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KAVRAMSAL ÇERÇEVE

CİMNASTİK UZMANLIK ROLLERİ

3.4. Eğitim Modellerinin Uygulanması (İşlem Süreci)

Na seção anterior as terminologias adotadas para as regiões ribeirinhas e sua vegetação associada foram apresentadas. No entanto, a extensão da faixa ribeirinha que acompanha o curso d’água não é definida com exatidão em suas definições. Os autores são unânimes em afirmar apenas que a zona ribeirinha é influenciada pelo regime de cheia do rio e pela flutuação do lençol freático. A delimitação da zona ribeirinha é considerada uma tarefa difícil (Naiman et al., 2000; Apan et al., 2002; Murphy et al., 2009; Polvi et al., 2011), contudo, se faz necessária para o monitoramento e gerenciamento deste ambiente que possui importante função ecológica ao longo de uma bacia hidrográfica (Polvi et al., 2011).

As áreas ribeirinhas possuem características ecológicas distintas. Seus limites são delimitados através da detecção de mudança das condições de solo, vegetação e outros fatores que refletem a interação entre o ambiente aquático e terrestre (Naiman et al., 2000). Uma forma de se obter com exatidão estes limites é a realização de campanhas de campo com o intuito de realizar levantamentos topográficos, inventários florísticos e pedológicos (Polvi et al., 2011).

Naiman et al. (2000) realizaram transectos ao longo das florestas ribeirinhas da Ecorregião Costeira do Pacífico (PCE em inglês) com a finalidade de se delimitar a zona ribeirinha com base no levantamento de campo dos dique marginais. Verry et al. (2004) utilizaram critérios geomorfológicos e observações de campo para desenvolver o conceito de ecótono ribeirinho (riparian ecotone). Segundo os autores, o ecótono ribeirinho é definido por uma faixa que corresponde à planície de inundação do curso hídrico mais uma distância linear de 30m onde é possível verificar importantes funções ribeirinhas. Estas funções ribeirinhas estão relacionadas com a dispersão de sedimentos, plantas e animais que interagem fortemente com o curso hídrico, principalmente nos períodos de inundação.

Johansen e Phinn (2006b) utilizaram 10 transectos de campo como forma de avaliar o mapeamento da vegetação ribeirinha através de dados orbitais IKONOS e Landsat-5 em um trecho de savana tropical na Austrália. O comprimento da extensão ribeirinha com base na medida linear entre os bancos fluviais marginais foi um dos parâmetros adquiridos em campo por estes autores.

Em outro estudo, uma metodologia de delimitação da zona ribeirinha para rios que não apresentam planície de inundação foi desenvolvida com base nos processos gemorfológicos, hidrológicos e na distribuição das espécies vegetais (Polvi et al., 2011). Para isto, os autores visitaram 30 sítios de análise localizados nas cabeceiras do Rio Saint Platte, afluente do Rio Colorado, onde realizaram levantamentos topográficos e coletas de espécies vegetais.

Os procedimentos de campo proporcionam dados confiáveis e precisos a cerca da extensão das zonas ribeirinhas, contudo, demandam grandes esforços de tempo e recursos para serem realizados em estudos em escala regional ou em rios com extensão superior à 200km (Johansen et al., 2010). Nestes casos, uma alternativa para a determinação da zona ribeirinha é a adoção de uma faixa fixa a partir dos cursos hídricos, denominada zona tampão ou buffer.

Apan et al. (2002), em estudo para determinar a mudança da estrutura da vegetação ribeirinha na bacia do Lockyer Valley na Austália, utilizaram uma distância fixa proporcional ao nível hierárquico do curso hídrico na bacia hidrográfica

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As zonas tampões variaram entre 50 e 200m a partir do leito do rio. Os autores deixam claro que esta é uma metodologia que adota valores arbitrários, mas de fácil aplicação e condizente com as observações de campo. Por sua vez, Congalton et al. (2002) avaliaram o custo/benefício do mapeamento da vegetação ribeirinha do Rio Yaquina no Oregon utilizando fotografias aéreas e métodos de segmentação. Os autores utilizaram duas zonas tampões fixas: a primeira de 0 a 15,25m e a segunda de 15,25 a 61m.

