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Não se objetiva fazer aqui extensa e completa revisão da literatura, mas apenas fornecer abertura para questões a serem examinadas nos três estudos de caso. Sempre que possível, as discussões sobre autenticidade, sustentabilidade, participação da população local e conflitos entre turismo e cultura apresentarão exemplos ligados ao turismo cultural e à realidade brasileira ou de países subdesenvolvidos.

A discussão sobre autenticidade em turismo inicia-se com a análise de como os turistas consomem e interpretam as atrações e ambiência do destino turístico, bem como interagem com os locais.

Boorstin, no início dos anos 1960, afirma que os turistas americanos não estão mais em condições de travar contato com a “realidade” em suas experiências de viagem, em virtude da presença de elementos complexos e incompreensíveis à vida moderna. Neste sentido, os viajantes aceitariam e até prefeririam experiências turísticas superficiais e “inautênticas”, que replicassem situações vividas no cotidiano (CHAMBERS, 2000).

Tal preferência leva habitantes locais e intermediários turísticos a criar espaços exclusivos ao consumo turístico, onde o viajante, isolado da comunidade local e da “realidade”, dedica-se a visitar atrações criadas exclusivamente para ele. Ao mesmo tempo, este turista conta com elementos que permitem que ele se sinta em casa, como hotéis e restaurantes que fornecem

todas as amenidades encontradas em seu local de residência e trabalho73 (URRY, 1996;

CHAMBERS, 2000).

73 Os estudos de Boorstin sustentam que os americanos não conseguem mais ter contato com a realidade de forma direta, recorrendo ao que ele define como “pseudo-eventos”. O turismo, organizado através do conceito de turismo de massa, é um dos principais exemplos de “pseudo-

É possível distinguir duas questões principais na argumentação de Boorstin. A primeira é que existe um ambiente exclusivamente destinado aos turistas, incapazes de travar contato com a “realidade” local. Este lugar não é considerado “real”: trata-se de uma invenção da comunidade local e dos intermediários turísticos, na qual toda a experiência turística é mediada e controlada.

Tal argumentação supõe a existência de uma “realidade”, formada por elementos culturais autênticos, reais e que apresentam significados à população local. As experiências consumidas pelos turistas são classificadas como inautênticas, encenadas, inferiores e desprovidas de significado, pois apenas reproduzem a superficialidade da vida moderna, de acordo com a demanda de um público incapaz de travar contato com a “realidade”.

MacCannell, em meados dos anos 1970, argumenta que a modernidade é marcada por uma vida cotidiana inautêntica e superficial, conseqüência da expansão dos modos de produção do capitalismo industrial. O autor defende que os turistas não procuram replicar esta falta de autenticidade em suas experiências turísticas, buscando encontrar lugares e situações autênticos, ainda não contaminados pelos malefícios da modernidade e do avanço do capitalismo global (URRY, 1996; CHAMBERS, 2000; MEDINA, 2003).

MacCannell sustenta que a curiosidade do turista retira a privacidade dos habitantes locais, repentinamente transformados em objeto de atração. Isto faz com que a comunidade local, em conjunto com os intermediários turísticos, criem espaços voltados à apresentação de sua cultura aos visitantes, com a exibição seletiva de elementos culturais. Isto permite à comunidade proteger a cultura local, classificada por MacCannell como “autêntica”, e auferir rendimentos econômicos da atividade turística, através de shows culturais, venda de artesanato e lembranças, etc (URRY, 1996; CHAMBERS, 2000).

MacCannell chama de “autenticidade encenada” as apresentações voltadas ao turista, valorando-as como algo desprovido de significado para a população local e, portanto, menos

eventos”, onde pessoas conseguem isolar-se do mundo exterior através de experiências inautênticas e superficiais. Para mais informações, ver Boorstin (1961).

“autêntico” do que os elementos culturais não comercializados74 (URRY, 1996; MEDINA, 2003).

