2.8. Sağlık Turizminin Bir Kolu Olarak Termal Turizm ve Türkiye’de Termal
2.8.2. Kaplıca Tedavisi ve Kaplıca Tedavisinin Etkili Olduğu Hastalıklar
2.8.2.2. Kaplıca Tedavisinin Etkili Olduğu Hastalıklar
Estudar em profundidade a relação da crise ambiental urbana com o processo de governança metropolitana, exige de antemão, compreender que a variável ambiental não pode ser considerada, como até recentemente vem sendo, apenas uma externalidade econômica, ou seja, custos.
Levantar a característica multivariada da questão ambiental remete aos trabalhos desenvolvidos, especificamente por Leff (2009) e Floriani (2011), na busca de um novo conhecimento ambiental. Portanto, assim como vem sendo o pilar deste trabalho, a multidisciplinaridade é uma necessidade, Leff (2009), observa que os problemas ambientais são;
“sistemas complexos, nos quais intervêm processos de diferentes racionalidades, ordens de materialidade e escalas espaço-temporais [de forma que] a problemática ambiental é o campo privilegiado das inter-relações sociedade-natureza, razão pela qual seu conhecimento demanda uma abordagem holística e um método interdisciplinar que permitam a integração das ciências da natureza e da sociedade; das
73 esferas do ideal e do material, da economia, da tecnologia e da cultura” (LEFF, 2009, p 310).
Tal afirmação demonstra que, as percepções de como as relações causais constroem o referencial, por um lado exige a capacidade dos múltiplos olhares, por outro, a compreensão que uma verdade absoluta é inexistente, uma vez que as dinâmicas locais e símbolos culturais são apreendidos de formas diferentes pelos indivíduos.
Leff (2009) retoma a importância da variável política decisória como um fator chave para compreender o atual momento de crise ambiental, bem como a forma como os valores são apropriados e servem de guia para a decisão pública. Para além da histórica associação das questões ambientais a fatores biológicos, atualmente há necessidade de compreender “as relações sociais de produção, as regras de organização cultural e as formas de poder político nas quais se inscrevem as estratégias do conhecimento e as formas de uso dos recursos naturais” (LEFF, 2009, p 314).
Floriani (2011) reforça essa mesma noção sobre as questões ambientais, ao defender que, o conhecimento estritamente disciplinar tem caráter limitado e parcial ao não apreender as conexões entre o social e o natural, deixando de lado, a análise do conflito, bem como a dimensão política que perpassa o campo ambiental.
Demonstra-se que o atual paradigma científico enfrentado pelos estudos que se propõem em aprofundar o conhecimento sobre as questões ambientais, especificamente, a crise ambiental urbana, constatada atualmente, é captar a complexidade multidisciplinar que o cerca, bem como, transformá-lo numa questão política, o que ainda não se sabe exatamente como. Todavia, um início é buscar as;
“condições econômicas, políticas, institucionais e tecnológicas que determinam a conservação e recuperação dos recursos de uma região, os estilos de ocupação do território, às formas de apropriação e usufruto dos recursos naturais e da partilha de suas riquezas assim como o grau e as formas de participação comunitária na gestão social de seus recursos e de suas atividades produtivas” (LEFF, 2009, p 317).
Diante do exposto, fica evidente que, compreender o processo de governança, resguardado as condicionantes espaciais, como no caso do processo que se sucede numa metrópole, é um passo inicial para transformação, neste novo paradigma.
Leff (2009) propõe a prática teórica do Saber Ambiental, a fim de avançar no que tange às questões ambientais como objeto multidisciplinar. Há, neste sentido, de se
74 mapear as condicionantes socioculturais, políticas, econômicas e ecológico-biológicas que compõe o setor analisado, neste caso, dos resíduos sólidos.
Neste trabalho, decidiu-se analisar a questão dos resíduos por considerá-lo representativo da dinâmica da crise ambiental urbana. Por possuir uma relação com as variáveis do Saber Ambiental, isso é, a questão sociocultural que permeia a geração e descarte dos resíduos, a própria ideia simbólica em torno do “lixo”, a questão econômica intrinsecamente ligada à uma lógica de produção e consumo em escala, do “ter ao invés do ser”, da gradual dualidade entre homem-natureza o que permite uma lógica de produção sem considerar o descarte final, ou os problemas biológicos de contaminação, degradação e irreversibilidade de espaços uma vez contaminados. Por fim, e mais importante, o processo de governança em torno da gestão dos resíduos, lógica essa que pressupõe o papel preponderante do governo e das políticas públicas na busca por um novo paradigma de gestão, de forma a influenciar o comportamento dos demais agentes (sociedade e mercado) numa nova lógica de consumo e descarte, gerenciamento e gestão compartilhada.
Vale lembrar que, a hipótese trabalhada, até o momento defendida, é que o governo tem papel chave na mudança do status quo, sendo assim, serão observados os fatores relacionados aos resíduos sólidos e, em seguida, mais especificamente, a relação entre Governo, governança metropolitana e resíduos sólidos urbanos.
9. RESÍDUOS SÓLIDOS E SUA MULTIDISCIPLINARIDADE
A Lei dos Resíduos Sólidos brasileira define resíduos sólidos como “material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade” (GOVERNO DO ESTADO DO RN, 2012 p 20). Sendo assim, é inevitável à toda ação humana a geração de resíduos, uma vez que todas as ações geram resíduos. Como política pública é de responsabilidade municipal o planejamento e gestão dos serviços de coleta, transporte e disposição final, contudo, exige para sua eficiência, a cooperação da sociedade, compreendendo a gravidade dos problemas gerados. O principal problema diz respeito a disposição final, uma vez que a maneira mais correta aceita atualmente é os aterros sanitários, que gera ainda assim, um grande impacto ambiental e que permanece comprometendo as gerações futuras. A não geração e a redução, são, portanto, as únicas reais soluções.