• Sonuç bulunamadı

II. Araştırmanın Kaynakları

2.2. MAANOĞLU FAHRETTİN

2.2.5. II Fahrettin’in Tekrar Affedilmesi

As subseções a seguir apresentam as variáveis extralinguísticas abordadas nesta pesquisa.

4.2.2.2.1 Tempo de Estudo Formal

Diferentemente do trabalho de Watkins (2001), que analisou somente a fala de informantes altamente proficientes em língua inglesa, este trabalho pretende avaliar a relação entre a frequência da produção de vogais reduzidas e o tempo de experiência com a língua estrangeira que falante o possui. Não consideramos os falantes com até dois anos de estudo pelo fato de o fenômeno em questão ser característico da fala fluente e não da fala pausada, provável em falantes dos níveis iniciais.

Neste trabalho, consideraram-se como falantes de nível intermediário os aprendizes que possuem de dois a quatro anos de estudo da língua, os quais, por hipótese, já são capazes de produzir sentenças de maneira contínua e fluente, mesmo que sem acurácia. Analisamos, também, falantes de nível avançado, os quais possuem de cinco a sete anos de estudo de língua inglesa, professores de cursos de inglês, formados em Letras, todos com mais de dez anos de estudo da língua e docentes de universidade, atuantes em cursos superiores de Letras (Português/Inglês e Inglês), tomando por hipótese que essa produção seria a mais aproximada ao falar nativo. Através desta variável, portanto, será possível verificar se o processo de redução vocálica passa a ser mais frequente conforme o tempo de estudo formal do aprendiz aumenta.

Assim, os fatores para a variável Tempo de Estudo Formal são:

Intermediário: de 2 a 4 anos de estudo da língua inglesa. Avançado: de 5 a 7 anos de estudo da língua inglesa.

Docente de curso de inglês: formação em Letras, mais de 10 anos de estudo da língua. Docente da Faculdade de Letras: doutorado (completo ou incompleto) em Letras.

Com o objetivo de testarmos a possível influência do instrumento de coleta sobre o output dos informantes, coletamos, também, os dados de uma falante nativa de inglês americano. Sabemos que falantes nativos geralmente reduzem as vogais de palavras funcionais na fala natural e, portanto, intencionamos verificar o quanto esse processo seria inibido pelo tipo de instrumento de coleta (cf. seção 4.1).

4.2.2.2.2 Idade de Início da Aquisição

A variável Idade de Início da Aquisição foi incluída nesta pesquisa porque acredita-se que quanto mais cedo o aprendiz é exposto à língua estrangeira, maiores são as chances de adquirir uma competência similar à nativa. A ideia de que crianças são melhores aprendizes de LE do que adultos geralmente tem base na hipótese do período crítico,segundo a qual quanto mais tarde o aprendiz for exposto à língua estrangeira, maior será a influência da língua materna sobre a LE, fazendo com que o aprendiz transfira as características da LM à LE.

De acordo com Long (1990), evidências apontam para a existência de um período crítico com base biológica e neurológica, após o qual a proficiência nativa seria inacessível a aprendizes que já ultrapassaram determinada idade. Segundo o autor, a aquisição da sintaxe e da morfologia nativa parece ser possível apenas para quem inicia a aprendizagem da LE até os 15 anos. No que concerne à fonologia, o autor também é categórico:

The ability to attain native-like phonological abilities in an SL begins to decline by age 6 in many individuals and to be beyond anyone beginning later than age 12, no matter how motivated they might be or how much opportunity they might have (Long 1990, p.280)26.

Segundo Long (1990), portanto, a pronúncia é o primeiro aspecto a ser afetado pelo período crítico, e aspectos como motivação e quantidade de input não são suficientes para o desenvolvimento de uma pronúncia similar à nativa. Por outro lado, de acordo com Bongaerts, Mermen e Van der Slik (2000, p.299), pesquisas sugerem que a pronúncia é o único fator a ser comprometido pela idade, pois é o único aspecto do desempenho linguístico que envolve fatores neuromusculares e que, portanto, tem uma realidade física. Entretanto, segundo os autores, apesar desta barreira biológica, é possível que aprendizes mais velhos desenvolvam bem a pronúncia da LE, desde que estejam motivados e recebam intensa quantidade de input.

