5.6. Anayasal İktisadın Devletin Büyümesine Karşı Önlem ve Küçültülmesi
5.6.2. Ekonomik Anayasanın Bölümleri
5.6.2.1. Mali Anayasa:
Identidade. O que vem a ser essa entidade tão abstrata e ao mesmo tempo tão real capaz de definir territórios, estabelecer relações de pertencimento e de exclusão entre as pessoas? Considerada como a totalidade das características de um determinado grupo, a identidade congregaria, entre outros elementos, suas tradições culturais, religiosas, literárias, artísticas, folclóricas, morais e gastronômicas, para citar alguns. Esse tema, abordado por Goytisolo, alerta para o fato de que é falacioso discorrer sobre a identidade espanhola sem considerar que sua base não é um sistema unificado de uma única casta pura e refratária. Ao contrário, se trata de, pelo menos, três culturas que, com suas características étnicas, sociais, religiosas e culturais, contribuíram para a formação da identidade espanhola. Ao negar sua identidade, o país termina por criar um vácuo histórico que será preenchido pela narrativa dos mitos fundacionais e pela manipulação da linguagem dos discursos nas instâncias de poder, e em especial de poder totalitário. Imerso em um conflito
pessoal, à falta de uma identidade que possa assumir como sua e à imposição de outra com a qual não se identifica, o autor afirma:
Mi rechazo de lo español en las páginas de Don Julián obedece al hecho de que durante casi cuarenta años el término español ha sido acaparado por una pequeña minoría que lo manejaba y consideraba que todo cuanto estuviera contra ella era antiespañol. Si esto es antiespañol, yo lo soy, porque he estado y sigo estando contra esta minoría. En otras palabras: de haber sido otro el resultado de la guerra civil española, una obra “antiespañola” como Don Julián no habría existido probablemente nunca (GOYTISOLO, 1979, p. 133).
Por meio de distintos procedimentos linguísticos adotados pelo autor, vai-se explicitando, no romance, o posicionamento do narrador quanto à negação da sua identidade. E se torna perceptível que tudo o que se lhe configura como verdade inquestionável estaria relacionado ao tema da tradição e constitui motivo para essa negação. Intuímos que a negação da identidade seria, então, o primeiro passo para colocar em marcha o processo de invasão e destruição que se pretende levar a cabo e que constitui o corpus da obra: “hacer almoneda de todo: historia, creencias, lenguaje : infancia, paisajes, familia : rehusar la identidad, comenzar a cero : Sísifo y, juntamente Fénix que renace de sus propias cenizas”(GOYTISOLO,1999, p. 117). Parecem coincidir Goytisolo (1977a) e Eric Hobsbawm (2002), que vê no culto e perpetuação das tradições uma estratégia de poder que falseia a verdade e coloca em xeque o próprio conceito de identidade. À vista disso, o projeto de invasão arquitetado pela personagem, que tem como arma e munição a linguagem, ou seja, o discurso, se vê frente a um paradoxo – o narrador diante da impossibilidade de destruição da linguagem por si mesma se empenha em subvertê-la.
Dois recursos estilísticos presentes em toda a narrativa nos parecem bastante significativos da negação de identidade buscada pelo narrador. O primeiro deles diz respeito ao anonimato do narrador. Trata-se de uma personagem polimórfica, que, a exemplo de personagens das narrativas surrealistas, morre, ressuscita, assume outras identidades. Ou, como assevera José María Castellet (1976), resultaria impossível estabelecer a identidade do narrador menos por seu desejo de anonimato que pela peculiar condição de terem todas as personagens em comum com o narrador a nacionalidade, incluindo o próprio autor. Entretanto, na paródia de
Caperucito Rojo o autor oferece uma pista bastante curiosa. Já se sabe que Alvarito e Caperucito Rojo são a mesma personagem, mas a negação da identidade fica patenteada quando o narrador anota que: “todo el mundo da en llamarle Caperucito Rojo, hasta el extremo de haber caído en el olvido su verdadero nombre ” (GOYTISOLO, 1999, p. 178). O narrador sinaliza para a sua (des)identidade e, ao mesmo tempo, aponta para um ícone da tradição espanhola, considerado durante muito tempo como parte da identidade nacional, e alvo da crítica do autor – as touradas.
