II. Araştırmanın Kaynakları
2.1. CANBOLATOĞLU ALİ PAŞA
2.1.3. Canbolatoğlu Ali Paşa’nın İsyan Serüveni
2.1.3.9. Kuyucu Murat Paşa’nın Asilere Karşı Hazırlığı
A redução vocálica é muito recorrente na língua inglesa, sendo fundamental para a organização rítmica da língua por delimitar as fronteiras de palavras (Watkins, 2001). Devido ao ritmo acentual do inglês, algumas sílabas são fortes (acentuadas) e muitas outras são fracas (não acentuadas), sendo que muitas das sílabas átonas contêm o schwa. Assim, a relação entre acento e vogal reduzida demonstra-se bastante forte, mas é equivocado concluir que toda a sílaba átona possui um schwa, pois é perfeitamente possível que qualquer fonema vocálico do inglês ocorra de maneira não reduzida em posição átona (Yavas 2006, p. 88). Assim, na língua inglesa, embora todo schwa seja átono, nem toda vogal em posição átona é um schwa.
Salientamos que a vogal em questão não se trata da vogal /√/, da palavra inglesa cup. Segundo Roach (2000, p. 127), há autores que não distinguem √ de ´ porque o schwa ocorre apenas em posição átona e porque não há pares mínimos entre essas duas vogais em posição átona. O autor afirma que essa proposta resultou na hipótese de que um único símbolo
fonológico, como /´/, por exemplo, fosse utilizado para representar a ocorrência de [√] e de [´], que seriam alofones desse novo fonema /´/, sendo que [√] ocorreria em posições tônicas e [´] em posições átonas.
Por outro lado, o autor afirma que alguns fonólogos sugerem que [´] é um alofone de diversas outras vogais, como nas palavras economy [I’kÅnmi] e economic [ik’nÅmic], em que a vogal /Å/ se torna [] na posição átona. Segundo o autor, a conclusão a que se pode chegar a partir dessa discussão é a de que [] não é um fonema em inglês, e sim um alofone de diferentes fonemas vocálicos quando tais fonemas estão em posição átona.
Assim, apesar de apresentarem características articulatórias semelhantes, essas duas vogais diferenciam-se foneticamente pelo fato de a vogal /√/ ser mais baixa e mais posterior do que o schwa e por apresentar valores de F1 mais baixos do que o schwa (F1: 760, em comparação ao valor de 550 atribuído ao schwa). Além disso, essas vogais distinguem-se porque /√/ tem caráter fonológico e ocorre em sílabas tônicas e porque o schwa ocorre somente em sílabas átonas e não tem status fonológico nem no IA nem no PB.
Além do schwa, Roach (2000) destaca duas outras vogais comumente encontradas em posição átona, sendo a primeira uma vogal entre /i/ e /I/ e a outra, uma vogal entre /u/ e /U/. Segundo Hayes (1993), a vogal reduzida é geralmente o schwa, mas alguns dialetos apresentam dois fonemas reduzidos, /Æ/ e /ə/. Watkins (2001, p.25) critica tal afirmação, pois Hayes (1993) não poderia estar falando de “fonemas vocálicos reduzidos”, já que estes não possuem capacidade de distinção.
Claro está que o schwa é uma vogal reduzida, sendo essa uma vogal pertencente a um grupo isolado por apresentar posição neutra, ao contrário de todas as outras vogais. Assim, neste trabalho, com relação ao inglês, consideramos que a única vogal que caracteriza um exemplo claro de redução vocálica é o schwa, vogal mais recorrente na língua.
Com relação aos tipos de redução vocálica, já mencionados na subseção 2.2.1, sobre o PB, Marusso (2003) cita como exemplo de redução vocálica fonológica obrigatória em inglês a alternância entre [ei] e [´] em palavras como explain [ek’spleIn] e explanation [ekspl´’neIS´n]. Outro exemplo seria a alternância entre uma vogal plena em posição tônica e um schwa em posição átona em pares derivacionais como photo’gr[æ]phic e pho’togr[´]phy. O schwa das sílabas átonas de palavras como pho’tography, ex’plain, to’day e for’bidden caracteriza uma redução vocálica fonológica obrigatória devido à impossibilidade da
ocorrência de vogais plenas nessa posição (ex.: *[tU’dei]). Quando produzimos as palavras acima de maneira enfática, a intensidade e a duração das sílabas acentuadas são alteradas, mas o schwa da sílaba átona mantém-se6.
