• Sonuç bulunamadı

2. Kavramsal Çerçeve

2.6. İstenmeyen Öğrenci Davranışlarının Önlenmesi

2.6.1. Öğretmenin rolü

Começamos por identificar o espaço da cibercultura como fundação de um novo espaço híbrido296 que tem na cultura das redes297 o seu espaço privilegiado, sob o desígnio da questão das ligações. Podendo a imaterialidade tornar-se um reflexo confuso298 para a análise, é no entanto de acordo com a sua plasticidade inerente que a cibercultura se torna na actualidade um facto incontornável

294 Bragança de Miranda, J., “Mapear a cibercultura”, In http://www.cecl.com.pt/redes/pdf/mapearjbm.pdf 295 Idem

296 “híbrido como resultado, efeito de uma confusão de fronteiras”, Bragança de Miranda, J., Corpo e imagem, Ed. Vega, Lisboa, 2008, p. 144

297

B. Miranda afirma que a Cultura da Redes procura dar conta de: a) Teoria das ligações; b) Mapeamentos da experiência; c) Corporeidade; d) Artes digitais. In Bragança de Miranda, J., “Mapear a cibercultura”,

http://www.cecl.com.pt/redes/pdf/mapearjbm.pdf

40 nos seus efeitos universais299. Se “o problema do nosso tempo é o acontecimento da técnica”300, ou

uma ecotecnia301 nesse movimento da techné dos corpos, então importa considerar as implicações políticas que resultam dessa convergência da técnica e do bios302. Isso implica exibir a rede de problemas associados à cibercultura, desde o corpo303 ao problema do espaço, no que de central ocupa a reversibilidade da categoria do virtual, ao abrigo do efeito Moebius304. Um hipercorpo305, um hiperespaço, numa nova máquina tecnosocial306 com características gerais307 de:

a) Conexão e heterogeneidade. Qualquer ponto pode ser conectado com qualquer outro;

b) Multiplicidade308. Só quando o múltiplo é tratado como substantivo, multiplicidade, ele deixa de ter relação com o Uno, como sujeito ou como objecto, como realidade natural ou espiritual, como imagem e mundo (...). Uma multiplicidade não tem sujeito nem objecto;

c) Ruptura assignificante. Um rizoma pode ser rompido, interrompido em qualquer parte, mas sempre recomeça segundo esta ou aquela das suas linhas, e ainda segundo outras;

d) Cartografia. (...) O rizoma funciona como um mapa. O mapa não reproduz um inconsciente fechado sobre si mesmo, ele constrói-o. O mapa é aberto, conectável em todas as suas dimensões, desmontável, alterável, susceptível de receber constantemente modificações.

É com efeito à síntese rizomática do que ao ciberespaço concerne, que importa circunscrever o nosso problema. A internet é o coração da máquina cibercultural, enquanto espaço de substituição, analogia, assimilação e articulação309. “ A velocidade não faz com que o espaço desapareça, ela

metamorfoseia o sistema instável e complicado dos espaços humanos”310. Nesta complexificação,

299

Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 111

300 Bragança de Miranda, J., Corpo e imagem, Ed. Vega, Lisboa, 2008, p. 124 301 Nancy, J.-L., Corpus, Ed. Vega, Lisboa, 2000, p. 86

302 Bragança de Miranda, J., Corpo e imagem, Ed. Vega, Lisboa, 2008, p. 116

303 O corpo como problema, enquanto feixe de ligações, pensado à luz da imagem na importação para a rede enquanto

wired body, Cf: Bragança de Miranda, J., Corpo e imagem, Ed. Vega, Lisboa, 2008, p. 129, 130,

304

“Otra de las características asociadas a menudo con la virtualización, además de la desterritorialización, es el paso del interior al exterior y del exterior al interior. Este «efecto Moebius» se desarrolla en diversos ámbitos: en las relaciones entre público y privado, propio y común, subjetivo y objetivo, mapa y territorio, autor y lector, etc. “, Lévy,

P., ¿Qué es lo virtual?, Paidós, Barcelona, 1999, p. 24

305 Lévy, P., ¿Qué es lo virtual?, Paidós, Barcelona, 1999, p. 29 306 Lévy, P., ¿Qué es lo virtual?, Paidós, Barcelona, 1999, p. 22