Não resulta difícil associar o traje de Caperucito com a indumentária usada pelos toureiros durante o espetáculo, não apenas pela predominância da cor carmim, mas também pela semelhança da forma. A crueldade a que será submetida a personagem de Caperucito se associa ao espetáculo das touradas em que se celebram simultaneamente a vida e a morte. No fragmento da letra de uma antiga canção popular evidencia-se a importância desse “esporte” na vida espanhola e, ao mesmo tempo, também reforça o peso da religiosidade na vida dos cidadãos: “Y en el domingo, que es día de Dios, / La santa Misa y luego após, / ver España frente a toros/ Y a luz del día, / Mirar la muerte en la corrida, / “a matar” y a dar la vida! / Y a la noche – que alegría! -/ Con vino rojo, cantoría! ”3.
Há que se ter em conta que, à época em que Goytisolo escreveu Don Julián, Espanha vivia os últimos anos da ditadura franquista e os ânimos patrióticos foram nutridos também com o ressurgimento dos mitos espanhóis. A pesquisadora Silvia Cárcamo (2000) comenta o tema destacando o poder de transformação inerente ao mito, cuja presença na literatura torna possível identificar os fundamentos da tradição nacional, atuando no processo de criação individual. De acordo com a pesquisadora: “Los mitos formarían parte, junto con las utopías y las ideologías, de sistemas simbólicos que alimentan los imaginarios” (CÁRCAMO, 2000, p. 8). Não seria, portanto, descabida a crítica do autor a essa identidade nacional construída sobre bases mitológicas que, segundo Goytisolo, contribuiu para o empobrecimento
3 (Disponível em www.casademanolete.com/2009/02/tourada-os-seus-rituais.html. Acesso em
e a fossilização da cultura espanhola. Suas palavras demonstram, claramente, seu rechaço e negação da identidade:
En lo que a mí concierne, hace ya bastante tiempo que el apego sentimental a los valores „patrióticos‟ me resulta perfectamente extraño: poco, muy poco de cuanto la España oficial encarna significa algo agradable para mí. Mi actitud frente a ella ha sido un largo, continuo proceso de ruptura y desposesión. Si algún impulso de solidaridad siento, no es jamás con la imagen del país que emerge a partir del reinado de los Reyes Católicos, sino con sus víctimas: judíos, musulmanes, cristianos nuevos, luteranos, enciclopedistas, liberales, anarquistas, marxistas (GOYTISOLO, 1997a, p. 106).
Sobre a busca de identidade do autor, Gonzalo Sobejano anota: “Debe entenderse, sin embargo, que ésta busca de la identidad no tiene un signo individualista metafísico [...]” (SOBEJANO, 1981, p.26). De maneira semelhante pode-se pensar a questão do posicionamento de Goytisolo como autor que vê sua cultura a partir de um campo periférico. Sua carreira de escritor se projetou a partir de um local de muito maior destaque e efervescência cultural que seu país. Sua “aura” de joven escritor revolucionário lhe outorgou um prestígio que o autor soube utilizar. Assim, o que entendemos por visão de periferia seria o fato de considerar como centro a literatura e a cultura de seu país. Se Goytisolo a utiliza para acentuar sua imagem de contestador isso se deve mais ao seu empenho por um reconhecimento literário que de uma situação desconfortável. O mesmo raciocínio nos parece válido para a situação de conflito com a figura paterna. Julgamos oportuno recuperar aqui a questão da máscara a que aludimos anteriormente. Goytisolo se faz conhecido no meio acadêmico e político, no marco da ditadura franquista, pelo seu posicionamento, considerado esquerdista e pré-revolucionário, por sua luta em favor das minorias sociais excluídas e marginalizadas, com as quais se identifica. Pelo menos no nível literário. Em seu projeto o narrador busca a ruptura da vinculação identitária com os valores que o escritor abomina. Esse posicionamento se deve, pelo menos em parte, à sua condição de exilado, fato que o colocou durante um longo período sob os holofotes da crítica e o autor se tornaria, de certa forma, um produto dessa. Quando questiona e subverte a tradição hispânica propondo como alternativa os valores da cultura árabe, o faz a partir de sua particular visão de europeu e de exilado, e cônscio de que naquela cultura também existem imperfeições.
