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B.D.’de yaygın bir kullanım alanına sahip çıkarların birleştirilmesi yönteminde, işletme birleşmeleri varlıkların elde edildiği ve yükümlülüklerin

31.12.2013 Bağlı Ortaklıklar

A. B.D.’de yaygın bir kullanım alanına sahip çıkarların birleştirilmesi yönteminde, işletme birleşmeleri varlıkların elde edildiği ve yükümlülüklerin

As fontes históricas que nos servem como ponto de partida para a reflexão acerca do modo como se constituiu o Partido dos Trabalhadores são, prioritariamente, os artigos que abrangem, implícita e/ou explicitamente, os temas de democracia e socialismo publicados na revista Teoria e Debate entre os anos de 1987 e 1992.

O referido periódico nasceu de uma moção apresentada ao 6º Encontro Estadual do PT no ano de 1986. Naquele encontro, deliberou-se que a revista deveria ser desenvolvida no âmbito da Secretaria de Formação Política, coordenada na época por Rui Falcão. Ricardo Azevedo era funcionário da Secretaria e encarregou-se do anteprojeto, produzido em seis meses. Dez meses depois, foi publicado o nº 1 de Teoria

e Debate, em dezembro de 1987.

Os contornos da revista foram delineados por Rui Falcão, Paulo de Tarso Venceslau, João Machado, Eugênio Bucci e Ricardo Azevedo, que se tornou diretor da publicação e criou as seções "Memória" e "Debate". Eugênio Bucci, à época jornalista da Veja, foi defensor da primeira capa abstrata e da poesia da quarta capa. Eder Sader e Perseu Abramo compuseram o Conselho de Redação da revista.

Desse modo, trata-se de um periódico vinculado ao Partido dos Trabalhadores, fundado pelo Diretório Regional de São Paulo e trazia como nome, nas primeiras edições, “PT: Teoria e Debate”.

Foram quase dois anos de sonhos, projetos, discussões e, afinal, consagrada pelo voto direto de 663 delegados, que a "batizaram" no último Encontro Estadual, sai agora a revista de

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teoria e debates do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Pluralista, como se pode ver pelos artigos e autores presentes nesta edição, polêmica e antidogmática, PT: Teoria e Debate quer influir na conjuntura do debate político-ideológico da sociedade. Ao mesmo tempo - e com prioridade - vai subsidiar a formação política dos militantes e filiados, incentivando o embate de ideias, a exposição das divergências, a troca de experiências, as múltiplas facetas da produção cultural.182

Exteriorizando grande entusiasmo com o lançamento da revista, como verificado no excerto acima, o partido demarca oficialmente como sua prioridade subsidiar a formação política de seus militantes e filiados. Assumindo a divisa “sem teoria revolucionária não existe prática revolucionária”, o editorial ainda sugere que os diretórios do PT utilizassem a revista como “um veículo para debate político nas reuniões, organizando grupos de estudos ou grupos de leitura para aprofundar os assuntos tratados”.

Em 1987, o projeto da Teoria e Debate avaliava que a hegemonia das classes dominantes sobre os trabalhadores acontecia principalmente através da manipulação dirigida das informações, pela sua produção intelectual, pela propaganda, pelos produtos culturais dos meios de comunicação de massas e do conjunto da indústria cultural. Na disputa pela hegemonia, o PT teria como tarefa desvendamento sistemático dos “mecanismos de dominação e funcionamento da ordem burguesa, apontando novos horizontes”.

Sua proposta editorial – que traz em suas colunas temas pertinentes à esquerda brasileira e internacional, assim como polêmicas em economia, sociedade e cultura – foi apoiada por personalidades de diversas áreas, como Antonio Cândido, Apolônio de Carvalho, Florestan Fernandes e Fúlvio Abramo.

A revista objetiva corroborar com a preparação do PT para o enfrentamento ideológico, sem perder de vista a existência de tendências de opinião diferenciadas no partido. Nesse sentido, verifica-se uma afirmativa recorrente nos editoriais:

O pensamento não é rua de mão única. Assim como brota da realidade e a ela regressa (para transformá-la), em idas e vindas, traz dentro de si contradições e contrariedades. Daí a preocupação natural desta publicação em buscar a discussão permanente, a pluralidade. É assim que a sobriedade do depoimento do professor Antonio Candido divide páginas com estilos intelectuais e políticos absolutamente distintos [...] A

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diferença, atributo essencial do pensamento, não poderia estar oculta. É preciso que seja escancarada.183

Em 1989, a Teoria e Debate passou a ser editada pelo departamento do Diretório Regional do PT de São Paulo, separada da Secretaria de Formação Política. Em 1990, Alípio Freire substituiu Eder Sader no Conselho de Redação e Maria Rita Kehl ficou no lugar de Perseu Abramo e Renato Simões sucedeu Rui Falcão.