Alencar-Silva e Maillard (2011) utilizaram uma zona tampão fixa de 100m para delimitar e determinar os parâmetros biofísicos da vegetação arbórea ribeirinha em um trecho do Rio Pandeiros no norte de Minas Gerais. Neste estudo, os autores utilizaram um classificador orientado ao objeto para isolar as áreas arbóreas dentro do buffer pré-definido. Dados de campo, parâmetros espectrais e de textura foram utilizados para a modelagem da vegetação arbórea, com destaque para o parâmetro volume. A interpretação visual de imagens de satélite foi utilizada em outro estudo para avaliar a vegetação ribeirinha natural e antropizada do município de Barreiras na Bahia (Guadagnin et al., 2011). Nesta pesquisa os autores utilizaram uma zona tampão que variou entre 30 e 500m, de acordo com a extensão transversal do curso hídrico analisado e com o disposto na legislação ambiental vigente (Brasil, 1965).

A adoção de um valor fixo para delimitar as regiões ribeirinhas possui a vantagem de ser uma técnica de fácil operação, sendo necessária apenas a vetorização da rede de drenagem de interesse e a aplicação de ferramentas simples de modelagem cartográfica. Por outro lado, a adoção de uma zona tampão é um processo arbitrário, que em muitos casos não condiz com a realidade do ambiente, pois este possui características locais próprias que variam ao longo do curso hídrico e que refletem na extensão da zona ribeirinha.

Outra abordagem utiliza índices de determinação de áreas de maior umidade do solo e modelos digitais de superfície para a delimitação da zona ribeirinha. Estes índices foram desenvolvidos partindo do conceito que as zonas ribeirinhas são faixas adjacentes aos cursos hídricos, que possui como característica uma maior umidade do solo associada à

baixa altitude e declividade no contexto local (Murphy et al., 2009). Dois dos índices mais utilizados é o Soil Wetness Index – SWIe o Depth to Water – DTW (Inverson et al., 1997; Boerner et al., 2000; Günter et al., 2004; Case et al., 2005; Murphy et al., 2009).

O SWI reflete a tendência de acumulo da água no solo em um ponto da paisagem (drenagem acumulada), tendo como base a direção do fluxo hídrico e a diferença de declividade que é analisada ao longo de um modelo digital de elevação. Contudo, o SWI possui falhas no que diz respeito a regiões de escoamento difuso e grandes variações das condições hídricas locais (Günter et al., 2004). Por outro lado, o DTW utiliza não apenas o modelo digital de elevação, mas também a rede de drenagem, a qual é informada pelo usuário (Murphy et al., 2006). O DTW calcula uma superfície de elevação a partir da rede de drenagem desconsiderando a diferença de altitude que um rio possui ao longo de seu curso (Figura 2.3). O resultado final é um modelo digital de uma superfície que possui valores de altura equalizados para todos os cursos d’água de uma bacia hidrográfica. A zona ribeirinha é definida através de um limiar de altura que é escolhido pelo usuário (Murphy et al., 2007).

Murphy et al. (2009) compararam o SWI e o DTW na tarefa de gerar mapas de umidade do solo utilizando um modelo digital de elevação de alta resolução (1m) e a rede de drenagem de parte de uma bacia localizada em Alberta/Canadá. Os resultados foram avaliados tendo como base mapas de umidade do solo obtidos através de campanhas de campo e fotografias aéreas. O DTW foi melhor do que o SWI tanto nas análises visuais qualitativas, quanto nas análises quantitativas. O resultado geral do sucesso do DTW foi de 71%, contra 40% do SWI.

(b)

Figura 2.3: Superfície topográfica do terreno. (a) superfície com cotas de altitude. (b) superfície DTW com valores de altura com base no curso hídrico.