Observa-se, entre os críticos da produção de Goytisolo, um foco recorrente sobre a forma como o autor aborda o tema da cultura islâmica e o cotejo com a cultura ocidental. Existe, poderia dizer-se, um ponto consensual tanto no que se refere aos aspectos formais quanto no que se refere à questão temática – Ocidente X Oriente; Espanha católica X Islamismo; espanhol X árabe. Destacam, entretanto, que as referências sobre a cultura islâmica nem sempre corresponderiam à realidade daqueles países. Outro aspecto que apontam, inclusive legitimado pelo próprio autor, diz respeito à sua identidade sexual – ao comentar o episódio da independência da Argélia e a repressão sofrida pelos imigrantes argelinos por parte da França, país onde residia naquela ocasião, Goytisolo afirma:
Los sentimientos de inmediatez y apoderamiento no respondían tan sólo a tu simpatía natural por los marginados ni a motivos exclusivamente políticos. Un fator soterrado e íntimo – tu deslumbramiento ante la belleza física de los inmigrados – se entreveraba de manera inextricable con ellos (GOYTISOLO, 1986a, p.62).
Considerando que sua argumentação em favor do reconhecimento da importância da influência árabe foi, por muito tempo, fundamentada nos estudos de Américo Castro, um novo componente então se soma – a erotização do elemento masculino. Tal fato poderia configurar uma característica mais subjetiva que literária na escritura do autor e sobre essa particularidade Javier Escudero Rodríguez (1994) anota que: “La aceptación de su identidad homosexual trae implícita una nueva actitud vital y textual, una nueva actitud ética y estética, que cuajará en su producción literaria de los años setenta” (ESCUDERO RODRÍGUEZ, 1994, p.14).
Sobre o tema recorrente da valorização da cultura árabe em sua obra, a hispanista Inger Enkvist, em seu artigo Edward Said, Juan Goytisolo y la comprobación de los datos (2015), comenta a obra Orientalismo (1978) de Edward Said e apresenta uma síntese do que até aquele momento a crítica havia apontado como fragilidades nessa obra. Em seu estudo, a pesquisadora analisa o trabalho de Goytisolo no que tange a forma como esse vê a cultura oriental e, de forma mais específica, a cultura dos povos árabes. Inger Enkvist aponta que Orientalismo contém informações que não conferem com as fontes de onde procederiam. Observa também que o autor não insere em sua narrativa a discussão sobre os países árabes onde existe o
imperialimo, colonialismo, escravidão, falta de liberdade intelectual, homofobia e racismo. Tampouco define o que entende por Oriente.
Inger Enkvist define como objetivo de seu artigo o exame dos prólogos escritos por Edward Said e Goytisolo para a edição espanhola de Orientalismo, publicada em 2002, e o cotejo com as afirmações de alguns críticos sobre Edward Said. Informa também que seu enfoque se centra na importância da comprovação de dados. É nesse item que sua crítica tangencia o trabalho literário de Juan Goytisolo. Alguns fragmentos de Edward Said inseridos, a título de exemplos, pela hispanista sueca em seu artigo mostram que esse autor se apropria do discurso de Goytisolo que, como afiança Inger Enkvist, não é pesquisador e cuja atração pelo Islamismo tem motivações que extrapolam o aspecto literário.
