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İlköğretime yeni kayıt oranı (Brüt ve net yeni kayıt oranı)

3. EĞİTİM SEKTÖRÜNDE YAKIN DÖNEMDEKİ GELİŞME VE EĞİLİMLER

3.2. Okul Çağı Nüfusu ve Eğitim Alanında Yakın Geçmişteki Gelişme ve Eğilimler

3.2.3. Eğitime Erişim, Katılım ve Kademeler Arası Geçişler

3.2.3.1. İlköğretime yeni kayıt oranı (Brüt ve net yeni kayıt oranı)

Inicialmente dispersa em técnicas filantrópicas de tipos diferentes – como a filantropia caritativa, higienista etc. –, vai se transformando a medida que esta microfísica de poderes diversos vão sendo capturados e enovelados na governamentalidade do Estado.

A primeira referência explícita à obrigação do Estado com a assistência apareceu na Constituição de 1934, assegurando o amparo aos desvalidos e garantindo 1% das rendas tributárias à maternidade e à infância.

A incorporação à estrutura do Estado do que foi chamado por Sposati et al (2010) de assistencial – isto é, daquilo que supre necessidades pontuais de sobrevivência da população - se deu primeiramente com a criação do já mencionado Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS) em 1938.

O Conselho, funcionava como uma espécie de agência reguladora das entidades assistenciais dispersas pelo país. Mestriner (2011) explica que o Conselho a é “primeira forma de presença da assistência social na burocracia do Estado [...]. Assim, atuou como uma forma pautada na ajuda ao setor privado, sem relação direta com a população” (p. 66, 67).

Um passo adiante no processo de racionalização e incorporação da assistência pelo

mediante ampliação do escopo dos direitos associados a estas profissões, antes que por expansão dos valores inerentes ao conceito de membro da comunidade. A cidadania está embutida na profissão e os direitos do cidadão restringem-se aos direitos do lugar que ocupa no processo produtivo, tal como reconhecido por lei” (SANTOS, 1979, p. 75).

“A regulamentação das profissões, a carteira profissional e o sindicato público definem, assim, os três parâmetros no interior dos quais passa a definir a cidadania. Os direitos dos cidadãos são decorrência dos direitos das profissões e as profissões só existem via regulamentação estatal. O instrumento jurídico comprovante do contrato entre o Estado e a cidadania regulada é a carteira profissional, que se torna, em realidade, mais do que uma evidência trabalhista, uma certidão de nascimento cívico” (idem, p. 76)

Estado foi, em 1942, com a fundação da Legião Brasileira de Assistência (LBA)81. A Legião foi presidida pelas primeiras-damas do país, até 1995, quando foi extinta. Criada como sociedade civil, sua origem está ligada à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial tendo por objetivo ajudar as famílias dos soldados enviados à guerra82. Por meio da LBA, o Estado atribuiu ao discurso da pobreza e miséria um viés de patriotismo. Com o fim do conflito na Europa, a LBA continuou prestando assistência a famílias necessitadas, prestava serviço a ONGs e a movimentos da igreja católica e também criou curso de Serviço Social e Programa de Voluntariado formando, portanto, os trabalhadores dessa área (SIMILI, 2006).

A LBA esteve vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência Social em 1969 e ao Ministério da Previdência e Assistência Social em 1974. Segundo Mendonsa (2012) essa vinculação à Previdência fez com que a LBA desvinculasse sua imagem à beneficência aos “carentes” e abarcasse o papel de auxílio aos trabalhadores pobres.

A LBA era a maior agência de Serviço Social do país implementando ações de auxílio assistencial e compensatórios. Os setores em que a LBA atuava se relacionava prioritariamente aos idosos, pessoas portadoras de deficiência. Por exemplo, havia doação de cadeiras de rodas, muletas, aparelhos auditivos. A Legião também atendia crianças em creches e doações colocando como foco o governo de famílias, a fim de promover um processo civilizador, isto é, a “LBA também atuaria na sociedade instituindo práticas que visavam moldar o corpo brasileiro às novas demandas de uma cultura urbana que se constituía” (TUMELEIRO, SILVA, 2013, p. 340).

Para dar um exemplo, em São Paulo, uma importante organização que iniciou os trabalhos com pessoas que moram nas ruas é a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) criada em 1955, oferecia diversos serviços de assistência como oficinas, casa para crianças e adolescentes, abrigo para mulheres, acompanhamento a doentes ao hospital e presos em suas demandas judiciais. Em 1978, a OAF passou a trabalhar também com pessoas que viviam nas ruas, indo até elas, fazendo rondas nas ruas. Sob a coordenação da OAF o Albergue Ligia

81 Cf. Decreto-lei n. 4830, de 15 de outubro de 1942. Estabelece contribuição especial para a Legião Brasileira de Assistência e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937- 1946/Del4830.htm>. Cf. também Decreto n. 12, de 18 de janeiro de 1991. Aprova o Estatuto da Fundação Legião Brasileira de Assistência (LBA) e dá outras providências. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/legislacao/ ListaTextoIntegral.action?id=112111>.

82 Havia notícias de jornal convocando as mulheres “filhas da Pátria” a trabalhar pela “vitória do Brasil na guerra”, assim se configurou um corpo de voluntariado feminino para trabalhar para a LBA. Veja: Ivana Guilherme Simili. O que virou moda na Guerra? As voluntárias da Legião Brasileira de Assistência no Jornal Correio da Manhã. Disponível em: <http://www.anpuhsp.org.br/sp/downloads/CD%20XVIII/pdf/ORDEM%20ALFAB%C9TICA/ Ivana%20Guilherme%20Simili.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2016.

Jardim localizado em São Paulo se destinou a abrigar migrantes recém-chegados na cidade (FRANGELLA, 2004, DE LUCCA, 2007).

Dentro dessa trama de assistência pública operado por entidades sociais, em geral, religiosas, em muitos municípios surgiam os Serviços de Obras Sociais (SOS), entidades filantrópicas, muitas vezes ligadas a alguma corrente religiosa.

Em São Carlos, um primeiro Albergue noturno na cidade foi fundado em 1946 por uma entidade maçônica chamada Eterno Segredo, a qual abrigava migrantes lhes oferecendo pernoite, sopa pela noite, café da manhã e passagem para viagem. No município também havia um SOS, entidade que recebia recursos do CNSS e da administração estadual para o atendimento a famílias carentes. O SOS oferecia cursos profissionalizantes como padeiro e corte e costura, fazia doação de medicamentos. Com o fechamento do antigo Albergue Noturno, em 1979, o SOS passou a realizar também doação de passagens (OLIVEIRA, 2013). O que se percebe é que o assistencial destinado a pessoas que vivem nas ruas esteve por décadas disperso entre as linhas de poder de uma microfísica que perpassava ações caritativas, instituições asilares, entidades filantrópicas, Albergues. Mas que apenas encontravam um núcleo articulador de ação na LBA e uma vigilância estatal no CNSS.

As diversas formas de filantropia que foram identificadas por Mestriner (2011) correspondem a diferentes mecanismos de poder a governar desvios. Não estava em questão os elementos disponíveis na população, mas sim, suas faltas, as carências e os desvios, cujas técnicas de poder foram organizadas nos diversos mecanismos de filantropia, fosse esta caritativa, higienista ou disciplinadora.

A filantropia se desenvolveu, então, como uma técnica de governo a fim de governar necessidades e desvios. Inicialmente, não estava presente no plano das instituições a noção de uma população, o que era objeto de governo eram as carências dos indivíduos, ou, das famílias mas não a biopolítica da massa, uma população cujos elementos fossem identificados, categorizados, e, por fim, normalizados.