1.1.8. Fenomenoloji
1.1.8.1. Edmund Husserl ve Fenomenoloji Görüşü
Noel Entwistle é um psicólogo educacional britânico, professor de Educação e diretor do Centro de Pesquisa da Aprendizagem e Instrução da Universidade de Edinburgh. Seus estudos têm contribuído para o entendimento de como o ensino e avaliação afetam a qualidade da aprendizagem na Educação Superior. Suas áreas de interesse são: aprendizagem estudantil e psicologia educacional, dentro das quais têm desenvolvido, juntamente com seus pares da Universidade de Lancaster e da Universidade de Edinburgo um modelo conceitual e uma metodologia quantitativo - qualitativa voltada para a aprendizagem estudantil. Seus trabalhos objetivam identificar as abordagens de aprendizagem utilizada pelos estudantes, a base de domínio do conhecimento, o desenvolvimento intelectual dos mesmos, como também as habilidades e atitudes necessárias a fim de tornar a aprendizagem mais efetiva. Ou seja, explora vários fatores que podem vir a intervir na aprendizagem, tem uma visão ativa de
abordagens e estratégias. Entwistle se inspirou nos trabalhos de Marton e Säljö (1976), de Pask (1976a) e nos de Biggs (1976).
Os estudos de Biggs (1976, 1979) apontaram a importância da motivação e da personalidade. Ele desenvolveu um inventário abordando ideias relacionadas à literatura cognitiva e informações da Psicologia. De acordo com esse autor, as informações entram no sistema de memória através dos sentidos, ativando no sistema uma série de processamentos através da excitação, envolvendo interesse ou ansiedade. Esse modelo sugere diferentes níveis de processamento, diferentes formas e escalas de excitação. Os processos de aprendizagem foram identificados como hábitos de fato (fato-rote) e aprendizagem significativa. Esse inventário incluiu diferentes formas de motivação e estratégias de estudo dentro de três domínios: a realização, a internalização e a utilização. Cada um deles contém aspectos cognitivos e motivacionais. O estudo de ideias e organizações, no fator realização, corresponde aos aspectos cognitivos, e a necessidade de sucesso, ao fator motivacional. A internalização tem como aspecto cognitivo a assimilação de significados, enquanto o motivacional indica o interesse intrínseco nos conteúdos do curso, a vontade de compreender. O fator utilização aborda o fator cognição como um estudo dirigido para aquisição dos conhecimentos necessários, aceitação um tanto passiva do que é apresentado, e a questão emocional é mais extrínseca apresentando uma ansiedade sobre trabalhos do curso e avaliações e o medo do fracasso.
Pask (1976b) desenvolveu o que ele chamou de teoria conversacional da aprendizagem, na qual descreve como um estudante trabalha para uma completa compreensão do tópico em questão. Ele argumenta que o total entendimento só ocorre quando o estudante pode explicar o tópico por reconstrução e demonstrar que os princípios aprendidos podem ser aplicados em novas situações. Sua teoria também indica que analogias apropriadas são importantes partes do entendimento, como o reconhecimento de passos lógicos e processos através dos quais, o tópico é construído.
Estudos de Pask (1976a, 1988) afirmam que há diferenças entre as estratégias utilizadas pelos alunos, sendo que alguns adotam, desde o início, uma estratégia holística na realização da tarefa; assimilam idéias a partir de outras matérias relacionando-as a situações hodiernas ou com experiências pessoais; buscam abordagens alternativas para os problemas; usam idiossincráticas analogias e mais de uma característica em um momento. Outros utilizam uma estratégia serialista/cartesiana, onde eles usam regras e procedimentos na construção da compreensão das informações, dos fatos e atividades, dão detalhes isolados, mantém um tópico de cada vez, seguem passo a passo a realização das atividades e dão específicas
hipóteses. Os alunos de característica holística têm a tendência de fazerem inapropriadas ligações entre as idéias e usam analogias vazias, são chamados de globetrotting, ou seja, alunos que divagam. Já os de característica serialists têm insuficientes explicações nos detalhes e falham na utilização de princípios comuns, são chamados de improvidence, isto é, não são providentes no que fazem.
