GÜVENLİĞİ” YAKLAŞIMLARI
BÖLÜM 2: ÜÇÜNCÜ DÜNYA GÜVENLİĞİ YAKLAŞIMLARI KAPSAMINDA AFRİKA’NIN BÜYÜK GÖLLER
2.1. Afrika’nın Büyük Göller Bölgesi’ndeki Çatışmaların Genel Yapısı
2.3.1. Burundi’deki Çatışmaların Nedenleri ve Tarihsel Gelişimi
2.3.1.4. Çok Partili Hayat: Ulus İnşası Sorunu ve Şiddetten Faydalanan Gruplar ve Elitler
O conjunto de fatores resultantes da interação entre os grupos descritos acima, e que caracterizam um Sistema Local de Produção Agroindustrial competitivo e durável no âmbito econômico, social e ambiental, é apresentado a seguir.
Produto identidade: refere-se a existência de um produto principal associado ao sistema produtivo que represente a sua identidade comercial. A entrada e, principalmente, a permanência desse produto no mercado dependerá de suas características particulares bem como da sua qualidade. A qualidade do produto pode ser compreendida como sua capacidade de satisfazer as necessidades e expectativas da demanda. Para tanto, torna-se relevante que o sistema produtivo esteja sempre focalizado no mercado, acompanhando sua evolução. A existência de um Sistema de Informações permite que as organizações locais tenham acesso às informações sobre as tendências do mercado de consumo e a evolução do setor em nível nacional e internacional, de forma a facilitar a tomada de decisões quanto ao desenvolvimento dos produtos.
Fatores de produção especializados: os fatores de produção referem-se à: disponibilidade e qualidade dos recursos físicos (terra, água, minérios, madeira, condições climáticas, localização, tamanho geográfico), disponibilidade de recursos de capital e infra-estrutura (logística, comunicação, habitação, social e cultural, serviços) recursos do conhecimento (técnicos, científicos e de mercado), quantidade e capacidade dos recursos humanos. Esses fatores de produção são considerados adiantados desde que atendam, especialmente, as necessidades, em quantidade e qualidade, da atividade em questão. A obtenção e a durabilidade desses fatores depende da ação conjunta entre
as organizações produtivas, as pessoas da coletividade e as instituições públicas e privadas. Especialmente no caso dos recursos humanos, a qualificação da mão-de-obra dependerá de ações organizacionais e institucionais direcionadas ao desenvolvimento profissional, como os programas empresariais de treinamento e os cursos profissionalizantes. A participação efetiva dos diversos Sistemas que compõem o capital institucional é fundamental para o desenvolvimento e manutenção desse fator
Coesão sócio-cultural: este fator compreende a existência de uma comunidade de pessoas que compartilham objetivos e valores, e que mantém entre si relações sociais intensas. Além do desenvolvimento profissional, é necessário que os recursos humanos também sejam integrados à sociedade, através de programas sociais que estimulem as relações inter-pessoais e o desenvolvimento pessoal. Este fator é particularmente beneficiado quando as pessoas compartilham uma mesma cultura, baseada na presença de valores e crenças comuns. O conjunto de ações estabelecido pelo Sistema de Integração Social e Profissional contribui diretamente para o desenvolvimento e manutenção desse fator.
Flexibilidade produtiva: a competitividade do sistema produtivo depende não somente de um produto adequado como também da capacidade de se produzir, no momento certo e a um custo adequado, a quantidade necessária para a atender a demanda. Para tanto, o sistema deve ser capaz de responder rapidamente ao mercado e de se adaptar às possíveis mudanças econômicas e tecnológicas. Empresas similares e com baixa capacidade individual poderão adquirir maior agilidade e maior eficiência no atendimento de variações de demanda por meio do estabelecimento de ações associativas. Os custos individuais de acesso às informações mercadológicas, tecnológicas, econômicas, entre outras, tende a ser minimizado quando realizado de forma conjunta. Da mesma forma, empresas de maior porte, geralmente menos ágeis diante da necessidade de adaptação, como alterações de capacidade produtiva ou de planos de produção, podem tornar-se mais flexíveis e eficientes por meio da terceirização de algumas atividades internas realizada a partir das redes de subcontratação de empresas. Em suma, a flexibilidade produtiva de um sistema local de produção é favorecida, especialmente, pela formação de redes empresariais.
