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ÇİZELGE 2. 16 ve 19 Yüzyıllar Arasında Osmanlı Devleti’nin Yabancı Devletlerle İmzaladığı Dostluk ve Ticaret Antlaşmaları

3.3. Osmanlı Gümrük Rejimi ve Organları

3.3.1. Osmanlı Gümrük Rejiminin İşleyiş

Para Fernández (2004), os alunos ao conviverem nos espaços escolares vão se organizando em grupos de iguais e dotando-se de normas e convenções, construindo pouco a pouco subgrupos, em subculturas, construindo sua socialização, desenvolvendo comunicação e valores que favorecem os processos de aprendizagem social entre iguais, sacralizando comportamentos sociais e convenções próprias de cada grupo.

Quando estas práticas são coerentes com os valores morais que a sociedade considera justos, sua segurança é reafirmada mediante a constatação da pertença a um grupo; porém, quando suas ações se distanciam do que a sociedade entende como correto, torna-se difícil a socialização e aprendem-se modelos agressivos ou violentos de comportar-se. Estes comportamentos são também constituintes do clima da organização.

Quando um aluno percebe a si mesmo com mais poder ou com um poder que não é controlado, segundo a autora, quando os demais não se atrevem a contê-lo ou ele não recebe nenhuma recriminação nem perde, por isso seus amigos, descobre que todos são capazes de

agüentar suas impertinências, isto faz com que as siga realizando o que vai ocasionar o maltrato escolar que pode transformar-se em violência e os alunos que vivenciam a vitimização percebem o clima da escola inseguro e arriscado..

O conceito de violência para Fernández (2004) submete-se aos valores e costumes sociais dos grupos, podendo um mesmo fato ser acolhido por um grupo e rechaçado por outro devido a princípios religiosos, culturais ou outros. Além da justificativa cultural ou tradicional, existe violência quando um indivíduo impõe sua força, seu poder ou status contra outro de maneira a lhe causar danos, o maltrata física ou psicologicamente, direta ou indiretamente, sendo a pessoa impossibilitada de qualquer argumento ou justificação.

A violência entre pessoas no âmbito da convivência escolar, entretanto, se converte em um problema. Sua relevância é tão grande que consegue muitas vezes afetar as estruturas sociais sobre as quais se produzem as atividades educativas. A violência supõe abuso de poder de um sujeito ou grupo sobre outro mais fraco ou indefeso. Implica na existência de assimetria entre os envolvidos e a necessidade de confrontação se faz perceber nos dois lados oponentes, contribuindo para caracterizar o clima da escola.

Existe violência nas relações entre os alunos desta escola e os professores estão conscientes da sua ocorrência e de atos de incivilidade e vitimização entre alunos, e dos lugares em que ocorrem com maior freqüência Entendem violência de uma forma muito ampla, que abrange desde as físicas às psicológicas. Para eles atos de violência são ações sempre premeditadas e ocorrem entre pessoas de qualquer idade ou posição. Eles explicam:

É agressividade de qualquer grau e de qualquer forma (verbal, psicológica, física) entre alunos, entre pais e professores e entre alunos e professores. É acosso verbal e qualquer agressão premeditada tanto física como verbal ou gestual e se dão nos recreios e corredores.

É sentir-se ameaçado, violentado na intimidade, agredido psicologicamente. Nesta escola a violência é considerada como falta de respeito aos direitos de cada um. Os professores explicam:

Violência é o desrespeito ao limite de onde termina seus direitos e começa o dos demais.

É um atentado contra os direitos da pessoa, tanto físico como psíquico. Ofende-se ao outro por não compartilhar das mesmas idéias e sentimentos. Atos de violência e incivilidade no Colegio S. são perpetrados pelos alunos mais velhos, adolescentes. Os professores testemunham:

A violência acontece, sobretudo, entre alunos maiores.

É manipulação à qual submetem companheiros mais velhos e ocorrem nas salas e momentos de recreio.

Neste colégio existe um distanciamento formal entre professores e pais dos alunos e a idéia de que deva ser respeitada a hierarquia entre eles, portanto suas inter-relações ficam dificultadas, oferecendo oportunidade para desentendimentos que refletem no clima da escola. Eles explicam:

Violência é qualquer falta de respeito por leve que pareça entre pessoas, em todos os estamentos.

Agressão verbal, psicológica, em especial entre os alunos, ainda que também exista entre professores e pais.

Nesta escola considera-se que as agressões atendam a emoções momentâneas e possam deixar rastros mais duradouros. Os professores esclarecem:

Os conflitos de ordem pessoal e social podem criar traumas e feridas quando alguém se sente ameaçado, violentado na intimidade.

Note-se que os professores estão conscientes quanto à ocorrência de atos de incivilidade entre alunos nesta escola, e dos lugares em que ocorrem com maior freqüência. São acertos de questões que ficaram pendentes entre eles, devido à falta de supervisão de adultos. Os professores apontam onde acontecem:

Nos descansos de classe, porta do colégio.

