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ÇALIŞMA YAŞAMI STRESİ VE ALKOL KULLANIM

2.2. ALKOL KULLANIM

2.2.3. Alkol Kullanımının Nedenler

2.2.3.1. Biyolojik Nedenler

Sabemos que as obras terminográficas variam em razão de seus objetivos, público- alvo, entre outros fatores. Em relação às obras terminográficas bilíngües ou multilingües, há uma certa problemática que envolve o tratamento dos equivalentes em seu interior.

Segundo Szende (1996, p. 123), os dicionários bilíngües tradicionais são inadequados e insatisfatórios, porque se preocupam em reunir equivalentes traduzindo palavras por outras. Se fossem consideradas isoladamente, muitas delas teriam em comum apenas virtualidades de significação. Geralmente, torna-se difícil interpretá-las com certeza absoluta fora de um contexto. É rara a tradução palavra por palavra. Algumas possuem um sentido muito amplo, além de comporem expressões e locuções que ampliam sua significação, contribuindo para a dificuldade do fazer tradutório.

Alpízar-Castillo (1995), expandindo a reflexão de Dubuc (1985), explica que muitos termos encontrados nos dicionários e glossários podem ser considerados tudo, menos equivalentes. São termos artificiais que só existem nessas obras.

Deve-se, portanto, desconfiar da exatidão das obras bilíngües que apresentam apenas os equivalentes, sem definições ou contextos que atestam a sua existência. Pode tratar-se de traduções aproximativas ou mesmo falsas. O tradutor pode utilizá-las para conseguir algumas pistas, porém seus dados devem ser confrontados com fontes mais confiáveis, os dicionários monolíngües, por exemplo:

(...) um verdadeiro dicionário para tradutores não deveria limitar-se à mera enumeração de equivalentes, mas sim procurar expor todas as possibilidades que cada termo tem em cada uma das línguas confrontadas. Com as facilidades do trabalho que a automatização proporciona, isso não se torna impossível na atualidade 41 (Alpízar-Castillo, 1995, p.105).

Assim, a lexicografia bilíngüe teria de recolher todos os equivalentes de um lema na LP, com todas suas possíveis acepções, usos, colocações, etc. Os dicionaristas sabem que esta não é uma tarefa tão simples, pois nem sempre se acham correspondentes para o lema.

41 (...) un verdadero diccionario para traductores no debería limitarse a la mera enumeración de equivalentes,

sino extenderse en exponer todas las posibilidades que cada término tiene en cada una de las lenguas confrontadas. Con las facilidades de trabajo que proporciona la automatización, ello no resulta imposible en la actualidad (Alpízar-Castillo, 1995, p.105).

Segundo Haensch (1982) “resulta totalmente impossível que um dicionário de tradução enumere, para cada unidade léxica da língua de origem, todas as possibilidades de tradução que podem ocorrer em qualquer contexto”42 (Haensch, 1992, p.287-8).

Além disso, na maior parte das vezes, em relação às obras bilíngües, é possível apenas apresentar uma lista de equivalências na língua de partida (LP) e seus equivalentes na língua de chegada (LC), sem definições, explicações ou qualquer outras informações que atestem o caráter real de equivalência. Segundo Alpízar-Castillo:

Se é certo que nos inventários que saem ao mercado a definição quase nunca está presente, por razões de economia, também é certo que esta prática atenta contra a exatidão dos equivalentes propostos. As diferenças de matizes escapam e muitas falsas equivalências são introduzidas. Como solução intermediária, marcas de uso e algumas pequenas exceções devem aparecer no produto impresso, além de que na documentação dos responsáveis da edição devem ser encontradas as definições e os exemplos de uso. 43 (Alpízar-Castillo, 1995, p.105-6)

O autor reconhece, ainda, que a maior parte dos glossários e dicionários - sejam eles de língua geral ou terminográficos) - trazem os equivalentes freqüentemente não exatos, consistindo essas obras em uma cópia de erros e acertos, com mai or ou menor sucesso, de obras anteriormente produzidas. Da mesma forma, Auger e Rousseau (1978, p.38) alertam que os dicionários bilíngües apresentam todos tipos de erros, destacando-se as traduções aproximativas que se afastam do uso dos especialistas.

Cabré (1992, p.295), da mesma forma, acredita que não se deva dar excessivo crédito às obras que apresentem listas de palavras hipoteticamente equivalentes em diversas línguas. A autora explica que é importante o registro de definições ou ilustrações no dicionário bilíngüe ou plurilíngüe.

No caso de um dicionário terminológico bilíngüe que pretende ser uma ferramenta útil ao tradutor que não detém o conhecimento dos termos especializados na língua de

42 resulta a todas las luces imposible que un diccionario de traducción enumere, para cada unidad léxica de la

lengua de origen, todas las posibilidades de traducción que pueden darse en cualquier contexto (Haensch, 1982, p.287-8).

