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3.4 Korucular ve PKK

3.4.1. Korucuların Perspektifinden PKK

Os transbordamentos de conhecimento podem ocorrer de diversas maneiras, uma das mais estudadas envolvem intercâmbio direto para resolução de problemas e são conhecidos como contatos informais. Os contatos informais ocorrem quando por meios extra-oficiais e sem o conhecimento das empresas dois funcionários por vínculos pessoais trocam informações envolvidas com seu trabalho.

Parte da literatura existente (Von Hippel, 1987; Schrader, 1991 e.g.), sugere que boa parte da difusão de conhecimento por meio de canais informais ocorre por meio de troca de informações. Estas trocas de informações se dão entre emprega- dos trabalhando em diferentes empresas, e em alguns casos em concorrentes (VON HIPPEL, 1987). Elas ocorrem quando um funcionário de uma firma diferente ajuda seu colega com conhecimento técnico ou sobre seu setor esperando que essa cola- boração seja retribuída no futuro. Um exemplo dado por Dahl & Pedersen (2004) é ilustrativo. Quando um funcionário da produção se depara com um problema técnico até então desconhecido, pode tentar resolve-lo falando com um colega numa firma concorrente que utiliza o mesmo tipo de equipamento para produção. Caso saiba como resolver, o colega na outra firma tem que decidir se fornecerá ou não a infor- mação. De modo geral, se isto criar desvantagens para a sua firma, ele optará por não informar, mas ele também pode decidir informar pensando numa futura ajuda deste companheiro (DAHL & PEDERSEN, 2004).

É claro que não basta ter contatos sociais para que ocorra este tipo de troca de conhecimento. Dahl & Pedersen (2004) afirmam que a participação desse tipo de comunidade requer um alto nível de conhecimento técnico e qualidades, necessárias para contribuir e obter vantagens desenvolvidas pelos seus pares. Em outras pala- vras, é necessário estar inserido numa comunidade que não é isenta de contexto, conhecimentos e capacitação. Além disso, a reputação é muito importante, porque

os indivíduos só irão fornecer informações motivados pela expectativa de reciproci- dade.

Do ponto de vista da firma, fornecer conhecimento pode ser desvantajoso de acordo com o valor do conhecimento transferido, pois quanto maior é o seu valor, maior será o impacto na vantagem competitiva (ALLEN, 1984). A troca de conheci- mento por vias informais é influenciada pelo valor para a firma deste conhecimento percebido pelo funcionário.

Schrader (1991) aponta alguns fatores que influenciam neste tipo de troca. Primeiro, o benefício que a firma espera ganhar com uma dada informação é influ- enciado pelo grau de competição entre as firmas. Caso a empresa transfira conhe- cimento para uma firma que não é concorrente, a perda de lucratividade pode ser nula a não ser que esta repasse para outra concorrente. Assim, uma firma não con- corrente pode se beneficiar de um conhecimento sem prejudicar a rentabilidade da que fornece informação. Outra consideração diz respeito ao número de fontes de conhecimento. Caso muitas fontes alternativas de informação estejam disponíveis (por meio de fornecedores, concorrentes), a empresa pode perder a vantagem com- petitiva desta parte de conhecimento mesmo sem transferi-la para o receptor.

É geralmente compreendido que receber benefícios ajuda a que os favores sejam retribuídos com uma similar transmissão de conhecimento. Isto depende do valor do conhecimento ou informação. Quanto maior o benefício, maior é a chance dele ser retribuído. É claro que mesmo que o receptor esteja estimulado em retribuir a informação, caso não possua nenhuma informação em troca, a firma não receberá nenhum benefício (DAHL & PEDERSEN, 2004).

Segundo Maskell et al (1998), a criação destas redes informais de contato se dão por meio de várias fases, indo desde relações entre dois indivíduos até amplas redes. O processo se inicia com uma transferência de conhecimento entre dois indi- víduos. As interações repetitivas entre estes dois levam a uma queda de custos de futuras interações e consequentemente ao desenvolvimento de rotinas e conven- ções, o que reduz ainda mais os custos. Isto torna um relacionamento estável.

Tanto firmas relacionadas verticalmente como horizontalmente podem se va- ler de um clima de confiança e entendimento mútuo. Isto gerará facilidade para no- vos contatos informais e interações, tanto no nível da firma quanto no do funcionário (MASKELL, 2001). Este é o caso, por exemplo, da importância de experimentação e testes de diferentes caminhos tecnológicos em clusters de firmas horizontalmente

relacionadas. Eles aprendem do sucesso e falha das demais e são aptas a monito- rar, discutir e comparar as soluções de outras empresas. Dessa forma, atuam num contínuo processo de aprendizado comparando diferentes soluções, imitando e a- crescentando as suas próprias idéias.

Este é o processo que ocorre em clusters com empresas similares, pois elas compartilham um conjunto de valores e conhecimento tão importantes que terminam criando uma cultural local. Nesse ambiente, a empresas estão ligadas por relações informais específicas numa cooperação pouco comum (DAHL & PEDERSEN, 2004). Este é o caso do estudo de Saxenian (1994) que compara os clusters do Vale do Silício e a Rota 128, no que diz respeito as suas redes de empresas e funcionários, ou seja, a cultura local.

No Vale do Silício, os contatos informais entre os indivíduos são importantes e estimulados, pois a cultura deste cluster favorece relacionamentos informais e exis- tem diversas variedade de instituições regionais que criam circunstâncias para a formação e networking promovendo feiras de negócios, conferências, seminários, e atividades sociais. As pessoas envolvidas (colegas de trabalho ou ex-colegas, con- correntes, fornecedores, consumidores, etc.) se encontram com freqüência, o que permite a formação de relacionamentos e contatos informais que são posteriormente mantidos e fortalecidos pelas atividades posteriores. Por estes contatos fluem tanto informações técnicas e de mercado, porque a cultura do Vale do Silício permite que se discutam detalhes do trabalho. No caso da Rota 128, a situação é oposta. Os contatos informais são restritos e a cultura desencoraja o networking e a troca de conhecimento e problemas. O que explica parcialmente a diferença de desempenho dos dois clusters nas últimas décadas (SAXENIAN, 1994, apud DAHL & PEDER- SEN, 2004).