307 Seguindo a definição de rizoma por Deleuze e Guattari.

308 Cf. Rosa, A., "Elementos para uma teoria geral das redes", In http://www.cecl.com.pt/redes/pdf/amr.pdf

309 Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 186 310

41 nesta “outra forma”311, vemos que a cibercultura, como um dos motores do contemporâneo312, se

tornará “provavelmente o centro de gravidade da galáxia cultural do século XXI”313. Numa possível

infinita cartografia, a enunciação dos pressupostos, na construção de um mapa de pré- estabilização314, dar-se-ia em:

a) Interactividade; jogo. Não no sentido do jogo enquanto prática, mas num sentido mais arquetipal de construção de sentido;

b) Limite (finito/Infinito). Enunciação da perplexidade: a lógica é a da ordem do constrangimento; c) Autoria. Revisão315 da categoria autoral;

d) Liberdade (criação e recepção). Possível desenvolvimento na especialidade do ponto a) e

c). Não no sentido da rede estar “associada a uma visão libertária da sociedade (...) criando novas

socialidades”316, em movimentos conexos de desterritorialização e reterritorialização, mas

mais no sentido de uma Crítica da razão hiperficcional , onde se percebe o problema do apagamento da diferença entre S-O ( quasi-sujeitos – quasi objectos);

e) Suporte/ Dispositivo. O problema das ligações317 não se esgota na pura lógica da mecanicidade.

Este nomadismo318 constitutivo da própria rede reforça a nossa intuição relativamente à constituição

da categoria primordial do “estar-entre”319, passível de ser traduzida por Hibridismo, condição

natural da tentativa de fixação e estabilização dos conceitos e categorias. Movimento nomádico e híbrido320 que se desdobra numa desmultiplicação de espaços num espaço de “multiplicidade sem

qualquer unidade axial que nos condicione as linhas de contacto ou de fuga (...), não existe nenhum centro nem centros, é como um corpo sem orgãos”321. Estética do fragmento, remontagem espectral,

plataformas recombinatórias multimedia, nessa terra de ninguém onde os recursos são vastos na sua

311 Comunitária, transversal e recíproca. Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 224

312

Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 227

313 Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 220 314

Com possibilidade de variações: Variação I _ Interactividade. Limite. Autoria. Liberdade. Dispositivo; Variação I-A _ Não-linearidade. Interactividade. Multilinearidade; Variação II _ Metamorfose. Heterogeneidade. Multiplicidade. Exterioridade. Topologia e Escalas. Mobilidade dos centros; Variação III _ Organização em unidades recombinatórias.; Variação IV _ Interactividade. Hipertextualidade. Conectividade.

315 Atenda-se à erosão das fronteiras (fusão) por exemplo entre cinema, rede e videojogos, ou de plataformas como o telefone, a tv e o computador.

316 Mourão, J.,

“O mundo das redes: a euforia rizomática”, In

http://triplov.com/ista/cadernos/mundo_das_redes.html

317 Bragança de Miranda, J., Para uma crítica das ligações técnicas, In Bragança de Miranda, J., Cruz, M. (Org.),

Crítica das ligações na era da técnica, Ed. Tropismo, Lisboa, 2002, p. 261

318 Enquanto labirinto móvel. Lévy, P., Cibercultura, Editora 34, São Paulo, 1999, p. 111

319

Bragança de Miranda, J., Mapear a cibercultura, http://www.cecl.com.pt/redes/pdf/mapearjbm.pdf

320 O híbrido comporta já uma ligação antiga. Molder, F., Apologia da inadaptação, In Bragança de Miranda, J., Cruz, M. (Org.), Crítica das ligações na era da técnica, Ed. Tropismo, Lisboa, 2002, p. 227

321

Teófilo, F., “Tubérculos Capitalismo Esquizofrenia e a Internet” , In http://bocc.ubi.pt/pag/teofilo-fernando- Tuberculos-Internet.html

42 ubiquidade híbrida322, a Cibercultura é estruturante relativamente a uma nova ontologia política. Assim, a virtualização323 não é uma desrealização, mas uma mutação de identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objecto considerado: em vez de se definir principalmente pela sua actualidade, passa a encontrar a sua consistência essencial num corpo problemático324. O que o virtual vai permitir é a passagem a uma outra lógica: uma lógica da multiplicidade e da diferença, do inacabado e do disperso. A ideia de oceano325que contém a ideia de univocidade, expressão de um mesmo sentido segundo as diferenças. Um só e mesmo oceano para todas as gotas.