Segundo Pask (1988), a tendência geral para adotar uma estratégia particular de aprendizagem é denominada de estilo de aprendizagem. O estilo de preferência holístico é chamado de compreensão da aprendizagem, e envolve a construção/descrição do que é conhecido. O estilo de preferência serialists é chamado aprendizagem operacional, onde as facetas do processo de aprendizagem estão interessadas em dominar os detalhes processuais. Alguns alunos são capazes de adaptar suas estratégias de aprendizagem tanto por compreensão como por operação, e usam ambas quando possível. Esses alunos têm um estilo de aprendizagem versátil. As estratégias holísticas e cartesianas estão relacionadas com abordagens profundas e superficiais na aprendizagem.
Estas abordagens de aprendizagem foram introduzidas por Marton e Säljö (1976, 1997) e identificadas como dois níveis de processamento em termos de aprendizagem material: profunda e superficial. Nos estudos desses autores, os estudantes foram convidados a ler um artigo acadêmico e a responder as questões sobre ele depois, ou seja, foi apresentada uma aprendizagem no âmbito de um específico contexto. As descrições dos estudantes sugeriram diferenças, as quais foram descritas como níveis de transformação. De um lado está a atenção superficial onde a atenção do aluno é direcionada para o aprendizado do teste em si, isto é, ele tem uma concepção reprodutiva da aprendizagem. Mantém-se uma rotina estratégica de aprendizagem. Enquanto no nível mais profundo o aluno é direcionado para o conteúdo da aprendizagem, é induzido a compreender o que o autor quer dizer. Assim, o processo profundo de aprendizagem está associado à intenção de compreender, enquanto o processo superficial está acompanhado da intenção de reproduzir.
Os interesses e objetivos dos alunos são fundamentais para o aprofundamento na abordagem que eles darão a sua aprendizagem. Os estudantes apresentam dois enfoques de interesse quando ingressam na Educação Superior: de um lado há os que se sentem desafiados intelectualmente, querem atingir os mais altos graus avaliativos, de outro lado estão os preocupados em obterem uma qualificação que garanta um emprego seguro. O primeiro refere-se a uma orientação acadêmica e o segundo, a uma orientação profissional. Estas diferenças afetam não apenas o grau de esforço que será colocado no curso, mas também o tipo de esforço.
Os conceitos de Pask (1988), de Biggs (1976) e os de Marton e Säljö (1976) são oriundos de experimentos naturalísticos. As alternativas conceituais de aprendizagem desses autores serviram de base para a análise e reformulação do inventário de Entwistle, Hanley e Hounsell (1979), o Approaches to Studying Inventory (ASI), datado de 1981, o qual está representado na figura 20.
Figura 20 – Um modelo de estilos e abordagens de aprendizagem
Abordagem ou Estilo Processo Resultados
Estágio I Estágio II
Abordagem
profunda/versatilidade Todos os quatro processos a seguir são utilizados apropriadamente para alcançar o entendimento. Nível aprofundado de entendimento Compreensão da aprendizagem Construção e descrição total do conteúdo em questão. Reorganizando informações recebidas, relacionando com conhecimentos prévios, ou experiências e instituindo significado pessoal. Incompleto entendimento devido a globetrotting. Operacionalização da aprendizagem
Detalhada atenção nas evidências e passos da argumentação.
Relatando evidência para conclusão e mantendo uma postura crítica e objetiva.
Incompleto
entendimento devido à improvidence.
Abordagem superficial Memorização Overlearning (continuando os estudos) Superficial nível de entendimento
Fonte: Traduzido e adaptado de Entwistle e Ramsden (1983).
Este instrumento se centrou nas experiências diárias de estudo, onde os alunos indicaram que suas abordagens de estudo variam dependendo do curso e do professor, e que essas abordagens desenvolveram importantes hábitos de estudo, em suma, tentou entender as abordagens para a aprendizagem. A análise desse novo instrumento produziu três fatores que reuniram três distintas séries de intenções: motivação, os processos de aprendizagem e os processos de estudo (ENTWISTLE; RAMSDEN, 1983).
O Approaches to Studying Inventory, evoluiu ao longo de trinta anos, e procurou abranger a complexa teia de influências que liga motivação, métodos de estudo e desempenho acadêmica com os intervenientes de ensino, do design do curso, do ambiente estudantil, dos métodos de avaliação e das abordagens dadas à aprendizagem (COFFIELD et al., 2004).
