produces and encourages a conveniently misleading and incomplete understanding of their world. The victims, in fact, make few appearances in analyses that emphasize the power of the sociocultural forces that put scales on their eyes. The implicit message seems to be: Of course people are confused and unable to make adequate sense of the world

(GAMSON, 1992, p.5).

Quando as críticas sociais colocam as pessoas como vítimas, elas lhes conferem incapacidade linguística e cognitiva. Mas estudar as ações coletivas é muito importante para perceber que as pessoas não são passivas e estúpidas, de acordo com o que inferem alguns cientistas sociais, além de poder demonstrar de que modo as pessoas negociam, usando critérios complexos e coletivos, ou seja, suas experiências com as informações oriundas das mídias e pessoas dos grupos sociais (GAMSON, 1992), o que vai ao encontro da autorreflexão, elemento essencial na abordagem crítica. Além disso, o caráter autorreflexivo da abordagem crítica possibilita análise dos fenômenos sociais que levam a mudanças em ações e comportamentos, no sentido de emancipação, visto que a reflexividade na interação e na ação dos indivíduos possibilita interpretar, avaliar e alterar contextos analisados.

As possibilidades de ação emancipatória dos indivíduos, no caso, devem ser entendidas como necessárias à regulação social, e não o contrário, como adverte Santos (2005b), ao afirmar que a desregulação social desregulariza até fatores relacionados à reivindicação. Portanto, apesar de, à primeira vista, parecerem se opor, emancipação e regulação social se complementam e dão forma à civilidade.

O significado básico da “virtude cívica” está em reconhecer e buscar o bem público, com todo o interesse individual e particular. E um dos fatores de grande importância é que a participação em organizações cívicas desenvolve o espírito de cooperação e o senso de responsabilidade comum com empreendimentos coletivos. Mas a comunidade cívica não está livre de conflitos, pois os cidadãos têm opiniões firmes sobre as questões discutidas, porém são tolerantes com os oponentes (PUTNAM, 2007).

Para que ocorra mudança na realidade, torna-se necessário deixar de lado alternativas utópicas e realizar articulações reais e aplicáveis, fazendo com que o conhecimento possa se transformar em ações “rebeldes”, pautadas por criatividade, e movimento espontâneo e independente da realidade (SANTOS, 2005b). Tem-se aberto espaço para maior troca de informações e conhecimentos entre os indivíduos, por meio de um envolvimento mais amplo nas redes sociais virtuais, importantes meios e instrumentos para se (re)conhecerem as demandas da coletividade e, portanto, fortalecer ações populares e políticas.

Como já foi dito, a estrutura social por vezes oprime a participação individual e coletiva, mas parece estar perdendo forças para um movimento emancipatório surgido e abrigado nas redes sociais virtuais, que guardam importantes atributos de cooperação e de informação para a rede de indivíduos e possibilitam novo olhar sobre os movimentos sociais e sobre a participação cidadã na política. Para Pereira (2012), além da contribuição com o desenvolvimento dos movimentos sociais, a análise das novas formas e espaços utilizados em ações de ativismo político é uma grande oportunidade de diagnosticar o desenvolvimento da democracia e propor novas ações contra sistemas hegemônicos e opressores.

Segundo Farranha (2012), os movimentos sociais expandiram suas ações a partir das redes sociais virtuais e de um padrão de mobilização que vai além das instituições formais da política, propondo a democracia participativa, para possibilitar a abertura da arena pública em relação às discussões sobre projetos políticos. Assim, a redefinição do espaço público traz consigo a possibilidade de abertura democrática às classes populares, concedendo espaço para críticas à visão de mundo dominante.

5.3 Diretrizes Metodológicas: Perspectivas dos Novos Movimentos Sociais e de