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AKTİF HESAPLAR : L Altın Mevcudu

Belgede 2005 YILLIK RAPOR (sayfa 168-173)

MERKEZ BANKASI BİLANÇOSU

AKTİF HESAPLAR : L Altın Mevcudu

No âmbito das políticas do Governo Eletrônico, a Gestão do Conhecimento é compreendida como sendo:

[...] um conjunto de processos sistematizados, articulados e intencionais, capazes de incrementar a habilidade dos gestores e servidores públicos de criar, coletar, organizar, transferir e compartilhar informações e conhecimentos que podem servir para a tomada de decisões, para a gestão de políticas públicas e para a inclusão do cidadão como produtor de conhecimento coletivo. (BRASIL, 2004, p. 17).

[...] é mais que a agregação de projetos, metodologias e ferramentas: significa compromisso com a transparência; foco nos processo em vez da hierarquia; uso e reuso eficaz de informações, conhecimentos, boas práticas de gestão e expertises; visão integradora; uso eficaz de novas Tecnologias de Informação e Comunicação; e, principalmente, foco nas necessidades dos cidadãos [...]. (BATISTA et al., 2005, p. 84).

Em demonstração de claro entendimento da importância da GC para a modernização, eficiência e aumento da capacidade das organizações públicas em reagirem rapidamente às mudanças da sociedade, o Comitê Executivo do Governo Eletrônico definiu que a “[...] Gestão do Conhecimento no setor público deve ser objeto de política específica na esfera das políticas do Governo Eletrônico [...]”. (BRASIL, 2004, p. 18).

O referido Comitê também formalizou, como foco de atuação no contexto da GC, “[...] Propor normas, recomendação e diretrizes para as políticas de governo eletrônico em gestão do conhecimento; Identificar, disseminar e distribuir as aplicações e ferramentas tecnológicas de Gestão do Conhecimento aos atores do Governo Eletrônico”. (BRASIL, 2004, p. 18).

Dentre as iniciativas formais do CEGE para a promoção e desenvolvimento da Gestão do Conhecimento no contexto da Administração Pública Federal Brasileira, ressalta-se a criação do Comitê Técnico de Gestão do Conhecimento e Informação Estratégica, em 29 de outubro de 2003, por meio de decreto da Presidência da República (BRASIL, 2003). O referido Comitê tem como missão, conforme disponibilizado no seu Portal Virtual7:

Promover a Gestão do Conhecimento na Administração Pública, tendo como pressuposto de que a experiência acumulada progressivamente pelos servidores públicos constitui um capital estratégico do Estado, o qual deve ser compartilhado e explorado ativamente pelos órgãos de governos e pela sociedade brasileira.

Seus objetivos específicos, publicitados no mesmo canal, são:

7 Informação disponível em: <http://www.catir.gov.br/ct-gcie/O_que_%C3%A9_o_CT-GCIE>. Acesso em: 30

Promover o uso dos princípios, conceitos e métodos de Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal; Identificar e acompanhar as melhores práticas em gestão do conhecimento, no âmbito da Administração Pública Federal, para divulgar e disseminar a cultura de GC via Governo Eletrônico; Propor uma Política de Gestão do Conhecimento para a Administração Pública Federal; Identificar, disseminar e distribuir as aplicações e ferramentas de Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal.

Em cumprimento aos seus objetivos fins, o CT-GCIE elaborou uma proposta de Política de Gestão do Conhecimento (PGC) para a Administração Pública Federal, a partir da colaboração dos seus membros, de forma presencial e virtual, com base no levantamento de dados e informações sobre a situação da GC na área pública no país e no exterior, e junto a diversos públicos de interesse (FRESNEDA; GONÇALVES, 2007). Esta proposta foi enviada ao CEGE em junho de 2007, com sugestão para que fosse aprovada na forma de Resolução.

A Política e as Diretrizes para a Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal proposta é de ampla abrangência, na medida em que se direciona tanto à Administração Direta (estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios) quanto à Administração Indireta (autarquias, empresas públicas, sociedade de economia mista e fundações públicas).