Dá-se nos pátios do recreio e alguma vez ou outra no refeitório e nas aulas. Ocorre nos corredores, trocas de classe e recreio.

Acontece quando não há professores presentes.

Sobretudo, nos momentos em que há trocas de classes, no pátio e na saída do colégio.

Nesta escola a violência é entendida como sendo em especial física ou psicológica, sempre acontecendo nas relações interpessoais. É preciso notar que nenhum professor mencionou a violência simbólica (BOURDIEU, 1989), tão presente nesta escola, pelo uso intenso da burocracia e também por conta da orientação religiosa de fé católica que organiza as suas ações, planos de ensino, e que passam despercebidas por serem violências permitidas e aceitas.

Os alunos do Colegio S. responderam ao questionário utilizando múltiplos termos para definir violência, referindo-se em especial à violência física ou psicológica: menosprezar, discriminar, molestar, agredir, insultar, causar danos, provocar, desrespeitar, pressionar, meter-se com alguém sem ter direito de fazê-lo, desrespeitar, caçoar, maltratar, abusar, atentar, atacar.

Os alunos do Colegio S. consideram como violência a manifestação que atinge o físico ou o psicológico de alguém. Eles explicam:

Violência é tudo aquilo que possa molestar física ou moralmente a uma pessoa.

É aquela que causa danos físicos ou psicológicos entre duas ou mais pessoas. Abusar seja psicológica ou fisicamente de uma pessoa, que por qual motivo que seja não pode ou não sabe se defender.

Atentar contra a dignidade e liberdade de qualquer pessoa.

A violência, para os alunos, está relacionada com a falta de respeito e preconceito contra as pessoas. A explicação abaixo confirma:

Violência é não respeitar os demais, discriminá-los por qualquer razão. Para os alunos desta escola existe a necessidade de haver a intenção de agredir para que um ato possa ser considerado violento. Eles explicam:

Violência é atacar por maldade a quem não pode se defender. É causar dano com intenção.

Bater ou insultar a outros sem nenhum motivo, e porque te apetece e sem nenhum apreço a esta pessoa.

Insultar, pressionar alguém por diversão.

No Colegio S. os atos de incivilidade ou violência não são comuns. Alguns alunos explicam:

Dentro do colégio considero que não haja Creio que não se permite isso dentro da escola.

Apesar de não ser muito comum, ela existe. Geralmente na saída das turmas, entre os alunos mais velhos, nos lugares em que os professores e funcionários não se fazem presentes. Entretanto, há respeito à posição de comando ocupada pelo professor, que faz com

que alunos os atendam, mesmo sendo a contragosto, evitando estes incidentes quando em suas presenças.

Alguns professores, não gozam deste poder, assim como as cuidadoras, que permanecem com os alunos na hora da refeição e recreio. Destaque-se que existem professores que são mais respeitados que outros O que os alunos explicam testemunha a observação acima:

Em algumas classes, nas em que os professores não estão muito atentos e não são muito disciplinadores.

Ocorre no refeitório, por parte dos que cuidam e também nas aulas de francês.

Às vezes no pátio, porém a violência é justo na porta da escola. Na saída há alguns conflitos às vezes.

Nas aulas de francês e no refeitório, por parte das cuidadoras. Sobretudo na hora do recreio e na saída do colégio.

Com relação à violência na escola, Fernández (2004) entende que o mau trato entre alunos é resultado de um grande número de fatores. Implicam a maturidade dos protagonistas, suas condições de vida e suas perspectivas de futuro. A violência acontece no espaço da convivência entre diferentes pessoas e conforme o tipo de relações afetivas que ocorram. Atos de incivilidade contra imigrantes não foram presenciados pela pesquisadora, porém existem, em especial com relação aos das Américas do Sul e Central, caracterizando o clima da escola. A observação de um aluno que explica os imigrantes como ‘maltratados’ esclarece:

Existe violência no pátio e nas classes com alunos ‘maltratados’ e não se costuma tomar providencias.

Fernández (2004) explica que incidentes conflitivos, agressivos, que se manifestam no âmbito ou entorno escolar normalmente são observados pelos companheiros e acompanhados pelos professores, tutores, direção e chega-se a algum tipo de sanção. Frequentemente ocorre de forma pontual, sendo que a escola consegue tratar apenas os sintomas e não as causas dos enfrentamentos.

Os atos de incivilidade que ocorrem nesta escola têm, muitas vezes, origem no preconceito contra imigrantes. Blaya (2005, p.296) explica que atitudes de incivilidade que ocorrem no espaço escolar “estão inseridas no complexo fenômeno do clima organizacional”. São percebidas, influindo no clima e em outros produtos escolares.

Benzer Belgeler