• Sonuç bulunamadı

II. Araştırmanın Kaynakları

2.1. CANBOLATOĞLU ALİ PAŞA

2.1.3. Canbolatoğlu Ali Paşa’nın İsyan Serüveni

2.1.3.10. Oruç Ovası Savaşı

Watkins (2001), em sua tese de doutorado, analisou a produção das vogais reduzidas em palavras funcionais do inglês por falantes brasileiros de inglês como língua estrangeira. Partindo do pressuposto de que mesmo os falantes mais fluentes de língua inglesa produzem uma vogal não reduzida enquanto que um falante nativo produziria uma vogal reduzida, o autor buscou sistematizar o que, segundo ele, aparentemente não é regido por regra alguma. Assim, seu trabalho teve como objetivo principal desvendar os condicionadores linguísticos referentes à produção reduzida das vogais em palavras funcionais que, de acordo com o autor, são mais resistentes à redução do que sílabas átonas de palavras de conteúdo (lexicais).

O autor, cuja língua materna é o inglês, explica que sua motivação para este estudo foi a intenção de reduzir ao máximo o sotaque estrangeiro dos falantes brasileiros de inglês. Baseado nas evidências encontradas em Derwing e Munro (19979 apud Watkins 2001) de que uma fala com sotaque acentuado pode exigir mais tempo para ser processada, o autor afirma que, em alguns casos, manter um sotaque estrangeiro pode não ser uma boa alternativa. Em situações de comunicação entre um falante de inglês como LE e um falante nativo, um sotaque muito carregado pode causar irritabilidade por parte do falante nativo, em razão do alto esforço de processamento. Entretanto, em situações nas quais o objetivo é a comunicação entre falantes de inglês como LE, o autor questiona tais “normas” sobre a fala nativa.

Com relação à redução vocálica nas duas línguas em questão, o autor afirma que enquanto em inglês o fenômeno é fundamental para a organização rítmica da língua, em português brasileiro é um recurso estilístico e característico da fala rápida. Desse modo, a redução vocálica em palavras funcionais no PB tende a ser opcional e gradiente, ao contrário da binariedade do inglês, que permite ou uma vogal reduzida ou uma neutra, como o schwa.

Sua análise é fundamentada em duas abordagens gerativas que, segundo o autor, são as mais influentes no estudo do acento e da redução vocálica: a análise gerativa baseada em regras de Halle e Vergnaud (1987) e a análise à luz da Teoria da Otimidade de Burzio (199410, apud Watkins 2001). A partir dessas teorias, o autor estabelece uma relação entre redução vocálica e aquisição de LE.

Em razão da falta de pesquisas na área de redução vocálica, o autor define seu estudo como experimental, apesar de acreditar que alguma sistematicidade haveria de ser encontrada. A partir dessa busca por sistematicidade, o autor desenvolve um estudo piloto com base hipótese de que os fatores que mais influenciariam a redução vocálica estariam relacionados à estrutura silábica e ao contexto métrico e segmental.

Desse modo, Watkins (2001) selecionou quatro informantes falantes de inglês como LE altamente proficientes e dois falantes nativos de inglês e utilizou um instrumento de leitura com 100 frases simples, posteriormente considerado inapropriado para a análise das vogais reduzidas por provocar uma fala mais cuidada, inadequada para a observação da redução vocálica, um fenômeno de fala espontânea.

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DERWING, T., MUNRO, M. Accent, intelligibility and comprehensibility. Studies in Second Language Acquisition, 19, 1-16, 1997.

O estudo piloto apontou como significante a maior resistência à redução vocálica em palavras funcionais do que em sílabas átonas de palavras lexicais. A partir desse estudo, o autor optou por analisar apenas a redução nas palavras funcionais na pesquisa principal, tanto por terem apresentado maior resistência à redução, quanto por ajudarem a focalizar a análise das possíveis causas da variação.

A pesquisa principal baseou-se em duas questões centrais: “Há sistematicidade na variação do uso de vogais em palavras funcionais metricamente fracas por falantes brasileiros de inglês no nível avançado? Se há, quais são os fatores significantes?” (Watkins 2001, p. 84). A amostra considerada contou com 16 falantes de inglês como LE, com idades entre 23 e 60 anos (média de 44). Os pré-requisitos para a seleção dos informantes foram:

1) Ter aprendido inglês em alguma instituição brasileira.

2) Ser falante proficiente de inglês e possuir o Cambridge Certificate of Proficiency in English ou mestrado em Língua Inglesa.

3) Ser conhecido do entrevistador, o que proporcionaria uma ambiente menos formal. Como no estudo piloto, os dados utilizados como referência foram obtidos de dois falantes nativos adultos, um americano e um inglês, ambos professores de inglês como LE residentes no Brasil.

