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Suriye’den Türkiye’ye Yaşanan Göç Dalgası

2.2. Göç Kavramı

2.2.1. Suriye’den Türkiye’ye Yaşanan Göç Dalgası

São poucos os resultados na literatura que ajudam a identificar a condutividade elétrica (CE) mais adequada para o melhor desenvolvimento das plantas de gérbera. Por isso não há um manejo racional, principalmente em cultivo protegido, visto que essa cultura apresenta condições ambientais próprias.

Segundo Mota et al. (2006), promover um adequado programa nutricional é essencial para o cultivo de plantas de alta qualidade. A amostragem da solução do substrato com o uso de extrator de solução permite a determinação dos valores de CE e pH, possibilitando o conhecimento do estado nutricional antes do aparecimento de sintomas de deficiência ou toxidade nas plantas. Havendo um monitoramento constante, a CE pode ser mantida numa faixa tida como adequada para o desenvolvimento da planta.

A salinidade se refere à quantidade de sais dissolvidos na água, os quais são mensurados pela CE. O método de mensurar a condutividade é a passagem da corrente elétrica entre os eletrodos submetidos a uma solução onde solutos iônicos (cátions e ânions) estão presentes. A CE a 25ºC envolve um processo bastante simples e rápido e tem uma precisão em torno de 90% para estimar o teor de sais na solução do solo (DONEEN, 1975). Normalmente, é expressa em mS m-1, dS m-1 ou mmho cm-1 a 25ºC. Além desta, outras unidades podem ser utilizadas para expressar a concentração de sais na água, como meq L-1, mmol L-1, ppm ou mg L-1 e g L -1.

Para Cavins et al. (2000), valores de CE excessivamente altos estão associados a sintomas como clorose e necrose nas extremidades e margens das folhas. Quando os valores de CE são muito baixos, o crescimento da planta fica comprometido ou ocorre uma descoloração das folhas, resultado da falta de nutrientes. Normalmente, o N é o principal nutriente, cuja falta provoca o sintoma de amarelecimento das folhas. Dentre os fatores que afetam a CE estão os fertilizantes. Os níveis de CE são mais consistentes quando se emprega a fertirrigação, que pode variar quando a amostragem é realizada após uma fertilização.

Mota (2004), ao estudar níveis de CE em crisântemo de vaso, descreveu o aparecimento de sintomas de salinidade na borda das folhas de plantas que receberam a maior quantidade de sais, ao final do ciclo de cultivo.

Villas Bôas et al. (1994), relataram que o processo de salinização em cultivo fertirrigado pode ser acelerado quando se utilizam fertilizantes com maior poder de salinização, medidos pelo seu índice salino global e parcial. O índice global representa de forma relativa o poder de salinização dos fertilizantes, em que se atribui índice 100 ao nitrato de sódio e para os demais se atribui índice relativo a este. Já o índice parcial considera o índice salino por unidade de nutriente, sendo obtido pela razão entre o índice global e a porcentagem de nutriente fornecido pelo adubo.

Para Evans (2005), o problema da salinidade afeta a absorção de água, pois quando a água está carregada de sais, as plantas trabalham mais para absorvê-la. Isso significa que a energia normalmente utilizada para o crescimento da planta, é utilizada para extrair a água do substrato. O resultado é que plantas com alta salinidade crescem mais lentamente, havendo um decréscimo da produção. Em muitos casos não há outro sintoma óbvio de alta salinidade.

Embora algumas plantas possuam mecanismos de ajuste osmótico e consigam sobreviver, o fato dela entrar mais rapidamente em condições de estresse, provoca o fechamento dos estômatos reduzindo a fotossíntese, o que resulta na diminuição da translocação de nutrientes da raiz para a parte aérea (SILVA, 2002). Segundo Rhoads (1994), o nível de sais na zona radicular deve ficar abaixo do nível nocivo às plantas cultivadas.

A elevada concentração eletrolítica da solução do solo pode ainda causar desequilíbrio nutricional, toxidade de alguns íons e interferência no equilíbrio hormonal, capazes de diminuir a plasticidade da célula e causar a redução da permeabilidade da membrana citoplasmática. Tudo isso além de influenciar no processo da fotossíntese, já que o conteúdo da clorofila nas plantas é diminuído (LARCHER, 1995).

Conforme Cruciani (1987), as folhas podem apresentar uma coloração verde azulada escura, maior espessura e serosidade sob condições de estresse salino, e as raízes, uma diminuição do alongamento e suberização, o que reduz a absorção de água e nutrientes. Em plantas de gérbera cultivadas em vaso, Sanches et al. (2006) constataram uma tendência de diminuição da massa fresca e seca da raiz com o incremento da CE.

De acordo com Sonneveld et al. (1999), a gérbera é classificada como moderadamente sensível a sais. Essa conclusão é baseada principalmente em uma pesquisa desenvolvida por Baas et al. (1995) na qual concluíram que altas concentrações de cloreto de

sódio na água de irrigação decresceram, em 13%, o número de flores de gérbera colhidas e o peso fresco destas em 19%. Em contraste, de Kreij e van Os (1989) praticamente não encontraram efeito da solução salina no rendimento de flores de gérbera e esse pôde ser observado com o aumento no rendimento com a elevação da CE de 0,8 para 1,5 dS m-1. Martinez e Fattah (1995) utilizam o valor de 3,0 dS m-1 como limite máximo.

Para Cavins et al. (2000), a gérbera deve ser cultivada com CE entre 1,0 e 2,6 dS m-1 pelo método “Pour-through” e 0,76 a 2,0 dS m-1 pelo método da pasta saturada, pois durante o crescimento das plantas o requerimento de nutrientes é elevado, e decresce com o surgimento de botões e flores. Ludwig (2007), ao avaliar a CE de cultivares de gérbera sob duas soluções, registrou valores máximos de 4,4 dS m-1, na solução 100%, com a metodologia do “Pour-through” sem sintomas de estresse. A CE da solução do substrato dessas plantas tendeu a aumentar ao longo do ciclo, sugerindo que a concentração de nutrientes era superior à necessidade da cultura, acumulando os sais no substrato.

A resposta das plantas à salinidade pode variar de acordo com o seu estádio de desenvolvimento, embora não esteja claro se isto se deve à susceptibilidade à salinidade em um determinado estádio de crescimento ou ao longo do período em que a planta ficou exposta ao substrato salino, ou ainda, à combinação destes fatores.

Conduzir a planta com o pH do substrato adequado é muito importante para a sua nutrição, pois segundo Cavins et al. (2000), este afeta, principalmente, a absorção dos micronutrientes. Valores de pH abaixo de 5,8 podem aumentar a disponibilidade de micronutrientes, tal como o Fe e o Mn e levar a uma toxidade. Já pH acima de 6,8 pode ocasionar deficiência de micronutrientes, especialmente de Fe. Para o cultivo de gérbera o pH ideal deve estar situado entre 5,5 e 6,0.

Brun e Montarone (1987b) esclarecem que a seleção de cultivares modernas foi feita em diferentes meios de crescimento, resultando em exigências específicas quanto ao pH do substrato e/ou da solução nutritiva. Esses autores estudaram a efeito do pH da solução nutritiva sobre a produção de nove cultivares de gérbera e comprovaram a grande variação entre eles. As recomendações de valores de pH para o substrato ou solo oscilam entre 5,0 e 6,5, com tolerância de até 7,2, dependendo da natureza do substrato (PENNINGSFELD; FORCHTHMNER, 1980; MEJIAS; RUANO, 1990).