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ÇALIŞMA YAŞAMI STRESİ VE ALKOL KULLANIM

2.1. ÇALIŞMA YAŞAMI STRESİ

2.1.3. Stresle Başa Çıkma Yolları

2.1.3.1. Bireysel Başa Çıkma Yolları

Percebe-se que A não mantém nenhum vínculo com B. Todos os traços conceituais de A são diferentes dos traços de B.

Thomas Szende (1996) observou a questão da equivalência, especificamente entre a língua francesa e húngara, em uma perspectiva lexicográfica. O autor explica que, na prática lexicográfica bilíngüe, as lacunas lingüísticas, ou seja, a falta de palavras ou termos equivalentes em um desses idiomas é freqüente. Afirma que esse fenômeno ocorre mesmo quando as línguas são próximas. Ressalta, porém, que existem mais equivalentes entre termos técnicos e científicos, uma vez que são restritos a um domínio mais específico e o intercâmbio de conhecimento científico e técnico é, hoje, muito grande, o que conduz a uma maior internacionalização de termos e conceitos especializados.

Consideramos a proposta de Felber de grande valia em nossa pesquisa, porém acreditamos que devemos complementá-la com considerações de outros autores como Dubuc que afirma, também, ser importante, além do aspecto semântico, o lado pragmático, do uso lingüístico, nível de língua, para o estabelecimento das unidades equivalentes. É o que bem expõe Hartmann na afirmação abaixo:

35 si un spécifique n’existe pas, il faut recourir au terme générique en indiquat qu’il s’agit d’un équivalent

approximatif; de même, si un générique est inexistant, on doit recourir aux spécifiques (Auger e Rousseau, 1978, p.41).

36 les termes ne sont donc pas parfaitement équivalents et il faudra l’indiquer également (idem, p.42).

4. Non-equivalence des notions A B A = a 1 , a 2 , a 3 , … B = b 1, b 2 , b 3 , ... a 1 b 1 a 2 b 2 a 3 b 3 etc.

Somos levados à conclusão, sobre o trabalho em estratégias de inter- linguagem, de que a equivalência não é uma relação de correspondência estática entre sistemas lingüísticos independentes, mas o processo e resultado de dinâmicas operações de trocas de códigos 37 (Hartmann,

1987, p.22).

Além das marcas lógicas, Dubuc enfatiza a importância de marcas de uso. Um termo de uma língua pode apresentar correspondentes em outras que não pertençam ao mesmo nível de língua. Nesse sentido, é importante evidenciar as marcas de uso, como, por exemplo, as marcas sociolingüísticas, que podem ser atestadas no discurso especializado, uma vez que esse constitui um sub-domínio da língua geral. Essa apresenta diversos registros que correspondem a níveis diferentes como o popular, familiar, usual, literário, poético e outros. Dessa forma, a correspondência (equivalência parcial) ou equivalência total são identificadas levando-se em consideração, na análise, tanto o sentido, quanto o uso pragmático da unidade terminológica. Segundo Haensch:

Nos dicionários bilíngües é conveniente dar como equivalentes dos vocábulos tabuizados as palavras, expressões e frases que correspondem ao mesmo nível de estilo, e não traduzir, por exemplo, um vocábulo rude por um literário. Se não existe um equivalente que tenha a mesma conotação, mas sim a mesma denotação, deve-se indicá-lo mediante as siglas previstas tanto na língua de partida como na de destino 38 (Haensch,

1982, p. 413).

Dessa forma, durante a complexa busca dos equivalentes, o redator de um dicionário deve procurar na LC palavras que apresentem, além do mesmo conteúdo conceitual e valor pragmático, o mesmo valor conotativo e estilístico da LP:

De uma língua à outra, a designação de uma mesma realidade é, geralmente, obtida por caminhos diferentes. As palavras de diversas línguas não são etiquetas diferentes coladas nos mesmos casos. Não

37 From the work on inter-language strategies we are led to conclude that equivalence is not a static

correspondence relation between independent linguistic systems, but the process and result of dynamic code- switching operations (Hartmann, 1987, p.22)

38 En los diccionarios bilingües es conveniente dar como equivalentes de las voces tabuizadas las palabras,

expresiones y frases que corresponden al mismo nivel de estilo, y no traducir, por ejemplo, una voz grosera por otra literaria. Se no hay un equivalente que tenga la misma connotación, pero sí la misma denotación, hay que indicarlo mediante las siglas previstas tanto en la lengua de partida como en la de destino (Haensch, 1982, p. 413).

existem duas línguas cujos vocabulários se recubram exatamente, palavra por palavra, todas as acepções de uma palavra da língua de partida correspondendo a todas as acepções de uma palavra da língua de chegada. Há, em todas as línguas, elementos que funcionam como o denominador comum de nossa condição humana – nesse caso, todas as línguas são traduzíveis – mas cada uma carrega, igualmente, a marca lexical de uma visão de mundo particular, – e, nisso, elas são intraduzíveis. O redator do dicionário, sendo freqüentemente incapaz de propor uma equivalência absoluta, faz uso de um conjunto de recursos que lhe permitam fornecer equivalências relativas, notadamente com a ajuda de exemplos autênticos39 (Szende, 1996, p. 126).

Com o freqüente problema de se encontrar equivalente perfeito na LC, devido às diferentes conceptualizações, os tradutores canadenses denominaram equivalência

funcional o caso de soluções aproximativas. Sobre essa questão, Szende afirma que duas

palavras podem ter uma acepção aproximadamente idêntica em parte de seus empregos, enquanto em todos os outros casos possuam um sentido diferente. Segundo o autor, uma certa sinonímia ou intercambialidade funcional ocorre quando:

• duas ou várias palavras apresentam valor aproximadamente idêntico em uma situação precisa e podem, então, ser empregadas em funções similares;

• não há risco de a substituição entre elas causar problema na comunicação cotidiana 40 (idem, p.121).

É importante expor que, para o usuário, que não é um lingüista, a tradução e o estabelecimento das equivalências são sempre possíveis. Assim, muitas vezes o terminólogo/lexicógrafo prefere propor equivalências absurdas ou, até mesmo, criar neologismos, a deixar um vazio em sua obra.

39 D’une langue à l’autre, la désignation d’une même realité est généralement obtenue par des cheminements

différents. Les mots des diverses langues ne sont pas des étiquettes différentes collées sur les mêmes cases. Il n’existe pas deux langues dont les vocabulaires se recouvrent exactement, mot pour mot, toutes les acceptions d’un mot de la langue de départ correspondant à toutes les acceptions d’un mot de la langue d’arrivée. Il y a dans toutes les langues des éléments qui sont comme le dénominateur commun de notre humaine condition – en cela, toutes les langues sont traduisibles- mais chacune porte également l’empreinte lexicale d’une vision du monde particulière, - et en cela, elles sont intraduisibles. Le rédacteur du dictionnaire, étant le plus sovent incapable de proposer une équivalence absolue, se dote donc d’un ensemble de moyens lui permettant de fournir des équivalences relatives, notamment à l’aide d’exemples authentiques (Szende, 1996, p. 126).

40 - deux ou plusieurs mots sont de valeur approximativement identique dans une situation précise et peuvent

donc être employés dans des fonctions assimilables;

- la substitution entre eux ne risque de causer aucun trouble dans la communication quotidienne (idem, p.121).