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II. KOBİ’LERİN TEMEL SORUNLARI VE ÇÖZÜM ÖNERİLERİ

2.7. Finansman Sorunu

2.7.1. Finansman Sorununun Boyutları

O turn final na filosofia de Peirce, que corresponde ao último período do seu pensamento, ocorre quando James, em 1898, o torna famoso num discurso público, California Union Adress, como fundador do pragmatismo, produ- zindo esta súbita atenção sobre o seu trabalho, considera Apel, um impacto psicológico que conduz a uma nova época na sua filosofia.68

Por esta altura, diz Apel, Peirce estava já envolvido na tentativa de criar

68. “You invented pragmatism, for which I gave you full credit in a lecture entitled “Philo-

sophical conceptions and practical results” of which I sent you two copies a couple of years ago [the California Union Adress of 1898]”, William James, em carta a Peirce, citado por BRENT, Joseph, Charles Sanders Peirce, A Life, sd, Indiana University Press, Bloomington, p. 86.

uma metafísica cosmológica que o afastasse da visão subjectiva e orientada para a praxis das suas ideias que James agora apresentava ao mundo. Como rejeitava liminarmente esta forma de pragmatismo, incluindo a lógica da ci- ência neopositivista, que tudo reduzia às funções sintáctica e semântica das linguagens formalizadas, Peirce, que nunca excluiu a dimensão pragmática da lógica da ciência, procura uma alternativa ao pragmatismo subjectivista de James, colocando precisamente a ênfase na dimensão pragmática e na in- tersubjectividade da comunidade ilimitada de cientistas. Ao contrário desta versão, Peirce limita o pragmatismo ao estatuto de uma máxima na lógica da ciência,69que é depois devidamente enquadrada no conjunto da sua filosofia

sistemática, mercê da sua inclusão no contexto das três ciências normativas. Peirce, diz Apel, continua a manter reservas críticas em 1902-03 quanto à sua primeira formulação da máxima pragmática, por duas ordens de razões: em primeiro lugar desagrada-lhe vê-la elevada ao estatuto de princípio nor- mativo metafísico e ético;70 depois porque se questiona se o significado das

proposições científicas consiste realmente na soma das experiências práticas que estas podem fornecer, pois é muito problemática a aplicação da máxima a certos conceitos matemáticos e à construção de teorias. E são precisamente as questões levantadas em matemática que levam Peirce, na viragem do século, a reexaminar a máxima pragmática.71 Fá-lo nas suas Lectures on Pragmatism,72

de 1903, onde apresenta as três proposições cotárias, destinadas a “afiar” a máxima pragmatista,73e intenta estabelecer uma ligação irrefutável entre esta

máxima e a lógica da abdução, ao mesmo tempo que a relaciona com as três ciências normativas, integrando-a assim no seu sistema de filosofia a que cha-

69. “On their side, one of the faults that I think they might find with me is that I make prag-

matism to be a mere maxim of logic, instead of a sublime principle of speculative philosophy”, Collected Papers, 5.18.

70. “It will be seen that pragmatism is not a weltanschauung but is a method of reflexion

having for its purpose to rend ideas clear”, Collected Papers, 5.13.

71. “Yet I am free to confess that objections to this way of thinking have forced themselves

upon me and have been found more formidable the further my plummet has been dropped into the abyss of philosophy, and the closer my questioning at each new attempt to fathom its depths. I propose, then, to submit to your judgment in half a dozen lectures an examination of the pros and cons of pragmatism by means of which I hope to show you the result of allowing to both pros and cons their full legitimate values”, In Collected Papers, 5.15.

72. In Collected Papers, de 5.1 a 5.212.

73. “I will call them, for the nonce, my cotary propositions. Cos, cotis, is a whetstone. They

mará Sinequismo. Apel diz que as lectures representam um esforço denodado para integrar a máxima pragmatista na primeira das três ciências normativas.