O inventário evoluiu e apresenta cinco versões, as quais foram desenvolvidas e aprimoradas com base nas anteriores. O ASI – Approaches to Studying Inventory, foi concebido principalmente para explorar as inter-relações entre as abordagens de aprendizagem descritas por Marton e Säljö (1976) e estilos de aprendizagem introduzidos por Pask (1988). Depois do ASI, tem-se o Course Perception Questionnaire (CPQ); o Revised
Approaches to Studying Inventory (RASI); o Approaches and Study Skills Inventory for
Students (ASSIST) e o Approaches to Learning and Studying Inventory (ALSI). Todas essas versões vêm refinar a conceituação de escalas originais, sendo acrescentadas novas a fim de acompanhar as pesquisas mais recentes. O mais recente inventário, o ALSI é destinado a investigar como específicas alterações no ambiente de ensino e aprendizagem afetam as abordagens de estudo dos estudantes (ENTWISTLE; MCCUNE, 2004).
O modelo de Entwistle (1998) descreve a maneira escolhida pelos estudantes para aprenderem uma determinada tarefa, observando a percepção e a estratégia cognitiva utilizada pelos alunos para resolvê-la. Esta investigação decorre de uma série de conceitos ligados à perspectiva de aprendizagem.
De acordo com Entwistle, Entwistle e Tait (1992), espera-se dos estudantes, na Educação Superior, que aprendam a pensar e a usar caminhos que evidenciam as características próprias da disciplina em foco, onde a essência da compreensão está na ligação entre as novas ideias e os conhecimentos que eles já têm. Isso, segundo Entwistle (2005), é construído individualmente. Quando um aluno desenvolve uma compreensão eficaz, ele está construindo seus próprios quadros de interpretações das provas, dos argumentos e explicações que tem ouvido, visto e/ou lido. A extensão, com a qual os estudantes são capazes de construir uma estrutura própria de aprendizagem também depende da amplitude da disciplina. Por exemplo, nas Ciências Humanas e Sociais, a experiência pessoal pode ser incorporada em maior intensidade do que nas Ciências. No entanto, no estudo das Ciências, a compreensão dos conceitos pode se dar de modo idiossincrático, ou seja, cada um tem sua maneira própria de ver, sentir e reagir.
As pessoas diferem na maneira que preferem para pensar, estudar ou ensinar. E essas diferenças individuais em estudantes e professores têm implicações na determinação dos resultados da aprendizagem. A utilização do termo “estilo de aprendizagem” destina-se a chamar a atenção para a importância das diferenças qualitativas na abordagem para e no processo de aprendizagem (ENTWISTLE, 1981).
O que os estudantes aprendem depende de como eles aprendem e do porquê que eles têm que aprender isto ou aquilo. Os alunos também têm diferentes crenças sobre o que realmente significa a própria aprendizagem. A idéia que a aprendizagem depende de um forte grau de memorização é uma concepção que os estudantes trazem dos níveis de ensino anteriores ao universitário (ENTWISTLE, 1991). Mas, a informação para se transformar num conhecimento, numa aprendizagem que de fato seja útil, ela tem que ser eventualmente
aplicada de alguma forma, e isto leva a uma concepção um pouco mais sofisticada do que apenas uma memorização.
Os alunos podem adaptar seus estudos às circunstâncias acadêmicas, e recentes inventários têm enfatizado a reflexão autoconsciente acerca do estudo, descrevendo sobre as idéias de metacognição e de autorregulação. Metacognição compreende conhecimentos, monitoramento, regulação e conhecimentos sobre a aprendizagem. Autorregulação também se refere ao acompanhamento e regulação pelo estudante sobre sua própria aprendizagem (ENTWISTLE, 1997).
A descrição do processo de aprendizagem, para Entwistle (1981), gira em torno das características individuais dos alunos e dos professores, tem um olhar para as formas complexas de aprendizagem, para os aspectos psicológicos da educação. E de acordo com esse autor, a relação entre Psicologia e Educação é considerada indireta. A Psicologia estuda a mente e o comportamento. Psicologia Educacional é parte dessa disciplina que estuda o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, aspectos relevantes da Educação. O termo “Psicologia Educacional” pode ser utilizado para definir um conjunto de conhecimentos e de experiências educativas utilizadas por psicólogos em seu trabalho clínico com ênfase sobre o diagnóstico e tratamento dos sintomas da doença, distúrbio psicológico, e outros. Mas também pode ser usado para descrever um corpo de conhecimento que fornece conceitos e ideias derivadas da Psicologia e de pesquisas educacionais, com o intuito de contribuir para um melhor trabalho do professor. Ela fornece resultados de alguns tipos específicos de ensino ou de aprendizagem que ajudam a comprovar ou não determinadas ideias ou informações, sugerem maneiras de interpretar essas informações. Ela fornece uma linguagem, os conceitos, uma gramática e modelos que permitem considerar a lógica de muitos aspectos da prática educativa.