Assuntos polêmicos em âmbitos internacionais foram tratados pela revista como: União Soviética, queda do muro de Berlim, massacre da Praça da Paz Celestial, Nicarágua, Cuba e demais assuntos vinculados aos países do “socialismo real”. Em âmbito nacional, os debates centraram-se em assuntos relacionados aos rumos e estratégias do partido, tais como o socialismo defendido pelo PT, a reforma agrária, o sistema de governo e a forma de organização da economia. Assuntos estritamente internos também foram tratados a exemplo da questão da permanência/exclusão de tendências e balanços dos Encontros e Congressos do partido.

A constante repetição dos propósitos do Conselho de Redação – apresentados na publicação de n° 1 – chama a atenção no editorial da revista: “instigar o debate”, “acirrar a polêmica”. Tais princípios aparecem reafirmados em diversos artigos ao longo da trajetória da revista. Enfrentar a polêmica de desfazer erros históricos do socialismo real é “fazer um pacto com a procura da verdade, a aliada mais forte dos revolucionários”184, “pensar livremente talvez seja a condição primeira da grande utopia

às vezes arrefecida, às vezes tímida, que nos torna profundamente iguais em nossas formidáveis diferenças”.185 Outras carecem de uma definição de termos, sem o que, não

se pode saber de fato o que significam. Como esta, do nº 7: "É com o pensamento livre que se pode combater a barbárie e caminhar para o socialismo moderno, democrático e revolucionário".

Seguindo esse espírito, a Teoria e Debate apresentou chamadas de capas com perguntas retóricas extremamente polêmicas para o restante da esquerda tradicional brasileira e que ilustravam implicitamente os novos posicionamentos que seriam assumidos pelo PT. No n°1 perguntava: "Quem são os aliados do PT?". No nº8, dedicada à crise do socialismo real que perpassava o ano de 1989 saiu a famosa "O que desfazer?”, fazendo alusão à celebre frase de Lênin “o que fazer?”. Em julho de 1992, a

183 Revista Teoria e Debate, n.2, mar 1988, p.01. 184 Revista Teoria e Debate, n.8, 1989, p.01. 185 Revista Teoria e Debate, n.10, 1990, p.01.

95 capa do n°18 questionava: "Cuba: ditadura do proletariado ou de Fidel?", realizando assim, um novo posicionamento.

Notabiliza-se que a revista Teoria e Debate constitui-se como uma produção cultural privilegiada para compreendermos as inúmeras mudanças que o pensamento social da esquerda brasileira no período recente. Essa situação privilegiada ocorre porque Teoria e Debate conseguiu manter sua linha editorial relativamente aberta para as diversas tendências políticas do PT, além possibilitar a publicação de artigos de inúmeros intelectuais acadêmicos, como também de militantes sindicais. As constantes entrevistas com militantes históricos (comunistas e social-democratas), intelectuais, artistas e as mais variadas expressões culturais e políticas, no campo da esquerda, permite também ao longo da existência da revista uma espécie de mapeamento das visões sociais de mundo. Constituiu-se, portanto, como fonte documental para analisar o pensamento social que se constituiu no interior da agremiação petista.

Por seu caráter eclético, a revista apresentou em seus artigos, por intermédio de diversos personagens e tendências políticas filiadas ao PT, as visões sociais de mundo que cada qual nutre sobre os diversos momentos da política brasileira, do socialismo, das transformações ocorridas no capitalismo contemporâneo, etc. Por essa razão, temos um quadro adequado à análise do deslocamento e das mudanças ocorridas no pensamento da nova esquerda.

Destarte, o estudo da Teoria e Debate nos possibilita compreender como se expressam as tendências internas do PT, dialogar com seus pressupostos e indagar-lhes sobre seus horizontes políticos e, consequentemente, perceber e evidenciar suas diferenças e, sobretudo, verificar suas perspectivas sobre a relação entre democracia e socialismo.

Vale ressaltar que essa publicação mantém uma permanência inédita no cenário cultural da esquerda brasileira. Conseguiu realizar uma façanha que poucas revistas de pensamento social de esquerda tiveram na história política brasileira: manter uma circulação ininterrupta até o presente momento.186

186 Cabe pontuar que a revista Teoria e Debate foi publicada pelo Diretório Regional do PT-SP desde sua

criação em dezembro do ano de 1987 até julho de 1997, quando passou a ser editada sob a responsabilidade da Fundação Perseu Abramo. Nos seus primeiros números demonstrou franco crescimento nas vendas, passando de 5 mil exemplares no primeiro número a 7.500 no segundo, 12 mil no terceiro, 14 mil no quarto, 15 mil no quinto, sexto, sétimo e oitavo, 17 mil na nona edição, subindo a 20 mil exemplares nas três edições subsequentes.

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