O processo de redução vocálica fonológica não obrigatória, conforme mencionado na subseção 2.2.1, refere-se à alternância no pós-léxico entre vogais plenas com o schwa (Marusso 2003, p. 326). São exemplos desse fenômeno a variação entre [i, o, u] e o schwa nas sílabas átonas de palavras como denounce ([di’naUns]~[də’naUns]), romantic ([roU’mQntIk]~ [rəU’mQntIk]) e regular ([‘rEgjul‘] ~ [‘rEgjəl‘])7. Diferentemente da redução fonológica obrigatória, a redução não obrigatória é influenciada por fatores como estilo e velocidade de fala, sendo as formas reduzidas mais comuns na fala rápida e no estilo informal (Marusso 2003, p. 326).
A redução vocálica fonológica não obrigatória também é condicionada pela classe gramatical, sendo que a redução é muito comum em palavras funcionais, as quais geralmente apresentam em inglês a vogal reduzida schwa, mas podem conter uma vogal plena em situações específicas, conforme veremos a seguir. Segundo Roach (2000, p.112), é possível pronunciar tais palavras com vogais plenas, mas essa pronúncia é mais comum na fala estrangeira.
De acordo com o autor, ainda que falantes de inglês como LE normalmente consigam fazer-se compreendidos utilizando vogais plenas em palavras funcionais, falantes nativos de inglês consideram essa produção artificial e a identificam como não nativa. Além disso, aprendizes que não têm conhecimento das formas reduzidas dessas palavras podem apresentar dificuldades em entender falantes que utilizam tais formas reduzidas. Assim, segundo o autor, devido ao fato de que falantes nativos normalmente produzem o schwa em palavras funcionais, é importante que os falantes de inglês como LE tenham consciência dessa redução, tanto para reduzir o sotaque estrangeiro quanto para melhorar a compreensão da fala nativa.
Segundo Roach (2000, p. 113), a produção de vogais plenas em palavras funcionais é restrita às seguintes situações8:
1) Quando a palavra funcional ocorre no fim da frase. Ex.: Chips are what I’m fond of.
6 Conforme Mehmet Yavas (2008), em comunicação pessoal. 7 Exemplos extraídos de Yavas (2006, p. 89-90).
8 As transcrições fonéticas dos exemplos em 1, 2, 3 e 4 seguem o padrão britânico apresentado pelo autor, mas o
[‘tSIps ‘wÅt aIm ‘fÅnd Åv]
2) Quando a palavra funcional está sendo contrastada com outra palavra. Ex.: The letter is from him, not to him.
[D ‘letz ‘frÅm Im nÅt ‘tu: Im]
3) Quando a palavra funcional recebe acento enfático. Ex.: You must give me more Money.
[ju ‘m√st ‘gIv mi ‘mç: ‘m√ni]
4) Quando a palavra funcional está sendo citada. Ex.: You shouldn’t put “and” at the end of a sentence. [ju ‘SUdnt pUt ‘ænd t DI ‘end v ‘sentns]
Nos demais casos, as palavras funcionais são geralmente produzidas com um schwa na fala nativa. Segundo Ladefoged (1975, p. 91), algumas dessas palavras possuem diversas formas reduzidas, apresentando inclusive o apagamento da vogal, como na conjunção and. Na forma enfática, a palavra and é produzida como [ænd] e em posição átona pode ser produzida como [´nd], [nd], [´n] e [n`].
As seções 2.3 e 2.4 a seguir descrevem as pesquisas de Watkins (2001) e Marusso (2003) sobre a redução vocálica.