Diversificação funcional: refere-se a abrangência do sistema produtivo local em relação às diversas funções ao longo da cadeia produtiva da atividade
dominante. A presença de empresas fornecedoras no meio local contribui para o fluxo de recursos (mercadorias, informações, inovações, etc.) entre as empresas. A ausência de fornecedores de bens e serviços no meio local induz as empresas a buscarem recursos no meio externo, o que não colabora para o desenvolvimento da dinâmica sócio- econômica local. A diversificação funcional pode ser do tipo vertical – empresas de segmentos distintos da cadeia produtiva – e do tipo horizontal – empresas pertencentes a um mesmo segmento, mas especializadas em etapas ou funções complementares do processo produtivo. A diversificação funcional é estimulada, especialmente, pelas ações organizacionais de externalização produtiva, assim como pelas políticas públicas e privadas de atração de empresas.
Capacidade de inovação: a constante evolução da demanda, bem como da concorrência, exige que o sistema produtivo seja capaz de estar continuamente se adaptando e se aprimorando. Além da inovação tecnológica de produtos e de processos, a inovação é caracterizada também pelas novas formas de cultura organizacional e de articulação entre diversos agentes econômicos. O grau de inovação do sistema produtivo dependerá do ritmo dos processos de criação, ou de imitação, realizados pelas organizações produtivas e instituições locais, assim como pelo grau de interação entre elas. A capacidade inovadora do sistema depende tanto da existência de recursos financeiros quanto de recursos humanos. A qualificação profissional e o perfil empreendedor dos agentes produtivos são importantes fontes de processos inovadores. Empresas de maior porte, detentoras de marca comercial e com atuação em mercados externos (nacional ou internacional), também possuem um papel importante nos processos internos de difusão de conhecimento e de inovação. Os Sistemas de Desenvolvimento Tecnológico, de Qualificação Profissional e de Integração Social e Profissional são especialmente importantes para o dinamismo desse fator.
Atuação extra-local: a atuação dos agentes locais não precisa, e não deve, se restringir aos mercados locais. A participação em mercados externos, seja com fins comerciais ou com objetivos de trocas tecnológicas, é fator importante para a aquisição de informações que colaborem para a evolução do sistema produtivo. Este fator pode ser promovido de diversas maneiras como a participação em redes de empresas trans-territoriais, em acordos de pesquisa tecnológica, em feiras comerciais,
em congressos tecnológicos, entre outros. Esse fator é particularmente estimulado pelo Sistema de Desenvolvimento Tecnológico.
Sustentabilidade ambiental: a continuidade das atividades de um sistema produtivo de base agropecuária, fundamentado especialmente na exploração de recursos naturais, depende fortemente da manutenção desses recursos ao longo do tempo. Cabe ao Estado, através de mecanismos apropriados, estabelecer as regras de conduta dos agentes do sistema com relação a utilização e a manutenção dos recursos naturais presentes no território. Enquadram-se nesse contexto as políticas governamentais direcionadas à regulamentação da atividade, ao controle da poluição ambiental e à utilização dos recursos naturais, entre outras. Aos agentes do sistema, organizações e indivíduos, cabe a responsabilidade de respeitar essas regras conscientes da sua importância nesse processo. Essa consciência pode ser estimulada a partir de ações institucionais direcionadas a educar e a informar a coletividade sobre a questão ambiental.
No próximo capítulo, os fatores propostos no grupo central deste modelo, considerados relevantes à competitividade de um sistema local de produção agroindustial, dão suporte a análise empírica dos sistemas de produção selecionados como estudos de casos.
6. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS CASOS ESTUDADOS
Neste capítulo é feita a apresentação dos sistemas locais de produção selecionados como estudos de casos. A descrição dos casos está estruturada de forma a abranger os seguintes aspectos: dimensão econômica e abrangência espacial, trajetória histórica, cadeia de produção, dinâmica das relações locais, participação institucional e aspectos gerais.