MacCannell sustenta que o consumo de atrações produzidas para o turismo não se deve à incapacidade do turista de travar contato com a “realidade”, mas à iniciativa da comunidade de criar uma espécie de “zona turística”, que protege a cultura local do olhar de estranhos e possibilita aos habitantes ganhar dinheiro com o turismo.

Boorstin e MacCannell consideram que existe uma cultura autêntica, verdadeira e real, e que a atividade turística fomenta a criação de uma cultura encenada, irreal, comercial e desprovida de significado. Esta cultura é vista como inferior, algo semelhante ao cotidiano das pessoas em uma sociedade marcada pela modernidade e pelo avanço capitalista.

O advento da pós-modernidade nas sociedades contemporâneas coloca em xeque a noção da existência de culturas autênticas, não contaminadas pelos malefícios do capitalismo, e da valoração das influências culturais sofridas pelo turista como simulacros sem significado nem autenticidade75.

A valorização do espetáculo, a primazia do caráter visual de objetos e apresentações, a reprodução incessante de imagens e a emergência do pastiche como elemento contextualizado e desprovido de referente histórico reforçam a noção de que não há mais distinções claras entre realidade e representações. Como coloca Urry (1996), uma proporção cada vez maior de elementos que consumimos como “realidade” são representações, marcadas pela espetacularização.

A realidade perde o papel de referência, na medida que a reprodução indefinida de textos e imagens gera representações que aparentam ser mais reais do que a própria realidade (URRY, 1996).

74 Para mais informações sobre o conceito de “autenticidade encenada” e suas conseqüências, ver MacCannell (1976).

75 O segundo tópico deste capítulo já explorou algumas conseqüências do advento da pós- modernidade nas sociedades contemporâneas, no que se refere ao novo paradigma cultural.

As relações sociais contemporâneas, baseadas em práticas de consumo, transformam elementos da cultura local, impregnados de valores históricos e artísticos, em mercadorias. A comercialização de elementos da cultura e do patrimônio baseia-se na retenção de algumas características próprias, necessárias para conferir identidade e distinção aos produtos, e inserção de componentes culturais globais, tornando estes elementos acessíveis a uma audiência global (LEITE, 2005).

Waitt (2000) defende que a autenticidade não é conceito absoluto, medido a partir de referenciais que representam uma realidade autêntica e estável, mas uma construção social negociada por diversos autores. Chhabra, Healy e Sills (2003) apontam que o patrimônio têm vários criadores, objetivos e consumidores, e que o conceito de autenticidade assume diversos valores de acordo com as visões e interesses dos diversos atores envolvidos no processo de criação, interpretação e consumo de bens culturais.

McIntosh e Prentice (1999) consideram que o visitante de atrações culturais é o principal responsável pela construção da experiência e noção de autenticidade do bem visitado. A agenda pessoal de cada turista, carregada de signos e pré-concepções socialmente construídos, molda a forma como os objetos são vistos e a maneira através da qual são interpretados, num viés estritamente pessoal.

Ooi (2001) argumenta que a apresentação de elementos culturais e históricos em atrações turísticas é feita por mediadores culturais, que selecionam elementos que são mostrados a partir de pontos de vista e valores contemporâneos. Na visão dessa utora, gera-se aí uma “corrupção” no conteúdo de festivais e museus. O governo nacional de Singapura, por exemplo, utiliza os três principais museus do país para glorificar a atuação do partido político que está no poder desde 1959, promovido como principal responsável pelo sucesso econômico nacional e por uma suposta hegemonia cultural do país no sudeste asiático.

De acordo com Waitt (2000), a criação de atrações voltadas ao consumo turístico gera empreendimentos que promovem a história ou cultura de um lugar a partir de uma seleção parcial ou incompleta, manipulada por grupos de interesse econômico, social e político e promovida como experiências autênticas.

