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Kardeşlerin Ayrılmaması

3. TÜRK HUKUKUNDA BENİMSENEN SİSTEM

3.2. Özellikle Boşanmada Velayetin Verilmesinde Çocuğun Yüksek Yararı

3.3.3. Çocuğun Yüksek Yararı İlkesinin Uygulanmasına Yarayan Alt

3.3.3.10. Kardeşlerin Ayrılmaması

A origem da indenização punitiva remonta ao Código de Hamurabi, em 2000 a.C., como assinala a doutrina107. Na verdade, o que existia era um instituto que previa um excedente ao prejuízo real em casos cíveis, que consistia em multiplicar o valor indenizatório, que pode ser considerado a base dos punitive damages. Essa “espécie” de indenização era adotada desde as antigas civilizações babilônica, hindu, egípcia e grega.

No Direito Romano, a Lei das XII Tábuas também previa a possibilidade de multiplicar a indenização em casos de quebra de promessa, usura, depósito infiel, tutela desonesta, entre outros. Com o desenvolvimento do Direito Romano, passou-se a tratar de forma distinta os crimes dos delitos, sendo os últimos regulados para substituir a vingança privada108.

Contudo, os punitive damages como conhecemos hoje foi desenvolvido pelo sistema do common law, basicamente para compensar prejuízos intangíveis, mas sempre com intuito de punir e dissuadir os malfeitores em substituição à vingança.

Na Inglaterra, a indenização múltipla foi uma característica do common law desde o século XIII109. Entretanto, os punitive damages foram primeiramente aplicados de forma expressa no caso Wilkes v. Wood, em 1763110.

Ainda naquela década ficou estabelecido que a indenização punitiva deveria ser invocada para punir os acusados por dolo, abuso de autoridade ou fraude grave. Portanto,

107 SCHLUETER, L. L. Punitive damages. 6th ed., 2010. O presente capítulo baseou-se principalmente no

referido tratado que é a maior referência sobre o assunto nos Estados Unidos, sendo utilizado inclusive pela Suprema Corte daquele país.

108 Ver, por exemplo, a pena para o furto, que no Direito Romano era considerado um delito: “Book IV.

Obligationes Arising From Delicta. 5. The penalty for manifest theft is quadruple the value of the thing stolen, whether the thief be a slave or a freeman; that for theft not manifest is double” (grifos nossos) (Disponível em: <http://www.fordham.edu/halsall/basis/535institutes.asp#IV. Injuria>. Último acesso em: 17 ago. 2011).

109 SCHLUETER, L. L. Punitive damages. 6th ed., 2010, p. 5.

110 Na ocasião, John Wilkes, membro do parlamento, anonimamente publicou o North Briton, um panfleto

criticando as políticas do governo britânico. O Rei, por meio de um mandado geral de busca e apreensão, invadiu a propriedade de Wilkes pelo que ajuizou uma ação alegando violação de propriedade e a invasão dos seus direitos civis. A Corte concordou com as alegações de Wilkes e concedeu uma indenização punitiva com o objetivo de punir e dissuadir futuras violações.

situações em que de alguma maneira a execução do ato tenha sido absurda, extraordinária, ultrajante ou extremamente lesiva111.

Além disso, o júri possuía ampla discricionariedade para decidir sobre a reparação de danos, podendo inclusive atribuir um caráter punitivo. Assim, uma das teorias sugere que a indenização punitiva foi criada para justificar os valores excessivos atribuídos pelo júri em relação ao dano efetivo no século XIII112.

Para corrigir os excessos das decisões o remédio era um novo julgamento pela Corte de equidade. Para evitar novos julgamentos, a partir do século XVI foram criadas regras para a liquidação da reparação dos danos e, no fim do século XVIII, tais regras serviam tanto para quebra de contrato, como em casos de responsabilidade civil por violação de propriedade, já que os tribunais relutavam em anular uma decisão tomada pelo júri.

Nos séculos XVIII e XIX as decisões inglesas permitiam reparação apenas daqueles danos em que era passível a exata liquidação do valor113. Regra geral, danos morais não eram passíveis de proteção pelo sistema do common law, com exceção daqueles casos em que o sofrimento era o principal componente da lesão, como na calúnia, no adultério, na prisão ilegal etc.

Nesse sentido, a indenização punitiva surgiu no regime de common law como um meio de compensar o lesado pelo sofrimento experimentado por uma conduta ultrajante do acusado, geralmente envolvendo aspectos morais114. As cortes inglesas enfatizavam que, além de meio de compensação, a indenização punitiva servia de exemplo para impedir reiteradas condutas de malfeitores115.

Por fim, outras teorias em relação aos punitive damages indicam que o instituto foi criado como meio de descriminalizar condutas menos ofensivas, para impedir vinganças privadas ou ainda como uma forma de vingança pública, uma vez que a decisão simbolizava a repulsa da sociedade ao comportamento do acusado.

Nos Estados Unidos, os primeiros casos envolvendo a função punitiva da indenização por responsabilidade civil refletiam a confusão existente no common law acerca da natureza compensatória ou penal do instituto. Os primeiros casos abraçavam as duas ideias, como se

111 Cumpre destacar que os termos foram livremente traduzidos do inglês: malice, opression or gross fraud. 112 KIRCHER, J. J.; WISEMAN, C. M. Punitive damages: law and practice. 2nd ed. West Group, 2010.

113A partir do precedente Rookes v. Barnard (1964) que a indenização punitiva foi efetivamente imposta

(WILCOX, V. Punitive damages in England. In: Punitive damages: common law and civil law perspective. Tort Insurance Law. v. 25. Springer Wien New York. p. 7).

114 Tais aspectos podem ser observados nas decisões: Huckle v. Money e Breadmore v. Carrington. 115 Sobre a função dissuasória da indenização punitiva ver: Tullidge v. Wade e Merest v. Harvey.

observa da análise do caso Coryell v. Colbough, o pioneiro a anunciar a indenização punitiva nos EUA116.

Desde 1850, a Suprema Corte norte-americana afirmou no caso Day v. Woodworth que, nos casos envolvendo responsabilidade civil, o júri pode impor os chamados exemplary, punitive or vindictive damages, considerando não apenas a reparação do ofendido, mas também a gravidade da conduta do ofensor.