Dentre as suas finalidades, descritas no artigo 1º da Resolução sugerida, destacamos:

I – melhoria da eficiência, eficácia, efetividade e qualidade da formulação e implementação de políticas e serviços públicos prestados ao cidadão e à sociedade brasileira; [...] incentivo à criação de cultura voltada para a importância e utilidade da informação e do conhecimento na gestão pública, entre os dirigentes governamentais; IV – desenvolvimento de cultura colaborativa entre áreas governamentais e criação e compartilhamento de conhecimentos entre governo e sociedade; V – incentivo ao desenvolvimento de competências cognitivas pragmáticas e atitudinais de servidores e empregados públicos, orientadas para criação, compartilhamento, uso e preservação do conhecimento [...]. (FRESNEDA; GONÇALVES, 2007, p. 66-67).

No artigo 3º da Resolução encaminhada ao CEGE, o CT-GCIE propôs 13 diretrizes para nortear a PGC/APF, das quais evidenciamos:

I – incentivar e apoiar as organizações da Administração Pública Federal no planejamento e execução de iniciativas de Gestão do Conhecimento; II – promover a sensibilização dos dirigentes para o uso estratégico da informação e do conhecimento nas organizações da Administração Pública Federal; III – dotar os profissionais da Administração Pública Federal de competências (conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) para o planejamento e a execução de ações de Gestão do Conhecimento; IV – mensurar os resultados e benefícios do uso da Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal; [...] IX – assegurar estrutura,

legislação e capacitação necessárias para patrocinar, mobilizar e direcionar a elaboração e implantação do Plano de Gestão do Conhecimento pelas organizações da Administração Pública Federal; X – promover a criação e o

compartilhamento do conhecimento como condição necessária para a inovação na Administração Pública Federal; [...] XIII – promover o uso intensivo das tecnologias da informação com aplicações relacionadas às práticas de gestão do conhecimento. (FRESNEDA; GONÇALVES, 2007, p. 68-70, grifo nosso).

Nessa proposta de Resolução, o CT-GCIE fez duas recomendações de vital importância para a sustentação estratégica da política apresentada: uma orienta as organizações da APF a contemplarem em seu Plano Plurianual (PPA), “[...] atividades e recursos orçamentários destinados ao planejamento, execução, monitoramento/ acompanhamento e avaliação das ações do seu Plano de Gestão do Conhecimento” (FRESNEDA; GONÇALVES, 2007, p. 72). Outra propõe que essas mesmas organizações, priorizem, em seu Plano Anual de Capacitação, ações que qualifiquem e sensibilizem os gestores e o corpo funcional para a importância do recurso conhecimento e de sua gestão, bem como para a elaboração e implantação do seu Plano de Gestão do Conhecimento, de modo a que se tornem “ativistas do conhecimento”, nominação designada pelo CT-GCIE ao

Servidor ou empregado público incentivador, facilitador e fomentador das atividades relacionadas à gestão do conhecimento em sua organização. [...] conhecido como um compartilhador ativo de conhecimento na sua área de atuação. (FRESNEDA; GONÇALVES, p. 68).

No conjunto de ações e medidas que foram desenvolvidas ou estão em andamento, para a consolidação da GC no contexto da Administração Pública Brasileira, destacamos, ainda, o fato do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GesPública), ter definido como um dos requisitos de avaliação para a concessão do Prêmio Nacional da Gestão Pública às organizações deste segmento, a forma como essas implementam processos gerenciais que tenham “[...] por objetivo a identificação, o desenvolvimento, a construção, a proteção e o compartilhamento do conhecimento”. (BRASIL, 2010, p. 56).

Batista et al. (2005), relacionaram as principais práticas de Gestão do Conhecimento implementadas nas organizações públicas, dentre as quais ressaltamos: fóruns presenciais; comunidades de prática; gestão por competência e educação corporativa na área de Gestão de Pessoas; realização do diagnóstico da GC; benchmarking; melhores práticas; memória organizacional e mapeamento do conhecimento, no contexto da Gestão de Processos; e criação de portais/intranets/extranets, gestão eletrônica de documentos, uso do Balanced Scorecard e de Sistema Integrado de Gestão como suporte tecnológico à GC.