Mas o maior dos desafios não está na relação entre a Psicologia e a Educação, mas sim na reavaliação e aceitação, pelos professores e alunos, acerca do pensar sobre o processo educacional. Isto é, pensar em uma forma mais eficaz para alcançar os objetivos educacionais relacionados ao desenvolvimento intelectual.
As investigações sobre as maneiras como os estudantes da Educação Superior enfrentam os trabalhos no dia-a-dia acadêmico tem chamado a atenção para a necessidade de se pensar a aprendizagem como resultado de um conjunto de fatores que interagem. Além desses aspectos, as experiências passadas e atuais na educação dentro de cada curso e aspectos avaliativos intervêm sobre a aprendizagem. A forma como o estudante aprende depende da
sua inteligência, do seu esforço e da sua motivação. Todos esses fatores influenciam no processo de aprendizagem, o que possibilita entender o sucesso de uns e o fracasso de outros.
Esse modelo heurístico do processo de ensino e aprendizagem pode contribuir para com os departamentos das instituições de ensino que objetivam analisar e avaliar criticamente as atuais práticas desenvolvidas no meio acadêmico, a fim de redesenhar e garantir uma estrutura que proporcione uma melhoria na qualidade de aprendizagem dos alunos, bem como no todo da instituição (ENTWISTLE, 1990).
De acordo com Entwistle (2005), muitas queixas têm sido ouvidas ao longo dos anos acerca da qualidade do ensino na Educação Superior.
Isso parece evidenciar a necessidade de mudanças e/ou o desenvolvimento de novas práticas no processo de ensino e de aprendizagem, bem como da formação de um novo perfil dos envolvidos nesse processo, principalmente no dos alunos, a fim de que tais mudanças ou práticas venham a contribuir para a melhoria da qualidade na Educação Superior.
Em relação ao que foi abordado neste capítulo acerca do ensino, da aprendizagem e dos estilos de aprendizagem, tem-se alguns indícios de possíveis respostas aos questionamentos que remetem ao como estudar, a como aprender a aprender, aprender a se conhecer para melhor aprender, em suma, conhecer quais os melhores caminhos que podem proporcionar uma melhor aprendizagem.
Os estilos de aprendizagem parecem ser possíveis caminhos que vêm ao encontro de um melhor conhecer-se para um melhor aprender. Esses estilos foram aqui apresentados sob cinco diferentes olhares: aprendizagem constitucionalmente baseada em estilos e preferências, onde se apresenaram os estudos dos Dunns; estrutura cognitiva com Riding; tipo de personalidade estável abordada por Apter; preferência de aprendizagem flexível estável com Kolb; e aprendizagem por abordagens e estratégias através de Entwistle.
Aprender baseando-se em estilos e preferências indica que estilos de aprendizagem não se constituem uma escolha do estudante, mas que se desenvolvem sutilmente desde a infância, e que opções antigas acerca da aprendizagem podem ser substituídas por novas, baseadas em análises que identificam os estilos de aprendizagem. Assim, as atividades podem ser relacionadas ao estilo dominante do estudante, o que desencadeia um maior interesse para com sua aprendizagem, visto que o esforço investido pelo estudante na atividade apresenta resultados positivos para que ele possa vir a alcançar seus objetivos.
Segundo Riding (2002) as estruturas relacionadas ao sistema cognitivo baseiam-se nas interações cognitivas e nos processos cognitivos de controle com o objetivo de orientar e modular uma função em relação às unidades e exigências da situação em foco. Os estilos sob
esse olhar são mais fixos e atuam na construção das características dos indivíduos, enquanto que estratégias podem ser aprendidas e desenvolvidas tornando, assim, os estilos tão eficazes quanto possível em uma determinada situação de aprendizagem. O estilo atua na maneira de desempenho, enquanto que a capacidade é voltada ao nível de desenvolvimento. A capacidade tem valores definidos anexados a ela e o estilo tem diferentes intensidades em suas dimensões. Isso se reflete na realização de uma tarefa, pois quando a capacidade do aluno é menor e/ou a tarefa a ser realizada tem maior grau de dificuldade, há a necessidade de uma maior utilização de estratégias de aprendizagem, tornando assim o estilo mais eficaz àquela aprendizagem.
