BÖLÜM 3: GÜRCİSTAN’DA GÜÇ MÜCADELESİ
3.5 Gürcistan’ın İç Sorunları
3.5.2 Güney Osetya Sorunu
2.3.1 Material Vegetal
Foram utilizadas plantas de tomateiro (Solanum lycopersicum) contendo as mutações procera (pro), gibberellin deficient 3 (gib3) (Tabela 2) e a cultivar Micro-tom (MT). O parental MT foi gentilmente fornecido pelo Dr. A. Levy (Weizmann Institute of Science – Israel). Em trabalhos prévios no Laboratório de Controle Hormonal do
Desenvolvimento Vegetal os mutantes gib3 e pro foram transferidos através de retrocruzamento sucessivos (introgressão), para a cultivar MT (CARVALHO, 2007).
Tabela 2 - Mutante de tomateiro com alterações hormonais
Mutantes Classe
hormonal a Efeito / Função Gênica Origem / Referência
gibberellin
deficient 3 (gib3) GA
Deficiência em GA. Plantas anãs, coloração verde-escuro das folhas. Defectivo para ent-kaurene sintase
(KS).
LA2895 b cv Moneymaker
procera (pro) GA
Aumento na sensibilidade. Folhas com borda contínua, caule bastante
alongado. Mutação em uma proteína DELLA.
LA0565 c cv Condine Red
a
GA = giberelina; b Bensen e Zeevaart (1990); c Jones (1987) e Bassel et al. (2008)
2.3.2 Cultivo em casa de vegetação
As plantas foram cultivadas em casa de vegetação, que possui sistema automático de irrigação (4 vezes ao dia) e temperatura média anual de 28º C. A semeadura foi feita em bandeja contendo uma mistura, previamente umedecida, de substrato comercial (Plantmax HT) e vermiculita expandida na proporção de 1:1, suplementado com 1 g/L de NPK 10:10:10 e 4 g/L de calcário. Após 10, dias as plântulas foram transferidas para vasos de 150 mL e colocadas em canaletas, acrescentando-se uma colher de café de NPK e de calcário em cada vaso. Inicialmente foram realizados diversos cultivos em casa de vegetação, a fim de multiplicar as sementes de gib3 e obter um número desejado, para possibilitar o início dos experimentos comparativos. Como gib3 é defectivo na biossíntese de GA, as sementes foram previamente germinadas em gerbox contendo solução de GA 100 µM.
2.3.3 Coleta e processamento das sementes
As sementes foram coletadas de frutos maduros, juntamente com a polpa e foram mantidas durante dois dias sob fermentação com água e uma colher de café de fermento biológico (Fermix), para facilitar a retirada da mucilagem que fica ao redor da semente, o que dificulta sua posterior germinação. Após dois dias, as sementes foram lavadas em água corrente com auxílio de uma peneira plástica, espalhadas sobre papel sulfite, sendo deixadas para secar em ambiente ventilado e sombreado, durante dois dias. As sementes foram retiradas do papel e colocadas em envelopes de papel alumínio, sendo armazenadas em caixas plásticas contendo sílica, sob refrigeração (7 a 14º C).
2.3.4 Efeito de giberelina (GA) no crescimento vegetativo e na indução floral de tomateiro
Inicialmente foram utilizados os mutantes gib3 e pro, além da cultivar miniatura de tomateiro MT como controle. Sementes dos três genótipos foram semeadas em bandeja em casa de vegetação e no estágio de plântula foram transferidas para vasos individuais, sendo um total de 3 tratamentos (cada tratamento representado por um genótipo) com 20 plantas (repetições) por tratamento. Foram feitas avaliações de dias para antese e altura na antese. Outras avaliações como número de entrenós na antese, número de flores por inflorescência, número de frutos e poso total, não puderam ser realizadas, pois o mutante gib3, sem aplicação de GA, não saiu de seu estado vegetativo.
2.3.5 Aplicação de paclobutrazol (paclo) em diferentes estágios do desenvolvimento
Visando avaliar o efeito de paclo, inibidor da biossíntese de GA, no crescimento vegetativo, indução floral e frutificação de tomateiro, foram feitas aplicações de solução
de paclo 100 µM, acrescidas de 1% de espalhante adesivo, em diferentes estágios do desenvolvimento de MT.