A despeito dos avanços teóricos e da inserção da Gestão do Conhecimento nos documentos oficiais do Governo Federal, o que se constatou, no entanto, pela revisão da literatura, é que após mais de uma década da criação do CT-GCIE, quase nada saiu do papel,

em se tratando de uma ação ampla, disseminada e executada em todos os órgãos vinculados à esfera pública; pelo contrário, a GC vem se desenvolvendo a partir de iniciativas isoladas e esforços pulverizados, não havendo comunicação e compartilhamento de informações eficientes sobre as práticas de GC entre os seus diversos órgãos, gerando um significativo desconhecimento do tema entre os gestores públicos e servidores de maneira geral (BATISTA, 2012). Muito embora tenha encaminhado a proposta de Resolução para a formalização da Política e Diretrizes para a Gestão do Conhecimento na Administração Pública Federal, desde junho de 2007, continuava esperando aprovação pelo CEGE, por ocasião da realização desta pesquisa.

Tendo em vista ser a GC um projeto de consolidação no longo prazo, que exige o envolvimento permanente de profissionais altamente qualificados, inteirados e comprometidos com a missão, valores e memória organizacional, dentre os traços culturais da Administração Pública Brasileira, já abordados neste estudo, o que pode ser considerado mais restritivo em relação ao avanço da GC em organizações públicas é a descontinuidade e o amadorismo administrativo.

Segundo Carbone (2000), no Brasil, cada governo tende a privilegiar apenas projetos que possam ser concluídos em seu mandato, tendo em vista o retorno político, contribuindo, consequentemente, para o predomínio de projetos de curto prazo, em detrimento dos estratégicos. A descontinuidade também gera o conflito entre os objetivos do corpo permanente e o temporário, que chega com as mudanças de gestão, uma vez que estes profissionais, cientes da efemeridade de seus cargos/funções, dificilmente contribuem efetivamente com a implementação de projetos duradouros e nem se empenham em conhecer a história e a cultura da organização, situação agravada pelo fato de que, mesmo querendo contribuir, esses profissionais nem sempre possuem o preparo técnico necessário, em função do predomínio de critérios políticos em detrimento da capacidade técnica ou administrativa dos nomeados. Este conjunto de fatores faz com que a APB, se torne amadora em muitos aspectos de gestão.

Percebemos que esse entendimento é respaldado por Fresneda e Gonçalves (2007, p. 7), quando enfatizam que o conhecimento produzido no contexto da Administração Pública, apesar de sua relevância, muitas vezes “[...] se perde na burocracia do Estado brasileiro ou fica apenas no conhecimento tácito de seus funcionários [...]”. Esses autores ainda informam que:

[...] grande parte desse conhecimento é desarticulada a cada vez que o governo troca de mãos, seja pela substituição das pessoas que o detém, seja pela descontinuidade de planos e projetos, que muitas vezes não são registrados de maneira explícita e residem apenas no cérebro das pessoas que se dispersam. [...] Sistematizar o conhecimento público e transformá-lo em valor para o país passa a ser então o grande desafio do governo brasileiro, em todas as suas esferas. (FRESNEDA; GONÇALVES, 2007, p. 7).

Como medida de minimização desse contexto, consideramos imprescindível que a Gestão do Conhecimento, além de integrar as políticas de governo, torne-se alvo contínuo de iniciativas e investimentos crescentes, que culminem com a adoção de um modelo oficial de GC para a administração pública, cuja implementação nos diferentes órgãos, possa se dar de forma apoiada, mas descentralizada; acompanhada, porém, sem cerceamento da criatividade e da inovação; avaliada, muito mais para reconhecimento e premiação, do que para conformação/padronização, uma vez que a prioridade deverá ser dada à adequação do modelo de GC às diferentes realidades e aos distintos fins, dos diversos órgãos que integram a APB.

Entendemos que, uma vez tendo explicitado o seu compromisso com a construção de uma sociedade com foco em conhecimento, e reconhecido formalmente a importância da Gestão do Conhecimento para o cumprimento de sua missão, os gestores da APB, notadamente os da administração direta, devam passar a agir de acordo com esse direcionamento, incluindo a GC no conjunto de suas prioridades estratégicas e coordenando o desenvolvimento de um marco conceitual amplo, de modo a que se acelerem e se avolumem os investimentos para a sua real consolidação no modus operandi da gestão pública. A definição de um Modelo de Gestão do Conhecimento para a Administração Pública Brasileira, que facilite o planejamento e a implementação da GC em todas as suas esferas, em benefício do cidadão-usuário e da sociedade, figura entre as medidas mais urgentes e sobre este tema versaremos em seguida.

Belgede 2005 YILLIK RAPOR (sayfa 168-173)