Dentre as inconsistências no texto de Said a teórica aponta a negação dos conflitos que perduraram por quase oito séculos entre árabes e espanhóis. Questiona a afirmação: “La simbiosis entre España y el Islam nos proporciona un maravilloso modelo alternativo” e comenta, na sequência, o prólogo elaborado por Goytisolo. Ao contrário do que seria o recomendável seu prólogo foca, não a narrativa de Orientalismo, mas o prólogo de seu autor. E por qual motivo? A hispanista sugere: “Quizá la razón sea que el autor sabe muy bien que Orientalismo ha sido utilizado por los fundamentalistas islámicos para justificar su odio contra Occidente” (ENKVIST, 2015, s/p). Mas o que se destaca é o fato de que ambos os autores se atêm às afirmações, um do outro, as repetem e ensejam que se instalem dúvidas sobre o que afirmam.
O segundo artigo – Ética y estética en la investigación literaria (2003), é fruto de um projeto de investigação chamado Identidad e ideología en la literatura hispánica: un estudio basado en la obra de Juan Goytisolo, desenvolvido em coautoria com Ángel Sahuquillo, da Universidade de Sodertorn, também da Suécia. Esse projeto, com duração de três anos, aportou de início uma constatação a respeito do uso que se faz do termo investigação. Inger Enkvist anota que houve uma banalização desse termo que , segundo suas conclusões, passou a ser utilizado indiscriminadamente e terminou por atingir o próprio meio investigativo. Em suas palavras: “Ser consciente del problema ayuda a entender mejor las características de los ensayos sobre la
literatura. Las reflexiones que siguen provienen de un proyecto de investigación sobre el autor español Juan Goytisolo” (ENKVIST, 2003, s/p.).
A pesquisadora afirma que após estudar os textos publicados sobre a obra de Goytisolo observou que seus autores se encontram diante de uma ampla gama de escolhas éticas e estéticas. Sugere que o aspecto essencial para entender a Goytisolo é sua trajetória de „típico‟ intelectual europeu de tendência esquerdista a um cidadão que ataca a cultura ocidental e ao mesmo tempo se coloca como defensor da tradição árabe e da mística muçulmana. Sua observação sinaliza um tema que será abordado neste estudo – a figura (construída) do autor Goytisolo e sua figuração social e acadêmica.
Inger Enkvist concluiu, com seu estudo sobre a obra de Goytisolo, que os pesquisadores têm muita clareza do políticamente correto e que, em razão da singularidade de Goytisolo, existem, pelo menos, três tipos de enfoque crítico – no grupo mais numeroso se situa o pesquisador que parte da ideia de que Goytisolo é um escritor radical e assume também esse posicionamento. Esse estudioso reproduz e comenta as opiniões manifestadas por Goytisolo, demonstra um comprometimento e procura fazer algo. O segundo grupo, mais reduzido, é formado pelos pesquisadores que percebem determinadas características no texto de Goytisolo, mas optam por evitar participar de uma possível polêmica e produzem textos artisticamente elaborados, mas que nada acrescentam à fortuna crítica. E, finalmente, a hispanista informa sobre um terceiro grupo de pesquisadores, muito reduzido, que tentam encontrar uma chave de leitura que responda à complexidade da criação goytisoleana. Após essas ponderações, a estudiosa sueca apresenta as conclusões a que chegaram ela e seu colega de trabalho e que, acreditamos, aportam importantes informações ao nosso estudo:
El estudio ha mostrado que su imagen ”radical” fue construida por la editorial francesa Gallimard, porque a mediados de los años 50, la editorial quiso lanzar a un escritor joven y antifranquista, y se fijaron en uno de los primeros libros de Goytisolo. Desde entonces tanto Goytisolo como sus diferentes editoriales han tenido interés en guardar esta imagen oficial que es problemática si se piensa en el contenido de su producción más reciente. El autor cuida mucho lo que se dice sobre él en los medios de comunicación, y ya que pocos periodistas tienen un conocimiento profundo de su amplia y contradictoria obra, Goytisolo tiene buenas posibilidades de controlar lo que se dice sobre él. Para
penetrar esta “pared” y ver que el objeto de estudio es casi diametralmente opuesto a lo que se suele creer, se requiere tiempo y perseverancia. Se trata de querer, saber y atreverse a ver cómo es el objeto de investigación (ENKVIST, 2003, s/p).
