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4.2. Okul Müdürü Liderliğinin Öğrenci Öğrenmesine Olan Etkisine Ait

4.2.2. Okul Müdürü Liderliğinin Öğrenci Öğrenmesi Üzerine Dolaylı

A empresa focalizada neste estudo foi fundada em 1948 como uma associação que visava “a introdução de novas técnicas de agricultura e economia doméstica, de incentivo à organização e de aproximação do conhecimento gerado nos centros de ensino e de pesquisa aos produtores rurais” (EMATER/MG, 2014), prestando serviços a agricultores em municípios do estado de Minas Gerais28. Em 1974, quando foram criadas empresas públicas estaduais vinculadas às secretarias de agricultura, a associação tornou-se empresa pública e desde 1975 mantinha o mesmo nome, tendo assumido como objetivo:

[...] planejar, coordenar e executar programas de assistência técnica e extensão rural, buscando difundir conhecimentos de natureza técnica, econômica e social, para aumento da produção e produtividade agrícolas e melhoria das condições de vida no meio rural do Estado de Minas Gerais, de acordo com as políticas de ação do Governo estadual e federal (Ibid.).

Com a crise econômica dos anos de 1980, as empresas públicas de extensão rural passaram a privilegiar o atendimento aos pequenos e médios produtores, ficando o atendimento aos grandes produtores a cargo de empresas privadas. Desde a década de 1990, no entanto, a empresa focalizada neste estudo passou a adotar uma conduta mista, incorporando traços da iniciativa privada.

Ainda na década de 90, como forma de sobreviver em meio à turbulência, a [nome da empresa] passa por um processo de modernização, incorporando a visão de foco no cliente e nos resultados desejados, definindo sua missão e objetivos estratégicos. Além disso, oferece serviços aos médios e grandes produtores, com o objetivo de gerar recursos adicionais, para ampliar e melhorar o atendimento aos produtores rurais de agricultura familiar (Ibid.).

Após mudanças ocorridas ao longo dos últimos quarenta anos, a empresa pública de extensão rural em atividade no estado de Minas Gerais continuava vinculada à Secretaria de

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No Brasil, utiliza-se o termo assistência técnica e extensão rural – ou a sigla ATER – para denominar a atividade de extensão rural. Assistência técnica diferencia-se de extensão rural pelo fato de não ter, necessariamente, o caráter educativo da segunda (PEIXOTO, 2008). Neste trabalho assumo ATER e extensão rural como sinônimos, bem como traduzi também como extensão rural os termos em inglês agricultural extension e agricultural advisory service que são utilizados na literatura internacional em adição ao termo rural extension.

Agricultura, em nível estadual, e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em nível federal29. A partir de 2003, a empresa declarou ter adotado uma atuação voltada ao “desenvolvimento sustentável”, assumindo, nos termos expressos em sua página na internet, “um papel destacado na construção e implementação de políticas públicas” (Ibid.).

Ainda nos termos utilizados pela empresa para caracterizar sua atuação, transcrevo o objetivo por ela declarado institucionalmente.

A [nome da empresa] atua [...] especialmente para desenvolver ações de extensão rural junto aos produtores de agricultura familiar [...] buscando resultados como a melhoria da qualidade de vida e condições de produção dos produtores de agricultura familiar, a inclusão social de grupos e comunidades rurais, por meio de programas geradores de emprego e renda, e as ações de organização rural para o desenvolvimento com sustentabilidade e atendimento aos direitos de cidadania (Ibid.).

A empresa de extensão rural focalizada neste estudo era, portanto, uma empresa pública, de direito privado, com autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria de Agricultura de Minas Gerais. A empresa contava, segundo o relatório de atividades de 2011 (MINAS GERAIS, 2011), com 2.136 trabalhadores em atividade, sendo 1.594 técnicos/extensionistas rurais e 542 trabalhadores em cargos administrativos. A empresa mantinha escritórios em 789 dos 853 municípios mineiros. No total, essas prefeituras haviam cedido 485 trabalhadores para atividades administrativas30 que somados aos funcionários diretos da empresa totalizava 2.621 trabalhadores. O relatório indicava, ainda, que 396 mil agricultores familiares e 8.275 organizações comunitárias vinham sendo atendidos pela empresa. O orçamento declarado para o ano de 2011 – edição mais recente então disponível do relatório – foi de cerca de R$ 220 milhões.