O estilo de aprendizagem relativamente estável está relacionado às expressões observáveis em um tipo de personalidade considerado relativamente estável. Segundo Apter, de acordo com sua Teoria da Inversão, as pessoas atuam e percebem o mundo de acordo com cada situação, e o fator interveniente em cada momento da situação é o estado motivacional no qual a pessoa se encontra. Isso aponta a personalidade humana em termos dinâmicos, e não estáticos. A Teoria da Inversão é uma teoria da personalidade e tem sua força na capacidade de identificar a necessidade da inversão, da mudança de estado, para que o novo estado possa responder às constantes mudanças de necessidades.
Para os pesquisadores dos estilos de aprendizagem com preferências flexíveis e estáveis, um estilo de aprendizagem não é um traço fixo, mas sim uma determinada preferência para a aprendizagem, que varia conforme a situação. Os trabalhos de Kolb (1981, 1984) acerca da aprendizagem integram fatores cognitivos e socioemocionais em uma teoria de aprendizagem experimental, resultando num processo de aprendizagem consistente com a estrutura da cognição humana e com as fases de crescimento e desenvolvimento humano. Assim, cada estudante pode desenvolver seu estilo de aprendizagem, com pontos fortes e fracos, pois o ser humano tem uma estrutura flexível para a aprendizagem. A combinação de todas as quatro formas de aprendizagem apresentadas por Kolb (adaptável, divergente, assimilativa e convergente) podem produzir altos níveis de aprendizagem, uma vez que contempla o estilo maior de cada pessoa associado aos demais. Isso contribui para uma melhor qualidade na aprendizagem.
Os autores da última família de estilos de aprendizagem os abordam sob aspectos de estratégias, orientações e concepções de aprendizagem. Tais concepções dão uma visão mais holística e ativa para a aprendizagem, a qual envolve a disciplina, o assunto em foco, a organização curricular, a avaliação, as experiências prévias dos alunos e a cultura institucional. Os estudos de Entwistle apontados acima têm o foco na identificação das
abordagens de aprendizagem utilizadas pelos estudantes, abordam a base de domínio do conhecimento, o desenvolvimento intelectual dos alunos, as habilidades e atitudes que podem vir a tornar a aprendizagem mais efetiva. Ou seja, a visão nessa família de estilos é ativa, envolve abordagens e estratégias ativamente.
Percebe-se das abordagens dadas às cinco famílias de estilos de aprendizagem que se o aluno está consciente de como melhor pode aprender, ele tem melhores chances de estudar por um caminho que lhe ajudará a obter melhores resultados quanto a sua aprendizagem, logo o sucesso, dentro ou fora da universidade. A qualidade na formação redunda na qualidade dos serviços apresentados ao mercado de trabalho, e, por isso uma formação de qualidade permite competir dignamente no mercado de trabalho.
Quando os alunos aprendem em seu próprio estilo, a motivação e o comportamento mudam, e a realização no meio estudantil passa a ser evidente. Em suma, os alunos tornam-se capazes de crescer e de aprender, pois o clima que envolve o processo de ensino e aprendizagem está relacionado às suas capacidades e necessidades.
O processo de desenvolvimento do aluno é um produto da interação entre as suas escolhas e experiências de socialização de disciplinas acadêmicas.
Todo aluno, em menor ou maior grau, é muito mais inteligente do que pensa. No entanto, precisa acreditar nisso. Precisa perceber que cada um é único. Que seus estilos específicos o tornam imprescindível e importante. Precisa acreditar nesse potencial, mas para tal há a necessidade de conhecer-se, de saber qual o melhor caminho que vem a contribuir para com uma melhor aprendizagem. Desta forma ele vai se tornar menos dependente e mais responsável pela sua própria aprendizagem, ou seja, muda-se o perfil estudantil e de simples compromisso com a aprendizagem passa a ter comprometimento com a mesma.
Um importante papel que cabe ao aluno é o de desenvolver a compreensão das preferências relacionadas à sua aprendizagem, identificar suas forças e fraquezas para poder selecionar as atividades que venham a lhe ajudar melhor no processo de aprendizagem, uma vez que os pontos fortes podem compensar os fracos. Isso desenvolve no estudante a capacidade de tomada de decisão, o que cria motivação, responsabilidade e persistência em relação ao que ele almeja aprender. Assim, o estudante passa a ser o monitor de seu próprio