Sob esse prisma a máscara se faz mais visível, porquanto o autor sabe que, como qualquer outra sociedade, a cultura árabe tem suas peculiaridades que não se resumem a: “inteligencia y sexo florescerán” (GOYTISOLO, 1999, p. 112). O que equivale, a nosso ver, a aceitação de que o processo de reescrever a tradição espanhola comportaria também uma máscara, diferente daquela que, pela constância do uso, se amoldou ao seu usuário Don Álvaro Peranzules, mas que, de alguma forma, se faz presente no projeto literário de Juan Goytisolo e que o motiva a: “luchar sin piedad contra el mito, contra todo lo que envejece y se convierte en mito, contra toda información histórica y cultural que se pega a la piel del hombre, y lo entorpece, lo petrifica, lo falsifica” ( GOYTISOLO, 2002, p. 7).
Identificamos outra estratégia discursiva que apontaria também para uma negação da identidade no episódio em que o narrador vai à biblioteca pública de Tanger e seleciona algumas obras, consideradas icônicas da tradição espanhola, notadamente aquelas pertencentes à Geração de Noventa e Oito, e as “profana”, (grifo nosso) fazendo estalar entre suas páginas um punhado de insetos que anteriormente se encarregara de capturar. Esse gesto simbolizaria a ruptura decisiva com a cultura que definiu a sua “espanholidade”. Seria como uma espécie de rito de iniciação reverso, já que a partir desse gesto acredita que poderia começar do zero sua nova vida.
Entregando, metaforicamente, aos vermes a sua cultura, o narrador está livre para prosseguir com seu projeto de vingança e destruição. E de outras formas, ao longo da narrativa, a negação da identidade prossegue. Se não é mais possível uma invasão como a que ocorreu no passado, novas estratégias de retaliação se efetivam, no único espaço possível – o espaço da escritura. A fantasia de ser James Bond do filme Operação Trovão, a recitação da Profecía del Tajo para se consolar, o jogo entre a ficção e a realidade, as tentativas de fugir de si mesmo, de sua língua materna e de seus compatriotas, o uso de alucinógenos em companhia de Tariq, o
idioma corrompido por outras vozes, a impossibilidade de apagar o passado levam o narrador a concluir:
la patria es la madre de todos los vicios : y lo más expeditivo y eficaz para curarse de ella consiste en venderla, en traicionarla [...] de liberarse de aquello que nos identifica, que nos define : que nos convierte, sin quererlo, en portavoces de algo : que nos da una etiqueta y nos fabrica una máscara : qué patria? (GOYTISOLO, 1999, p. 116).
Essa máscara a que o narrador alude cumpriria uma função real na trajetória literária do autor. Goytisolo sempre defende que cada cultura nacional seria como uma árvore com inúmeras raízes e que todo escritor que leve a sério seu trabalho sempre fará opção por aquela raiz que deseja ver fortalecida. Diante disso a possibilidade de vincular-se a autores que admira, como Miguel de Cervantes, Arcipreste de Hita, Luis de Góngora, Francisco Delicado, Fernando de Rojas, José María Blanco White, Américo Castro, sinalizaria para a tradição que representaria a paternidade literária que o autor reivindica. Por outra parte, algumas instâncias da sua narrativa apontariam para o oposto – a paternidade rejeitada como se desenvolverá no próximo item.