DİN, VİCDAN VE İNANCA DAYALI AYRIMCILIĞA UĞRAMAMA HAKKINA DAİR ULUSLARARASI İNSAN HAKLARI BELGELERİ
CİNSİYET VE CİNSEL YÖNELİME DAYALI AYRIMCILIĞA UĞRAMAMA HAKKINA DAİR ULUSLARARASI İNSAN HAKLARI BELGELERİ
A segunda regulamentação legal do curso de Pedagogia deu-se por meio do Parecer do Conselho Federal de Educação nº. 251 de 1962, de autoria do professor
16
Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média
Valnir Chagas17 e homologado pelo então ministro da Educação e Cultura, Darcy Ribeiro, passando a vigorar em 1963. Neste parecer, o relator apontou a necessidade de o professor primário ser formado no ensino superior e fixou o currículo mínimo do curso de Pedagogia bem como sua duração.
Portanto, a partir de 1962, fixou-se, legalmente, um currículo mínimo18 para os cursos de bacharelado em Pedagogia. Brzezinski (1996) opina que este parecer propôs o princípio da concomitância do ensino, do conteúdo e do método, com duração prevista para quatro anos (para o Bacharelado e a Licenciatura), visando a extinguir o esquema 3 +1. Opina ainda que, na prática, tal esquema não foi extinto. Conclui que na licenciatura a maior parte do curso, três anos, foi dedicada à formação específica, e o último ano, à prática de ensino.
Para a Licenciatura, o respectivo parecer legislou sobre a formação pedagógica. As disciplinas Didática e Prática de Ensino seriam obrigatórias para todas as licenciaturas. A Prática de Ensino deveria ser oferecida na modalidade de estágio supervisionado, o qual deveria ser realizado em escolas da comunidade, conforme registra Brzezinski.
Valnir Chagas apud Silva (1999) explicitou no parecer:
(...) a fragilidade do curso de Pedagogia, sinalizando a tensão existente entre sua manutenção e extinção, sob o argumento da falta de conteúdo próprio. No texto do relator do Parecer, transpareceu a perspectiva de provisoriedade do curso e a necessidade da formação superior do professor primário, ficando a formação do pedagogo técnico de educação para estudos subseqüente. (2008, p. 51)
No entanto, o curso de Pedagogia continuou separado entre bacharelado e licenciatura, formando profissionais para atuarem como técnico da educação e para o exercício de professor de disciplinas pedagógicas do Curso Normal.
17
Atuou no Conselho Federal de Educação (1962-1976) e contribuiu para a gênese e regulamentação do Sistema Brasileiro de Educação. Foi um dos principais autores da Reforma Universitária de 1968 e da Reforma do Ensino de primeiro e segundo graus. Foi também um dos fundadores da Universidade de Brasília (UnB), onde lecionou por várias décadas na Faculdade de Educação.
18
O currículo mínimo do curso de Pedagogia era constituído de sete matérias para o bacharelado: Psicologia da Educação, Sociologia Geral e da Educação, História da Educação, Filosofia da Educação, Administração Escolar e duas matérias a serem escolhidas pela IES, definindo então a parte especial ou diversificada do currículo.
Ano de 196419
Ao mostrar a história das rupturas, por meio da Educação no Brasil, Bello (2001) resgata que, em 1964, um golpe militar acabou com as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira, sob a desculpa de que as propostas eram “comunizantes” e “subversivas”.
Conta ainda o autor que o Regime Militar espelhou na educação a natureza antidemocrática de sua proposta ideológica de governo: prisão e demissão de professores; invasão de universidades; prisão de estudantes nos confrontos com a polícia, repressão e a proibição do funcionamento da União Nacional dos Estudantes; o Decreto-Lei 47720, ao fixar punições para quem praticasse infração disciplinar, de certa forma silenciou a “boca” de professores e alunos.
Há registros históricos que nesta época deu-se a grande expansão das universidades no Brasil.
Ano de 1965 – Portaria MEC nº 159/65 – Duração dos Cursos
O Parecer CFE 52/65 foi homologado pela Portaria Ministerial nº 159/65, de 14.7.65, que regulamentou a duração de cursos de graduação no Brasil, especificando o tempo útil como o mínimo necessário para o cumprimento do currículo instituído para o curso, e o tempo total, este compreendido entre a primeira matrícula e a conclusão do curso. A Portaria especificou ainda o enquadramento da duração dos cursos em anos. O relator do parecer, Valnir Chagas, indicou que o sistema de matrícula por disciplinas, pela sua maior flexibilidade, tornava-se mais indicado que o de séries.
O parágrafo único da Portaria 159 dispunha que a “duração de cada curso superior, dentre os que conferem privilégios para o exercício de profissões liberais, passa a ser fixada em horas-aula, com indicação de tempo útil e tempo total, de acordo com o quadro anexo a presente Portaria”. Tal quadro indicou que todas as licenciaturas teriam a duração de quatro anos.
19
Início do período do Regime Militar.
20
Define infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino público ou particulares.
Ano de 1968 – A Reforma Universitária
Nesse ano, foram criadas as habilitações, em cumprimento ao que determinava a Lei nº. 5540/6821, intitulada como “Lei da Reforma Universitária”. Tal lei foi baseada nos estudos do Relatório ATCON22, bem como no Relatório Meira Matos23·. Conforme artigo 18 da lei, as instituições de Ensino Superior teriam ainda a possibilidade de propor a criação de outros cursos ou habilitações que atendessem às necessidades regionais do mercado de trabalho.
No entanto, a vertente dicotômica do antigo modelo perdurou ainda no novo, apresentando apenas uma postura diferente: de um lado, o curso se caracterizava pelo bloco dos fundamentos da educação e, de outro, as atividades das habilitações. Neste panorama, a Pedagogia passou a ser vista como formadora de especialistas em educação. Ao cursar as habilitações: Administração Escolar, Orientação Educacional, Supervisão e Inspeção Escolar, o concluinte do curso estaria em condições de atuar como diretor de escola, orientador educacional, supervisor e inspetor escolar. Além disso, poderia cursar também como habilitação a licenciatura, possibilitando optar, dessa forma, pela formação de professores nos 1º anos do ensino fundamental.