A criação, promoção e interpretação turística de The Rocks pelo Sydney Cove Redevelopment Authority (SCRA) demonstram a utilização de um sítio histórico recuperado pelo poder público como instrumento de afirmação de uma narrativa do passado eurocêntrica, patriarcal e oficial, que oculta a contribuição das mulheres, nativos e trabalhadores chineses no processo de construção nacional. Problemas recorrentes no início da colonização da Austrália, como doenças, epidemias, criminalidade e prostituição, também permanecem ocultos de forma deliberada em The Rocks (WAITT, 2000).

A promoção de The Rocks é baseada no conceito de autenticidade, mas os conceitos de “real” e “autêntico” são definidos através de uma interpretação hegemônica da história e cultura local elaborada por uma agência de governo.

Como coloca o autor:

[...] Unlike Disneyland, The Rocks does not trade on the fantasy of simulacra to entertain tourists. Instead, the SCRA employs the official European history of the location and the original building as if they are museum artefacts in order to substantiate claims of authenticity. The objective is to generate a seemingly authentic historical ambience specifically designed to help tourists relax and spend money in the shopping and entertainment facilities. The far more dangerous fantasy that the SCRA has successfully invented and marketed is a commodified version of the past set within the rhetoric of Eurocentric national imaginings. Nevertheless, the reverie is perceived by domestic and international tourists as highly authentic. (WAITT, 2000, p. 857).

A noção presente em autores como MacCannell e Boorstin de que a cultura local, isolada de influências externas como o turismo de massa e o avanço do capitalismo global, é pura e autêntica, repleta de significados para a população local, é contestada por diversos autores.

O desenvolvimento do turismo cultural tem o potencial de recuperar elementos culturais em vias de extinção, valorizar a cultura local e prover meios para grupos sociais marginalizados exercerem um papel ativo na construção da identidade local.

Jeong e Santos (2004), a partir do estudo de caso do Kangnung Dano Festival na Coréia, mostram como a resistência à introdução de elementos externos e promoção do festival como atração turística partem da elite política e econômica da região. Este pequeno grupo, ligado

por traços familiares, utiliza o festival como instrumento de controle social, excluindo grupos sociais e elementos culturais da política de representação da cultura local.

A pressão pela transformação do Kangnung Dano Festival em atração turística não tem origem em atores externos, mas em grupos sociais marginalizados nas representações culturais do evento, por motivos de religião, renda, origem social e gênero. Representantes destes grupos alegam que o fomento ao turismo e a introdução de elementos globais, como apresentações de música hip-hop americana, tornariam o evento mais inclusivo e autêntico. Como diz o representante de uma associação local de artistas:

A recent survey done by the city showed that most Kangnung citizens believe the main resources for the city economy should be culture and tourism. But we will never make it if we stick to the old and dead traditions... I don’t think that the young generation believes in spiritual things such as holy mountains and oceans. Who cares? Then why don’t we consider vibrant and dynamic culture in present Kangnung society. We can consider pop culture, hip-hop dance and rap music to attract young groups for the Dano festival. (JEONG; SANTOS, 2004, p. 652)

A presença de um número crescente de turistas pode promover a valorização da cultura local e o ressurgimento de tradições e elementos em vias de extinção em uma comunidade. Elementos consumidos pelos turistas podem sofrer um processo de valorização por parte da comunidade, na medida em que caracterizam a cultura local como singular a interessante para estrangeiros (BOISSEVAIN, 1996).

A valorização de aspectos da cultura local por parte de turistas leva muitas vezes os habitantes a uma nova interpretação de sua história e cultura. Elementos antes desprezados passam a ser valorizados, como responsáveis pela atração de visitantes e identificação da cultura local como algo único e de valor (DEITCH, 1989; BOISSEVAIN, 1996; ZARKIA, 1996).

A criação de narrativas e elementos culturais e históricos faz parte da estratégia de diversas regiões do mundo de fomentar o turismo cultural, em um mercado crescentemente competitivo. Em um mundo marcado pela globalização e homogeneização cultural, as tradições inventadas e reinterpretadas funcionam como elementos de diferenciação da oferta

turística e chamarizes para gastos de turistas necessários para prover a sobrevivência e equilibrar o balanço de pagamentos nacional.

