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NAMIKKEMAL VE TARİHÇİLİK

B ) XIX YÜZYIL OSMANLI TARİH YAZARLAR

2) NAMIKKEMAL VE TARİHÇİLİK

A Pedagogia de Projetos é pensada como uma forma de aproximar as transformações do mundo contemporâneo ao ambiente escolar, fazendo com que os alunos aprendam através da experiência. Nessa metodologia o professor não é mais um transmissor de informações, mas junto aos alunos busca resolução de problemas, ajudando-os a selecionar e a tratar as informações provenientes de diversas fontes.

Segundo Hernández e Ventura (2000), os “Projetos de trabalho” tem como bases teóricas os seguintes princípios:

Aprendizagem significativa: Parte do conhecimento prévio dos alunos e de suas hipóteses sobre o tema abordado e conecta a isto novas informações;

Atitude favorável para o conhecimento: O professor busca despertar nos alunos o interesse sobre o tema abordado;

Previsão de uma estrutura lógica e sequencial dos conteúdos: Organização dos conteúdos de maneira que facilite a compreensão por parte dos alunos;

Funcionalidade: consciência da funcionalidade do que tem de ser aprendido;

Memorização compreensiva: valorizar a memorização compreensiva de aspectos que serão importantes para o aprendizado de outros aspectos;

Avaliação do processo: é preciso avaliar o processo e as inter-relações criadas na aprendizagem.

Os princípios apresentados acima estão em consonância com conceitos evidenciados nas concepções contemporâneas de educação, nas quais o professor não é mais o detentor do saber que deposita conhecimento em cabeças vazias, mas, busca partir do conhecimento prévio dos alunos. Sendo assim, eles devem assumir uma postura ativa diante do conhecimento como bem explicita Nogueira (2001) em sua fala referindo-se à proposta da Pedagogia de Projetos:

Sua proposta reflete e muito alguns conceitos já mencionados no construtivismo, pois para iniciar um projeto, o aluno já deverá possuir algum tipo de conhecimento do tema proposto, levando em consideração que este partiu de seu foco de interesse; portanto poderemos dizer que até o momento esse aluno já possui “esquemas” que deverão ser mudados no decorrer do projeto. (NOGUEIRA, 2001 p.93)

Outros conceitos como a multidiscipinaridade, pluridisciplinaridade, interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade que são abordados nos projetos, buscam desfragmentar o conhecimento escolar, gerando integração entre disciplinas e conteúdos, mas, muitas vezes são confundidos e utilizados de uma maneira equivocada. Se faz necessário um breve esclarecimento destes conceitos, sem a pretensão de abordá-los de forma aprofundada.

A multidisciplinaridade é a integração de diferentes conteúdos de uma mesma disciplina ou a justaposição de diferentes conteúdos de disciplinas distintas. Na pluridisciplinaridade, um mesmo assunto é abordado por diferentes disciplinas, mas cada disciplina preserva seu objetivo específico. Na interdisciplinaridade é realizado um trabalho em conjunto com diferentes disciplinas em torno de um mesmo objetivo ou tema, na tentativa de integrá-las, para que o aluno possa estabelecer relações entre elas. A transdisciplinaridade é a quebra da barreira disciplinar. Segundo Hernández (1998, p. 46) “A cooperação, nesse caso, dirige-se para a resolução de problemas e se cria a transdisciplinaridade pela construção de um novo modelo de aproximação da realidade do fenômeno que é objeto de estudo”.

