• Sonuç bulunamadı

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

A. Sosyal Modelin Modernizasyonu

1. Esnekl i k ve Güvence Ar ayı Ģı

Falamos acerca da desmotivação dos alunos perante a Matemática por acreditarem que esta é uma disciplina muito difícil. Nessa perspectiva destacamos, desde a primeira atividade, a postura de cinco alunos que não realizavam as tarefas propostas. No decorrer das ações do projeto estes alunos apresentaram algumas mudanças com relação às atividades que foram desenvolvidas.

Vamos elencar alguns pontos que dão indícios sobre os avanços que o trabalho com o projeto proporcionou aos alunos.

Com o projeto os alunos perceberam que a aplicação da Matemática facilita o entendimento de práticas cotidianas. Na auto avaliação alguns alunos relacionaram o projeto à capacidade de realizar um planejamento financeiro.

De todos os alunos apenas um se atribuiu uma nota baixa e justificou essa nota dizendo que não participou integralmente de algumas atividades. Os demais disseram que contribuíram com o trabalho.

Outro aluno escreveu que poderíamos desenvolver outras atividades com projetos de Matemática e que neste pudesse envolver mais alunos da escola. Assim, a Feira Decimal despertou o interesse dos alunos para atividades que envolvem Matemática.

Formar um grupo de trabalho também foi uma perspectiva explorada pelo projeto. Muito do que se foi comercializado no dia da feira fora produzido em grupos em que cada integrante teve sua incumbência. Um grupo de alunos relatou que tudo deu certo porque houve planejamento prévio. Quanto ao planejamento, os alunos relataram que, na formação do grupo da execução do projeto se preocuparam em procurar os colegas com horários disponíveis compatíveis, pois, segundo eles, às vezes os trabalhos em grupo acabam não acontecendo porque realizam outras atividades fora da escola.

Ainda segundo os grupos de trabalho podemos salientar na fala dos alunos a percepção que tiveram perante a importância do planejamento das ações.

Após as parcerias feitas entre os alunos, eles buscaram auxílio para colocar em prática os planos de execução da feira. Para Hernández e Ventura (1998), o envolvimento dos estudantes tem uma série de efeitos educativos, entre eles, envolver outras pessoas, sendo assim, considerando que não se aprende apenas na escola e que o aprender é um ato comunicativo.

Comparando os resultados das avaliações iniciais e finais, a primeira diferença está na diminuição de questões deixadas em branco. Com relação aos resultados, os alunos tiveram evolução satisfatória no domínio das competências e habilidades relacionadas a números decimais e, principalmente, no relacionamento com a disciplina de Matemática, estando assim aptos a se envolverem em outros projetos relacionados ao ensino de Matemática.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa partiu do interesse de compreender a proposta de ensino e aprendizagem de Matemática por meio de projetos. O foco foi desenvolver um projeto com alunos do Ensino Fundamental da rede pública, tendo como cenário da pesquisa uma Escola de Tempo Integral.

Atualmente muito se fala das mudanças que o ensino de Matemática ainda precisa, acompanhadas ou pautadas na necessidade de associar esta disciplina com o cotidiano do aluno. Com a pesquisa desenvolvida percebi os aspectos em que a metodologia de projetos pode ser um instrumento eficaz de ensino.

Vale salientar que nem sempre é possível se associar teoria à prática no ensino de matemática, principalmente, em alguns conteúdos do Ensino Médio. Porém, é muito importante que essa associação aconteça sempre que possível.

Em minha opinião, o objetivo da pesquisa foi alcançado, pois, as atividades desenvolvidas dão indícios da maneira com que um projeto pode atuar no ensino de Matemática.

Ainda, pude perceber que o projeto Feira Decimal possibilitou aos alunos o desenvolvimento de habilidades referentes a números decimais, assim como, aprimoramento da autonomia e do trabalho em grupos.

As dimensões aqui levantadas não são únicas, afinal, foram identificadas num contexto particular, porém, se pode ir mais longe a partir de cada uma delas em novos contextos e situações práticas com projetos.

Acredito que pelo fato do município de Estrela do Norte ter poucos habitantes o desenvolvimento do projeto teve vantagens quanto às relações na formação de parcerias e no deslocamento dos alunos pela cidade. Se o cenário fosse outro, possivelmente seriam necessárias algumas adequações.

