BULGULAR VE YORUM
4.1. Birinci Alt Probleme Ait Bulgular ve Yorumlar
A intensa pressão do homem sobre os recursos vegetais tem como conseqüência a sua fragmentação, resultando em mudanças ecossistêmicas em escala local e global (Hunter, 1999; Onaindia et al., 2004; Santos, 2006). Apesar da importância das formações florestais para o equilíbrio ecológico, é possível verificar um aumento gradual e contínuo de sua devastação em conseqüência de atividades como a extração de madeira, a expansão da fronteira agrícola e ocupação desordenada do solo (Viana e Pinheiro, 1998; Ribeiro e Lima, 2001; Veloso, 2011). Segundo Pereira et al. (2001), é necessário o conhecimento das dinâmicas biológicas de um ecossistema para que o mesmo possa ser utilizado de maneira sustentável. A etapa de conhecimento de um hábitat e das relações das espécies animais com os elementos do meio, especialmente a vegetação, faz parte de grande parte das pesquisas relacionadas à biologia da conservação (Durigan, 2006).
A compreensão da composição florística e fitossociológica de uma comunidade vegetal em diversos estágios de regeneração orienta medidas de manejo e conservação, além de ser imprescindível nas ações de recomposição de áreas degradadas (Vilela et al., 1994; Bahia et al., 2009). Por isto, faz-se necessário a execução de inventários florestais, os quais utilizam métodos e processos de amostragem com a finalidade de gerar informações sobre uma floresta natural ou plantada (Ubiali, 2009). De acordo com Colares e Seeliger (2006), estimativas contínuas de parâmetros biométricos são importantes para quantificar os processos ecológicos de produção das espécies.
A avaliação das características biofísicas das comunidades florestais tem como objetivo a descrição da estrutura, da função e da diversidade das espécies das florestas (Gascon et al., 2001). Os parâmetros biofísicos da vegetação moldam seus aspectos qualitativos e dão uma interpretação bastante aproximada da realidade de uma comunidade vegetal (Porto, 2008). De acordo com Mueller-Dombois e Ellenberg (1974), as principais medidas quantitativas a se realizar em um inventário vegetal são: (i) diâmetro; (ii) altura; (iii) área basal; (iv) densidade; (v) freqüência, (vi) cobertura do dossel e (vii) biomassa.
O diâmetro das árvores é um dos principais parâmetros utilizados na dendrometria1 para o cálculo de volume com o intuito comercial e de gerenciamento de recursos florestais (Silva e Paula Neto, 1979; Blais et al., 2009). A distribuição do diâmetro é um reflexo da história evolutiva da floresta. É comum obter o valor do diâmetro a partir do valor da circunferência do tronco da árvore (Mueller-Dombois e Ellenberg, 1974). Para isto,
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Ramo da ciência florestal que se encarrega da determinação ou estimativa dos recursos florestais, quer seja da própria árvore ou do próprio povoamento, com finalidade de predizer com precisão o volume, o incremento ou a produção de um determinado recurso florestal (Silva e Paula Neto, 1979).
convencionou-se uma altura padrão de 1,30m a partir do nível do solo para a tomada desta medida (Blais et al., 2009). A circunferência medida a esta altura é chamada de circunferência na altura do peito (CAP) e seu valor é transformado facilmente para valor de diâmetro na altura do peito (DAP) por uma fórmula matemática (Silva e Paula Neto, 1979).
A altura das árvores de uma comunidade é um atributo fundamental para descrever os padrões de uma floresta e seus estágios de regeneração, além de ser um indicador para o cálculo de volume e biomassa (Mora et al., 2010; Blais et al., 2009). Segundo Durigan (2006), vários aparelhos foram desenvolvidos para medir as alturas das árvores em regiões de clima temperado. Em regiões de floresta de clima tropical estes aparelhos muitas vezes apresentam limitações devido à necessidade de se enxergar o topo das árvores, o que muitas vezes não é possível devido à presença de um dossel irregular. Segundo o mesmo autor, é comum a utilização de uma vara graduada para a estimativa da altura das árvores em inventários florestais nas regiões tropicais.
A área basal de uma comunidade vegetal é calculada através do somatório das áreas basais transversais de todas as árvores (Silva e Paula Neto, 1979; Durigan, 2006). O valor da área basal de uma árvore pode ser obtido a partir do valor do CAP que é inventariado em campo (Mueller-Dombois e Ellenberg, 1974). Segundo Durigan (2006) os valores de área basal para florestas tropicais geralmente estão entre 20 e 45 m2/ha. Ainda de acordo com o autor, quanto maior a fertilidade do solo, maior deve ser a área basal da comunidade vegetal.