O problema que Peirce tem em mente quando apresenta as três proposi- ções cotárias é a questão de como é o conhecimento possível, problema de que, aliás, já tratara anteriormente, na sua teoria da cognição de 68-69, oca- sião em que não resolve a questão de forma totalmente satisfatória. Trata-se, então, de explicar como entra a generalidade nos juízos perceptivos, tendo em conta a primeira proposição cotária, a qual, muito aristotelicamente, adverte que “nihil est in intellectu quod non prius fuerit in sensu”.74 Como pode a

generalidade ser dada através dos sentidos no juízo perceptivo, permitindo a formulação do conhecimento científico? A resposta de Peirce é que a genera- lidade, os predicados gerais, entram no juízo através da abdução, isto é, Peirce descobre que os juízos perceptivos são formas de inferência abdutiva, e que toda a percepção é já, também, interpretação.75 Sendo o processo de indução

válido a longo prazo, esta fundação vem substituir a dos juízos sintéticos a priori kantianos. Mas isto não é suficiente, pois não responde à questão de como “o conteúdo material e qualitativo da experiência é de facto possível”.76

Para Apel o objectivo primeiro de Peirce nas Lectures on Pragmatism é mostrar como a primeiridade (firstness), isto é, o carácter qualitativo da expe-

74. In Collected Papers, 5.181. A propósito das três proposições cotárias, cf. CP 5.181

e seguintes. E também FIDALGO, António, Semiótica, A Lógica da Comunicação, 1995, Universidade da Beira Interior, Covilhã, pp. 45-58.

75. “ The third cotary proposition is that abductive inference shades into perceptual judgment

without any sharp line of demarcation between them; or, in other words, our first premises, the perceptual judgments, are to be regarded as an extreme case of abductive inferences, from which they differ in being absolutely beyond criticism. The abductive suggestion comes to us like a flash. It is an act of insight, although of extremely fallible insight. It is true that the diffe- rent elements of the hypothesis were in our minds before; but it is the idea of putting together what we had never before dreamed of putting together which flashes the new suggestion before our contemplation”, Collected Papers, 5.181. “If the percept or perceptual judgment were of a nature entirely unrelated to abduction, one would expect that the percept would be entirely free from any characters that are proper to interpretations, while it can hardly fail to have such cha- racters if it be merely a continuous series of what, discretely and consciously performed, would be abductions. We have here then almost a crucial test of my third cotary proposition. Now, then, how is the fact? The fact is that it is not necessary to go beyond ordinary observations of common life to find a variety of widely different ways in which perception is interpretative”, Collected Papers, 5.184.

76. APEL, Karl-Otto, Charles Sanders Peirce — from Pragmatism to Pragmaticism, 1995,

riência despido de relações, surge na cognição como um processo de mediação lógica (thirdness) e pode ser sujeito a confirmação experimental.77

Esta primeiridade da experiência que urge explicar será introduzida por uma nova interpretação da abdução, a operação lógica que tem por fim a cri- ação de novas ideias. Assim, em 68, a abdução era entendida como um pro- cesso de mediação lógica no qual as primeiras experiências eram explicadas como intuições. Depois de 1903, é concebida de forma a que a noção de um começo do conhecimento no tempo seja uma pressuposição necessária de tudo que tenha conteúdo empírico. “É isto que as três proposições cotárias é suposto alcançarem. Devem ser entendidas tendo como pano de fundo a metafísica da evolução, na qual o processo de inquirição humano é concebido como uma continuação conscientemente controlada do processo de informa- ção inferencial inconsciente da natureza”.78 A continuidade entre a inferência

inconsciente da natureza, e o processo de inferência consciente do homem, é dada pelo processo de abdução, precisamente porque o julgamento perceptual é um caso limite de inferência abdutiva.

Peirce identifica, na última das suas lectures, a máxima pragmatista com a lógica da abdução.79A máxima pragmática, no contexto das três proposições

cotárias, diz Apel, é suposta clarificar o significado das hipóteses abdutivas. Assim, a inferência abdutiva pode ser explicada por meio da máxima prag- mática; e também pode ser verificada como inferência sintética, no que toca à verdade factual.