Com a pesquisa foi possível conjecturar a respeito da relação dos alunos com a disciplina de Matemática, na qual a dificuldade dos educandos em se envolver com a Matemática pode, em alguns casos, estar associada a um fator cultural.

O trabalho com projetos possibilitou uma aproximação maior com os alunos, principalmente daqueles que se mantiveram mais resistentes a participarem das ações. Acredito que seja o mais funcional realmente se aproximar destes alunos, pois, eles necessitam de maiores investimentos no desenvolvimento da autonomia.

Pude observar as vantagens de mostrar, principalmente aos alunos mais desmotivados, a evolução na aprendizagem e as dificuldades superadas durante o trabalho. Os alunos deixam de se compararem com os demais colegas e passam a se compararem com ele próprio.

Com relação ao desenvolvimento de projetos interdisciplinares, notei a necessidade de ações em que os alunos percebam a Matemática, visto que atualmente o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, muitas vezes, restringe a Matemática à construção de gráficos e tabelas quando temos tantos outros conteúdos a serem tratados, assim como fizemos com os números decimais.

Ainda, o apoio da comunidade escolar ao desenvolvimento do projeto é primordial. Outros profissionais, além dos professores de Matemática, interessados e empenhados no desenvolvimento das ações, transmitem a importância da disciplina, seriedade e relevância do trabalho. Pois, como já foi dito, a demonstração de interesse de um pode se tornar o interesse do outro.

Desenvolver os primeiros projetos de ensino de matemática é uma atividade um tanto quanto trabalhosa pela resistência que os alunos apresentam com a disciplina, por este motivo se faz necessária a formação de parcerias. Como foi dito anteriormente, quanto mais minucioso o registro das atividades, mais subsídios se têm e para o direcionamento do trabalho; consequentemente, melhores serão os resultados. Os educandos com maior autonomia buscam a formação de parcerias quando notam essa necessidade, sendo assim, um auxílio ao trabalho do professor, pois, ele poderá se dedicar com maior rigor tanto aos alunos que necessitem de mais proximidade quanto aos registros do desenvolvimento do trabalho.

Com a pesquisa pude perceber que trabalhar com um projeto de qualidade é mais importante que se desenvolver vários projetos. E ainda, é indispensável que o projeto tenha capacidade de mostrar ao aluno que ele pode aprender Matemática.

Vale salientar que o ensino de Matemática por meio de projetos, assim como qualquer outro instrumento, é necessário estudar a adequação com a realidade escolar, pois, os problemas associados ao processo de ensino-aprendizagem de Matemática podem estar relacionados a diversos fatores.

Por fim, acredito que o trabalho com projetos em matemática seja um processo de aprimoramento contínuo e que associado a outros instrumentos de ensino pode trazer bons resultados no relacionamento e desenvolvimento de habilidades referentes à disciplina.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, F. J.; FONSECA JÚNIOR, F. M. In: PROINFO: Projetos e ambientes inovadores. Brasília: MEC, SEEd, 2000.

ALVES-MAZZOTTI, A. Parte II – O método nas ciências sociais. In.: ALVES-

MAZZOTTI A. J. Gewamdsznadjder F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. 203 p

AMARAL, A. L. Um olhar sobre os projetos de trabalho. In: BRASIL. Secretaria de Educação à Distância. Salto para o futuro: um olhar sobre a escola. Brasília: Ministério da Educação, SEEd, 2000. p. 37- 44.

ARAÚJO, R. M. B. O conhecimento lógico-matemático e a expressão verbal nas atividades do PROEPRE. In: MONTEIRO, R. A. (Org.). Fazendo e aprendendo pesquisa qualitativa em educação. Juiz de Fora: FEME, 1998. v. 01, p. 209-233.

BIOTTO FILHO, D. O desenvolvimento da matemacia no trabalho com projetos. 2008. 100 f. Dissertação (Mestrado em Ensino e Aprendizagem da Matemática e seus Fundamentos Filosófico-Científicos) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2008. Disponível em: <

http://base.repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/91069/biottofilho_d_me_rcla. pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 09 jun. 2014.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Fundamental – Matemática. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997. 142 p.