O valor de densidade é dado por valores absolutos ou relativos (Moore e Chapman, 1986). A densidade absoluta é expressa pelo total de indivíduos por uma unidade de área (Durigan, 2006). Por sua vez, a densidade relativa corresponde à relação entre o número total de indivíduos de uma determinada espécie e a densidade absoluta. Segundo Nandy et
al. (2003), o parâmetro de densidade é a principal característica fitofisionômica de uma
comunidade vegetal, e portanto, a sua determinação é de suma importância em um inventário florestal.
De acordo com Porto (2008), a freqüência corresponde ao número de vezes que uma espécie está presente em relação às unidades amostrais. Ainda segundo a autora, a freqüência é estimada através da presença de espécie na unidade amostral, não interessando o número total de indivíduos nem a área que cobre, mas sim se há a presença ou não de determinada espécie. A freqüência é um parâmetro para o cálculo da abundância (abundância vegetal) que corresponde à freqüência total de indivíduos por unidade de área (Durigan, 2006).
A cobertura do dossel é definida pela projeção vertical da copa da árvore no chão expresso em valores de porcentagem referentes à área amostral (Mueller-Dombois e Ellenberg, 1974). Ainda segundo os autores, a cobertura do dossel está mais relacionada à
biomassa do que o parâmetro de número de indivíduos por unidade de área (densidade). A cobertura do dossel influencia a entrada de luz dentro da floresta e por conseqüência influencia na abundância e diversidade do sub-bosque, bem como na germinação e mortalidade das sementes (Frazer et al., 1999). O padrão da cobertura do dossel está diretamente relacionado com os parâmetros físicos locais, espécies e idade das plantas (Frazer et al., 1998).
A biomassa vegetal pode ser definida como o peso da planta seca por unidade de área (Durigan, 2006). Segundo o mesmo autor, a determinação da biomassa de uma comunidade vegetal possui grande importância nos estudos de animais herbívoros, ou em aspectos gerais, serve para a caracterização de um habitat. A estimativa da biomassa acima e abaixo do solo possui grande importância na caracterização da estrutura e função dos ecossistemas (Chave et al., 2003). Informações sobre a quantidade de biomassa ajuda não apenas no entendimento da acumulação de energia dentro de uma floresta, mas também é um indicador ecológico de sustentabilidade (Aboal et al., 2005).
A necessidade de informações a respeito da quantidade de biomassa das florestas aumentou nas últimas décadas, devido às mudanças climáticas globais. Estas informações possuem papel fundamental na definição de políticas climáticas em escala mundial (Djomo
et al., 2010). A investigação e quantificação da biomassa das árvores é base para estimativa
do estoque de carbono de uma floresta (Pajtík et al., 2008). As informações confiáveis da quantidade de biomassa florestal é também útil para a implementação do REDD (Reducing
Emissions from Deforestation and Forest Degradation), política recente introduzida pelo
protocolo de Kyoto (Djomo et al., 2010).
De acordo com Durigan (2006), a estimativa da biomassa em comunidades herbácea é uma tarefa relativamente fácil, uma vez que a mesma pode ser coletada secada e pesada, o que é inviável em comunidades florestais. Para estas últimas, é comum a utilização de equações dendrométricas derivadas de experimento em laboratório ou por correlação (Sah
et al., 2004).
A diversidade é outro parâmetro que possui importância no inventário florestal, uma vez que expressa a riqueza de uma comunidade e a variação de indivíduos de uma região (Ricklefs, 1990). O aumento e a manutenção da biodiversidade na Terra é um importante objetivo das ciências que tratam da conservação dos ecossistemas (Hunter, 1999). Os indicadores de diversidade ajudam a estabelecer e a monitorar níveis de diversidade nos ambientes terrestres e aquáticos (Motz et al., 2010). Para Onaindia et al. (2004), a composição das espécies e a diversidade vegetal pode ser usado como um indicador do regime de distúrbio e/ou como subsídio para práticas de gerenciamento de um ambiente florestal.
A diversidade representa a complexidade da comunidade, sendo que a diversidade de espécie na comunidade é chamada de diversidade alfa (Durigan, 2006). Ainda de acordo com o autor, quanto maior a diversidade alfa, menor a chance de que um segundo indivíduo amostrado seja da mesma espécie do primeiro. Existem na literatura vários índices que são utilizados para expressar a diversidade de uma comunidade vegetal (Hunter, 1999; Durigan, 2006). Os mais utilizados são aqueles que incluem no cálculo a riqueza e a densidade relativa das espécies (Moore e Chapman, 1986; Durigan, 2006). A riqueza pode ser definida como o número total de espécies por uma unidade de área (Santos, 2006).
Dois dos índices de diversidade mais populares utilizados são os de Shannon- Wienner e o de Margalef (Moore e Chapman, 1986; Magnussen e Boyle, 1995;). O índice de Shannon-Wienner atribui maior peso às espécies raras em sua formulação (Kent e Coker, 1992; Felfili e Rezende, 2003).