A relação entre a interpretação do significado e a inferência lógica é a seguinte: Peirce concebe a verificação indutiva como um processo de aproxi- mação à verdade de hipóteses de leis que são confirmadas empiricamente por juízos perceptivos. Por outro lado, a clarificação pragmática do significado é

77. Idem.

78. “This is what the three cotary propositions are supposed to accomplish. They are to

be understood against the background of the metaphysics of evolution, in which the process of human inquiry is conceived as a consciously controlled continuation of nature’s uncons- cious, inferential information process”, in APEL, Karl-Otto, Charles Sanders Peirce — from Pragmatism to Pragmaticism, 1995, Humanities Press, New Jersey, p. 166.

79. “If you carefully consider the question of pragmatism, you will see that it is noting else

than the question of the logic of abduction. That is, pragmatism proposes a certain maxim which, if sound, must render needless any further rule as to the admissibility of hypotheses to rank as hypotheses”, Collected Papers, 5.196.

um processo semiótico de interpretação que está relacionado, desde o início, com a verificação indutiva das hipóteses de leis.

Pode a interpretação do mundo ser reduzida a inferências abdutivas per- tencentes a juízos perceptuais? Estas inferências são trans-individuais e inter- subjectivamente válidas. Mas também é óbvio que os homens têm de chegar a acordo sobre o significado dos símbolos que utilizam e isto significa que tem de haver um terceiro elemento na constituição do significado dos juízos perceptuais humanos, além dos dados dos sentidos e do processo de infe- rência transindividual, que são idênticos para todos os homens. Esse factor ocorre porque a experiência humana é sempre mediada por signos, de forma que as experiências humanas são mediadas pelas experiências dos seus par- ceiros de comunicação, incluindo as dos antepassados. Como consequência, a experiência está presente à consciência individual, mas também é sempre virtualmente pública.

Segundo Apel em 1868 Peirce ainda não retirara todas as conclusões que se seguem do postulado da comunidade sobre o qual se baseia a sua teoria semiótica do conhecimento, e que tomou o lugar da noção kantiana de “cons- ciência em geral”. Ele tinha negligenciado tanto a noção comunicativa de interpretação dos signos, como o modo através do qual a nossa interpretação do mundo é condicionada pela sociedade e pela linguagem. Nesta ocasião ob- tém agora uma síntese mais perfeita, e que ao mesmo tempo afasta a sombra de cientismo que pairava sobre a formulação juvenil.

Peirce introduziu as proposições cotárias para provar que a abdução é a lógica da experiência, isto é, a lógica pela qual novas ideias são introduzi- das na argumentação. A função do pragmatismo, para Peirce, é decidir da aceitabilidade de hipóteses na base desta visão da lógica da abdução. Isto re- quer a resposta à questão do que é a “boa” abdução, o que implica, por seu turno, responder à questão do que deve ser entendido como hipótese abdutiva verificável.

Em 1868, diz Apel, Peirce estava convencido de que a verdade das hipó- teses podia ser aproximada por confirmação indutiva “a longo prazo”, e que estas hipóteses seriam susceptíveis de indefinidos melhoramentos. Agora, na última parte da Lecture VII, dirige novamente a sua atenção para a lógica da indução, apresentando soluções que se baseiam na sua matemática do contí- nuo e na doutrina das categorias.

três proposições cotárias. Admite como tendo significado proposições sobre um continuum genuíno, especialmente um contínuo temporal, sob a pressupo- sição de que “tal continuidade é dada na percepção” – isto porque “parecemos perceber um genuíno fluxo de tempo, tal que os instantes se fundem uns nos outros sem uma individualidade separada”80 – e é aqui que a filosofia sine- quista de Peirce se torna mais visível.