Alguns autores, como Fromkin, Rodman e Hyams (2003, p.383) e Bialystok e Hakuta (1999, p. 164), mencionam o termo “período sensível” para a aquisição de línguas estrangeiras, em vez do já mencionado “período crítico”. De acordo com estes autores, o

26 A capacidade de adquirir habilidades fonológicas iguais às dos falantes nativos em uma segunda língua

começa a diminuir por volta dos 6 anos de idade em muitos indivíduos e torna-se inacessível a qualquer pessoa com mais de 12 anos, independentemente da motivação e das oportunidades que se possa ter (tradução nossa).

“período sensível” mais curto é o da aquisição da fonologia, já que a aquisição da pronúncia nativa geralmente requer exposição na infância. Entretanto, este novo termo também é discutível, pois se considerarmos o período crítico simplesmente como um período de maior sensibilidade para a aprendizagem, haveria um período crítico não só para a aquisição de línguas estrangeiras, mas para qualquer tipo de aprendizagem (Bialystok e Hakuta 1999, p. 164).

Portanto, é fato que crianças e adolescentes têm mais facilidade para adquirir diversas habilidades por razões cognitivas, pois aspectos como a memória associativa são comprometidos com a idade (Birdsong 2006, p.34). Além disso, quanto mais cedo o aprendizado ocorre, maior quantidade de input e mais oportunidades de uso o falante terá, contanto que a aprendizagem ocorra de maneira contínua.

A partir dessa discussão, buscamos investigar, com a presente variável, se os informantes que aprenderam inglês até os 13 anos produzem mais vogais reduzidas do que os informantes que iniciaram a aprendizagem da língua após os 14 anos.

Os fatores determinados para esta variável são, portanto:

Infância/pré-adolescência: antes dos 13 anos Adolescência/idade adulta: a partir de 14 anos

4.2.2.2.3 Idade

Assim como a variável Idade de Início da Aquisição, intencionamos com a variável Idade verificar a influência da idade do informante na produção das vogais reduzidas. De acordo com Gass e Selinker (2009, p.412), os adultos apresentam mais facilidade no desenvolvimento da morfologia e da sintaxe, enquanto os aprendizes mais jovens possuem grande vantagem no que diz respeito à aquisição da fonologia. Desse modo, acreditamos que, quanto mais velho for o aprendiz, mais aspectos da LM podem ser transferidos para a LE.

Os fatores estabelecidos para esta variável são os seguintes:

De 15 a 34 anos A partir de 35 anos

4.2.2.2.4 Experiência em País Falante de Inglês

A inclusão da variável Experiência em País Falante de Inglês baseia-se na hipótese de que em contextos de imersão, nos quais o aprendiz tem a oportunidade de praticar a língua naturalmente, as chances de aproximação da pronúncia estrangeira à nativa são maiores.

Em uma pesquisa sobre a aquisição de holandês por falantes de diferentes línguas maternas, Bongaerts, Mermen e Van der Slik (2000, p.306) concluíram que os informantes que mais se aproximaram à pronúncia nativa são os que viveram na Holanda por muito tempo e que, portanto, foram bastante expostos ao input em contexto natural.

Sendo a não-redução vocálica um dos fatores que caracterizam o sotaque estrangeiro dos falantes brasileiros de LE, tomamos como hipótese que a prática da língua em contexto nativo possa amenizar as diferenças entre a fala nativa e a estrangeira. Para isso, consideramos um período mínimo de dois meses27 de vivência em país falante de inglês para contar como experiência.

Os dois fatores para esta variável são:

Possui experiência em país falante de inglês Não possui experiência em país falante de inglês

4.2.2.2.5 Informante

O objetivo da variável Informante é controlar a aplicação da redução vocálica por indivíduo. Cada informante recebeu um código, de modo que suas identidades permanecessem confidenciais no decorrer da análise. Os fatores para essa variável podem ser visualizados no Quadro 2 a seguir:

27 Estabeleceu-se tal período pelo fato de a maioria dos informantes possuírem mais de dois meses de

EXPERIÊNCIA COM A LE IDADE INFORMANTE

De 15 a 34 anos. 1

Docente De 15 a 34 anos. 2

Universitário Mais de 35 anos. 3

Mais de 35 anos. 4

De 15 a 34 anos. 5

Professor De 15 a 34 anos. 6

de Curso Mais de 35 anos. 7

Mais de 35 anos. 8 De 15 a 34 anos. 9 Avançado De 15 a 34 anos. 10 Mais de 35 anos. 11 Mais de 35 anos. 12 De 15 a 34 anos. 13 Intermediário De 15 a 34 anos. 14 Mais de 35 anos. 15 Mais de 35 anos. 16 Quadro 2 –Codificação dos informantes da amostra

A seção 4.3 a seguir apresenta os instrumentos de pesquisa utilizados neste trabalho.