43 Si bien es cierto que en los inventarios plurilingües que salen al mercado la definición casi nunca se ofrece,

por razones de economía, también es cierto que esta práctica atenta contra la exactitud de los equivalentes propuestos. Las diferencias de matices escapan, y muchas falsas equivalencias se introducen. Como solución intermedia, marcas de uso y algunas pequeñas salvedades deben aparecer en el producto impreso, además de que en la documentación de los responsables de la edición sí deben encontrarse las definiciones y los ejemplos de uso (Alpízar-Castillo, 1995, p.105-6).

chegada, torna-se importante o registro de enunciados, seqüências discursivas que atestem o real uso dos equivalentes. É o que nos afirma Haensch, que insiste na necessidade de se levar em conta o contexto das unidades léxicas nos dicionários bilíngües: “(...) indicações sobre usos contextuais, etc., são ainda mais necessárias no dicionário bilíngüe que no monolíngüe”44 (Haensch, 1982, p.521).

As dificuldades encontradas no trabalho terminográfico bilíngüe devem ser claramente expostas ao consulente do dicionário, sobretudo, quando se trata de correspondências (equivalências parciais). Os dicionários bilíngües devem suprir a deficiência dos locutores não-nativos face às diversas conotações da palavra. Quando há uma conotação particular, o dicionário não pode deixar de alertar o tradutor para esse fato:

Discrepâncias de sistemas conceituais se apresentam ao tradutor, por exemplo, quando se traduzem textos de uma língua indo-européia para outra ou outras de origem semítica, ou vice-versa. Em tais casos, a solução da obra terminográfica poderia ser colocar na língua de chegada os termos correspondentes específicos ou genéricos, com a anotação de praxe onde se explique ao consulente a dificuldade de tradução que se apresenta 45 (Alpízar-Castillo, 1995, p.102-3).

Nesse sentido, Felber expõe que os dicionários multilingües especializados não levam em consideração os diferentes graus de equivalência dos termos, o que acarreta muitos erros de interpretação e de tradução. O autor afirma que o terminógrafo pode utilizar símbolos apropriados, por exemplo, =, >, , > etc, para alertar o consulente de que os conceitos das duas línguas contrastadas não coincidem completamente. Segundo Haensch (1982, p.521) a caracterização dos equivalentes aproximados em algumas obras lexicográficas é feita por meio do signo ≈ . O autor expõe ainda alguns signos que podem auxiliar na compreensão do tipo de equivalência nessas obras:

=: Existe um equivalente, pelo menos aproximado, na língua de destino.

44 (...) indicaciones sobre usos contextuales, etc., son aún más necesarias en el diccionario bilingüe que en el

monolingüe (Haensch, 1982, p.521).

45 Discrepancias de sistemas conceptuales se presentan al traductor, por ejemplo, cuando se trasladan textos

de una lengua indoeuropea hacia otra u otras de origen semítico, o viceversa. En tales casos, la solución de la obra terminográfica podría ser colocar en la lengua de llegada los correspondientes términos específicos o genéricos, con la anotación de rigor donde se explique al consultante la dificultad de traducción que se presenta (Alpízar-Castillo, 1995, p.102-3).

≠: Não existe nenhum equivalente, nem sequer aproximado, na língua de destino.

±: Existe uma unidade léxica na língua de destino com uma acepção comparável (mas não idêntica) a uma acepção da unidade léxica da língua de partida. (Haensch, 1982, p.521)

O registro de equivalências em obras terminográficas implica um trabalho diferente do que ocorre ao se traduzirem textos, quando o que se busca é apenas um termo pontual inserido em um contexto. Em dicionários, os termos aparecem fora do contexto, como potencialidades à espera de realização. Dessa forma, o terminólogo ou lexicógrafo deve refletir, sobretudo, se há situações em que duas unidades lexicais podem se substituir e se esta substituição é restrita a um certo número de construções, ou se pode ser utilizada indistintamente em qualquer circunstância.

Assim, é importante que o lexicógrafo ou terminólogo tenha certeza de que as informações recolhidas sejam coletivas e não individuais, sob pena de cometer uma falsa afirmação, que não corresponda à realidade. Dessa forma, o autor do dicionário não permanece “neutro” em relação a sua obra, mas possui o livre-arbítrio, podendo escolher entre as várias opções que surgem a sua frente.

4 Procedimentos metodológicos de nossa pesquisa

Barros, após o estudo de vários autores, sintetiza em seu livro Curso Básico de

Terminologia (2004), as principais etapas que devem ser cumpridas para a confecção de

uma obra terminográfica. Abaixo apresentaremos as considerações da autora e explicaremos cada etapa apoiando-nos, também, em outros autores. Aplicamos esta proposta como metodologia de nosso trabalho:

Planejamento de projetos terminográficos • Decisões prévias

• Objetivos e público-alvo • Conhecimento da área

• Organização interna da obra (caracterização da obra)

Execução de projetos de obras terminográficas • Estabelecimento do corpus

• Recolha dos termos e levantamento dos dados • Trabalho com os equivalentes

• Tratamento terminográfico