Grande parte dos estudos sobre a interação entre turistas e nativos parte de três princípios. O primeiro é que os turistas têm uma cultura superior, e os nativos uma cultura frágil, mais suscetível a influências externas. O segundo é que as mudanças ocasionadas pela interação são geralmente destrutivas à cultura local, com perda de elementos singulares.

O terceiro princípio é que as mudanças promovidas pela interação entre turistas e nativos levam a cultura local a perder seus valores próprios e ingressar em um processo de homogeneização cultural, marcado pelo advento do capitalismo industrial e de uma economia orientada ao mercado (MCKEAN, 1989). Isto desconsidera a possibilidade de um papel ativo da população local na construção de interpretações turísticas, manutenção de características culturais próprias e seleção do que será vendido aos turistas, entre outros aspectos.

Medina (2003) analisa a recuperação de elementos da cultura maia no vilarejo de San Jose Succotz, em Belize, localizado perto das ruínas de uma antiga cidade maia.

A demanda por visitas guiadas pelas ruínas e artesanato de temática maia provocou a

revalorização desta cultura em San Jose Succotz, até então em processo de desvalorização76.

Em virtude de as fontes internas de informação ser inacessíveis ou estar extintas, sem possibilidade de recuperação, os habitantes locais recorrem a fontes externas para recuperar elementos da cultura maia, como livros acadêmicos e trabalhos de arqueólogos e historiadores nas ruínas perto da cidade. Estas informações são interpretadas de acordo com os interesses da comunidade e as demandas presumidas dos turistas, influenciados pela

literatura promocional de grandes operadoras internacionais77.

76

Elementos culturais como o dialeto maia e a prática de rituais ligados à agricultura praticamente desapareceram da comunidade de San Jose Succotz.

77 No caso do artesanato, instituições estrangeiras incentivaram a produção seriada de peças destinadas ao consumo turístico, com o objetivo dos habitantes locais conseguirem capturar parcelas do gasto dos visitantes em San Jose Succotz. Inicialmente, as peças reproduziam elementos encontrados em monumentos e ruínas do México e Guatemala, mas, a pedido dos turistas, as referências foram redirecionadas para as ruínas que se localizam perto do vilarejo de San Jose Succotz. Pesquisadores acadêmicos estimam que a indústria artesanal maia original entrou em colapso há aproximadamente mil anos atrás.

O caso de San Jose Succotz mostra como a atividade turística pode fomentar a valorização de elementos culturais em vias de extinção e vistos como indesejáveis por parte da comunidade local. Mostra também a diversidade de atores presentes na construção de um novo conceito de cultura maia: pesquisadores acadêmicos, habitantes locais, turistas, agências internacionais de desenvolvimento, operadoras de turismo, agências de receptivo, etc.

A participação de diversos atores internos e externos na recuperação e reinterpretação de

elementos culturais maias78 torna difícil definir o que é autêntico e tradicional, na medida em

que influências externas ajudam a construir a cultura e história da população local. Antigos hábitos de desqualificar as origens indígenas passam então a ser condenadas pela população.

Chambers (2000) aponta que a questão da autenticidade está ligada não a critérios pré- estabelecidos do que venha a ser autêntico ou inautêntico, mas à autonomia da população local para decidir questões como padrão de desenvolvimento turístico em sua região, interpretação turística, etc. Neste sentido, a autora coloca:

We need to ask at this point whether there are any criteria by which we can usefully differentiate the authentic from the inauthentic. From my perspective, any such criteria would have to support the idea that authenticity is possible under the conditions of modernity. I remain unconvinced that the real is a thing of the past, or that the past was at any time more real than the present. Accordingly, my sense of the authentic is that it occurs under conditions in which people have significant control over their affairs, to the extent that they are able to play an active role in determining how changes occur in their social settings. [...] In this respect, a community that has the ability to decide to tear down all its historic buildings in order to construct a golf course for tourists is more authentic than is another community that has been prohibited by higher authorities from doing the same thing in order to preserve the integrity of its past. [...] All the same, it reflects upon my suggestion that without significant degrees of autonomy, any notion of authenticity is meaningless.” (CHAMBERS, 2000, p. 98-99).