CASTILLO, A. R. M. Um estudo de caso sobre a prática docente de professores na Oficina Experiências Matemáticas do Ensino Fundamental II. 2009. 137 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2009. Disponível em: <

http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=11491>. Acesso em: 10 maio 2014.

CATTAI, M. D. S. Professores de matemática que trabalham com projetos nas escolas: Quem são eles?. 2007. 153 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. Disponível em: <

http://base.repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/91008/cattai_mds_me_rcla.p df?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 14 jun. 2014.

CAVALIERE, A. M. Anísio Teixeira e a educação integral. Paidéia, Ribeirão Preto. v. 20, n. 46, p. 249–259, maio/ago. 2010. Disponível em:

<http://www.revistas.usp.br/paideia/article/view/7239/8722>. Acesso em: 09 jul. 2014.

CEVALLOS; G. M. Uma alternativa metodológica para o melhoramento do ensino de Matemática através de módulos. In: D'AMBROSIO, U. O ensino de ciências e

Matemática na América Latina. Campinas: Papirus: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1984. p. 28–33.

D'AMBROSIO, U. Da realidade à ação: reflexão sobre educação e Matemática. 5. ed. São Paulo: Summus Editorial, 1986.

GRASSELI, F. Educação matemática, etnomatemática e vitinicultura: analisando uma prática pedagógica. 2012. 98 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Exatas), Centro Universitário Univates, Lajeado, 2012. Disponível em: < http://www.univates.br/bdu/bitstream/10737/277/1/FernandesGrasseli.pdf>. Acesso em: 16 out. 2014.

HERNÁNDES, F.; VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. HERNÁNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho, Porto Alegre: ArtMed, 1998.

KNOLL, M. The project method: it’s vocational education origin and international development. In: Journal of Industrial Teacher Education, v. 34, n. 3, p. 59-80, 1997. Disponível em <http://scholar.lib.vt.edu/ejournals/JITE/v34n3/Knoll.html>. Acesso em: 13 jun. 2014.

LIMA, M. C. Monografia: a engenharia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva, 2004.

MACHADO, M. A. J. Meta-avaliação de projetos em educação com o uso das TIC. 2010. Tese (Doutorado em Educação: Currículo) – Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, SP, 2010. Disponível em <

http://www.sapientia.pucsp.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=12128>. Acesso em: 10 maio 2014.

ROMEIRO, A. R. Um olhar sobre a avaliação hoje. In: BRASIL. Secretaria de Educação à Distância. Salto para o futuro: um olhar sobre a escola. Brasília: Ministério da Educação, SEEd, 2000. p. 71-88.

SÃO PAULO. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Diretrizes da escola de tempo integral. São Paulo, 2006. 94 p.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Matrizes de referência para a avaliação Saresp: documento básico. São Paulo, 2009. 174 p.

SILVA, T. T. P. Os movimentos Matemática moderna: compreensões e

perspectivas a partir da análise da obra "Matemática - Curso Ginasial" do SMSG. 2013. 167 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2013. Disponível em: <

http://base.repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/91045/silva_ttp_me_rcla.pdf ?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 09 jun. 2014.

SIMONETTI, D. C. Técnica de projetos: Uma estratégia de ensino dirigida às necessidades potenciais dos educandos. In: D'AMBROSIO, U. O ensino de

ciências e Matemática na América Latina. Campinas: Papirus: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1984. p. 76-80.

TENÓRIO, R. M. Aprendendo pelas raízes: alguns caminhos da Matemática na história. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBA, 1995.

ANEXO

I - Modelo da autorização do uso da imagem concedida pelos

responsáveis legais dos alunos

Eu, __________________________________________________________________, portador(a) de cédula de identidade nº___________________________, responsável legal por ______________________________________________________, autorizo a gravação em vídeo da imagem e depoimentos do(a) menor supracitado(a), bem como a veiculação de sua imagem e depoimentos na publicação da dissertação de mestrado desenvolvida por Talita Hélen Silva Miranda, portadora de cédula de identidade nº 44.641.670-8.

Estrela do Norte, de de 2014.

______________________________________________________________