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PARA POLİTİKASI VE PİYASALAR

Belgede 2005 YILLIK RAPOR (sayfa 94-98)

Face às demandas e desafios da emergente era do conhecimento, constatou-se nas últimas três décadas, um movimento crescente das organizações brasileiras, tanto privadas quanto públicas, no sentido de reavaliarem os seus modelos de gestão. Para as empresas privadas, disso dependiam a sua sobrevivência e competitividade no mercado. Na instância pública, era preciso aumentar a eficiência e melhorar a capacidade para o cumprimento da missão, isto é, oferecer serviços de excelência a uma sociedade cada vez mais exigente.

Alavi e Leidner (2001) explicitam pelo menos duas razões que motivaram as organizações a se interessarem por Gestão do Conhecimento. As autoras relatam que, a partir de um estudo realizado em empresas europeias por uma empresa de consultoria (KPMG), em 1998, constatou-se que quase a metade das empresas pesquisadas relatou ter sofrido um retrocesso significativo por perder funcionários-chave. Outra pesquisa relatada por essas autoras (2001), realizada no mesmo ano pela Cranfield University, identificou que a maioria das organizações acreditava que apesar de grande parte do conhecimento necessário existir dentro da organização, a identificação, diagnóstico e aproveitamento desse conhecimento eram problemáticos.

A Gestão do Conhecimento surge, portanto, nesse cenário, como um método para mobilizar o conhecimento, reconhecido como o mais importante ativo organizacional, tendo em vista o alcance dos objetivos estratégicos e o aumento da inteligência corporativa para dar resposta ao meio ambiente, com inovação e competência, a partir da utilização de metodologias e tecnologias específicas. Dentre as muitas definições relativas à Gestão do Conhecimento, ressalvou-se no Quadro 4, as que são propostas por alguns estudiosos mais destacados no assunto.

Quadro 4 Conceitos de gestão do conhecimento na perspectiva de diferentes autores Conceitos de Gestão do Conhecimento

É o processo de criar continuamente novos conhecimentos, disseminando-os amplamente através da organização e incorporando-os velozmente em novos produtos/serviços, tecnologias e sistemas. (NONAKA; TAKEUCHI, 2008, p. 9).

Um princípio gerencial que visa alavancar informação, conhecimento, experiências e intuição da organização para gerar valor. (FONSECA, 2006, p. 3).

É um conjunto de técnicas e ferramentas que permitem identificar, analisar e administrar, de forma estratégica e sistêmica, o ativo intelectual da empresa e seus processos associados. A gestão do conhecimento está suportada em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia. (DAVENPORT; PRUSAK, 2003, p. 24).

Estratégia para melhorar a eficiência do trabalho do conhecimento e dos trabalhadores do conhecimento [...] a partir do princípio de que [...] o conhecimento deve ser gerenciado no mesmo contexto em que se cria valor. (STEWART, 2002, p. 123/182).

Possibilita que as organizações, em interação com os seus ambientes, gerem e usem o conhecimento, com base numa combinação desse conhecimento com suas experiências, valores e regras internas. (PROBST; RAUB; ROMHARDT, 2002, p. 63).

A gestão do conhecimento está intrinsecamente ligada à capacidade das empresas em utilizarem e combinarem as várias fontes e tipos de conhecimento organizacional para desenvolverem competências específicas e capacidade inovadora, que se traduzem, permanentemente, em novos produtos, processos, sistemas gerenciais e liderança de mercado. (TERRA, 2001, p. 77).

É construção (criação e obtenção), renovação (compilação e transferência), aplicação sistemática, explícita e deliberada do conhecimento (disseminação e aplicação) para maximizar a eficiência relativa ao conhecimento do empreendimento (compreensão de valor) e o retorno de seus ativos de conhecimento. É, portanto, um processo que permite à organização saber o que ela sabe e efetivamente utilizá-lo para obter vantagem competitiva. (WIIG, 1999, p. 39).

É a arte de criar valor a partir dos ativos intangíveis da organização. É uma disciplina que promove, com visão integrada, o gerenciamento e o compartilhamento de todo ativo de informação possuído pela empresa. [...] Esta informação pode estar em um banco de dados, documentos, procedimentos, bem como em pessoas, através de suas experiências e habilidades. (SVEIBY, 1998, p. 1, 36).

É um processo para criação, captura, armazenamento, disseminação, uso e proteção do conhecimento importante para a empresa. A Gestão do Conhecimento, por meio de suas práticas, objetiva organizar de forma estratégica os conhecimentos dos colaboradores e os conhecimentos externos, que são fundamentais para o sucesso do negócio. (SKROBOT, 2010, p. 6).

É uma ampla coleção de práticas organizacionais relacionadas à geração, à captura, à disseminação de know-

how, para promover o compartilhamento do conhecimento na organização e com o mundo exterior. (OCDE,

2003).

Fonte: Adaptado pela autora (2014), a partir de vários autores.

Segundo o entendimento de Dawson (2000), a Gestão do Conhecimento deve incluir duas estratégias relevantes, as quais chama de “coleção” e “conexão”. Por meio da primeira, o conhecimento das pessoas deve ser codificado em documentos, modelos e software, para que outras pessoas possam usá‐lo. Na segunda, as pessoas devem ser conectadas diretamente a outras com experiência relevante, para que este conhecimento possa ser aplicado a um problema específico. De uma forma ou de outra, as definições se referem às melhores formas de como as organizações criam, compartilham e utilizam tanto o conhecimento explícito disponível quanto o conhecimento que reside na mente de seus membros.

Para Davenport e Prusak (2003), a maior parte dos projetos de Gestão do Conhecimento tem pelo menos um dos três objetivos a seguir: revelar o papel do conhecimento em uma organização e torná-lo explícito; desenvolver uma cultura intensiva do conhecimento, incentivando comportamentos tais como a proatividade, na busca e partilha de

conhecimento; e construir uma infraestrutura de conhecimento, que disponibilize para as pessoas uma conexão virtual com espaço, tempo e ferramentas definidos, de modo a que possam interagir e colaborar. Para adotarem a Gestão do Conhecimento, Stewart (2002) propõe que as organizações melhorem a capacidade de atrair e de manter pessoas com competências, habilidades e atitudes que agreguem valor aos seus estoques de conhecimento e estejam alinhados às suas necessidades de aprendizado individual e coletivo e com os seus interesses estratégicos de longo prazo, no que tange ao fortalecimento das competências organizacionais.

Wiig (1993) correlaciona a Gestão do Conhecimento à capacidade das organizações de utilizarem e combinar as várias fontes e tipos de conhecimento organizacional para desenvolver competências específicas e inovadoras, ressaltando que o mais importante nesse processo, é fazer com que o conhecimento essencial aos seus fins, possa ser acessado facilmente por todos os seus membros, e incorporado rapidamente aos seus produtos e serviços, de modo a aumentar a sua competitividade.

Nesse sentido, oportuno esclarecer, que para transformarem o conhecimento num ativo organizacional valioso, não basta que as organizações apenas o possuam. É preciso fazer com que o conhecimento, a experiência e a técnica sejam estruturados formalmente, a partir de um conjunto de processos distintos e ao mesmo tempo interdependentes, que compõe a base metodológica da Gestão do Conhecimento. De um modo geral, esses processos constituem-se em: criação, armazenagem, recuperação, transferência e aplicação do conhecimento, sobre os quais trataremos em seguida.

Belgede 2005 YILLIK RAPOR (sayfa 94-98)