Aproximadamente 200 sementes de MT foram germinadas em bandeja em casa de vegetação. Na época do transplante foram separadas em 7 lotes com 20 plantas cada. O primeiro lote não teve aplicação do inibidor da biossíntese de GA e recebeu o nome de “Sem paclo”. O segundo lote teve aplicação no quatro dias após a semeadura, nomeado “4d Paclo”. O terceiro lote teve aplicação oito dias após semeadura. O quarto lote doze dias após semeadura. O quinto lote teve aplicação aos dezesseis dias após semeadura. O sexto lote teve aplicação aos vinte dias após a semeadura e o sétimo e último lote teve cinco aplicações de paclo em todos os períodos acima descritos, recebendo o nome de “5X paclo”. Cada aplicação consistiu na pulverização da planta inteira até o ponto de escorrimento. Para cada um dos lotes foram feitas avaliações de tempo para 50% das plantas apresentarem botões florais visíveis a olho nu (n = 20 plantas), tempo para a antese das plantas (n = 20 plantas), altura (n = 20 plantas) e número de entrenós na antese (n = 20 plantas), número de frutos por planta no final do ciclo (n = 20 plantas), peso total de frutos por planta (n = 20 plantas). Para medições dos frutos, foram colhidos frutos de plantas individualmente no final do ciclo, contados e pesados, e após isto, foram agrupados todos os frutos de um mesmo lote para medição da freqüência de frutos por categorias de maturação (maduros, de vez e verdes) e classe de tamanho. As classes de tamanho foram nomeadas: A, frutos com peso superior a 6 g; B, frutos de 4 a 6 g; C, frutos de 2,5 a 3,9 g e D, frutos menores que 2,5g.
2.3.6 Aplicação de GA em diferentes estágios de desenvolvimento
Visando avaliar o efeito da aplicação de GA no crescimento vegetativo, indução floral e frutificação de tomateiro, foram feitas aplicações de GA 100 µM em diferentes estágios do desenvolvimento de MT.
Um experimento com 7 tratamentos foi conduzido em casa de vegetação (7 lotes com 10 plantas cada), utilizando a cultivar MT. Assim como descritas para paclo (item anterior) foram feitas uma aplicação de GA 100 µM em cada lote aos 8, 16, 24, 32 e 40 dias após semeadura (planta inteira até o ponto de escorrimento), computados após a
semeadura, um tratamento com aplicações em todos dias acima descritos, além de um tratamento controle sem aplicação. Para cada um dos lotes foram feitas avaliações de tempo para 50% das plantas apresentarem botões florais visíveis a olho nu (n = 10 plantas), tempo para a antese das plantas (n = 10 plantas), altura (n = 10 plantas) e número de entrenós na antese (n = 10 plantas), número de frutos por planta no final do ciclo (n = 10 plantas), peso total de frutos por planta (n = 10). Para medições dos frutos, foram colhidos frutos de plantas individualmente, contados e pesados, e após isto, foram agrupados todos os frutos de um mesmo lote para medição da freqüência de frutos por categorias de maturação (maduros, de vez e verdes) e classe de tamanho. As classes de tamanho foram: A, com peso superior a 6 g; B, com frutos de 4 a 6 g; C, com frutos de 2,5 a 3,9 g e D, com frutos menores que 2,5 g. Além disso, foram também feitas análises do brix (Sólidos Solúveis Totais) através de um refratômetro digital (Atago PR- 101), sendo avaliado em 10 repetições para cada tratamento, utilizando um fruto por planta.
2.3.7 Análise comparativa dos efeitos da aplicação de GA e paclo
Após análise dos dados dos experimentos anteriores, o melhor resultado de cada experimento foi simultaneamente repetido. Aproximadamente 100 sementes de MT foram germinadas e na época do transplante foram separadas em três lotes com 24 plantas cada. Um dos lotes teve aplicação de paclo aos 16 dias após a semeadura, outro lote teve aplicação de GA aos 16 dias após a semeadura e o terceiro lote foi mantido como controle sem aplicação. Além de todos os parâmetros avaliados nos itens anteriores, a primeira e segunda inflorescência foram utilizadas para a contagem do número de flores por inflorescência.