Ao contrário do estudo piloto, a coleta de dados não foi realizada através de instrumento de leitura, em razão das desvantagens por ele citadas. Na opinião do autor, uma conversa informal poderia gerar uma amostra mais autêntica da língua, além de eliminar a influência da escrita. Além disso, o levantamento das ocorrências foi realizado apenas de oitiva, pelo autor e por um pesquisador treinado para o julgamento, sem verificação acústica, pois: primeiramente, haveria a necessidade de realizar a gravação em estúdio, o que, segundo o autor, dificultaria a informalidade necessária para a produção do vernáculo; em segundo lugar, somente as vogais próximas a obstruintes ou pausas poderiam ser analisadas mais facilmente, o que excluiria a análise dos diferentes contextos fonológicos e, finalmente, haveria o risco de que o exercício se tornasse circular, já que mesmo na análise acústica o julgamento humano está envolvido para interpretar os resultados.

A variável dependente da pesquisa foi a produção do schwa ou de uma vogal plena. As variáveis independentes foram as seguintes: 1. Palavra Alvo: o autor selecionou sete preposições semelhantes pelo ambiente sintático (to, of, at, for, as, than e from). Entretanto, como as preposições as, than e from ocorreram muito pouco durante a coleta de dados, foram excluídas; 2. Presença Imediata de Palavra Precedente; 3. Presença Imediata de uma Sílaba Precedente no Mesmo Grupo Entoacional (IG), pois seria mais provável uma sílaba ou um

segmento precedente afetar a vogal alvo se estes pertencessem ao mesmo grupo entoacional; 4. Segmento Final da Palavra Imediatamente Precedente; 5. Primeiro Segmento da Palavra Seguinte; 6. e 7. Tipo de Vogal na Sílaba Precedente/Seguinte, sendo os fatores neste grupo ‘vogal plena’ e schwa; 8 e 9: Status Métrico das Sílabas Precedentes e Seguintes; 10. Categoria do Falante por Quantidade de Output, incluída pela alta variação da quantidade de output durante as gravações. Assim, os 16 informantes foram divididos em dois grupos: sete no grupo mais falante e nove no grupo menos falante.

A análise estatística foi realizada pelo programa VARBRUL, o qual excluiu os grupos de fatores 2, 4, 6, 7, e 8, devido à sua insignificância estatística para a análise da variação. Conclui-se pela análise de Watkins (2001) que a redução vocálica foi condicionada por fatores do contexto linguístico e pela quantidade de fala dos participantes. Entretanto, nenhum fator específico parece ter tido muita influência sobre a variação, o que pode significar que algum outro fator não incluído na pesquisa possa ter influenciado, ou que de fato não há sistematicidade em parte da variação.

Fica evidente nos resultados que to é mais facilmente reduzido do que of e for. Isso pode ter ocorrido, primeiramente, pela própria identidade da palavra, pois to não possui coda, o que facilitaria a redução. Entretanto, essa não poderia ser a única razão, pois for também perde a coda quando precede um onset consonantal, na fala rápida. Além disso, a palavra funcional to ocorreu com muito mais frequência do que as outras preposições, já que a categoria sintática permite sua maior ocorrência.

Com relação ao contexto seguinte à preposição, seus resultados indicaram que /h/ foi altamente inibitório para a redução vocálica, enquanto a ausência de onset na sílaba seguinte foi favorecedora.

Watkins (2001) salienta que a maioria dos falantes de inglês como LE não está ciente da binariedade entre vogal reduzida e vogal plena, pois a maioria dos alunos aprende inglês sem input nativo. Assim, a redução das vogais pode ser vista como um aspecto não muito importante para a comunicação, já que nem mesmo os professores as reduzem. Por fim, o autor afirma que será possível afirmar se é necessário ou aconselhável ensinar as vogais reduzidas explicitamente somente após a realização das seguintes investigações:

• Investigar o quanto a redução vocálica afeta a compreensibilidade entre ouvintes nativos e não-nativos.

• Analisar o padrão de uso do inglês falado por brasileiros.

• Investigar se a não-redução vocálica é fossilizada ou continua sendo melhorada nos níveis avançados.

• Verificar se as vogais reduzidas são percebidas por brasileiros.

Destacamos que, dentre as investigações sugeridas pelo autor, este trabalho propõe-se a investigar a aplicação da redução vocálica em diferentes níveis de proficiência, a fim de se verificar se o fenômeno é mais recorrente nos níveis mais avançados.

Em 2.4 segue o trabalho de Marusso (2003), referente à produção nativa das vogais reduzidas em inglês e em português.