Como diz Tucker (2001), analisando o turismo em Göreme, na Turquia, o controle da indústria turística por habitantes locais evita que os elementos culturais sejam interpretados e consumidos de forma isolada pela determinação de turistas e intermediários. A participação ativa da comunidade faz com que os desejos e visões dos turistas sobre Göreme sejam

negociados com a identidade cultural dos habitantes do lugar, gerando atividades turísticas que respeitam o patrimônio natural e cultural da região.

A discussão sobre desenvolvimento sustentável baseia-se no reconhecimento do desenvolvimento como fator essencial para suprir elementos necessários à vida das pessoas, ao mesmo tempo em que se preocupa em conservar condições para sustentar o desenvolvimento no futuro.

A definição de desenvolvimento sustentável da World Commission on the Environment and Development (WCED), da ONU, reflete a preocupação em conciliar crescimento econômico, no sentido de alcançar eficiência econômica na utilização dos fatores de produção, com a eqüidade entre grupos sociais presentes na sociedade atual (intrageracional) e entre as gerações presentes e futuras (intergeracional). Como coloca a WCED: “[Sustainable development is] Development that meets the needs of the present without compromising the ability of future generations to meet their own need.” (TOSUN, 2001, p. 290).

Os anos 1990 assistiram a um aumento de interesse pelo tema “desenvolvimento sustentável”

na literatura sobre turismo, com a proliferação de conceitos sobre turismo sustentável79.

McKercher, com base em estudos de caso na Austrália, afirma que a falta de uma definição clara sobre este conceito faz com que o trade turístico australiano e movimentos conservacionistas advoguem propostas de desenvolvimento sustentável conflitantes entre si, agravando as diferenças entre os interessados no desenvolvimento e conservação das atrações naturais nacionais (GARROD; FYALL, 1998).

Butler fornece uma definição abrangente, que consegue captar as principais características do desenvolvimento turístico sustentável:

[...] sustainable development in the context of tourism could be taken as: tourism which is developed and maintained in an area (community, environment) in such a manner and at such a scale that it remains viable over an indefinite period and does not degrade or alter the environment (human and physical) in which it exists to such a degree that it prohibits the successful development and well-being of other activities and processes. That is not the same as sustainable tourism, which may be thought of as

79 Garrod e Fyall (1998) apresentam oito definições de turismo sustentável presentes na literatura, bem como uma discussão sobre como implementar este conceito na prática.

tourism which is in a form which can maintain its viability in an area for an indefinite period of time. (TOSUN, 2001, p. 290).

A partir da necessidade de países, regiões e cidades desenvolverem formas de turismo sustentável em seus territórios, serão aqui analisados alguns problemas do padrão atual de desenvolvimento turístico presente em diversos destinos turísticos do mundo, com ênfase em questões como participação da população, degradação de bens culturais materiais e conflitos

entre as áreas de turismo e cultura80.

Muitas atrações turísticas constituem exemplos de bens comuns (common pool resources), sendo utilizadas por habitantes locais e turistas de forma concorrente. Os bens comuns, no mercado turístico, representam atrações cujo consumo ocorre sem custo para o trade turístico ou turistas de forma individual, fazendo com que não haja incentivo ao investimento em sua manutenção ou desenvolvimento.

Os bens comuns fazem com que o consumo por parte de um usuário reduza a utilidade de consumo por parte de outro usuário, em uma atração onde não é possível excluir pessoas do consumo (BRIASSOULIS, 2002).

A utilização de bens comuns gera o que na economia se denomina “tragédia dos