Estabelecendo a necessidade da percepção da continuidade por meio das proposições cotárias, é implicada ainda uma ideia que fornece uma correcção essencial tanto ao pragmatismo de Peirce como à sua teoria da realidade. Nas proposições cotárias a generalidade e a continuidade são equacionadas como aspectos da categoria de thirdness. Disto segue-se que, para Peirce, a per- cepção da continuidade, especialmente do tempo, é o aspecto percepcionável da generalidade, porque é o aspecto inconsciente e incontrolável da mediação racional no processo de inferência. Segundo Peirce o processo de formar o juízo perceptual, porque é subconsciente, não tem de fazer actos separados de inferência, mas executa o seu acto num processo contínuo.

Isto resulta numa nova consequência para a teoria realista dos universais de Peirce. Esta posição já não se baseia meramente apenas na consideração crítica do significado de que as proposições gerais podem em princípio ser objectivamente válidas se os argumentos devem ter algum significado. An- tes, eles devem basear-se no postulado de que proposições gerais e empíricas, isto é, hipóteses de leis, têm de ser confirmáveis percebendo o geral como continuidade, se vamos admiti-las como hipóteses com significado.

“Porque é que à percepção é conferida uma tal autoridade relativamente ao que é real”? Peirce descobre que lhe falta fazer a mediação entre os factos individuais brutos aqui e agora, e a generalidade da teoria, uma mediação por meio da experiência da natureza qualitativa dos factos que colidem com o ego, mas não o confrontam como algo. Para esta mediação ser possível temos de ser capazes de experienciar leis gerais na natureza qualitativa dos factos que obedecem a essas leis. Isto é, diz Apel, tem de haver não apenas uma sensação

80. “ In the fifth place it may be held that we can be justified in inferring true generality,

true continuity. But I do not see in what way we ever can be justified in doing so unless we admit the cotary propositions, and in particular that such continuity is given in perception; that is, that whatever the underlying psychical process may be, we seem to perceive a genuine flow of time, such that instants melt into one another without separate individuality”, in Collected Papers, 5.205.

desta natureza qualitativa dos factos, no sentido de primeiridade, mas também uma percepção do geral no particular (primeiridade da terceiridade). O pro- blema é identificado por Peirce com o da experienciabilidade do continuum. Sem tal experiência não poderíamos sequer verificar “uma determinada ordem ou sequência entre estados”.

Peirce termina estas suas lectures com esta ligação entre o pragmatismo e a teoria realista dos universais, por trás da qual fica a sua doutrina fenomeno- lógica das categorias e a sua matemática e metafísica do contínuo. Com isto, tal como pretendia ab initio, lançou os fundamentos para o confronto crítico com as versões suas contemporâneas do pragmatismo.

Apel analisa ainda os dois ensaios sobre o pragmatismo publicados em The Monist depois de 1905, onde Peirce formula então, nomeando-o, o seu pragmaticismo. Muito diferentes das lectures, estes ensaios apresentam um cunho mais popular e estão claramente direccionados para o confronto crítico entre a posição de Peirce e as outras formas contemporâneas de Pragmatismo, diz.

What Pragmatism Is,81 o primeiro desses trabalhos, ocupa-se com uma

resenha dos dois textos fundadores do pragmatismo, The Fixation of Belief e How to Make our Ideas Clear; e em definir o que Peirce considera ser o “espírito de laboratório”, que é o que caracteriza a sua própria posição como pragmaticismo,82como doravante prefere passar a chamar-lhe, demarcando-o

das concepções mais latas de pragmatismo humanista e psicologizante que se devem a James e a Schiller.

O ponto mais importante do trabalho, considera Apel, é a tentativa de ligar a crítica do significado à dimensão de racionalização ética. É que uma das consequências de o interpretante final ser identificado com o hábito é que a clarificação do significado, a aplicação da máxima pragmática, permite a progressiva racionalização da conduta e do universo, pelo que o seu aporte ético não pode ser ignorado.