Para coordenação das atividades desenvolvidas nos 789 escritórios municipais, a empresa estruturava-se por meio de 32 unidades regionais distribuídas pelo estado. Cada unidade contava com coordenadores técnicos em temas específicos relacionados às atividades

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Um coordenador técnico da empresa, ao recuperar o histórico das empresas públicas de ATER ao longo dos diferentes governos no Brasil, referiu-se ao “sucateamento” do sistema ao qual empresas teriam sobrevivido em apenas nove ou dez estados da federação. Em muitos estados, segundo o entrevistado, teria havido a fusão entre empresas de ATER e empresas de pesquisa agropecuária. 30

Para cada escritório municipal a empresa firmava um convênio de cooperação com a prefeitura em que se estabeleciam as obrigações de cada parte. Era comum as prefeituras cederem pessoal administrativo, oferecerem o imóvel em que o escritório seria instalado ou assumirem a manutenção de um imóvel alugado pela empresa para instalação do escritório.

produtivas desenvolvidas na região para suporte aos escritórios municipais. A unidade central localizada em Belo Horizonte prestava, por sua vez, suporte às unidades regionais em situações como: 1) Solução de problemas técnicos mais complexos enfrentados pelos agricultores; 2) Elaboração de projetos para editais; e 3) Preparação e execução de treinamentos para os extensionistas. A empresa contava também com uma estrutura de gestão de pessoas que mantinha um plano de cargos, salários e carreiras com previsão de progressões horizontais e verticais a partir de critérios definidos.

A empresa dispunha de cinco unidades regionais para suporte aos escritórios municipais localizados no Norte de Minas. A unidade regional a que o escritório do município focalizado por esta pesquisa estava vinculado era responsável pela coordenação de outros 21 escritórios municipais. Como citado anteriormente nesta seção, a partir de 2003 a empresa adotou a estratégia de priorizar o papel de construção e implementação de políticas públicas. O Quadro 1 apresenta uma relação dos principais programas, projetos e ações vinculados a políticas públicas em execução pelos 21 escritórios municipais coordenados por esta unidade regional quando iniciei a pesquisa de campo.

Quadro 1 – Relação de políticas públicas em execução na área de abrangência da unidade regional a que o escritório focalizado por esta pesquisa estava vinculado

N PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES EM EXECUÇÃO

1 Arca das Letras 2 Banco de Alimentos 3 Barracão do Produtor 4 Bolsa Família 5 Bolsa Verde

6 Brasil sem Miséria (BSM) 7 Centrais de Abastecimento

8 Centros Comunitários de Produção (CCP) 9 Certifica Minas

10 Chamadas Públicas de ATER 11 Convivência com o Semiárido 12 Crédito Fundiário

13 Cultivar Nutrir e Educar 14 Educação do Campo 15 Exportação

16 Feiras Livres da Agricultura Familiar 17 Fomento Florestal

18 Garantia Safra

19 Hortaliças não Convencionais 20 Irapé

21 Luz para Todos

22 Mercado Livre do Produtor 23 Minas Leite

24 Minas mais Seguro 25 Minas sem Fome

26 Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) 27 Política Nacional de ATER (PNATER) 28 Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

29 Programa de Controle da Doença de Chagas (PCDCh) 30 Programa de Investimentos Coletivos (Proinco) 31 Programa de Regularização Ambiental (PRA) 32 Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE)

33 Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec-campo) 34 Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) 35 Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR)

36 Projeto de Adequação Sócio-econômico-ambiental 37 Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR) 38 Projeto Jaíba

39 PRONAF Comercialização de Agroindústrias 40 Queijo Minas Artesanal

41 Reforma Agrária 42 Resgate de sementes

43 Seguro Agrícola da Agricultura Familiar (SEAF) 44 Terra sol

45 Travessia

O escritório municipal em que a pesquisa de campo foi realizada empregava cinco extensionistas que atuavam no campo e uma trabalhadora que lidava com funções administrativas. Portanto, para que o serviço de extensão rural alcançasse todas as cerca de 2.500 famílias que habitavam a zona rural do município, cada extensionista precisaria atender aproximadamente quinhentas famílias. Esse e outros aspectos relacionados ao trabalho na extensão rural serão apresentados no próximo capítulo, dedicado aos resultados da pesquisa. A seção a seguir apresenta um projeto que mobilizou os integrantes desse escritório municipal durante os dez meses de acompanhamento do trabalho dos extensionistas. Por essa dedicação praticamente exclusiva da equipe do escritório ao aqui denominado “Projeto Quilombolas” – pela primeira vez executado no município – essa ação se impôs como recorte para a pesquisa de campo.