Hernández e Ventura (2000) abordam ainda dois aspectos fundamentais que se plasmam nos projetos: globalização (conhecimento globalizado) e significatividade. No conhecimento globalizado a aprendizagem acontece através do estabelecimento de relações entre diferentes fontes e procedimentos a partir de conhecimentos que já possuem e não através da acumulação de conhecimento. Os autores apontam as diferenças entre o conhecimento globalizado e a interdisciplinaridade:

alunos possam estabelecer inferências e relações por si mesmos, enquanto que, geralmente, a interdisciplinaridade responda a atitude organizativa de quem ensina. (HERNÁNDEZ; VENTURA, 2000, p. 56)

O trabalho por Projetos tem sempre este caráter de integração entre conteúdos e disciplinas, mas somente “em algumas poucas escolas do mundo os projetos substituem as disciplinas convencionais” (ANTUNES, 2001, p.16). Os projetos não descartam os conteúdos da programação escolar, eles podem estar presentes no ano letivo de uma maneira que venha somar e se tornar um “complemento aos elementos sistemáticos de uma ou algumas disciplinas”. Segundo Nogueira:

Um projeto temático não precisa ser desconecto da programação acadêmica. Ele pode e até deve ser programado e proposto juntamente com os alunos, de tal forma a intensificar o processo de aprendizagem dos conteúdos e, principalmente, possibilitar diversificação de ações, formas e vivências que venham ainda propiciar uma amplitude de desenvolvimento das diferentes competências. (NOGUEIRA, 2001 p.94)

Os projetos seguem uma estrutura básica, composta por ações que, postas em prática, levarão a turma a concretização dos objetivos do projeto. Observamos que cada autor apresenta a organização dos projetos de uma forma própria, mas que respeita os mesmos princípios. Cada autor apresenta uma particularidade, o que nos faz perceber que os projetos não são “receitas fechadas” ou “fórmulas”, mas são flexíveis e adaptáveis as diversas realidades. Antunes (2001) divide os projetos em três fases:

Fase um- Abertura do projeto: Momento de seleção de perguntas e definição do eixo temático central que será investigado e elaboração de um mapa conceitual onde conste o tema principal e temas importantes relacionados a ele;

Fase dois- O trabalho prático: A verdadeira “alma” do Projeto Busca, organização, análise e interpretação de informações provenientes de diversas fontes;

Fase três- A culminância- apresentação: Apresentar os resultados das investigações que pode ser realizado através de diversos meios como: apresentações musicais, cartazes, vídeos, teatro, dança, exposição, dentre outras formas de apresentação que se adequem as especificidades do Projeto.

Já Nogueira (2001), divide os Projetos em 6 etapas a saber: Sonhos, utopias, desejos e necessidades; planejamento; execução e realização; depuração; apresentação e exposição; avaliação e críticas. Cada projeto pode ter organização e duração própria, definida de acordo com o tema e as atividades planejadas. Com base nos estudos realizados em diversos autores e através da observação empiricamente da prática de Projetos no decorrer da minha carreira

docente, apresento abaixo, um quadro (quadro 2), contendo um resumo dessas fases ou etapas, e as atividades realizadas pelos professores e alunos envolvidos.

Quadro 2: Resumo das fases do projeto.

FASES DO PROJETO ATIVIDADES DO

PROFESSOR

ATIVIDADES DO

ALUNO Escolha do tema

Questionar os alunos sobre os temas sugeridos, buscar relacionar os temas aos conteúdos acadêmicos, realizar avaliação inicial.

Sugerir temas de seu interesse, argumentar a relevância do tema sugerido.

Planejamento

Fazer uma previsão dos conteúdos e objetivos, busca de materiais em diversas fontes de informação.

Realização do índice, buscar informações sobre o tema.

Execução

Busca envolver e orientar todos os participantes em todas as tarefas.

Tratamento da informação, realização das atividades.

Apresentação

Orientação e avaliação das apresentações.

Apresentar o resultado do projeto.

Avaliação

Análise da participação dos alunos durante todo o projeto.

Autoavaliação e avaliação do grupo através dos instrumentos avaliativos. Fonte: O autor (2015)

Nos Projetos, as fases além de serem uma forma de planejar e organizar o trabalho, são meios para o desenvolvimento de habilidades relacionadas a organização de informações e apropriação das mesmas para que se transformem em conhecimento, colaborando com a ideia de “aprender a aprender”. Ideias que se afinam com os métodos ativos de educação musical e com as tendências educacionais contemporâneas e com as orientações oficiais contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que sugerem o trabalho integrado da música às diversas áreas de conhecimento por meio de Projetos4.