No segundo ensaio da série, Issues of Pragmaticism,83 Peirce, diz Apel,

81. Collected Papers, 5.411 a 5.437.

82. “So then, the writer, finding his bantling “pragmatism” so promoted, feels that it is time

to kiss his child good-by and relinquish it to its higher destiny; while to save the precise purpose of expressing the original definition, he begs to announce the birth of the word “pragmaticism”, which is ugly enough to be safe from kidnappers”, Collected Papers, 5.414.

procura apresentar as duas teorias que defendera na sua juventude, o senso comum crítico,84 e a teoria realista dos universais, como consequências do

pragmatismo. Ao fazê-lo, apresenta uma nova perspectiva da relação entre a teoria realista dos universais e o pragmaticismo.

Quando, em 68, Peirce definiu o real como o cognoscível, ligou-o ao pro- cesso teleológico de cognição que, neste sentido, possui uma tendência pré- determinada. Mas o homem ignora sempre se esse objectivo será alcançado e é esta natureza indefinida, não pré-determinada, do futuro, que motiva o com- promisso ético e a esperança no futuro que devem orientar todo o homem.

A questão tem pois de ser equacionada através da existência de real va- guenessno mundo, enquanto futuro aberto à possibilidade, tal como é exigido pela definição crítica de significado do real como aquilo que é cognoscível, e implicado pela máxima pragmática.

É evidente, explica Apel, que a possibilidade de experienciar “a realidade do real” – e Peirce alonga-se aqui na exposição do exemplo da dureza do diamante, que nunca é actualmente testada – pressupõe a existência de uma possibilidade real, ou real vagueness, para usar a terminologia peirceana, pro- jectada no futuro. Posto isto, a verdade de uma proposição condicional geral, não implica apenas a possibilidade, condicionada por uma lei, de deduzir um resultado experiencial esperado; implica também a liberdade do experimenta- dor para fornecer a condição antecedente através de alguma praxis real.

Apel conclui, do seu estudo, que o pragmaticismo de Peirce é fundamen- talmente uma "lógica da ciência"projectada no futuro, e que se esse programa for cotejado, por exemplo, com a lógica da ciência posteriormente desenvol- vida pela filosofia analítica, constata-se que a aproximação tridimensional da semiótica peirceana é sensivelmente superior ao programa bidimensional – que integra apenas as dimensões sintáctica e semântica – herdado do positi- vismo. A perspectiva bidimensional é redutora porque circunscreve a dimen- são pragmática às ciências empíricas. Na opinião de Apel, presentemente, assiste-se a uma “reestruturação” dessa lógica bidimensional em favor de uma teoria dos sistemas da ciência tridimensional que a concebe como um empre- endimento humano e social. “A comunidade hermenêutica e transcendental postulada por Peirce não pode deixar-se reduzir semioticamente a uma dimen- são meramente dual que a objectifica, e objectifica a relação da comunicação

humana e da comunidade que é sujeito de investigação científica com a ci- ência”.85 Esse é, do ponto de vista de Apel, o grande legado de Peirce. Ao

substituir o sujeito em geral kantiano, tem não obstante de reter o seu papel transcendental, sob pena de regressão objectificante. “Tem de constituir uma metadimensão a toda a objectificação teorética de sistemas dos empreendi- mentos sociais humanos”, dirá Apel.86

Mas deste legado, defende, decorre também a necessidade de ir além de Peirce e de todas as formas ocultas de cientismo. A concepção peirceana de um mundo de hábitos e instituições sociais e históricas que não estão fixadas ab initio demanda necessariamente uma auto-responsabilização do homem, que se confronta então com outras tarefas, para além de objectificar e explicar o mundo através da ciência, ou dominá-lo em busca da eficiência máxima por meio da tecnologia. O compromisso ético é aqui exigido porque enquanto membros de uma comunidade de intérpretes os seres humanos têm de per- manecer comprometidos na ciência e na vida, isto é, serem simultaneamente sujeito-objecto do conhecimento racional e de uma praxis eticamente empe-