B. Terimleşme Süreci ve Literatürdeki Yeri
3. Mezhep ve Literatür Merkezli Gelişme Dönemi
Vários trabalhos têm sido desenvolvidos em todo o mundo para determinar a variabilidade genética de ostras, através de marcadores nucleares e mitocondriais, para elucidação de táxons, melhoramento genético, manejo dos estoques naturais, cultivo e conservação (Huvet et.al., 2000; Launey et.al., 2002; Zhang et.al., 2005; Hoover & Gaffney, 2005; Li et.al., 2006; Galindo-Sanchez et.al., 2007, 2008; Yu & Li, 2007; Yu et.al., 2008; Taris et.al., 2009; Varney et.al., 2009).
22 Hedgecock & Okazaki (1984) analisaram a diversidade genética de oito populações da América Central de C. virginica, C. rhizophorae e C. corteziensis (Hertlein, 1951) através de técnicas eletroforéticas de enzimas.
Técnicas eletroforéticas de isoenzimas foram aplicadas por Absher (1989) com o propósito de encontrar parâmetros que permitissem identificar níveis de similaridade ou de distanciamento gênico entre as populações de ostras encontradas no infralitoral e de região entre marés no litoral sudeste do Brasil.
Boudry et.al. (1998) utilizaram a analise de restrição (RFLP) de fragmentos de DNA mitocondrial para determinar a diferenciação genética entre populações da ostra portuguesa (Crassostrea angulata Lamarck, 1819) e da ostra do Pacífico (C. gigas) introduzida no sul de Portugal e Espanha. Os resultados mostraram que as populações europeias de C. angulata agruparam-se com as de Taiwan, indicando que, provavelmente, são originarias daquele país. Boudry et.al. (2003) estudaram sequências de DNA mitocondrial (16S e COI) e DNA nuclear (28S) para determinar a variação em ostras, supostamente das espécies C. gigas e C. angulata, oriundas de diferentes regiões. Klinbunga et.al. (2003) desenvolveram ferramentas para a identificação molecular de três espécies de ostras cultivadas na Tailândia, utilizando analises de restrição (RFLP) do DNA nuclear (18S) e do DNA mitocondrial (COI).
Wang & Guo (2008) investigaram o polimorfismo do comprimento do espaçador interno transcrito (ITS) entre genes do RNA ribossomal em 12 espécies de Ostreidae. Dois iniciadores (primers) foram desenhados para amplificação simultânea de ITS-1 e ITS-2 em uma única PCR. O método aplicado forneceu uma identificação efetiva, rápida e simples de C. ariakensis (Fujita, 1913) e outras espécies de ostra.
Analises filogenéticas baseadas em sequências do DNA nuclear (ITS) e mitocondrial (COI) foram realizadas por Reece et.al. (2008) para elucidar a taxonomia das ostras asiáticas do gênero Crassostrea. Xia et.al. (2009) distinguiram sete ostras do
23 gênero Crassostrea do sul da China usando analises de PCR-RFLP de fragmentos de genes mitocondriais (16S e COI) e nuclear (ITS-1).
Lapegue et.al. (2002) analisaram o polimorfismo do gene 16S do DNA mitocondrial através de sequênciamento e analises de PCR-RFLP de amostras de ostras da América do Sul e da África. Identificaram dois haplótipos, um deles foi atribuído a C. rhizophorae que só ocorre na América do Sul e o outro a C. gasar (Adanson, 1757) que ocorre tanto na costa atlântica da África como na costa brasileira. A constatação da ocorrência de C. gasar na América do Sul adicionou uma terceira espécie de Crassostrea, além de C. brasiliana e C. rhizophorae. Este autor verificou, ainda, que os cariótipos de C. gasar da África foram muito semelhantes aos do Brasil.
C. gasar distribui-se ao longo da costa ocidental da África, desde Senegal ate Angola, formando grandes aglomerados sobre as raízes dos mangues. Na America do Sul, esta espécie foi citada na Guiana Francesa e no Brasil por Lapegue et.al. (2002). Lazoski (2004) realizou estudos genéticos de cinco espécies do gênero Crassostrea que ocorrem ao longo da costa oeste do Atlântico, utilizando marcadores moleculares nucleares (aloenzimas e espaçadores ribossomais transcritos – ITS-2) e mitocondriais (citocromo oxidase I – COI e subunidade ribossomal maior – 16S). As espécies de Crassostrea spp. puderam ser separadas sem ambiguidade pelo sistema PCR/RFLP desenvolvido no trabalho. O autor constatou que C. rhizophorae e C. brasiliana foram as populações naturais mais abundantes na costa brasileira e que parecem geneticamente estruturadas, com uma separação clara de estoques ao longo da costa. Uma técnica simples de PCR-RFLP usando a endonuclease Hae III foi descrita por Pie et.al. (2006) para discriminar as espécies de ostras cultivadas no Brasil (C. brasiliana, C. rhizophorae e C. gigas).
