C. Vergi Hukukunun Yürütme Organından Doğan Kaynakları
4. Adsız Düzenleyici İşlemler
Os sacerdotes foram constituídos por Deus, conforme revelado a Moisés. Estes descendentes de Levi não teriam direito a uma porção específica da terra, quando esta fosse dividida. A respeito de Levi pode-se ressaltar negativamente o episódio sangrento do massacre dos Siquenitas (cf. Gn 34,49), contudo esta tribo coloca-se ao lado de Moisés no relato acerca do bezerro de ouro (cf. Ex 32).
Os Levitas deveriam viver entre o povo e exerceriam o sacerdócio (cf. Lv 10,12-15.21-35; Nm 18,8-20). Pode-se observar na Sagrada Escritura que os sacerdotes desempenhavam papeis variados. Deviam44 orar pelo povo, guia-lo
na adoração a Deus, julgar questões e realizar os rituais sacrificiais (cf. Dt 33). O exercício destas funções deveria apontar para um Deus santo com o qual o povo deveria se relacionar correta e distintamente. Sobretudo, os levitas também deveriam instruir o povo na lei de Deus, este era o mandato deles por excelência (cf. Lv 10,11; Dt 24,9; 31,9). Isto pode ser constatado na importância da leitura da Lei diante de todo Israel de tempos em tempos (cf. Dt 31,10-13). Ademais, quando Moisés abençoou os filhos de Israel (cf. Dt 33), a benção destinada a Levi vem após uma breve descrição de sua função sacerdotal. Destaca-se o fato que o ensino da Lei é colocado em primeiro lugar (cf. Dt. 33, 8-10), como ainda podemos inferir de outras passagens (cf. Dt 24,8; 2Cr 15,3; Os 4,8; Ml 2,7). Pode-se constatar também que o substantivo sacerdote (
!heKo
) ocorre cerca de 740 vezes no Antigo Testamento e é utilizado indistintamente, tanto para os sacerdotes de Javé quanto aos que serviam às divindades pagãs (por exemplo Ex 31,10; Jr 48,7), também é o termo que44 SANNER, A. Elwood. Explorando la educación cristiana. Kansas City: Casa Nazarena de
Publicaciones, 2000, p. 42. Sanner cita os sacerdotes como 1. Guardiães dos oráculos de Deus 2. Mantenedores das instituições sagradas 3. Dirigentes de adoração. 4. Mestres do povo sobre como viver.
designa Melquisedec, sacerdote de El Elyon (cf. Gn 14,18). Em outra esquematização45 das funções dos sacerdotes, sugeriram-se as seguintes
ocupações: 1. Guardiões do santuário: (cf. Nm 1,53; 3,28.32), 2. Despenseiros de oráculos: (cf. Jz 18,5; 1Sm 23,2; 30,7), 3. Mestres da Lei (cf. Dt 31; Jr 2,8; 18,18) e 4. Cumpridores de tarefas litúrgicas diversas: Reposição dos pães da proposição (cf. Lv 24,8), preparar as lâmpadas no santuário (cf. Ex 30,7), tocar as trombetas nas festas (cf. Nm 10,8.10), abençoar em nome de Javé (cf. Nm 6,27; Dt 10,8; 21,5; 1Cr 23,13), oferecer os sacrifícios (cf. Lv 1-3) e praticar a intercessão sacerdotal (cf. Esd 6,10; 9,6-15; 1Mc 12,11). Estes vários deveres formariam então, nesta proposta citada, uma base comum de mediação: nos oráculos e na instrução o sacerdote representa Deus para o povo; nos sacrifícios e intercessão, ele representa o povo para Deus.46 A partir daí este
autor afirma que “O ministério sacerdotal é assim primariamente um ministério do altar” 47, Payne vai na mesma direção quando afirma que o termo sacerdote
“...reflete o conceito mais restrito de um ministro das coisas sagradas, especialmente os sacrifícios...”48 Pode-se questionar estas assertivas em vista
do que se tem observado até este ponto. Seriam realmente os deveres cúlticos de maior preponderância no ministério sacerdotal? No estudo do mesmo verbete o autor relembra que os sacerdotes são “mediadores da Aliança”, elemento emblematicamente caracterizado na vestimenta do sumo sacerdote que levava o nome das doze tribos de Israel. Posto que a posição ressaltada é a da mediação entre Deus e o povo, presume-se que o elo principal neste relacionamento é a própria revelação de Deus, ou seja a aliança é firmada até mesmo de forma contratual na entrega das tábuas da Lei e depois no desenvolvimento desta no restante do Pentateuco. Sendo assim o papel de mestre do sacerdote deveria ser enfatizado primariamente.
Araújo, a partir da interpretação histórico-crítica, concorda com esta ênfase sobre o ensino da Lei no sacerdócio:
45 DOMMERSHAUSEN, W. verbete !heKo em BOTTERWECK, G. J.; RINGGREN editors. TDOT. Grand
Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1980, Vol. VII, p. 66-75.
46 DOMMERSHAUSEN, W. verbete !heKo em BOTTERWECK, G. J.; RINGGREN editors. TDOT. Grand
Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1980, Vol. VII, p. 66-75.
47 DOMMERSHAUSEN, W. verbete !heKo em BOTTERWECK, G. J.; RINGGREN editors. TDOT. Grand
Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1980, Vol. VII, p. 69.
48 PAYNE, J. B.; verbete !heKo em HARRIS, R. Laird, ARCHER JR., G. L., & WALTKE, B. K. TWOT.
O relato de Dt 31,9-13, possivelmente pós-exílico, apresenta Moisés prescrevendo aos sacerdotes levitas, que transportavam a Arca da Aliança do Senhor e a todos os Anciãos de Israel, a obrigação de apresentarem-se diante do Senhor a cada sete anos durante a Festa de Sucot no lugar que Deus escolher, a fim de proclamar a Lei a todo israelita. A finalidade de tal ato é que todos, homens, mulheres, crianças e estrangeiros aprendam e ponham em prática a Lei do Senhor (...) Com Dt 31,9-13, o redator deutoronomista leva às últimas conseqüências a sua perspectiva de centralidade da Lei e Aliança. Nesta perícope Moisés não só falou, mas também “escreveu...esta Lei”, que deverá ser lida a cada sete anos, durante Sucot, com finalidade didática: proclamar, escutar e aprender. O relato de Dt 31,9-13 reflete a consciência israelita cuja identidade social e religiosa estará sempre marcada pela leitura da Torá.49
Após discorrer sobre probabilidades etimológicas do sentido do termo sacerdote, que variam desde “aquele que se inclina”, “aquele que está em pé” até “o homem das bênçãos”, Vanhoye50define o sacerdote como o “homem do
sagrado e do santuário” e o “pronunciador de oráculos”. Além disso, Vanhoye discorda que a função primária sacerdotal seja de sacrificador, na realidade isto acontece ao longo do tempo através de uma progressão “complexa e dinâmica” e afirma que somente a partir do primeiro exílio o ensinamento da Lei passa da classe sacerdotal para os escribas e doutores da Lei, só então os sacerdotes têm a sua função mais prioritariamente ligada ao santuário51. Em sua descrição
detalhada sobre o sacerdócio, De Vaux52 concorda com o fato de que o
ensinamento da Torá deixa de ser “monopólio” dos sacerdotes após o exílio. Mas antes que isso aconteça, este autor descreve o sacerdote como:
1. Aquele a quem a Lei pertence (cf. Jr 18,6; Ez 7,26);
2. Aquele a quem foi confiado a Lei, pelo Senhor (cf. Dt 31,9.26; Os 4,6); 3. Aquele que ensinava no santuário (cf. Is 2,3);
4. O homem da Torá, o depositário e o intérprete de uma ciência, que vem de Deus, mas como revelação passada;
49 ARAÚJO, G. L. De. História da Festa Judaica Das Tendas. São Paulo: Paulinas, 2011, p. 19. 50 VANHOYE, A. Sacerdotes Antigos e Sacerdote Novo segundo o Novo Testamento. Santo André:
Editora Academia Cristã, 2006.
51 VANHOYE, A. Sacerdotes Antigos e Sacerdote Novo segundo o Novo Testamento. p. 55.
52 DE VAUX, R. Instituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Editora Teológica, Editora
5. Intérprete do conjunto de prescrições que regiam as relações do homem com Deus.
Devem-se notar como relevantes e conclusivas as observações de Wood53
quanto ao estabelecimento do sacerdócio levítico. Ele afirma que a despeito das tarefas cultuais e a realização dos sacrifícios o papel preponderante dos sacerdotes ainda era o ensino. Isto pode ser logicamente concluído pelo fato da natureza teocrática estabelecida por Deus na entrega da Lei. Desde que a obediência era requerida e não havia cópias deste documento na época, a instrução oral da Lei teria um papel decisivo para o povo da aliança. Estabelece-se então, uma grande rede de ensino da Lei com recursos adequados de pessoal, a tribo inteira de Levi, e de distribuição geográfica, quarenta e oito cidades de refúgio (cf. Nm 26,62; 35,1-8; Js 21,1-41).