Varela et.al. (2007) verificaram que a sequência da subunidade 16S do RNA ribossomal de C. brasiliana depositada no GenBank (DQ839413) por Pie et.al. (2006) é
24 idêntica a de C. gasar (AJ312937) estudada por Lapegue et.al. (2002), indicando que ambas pertencem a mesma espécie. Assim, esses autores referem-se a C. brasiliana como C. gasar, uma vez que o último nome é precedente. Divergências sobre tal nome são discutidas em Amaral & Simone (2014).
Um estudo das relações filogenéticas através do sequênciamento de um fragmento do DNA mitocondrial (gene 16S RNAr) de 120 espécimes coletados ao longo da costa brasileira foi desenvolvido por Varela et.al. (2007). Os resultados identificaram duas espécies nativas de ostra, C. gasar e C. rhizophorae, e uma exótica do mesmo gênero, proximamente relacionada às ostras do Indo-Pacifico.
Melo et.al. (2010) analisaram sequências parciais do gene citocromo oxidase c subunidade 1 (COI) das espécies de ostras do gênero Crassostrea em 16 localidades da costa brasileira, do Estado do Pará a Santa Catarina. Os resultados revelaram a presença de C. gasar (= C. brasiliana), C. rhizophorae e Crassostrea sp.. C. gasar foi encontrada do Estado do Pará até São Paulo e C. rhizophorae do Estado do Ceará até Santa Catarina. Ambas agruparam-se com C. virginica, indicando provavelmente um grupo monofilético do Atlântico. Crassostrea sp. só foi encontrada na Ilha de Canela, Pará, e mostrou maior similaridade com as ostras do indo-pacifico.
Melo et.al. (2010) constataram a presença de C. gigas em bancos naturais das espécies nativas na baia sul de Florianópolis e no litoral de Laguna, em Santa Catarina. Segundo esses autores, as populações de C. gigas encontradas, provavelmente, são originarias de fazendas marinhas e sua invasão foi facilitada, inicialmente, pelas águas frias encontradas no sul do país e ao longo do tempo a aclimatação da espécie a temperaturas mais elevadas.
Com relação às características morfológicas e anatômicas das ostras da costa brasileira, alguns estudos recentes foram realizados por Alves (2004), Christo & Absher (2007), Amaral (2010), Amaral & Simone (2014) que corroboram com as analises
25 moleculares, demonstrando a distinção entre C. rhizophorae e C. brasiliana, consideradas por muitos anos como sinonímias.
Appleyard & Ward (2006) estudaram o nível e o padrão de variação genética em 4 linhagens de C. gigas oriundas da produção em laboratório. Para tanto, analisaram dados de aloenzimas e microssatélites de reprodutores selecionados e de indivíduos da 1ª, 3ª e 4ª gerações e compararam com populações naturais do Japão e da Austrália. Obtiveram dados de heterozigosidade, frequência alélica e mudanças temporais na diversidade genética de ostras cultivadas, demonstrando que há uma perda na variabilidade de linhagens selecionadas.
Li et.al. (2006) examinaram o polimorfismo de sete locos microssatélites em cinco populações cultivadas da ostra C. gigas, para avaliar os níveis de diversidade alélica e heterozigosidade dentro e entre populações. A variabilidade genética foi alta para os sete loci em todas as populações analisadas. As distancias genéticas mostraram uma clara separação entre três populações do norte e duas do sul da China, sugerindo que as populações cultivadas separadas geograficamente podem ser diferenciadas geneticamente.
Galindo-Sanchez et.al. (2007) avaliaram a diversidade genética da ostra americana (C. virginica) em Veracruz, México, através de marcadores microssatélites e constataram baixa variabilidade genética. Observaram diferenças genéticas entre as localidades e presença de estruturação das populações estudadas.
A diferenciação genética entre populações de C. plicatula e C. gigas da China foram analisadas por meio de marcadores microssatélites por Yu et.al. (2008). Os dados obtidos pelos autores mostraram que esses marcadores tem um grande potencial para diferenciar as populações dessas duas espécies, com importantes implicações para o manejo e a conservação deste recurso genético na China.
26 A diferenciação genética, por exemplo, de Ostrea edulis foi estudada ao longo da costa europeia por Launey et.al. (2002) por meio de 5 loci microssatélites. Os resultados mostraram um moderado, mas significativo isolamento por distância e uma tendência das populações do Atlântico ter uma menor variabilidade que as do Mediterrâneo, demonstrando uma independência relativa dos estoques locais.
Estudos filogenéticos moleculares são recentes e escassos quando se trata de Ostreoidea, as filogenias moleculares referem-se, normalmente, à Bivalvia como um todo. López-Flores (2004) analisou espécies de Ostrea e Crassostrea através de marcadores de microssatélites, avaliando a relação entre as espécies.
No geral, os trabalhos moleculares estão sendo importantes para a identificação das espécies e juntos com as análises moleculares podem trazer ótimos resultados, garantindo a identificação mais precisa.