Bitlis İli Ekonomik Kalkınmasında Sürdürülebilir Enerji Kaynaklarının Önemi
BİTLİS İLİ SÜRDÜRÜLEBİLİR ENERJİ STRATEJİ PLANI Politikaları, Stratejileri ve Planları
Em 1926, alterou-se em parte a reorganização de 1911, tentando ajustá-la às realidades, nacionais e internacionais. Em 1937, sob a orientação de Salazar, simultaneamente presidente do Conselho e ministro da guerra e com uma acção forte e bem estruturada do então subsecretário de Estado do Exército, Capitão Santos Costa, o qual se manteve como responsável pelo Exército até ao posto de General e ministro da Defesa, fazendo sentir a sua acção por mais de 20 anos, reorganiza-se novamente o Exército.
Esta reorganização contraria o conceito da Nação em Armas, ao considerar19 que a “Organização militar do país tem por fim essencial a manutenção da integridade do território e a defesa da soberania do Estado. São seus elementos constitutivos o Exército e a Armada”.
A partir de 1930, o poder efectivo de Salazar afirmava-se cada vez mais, transformando-se em peça indispensável do aparelho político. A formação da União Nacional constitui o factor necessário para que Salazar passe a dispor do suporte político fora das Forças Armadas, pois este último já o detinha à algum tempo.
Salazar preparava o terreno para a grande reforma, com que desejava afastar os militares da política, que tinha sido um facto inegável desde a instauração da I República.
No seu discurso a 30 de Dezembro de 1930 no QG/GML, Salazar tentava suscitar nos militares “um complexo de sentimentos múltiplos. Lisonjeia-os: são os cultores do heroísmo: e as Forças Armadas simbolizam o mais alto expoente dos grandes valores e dos grandes princípios. Nas Forças Armadas se consubstanciam a bravura, a coragem, o desinteresse, o espírito de sacrifício, a entrega total e uma causa que transcende cada um.
... Finalmente, coloca os militares em face das suas responsabilidades: cumpre-lhes defender a Pátria dos seus inimigos externos e internos, identificando-se estes com os inimigos da ditadura, porque esta, por sua vez e no momento histórico, se identifica com os interesses supremos da nação no seu todo. É hábil, e de boa técnica política, e concilia em seu favor uma força decisiva” (NOGUEIRA, 1977b, 104).
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Apesar desta tentativa, o ano de 1931 iria ser conotado como o «ano de todas as revoltas». O saldo da revolta, elevou-se a cerca de 40 mortos e duas centenas de feridos. Salazar atravessa todo este período incólume, aumentando ainda mais o seu prestígio. Recebe das mãos de Carmona a mais alta condecoração nacional – a Grã-Cruz da Torre e Espada, que nunca tinha sido até aqui atribuída a um civil, sendo habitualmente destinada a distinguir grandes feitos em combate.
A 5 de Julho de 1932, Salazar é encarregado de formar governo, e logo desde cedo começou a salientar a necessidade de uma remodelação dentro do Exército, mesmo contra a burocracia do Ministério da Guerra, sempre dentro do espírito de que o país tinha uma dívida em aberto para com o Exército.
A partir de 1934, inicia-se o relacionamento privilegiado entre Salazar e um desconhecido Capitão de nome Santos Costa. Este tinha ideias claras quanto à necessidade de o Exército ser profundamente remodelado na sua organização, e, sobretudo, na mentalidade herdada do período republicano.
No congresso da União Nacional, para se fazer notado, faz uma comunicação sobre a organização do Exército, apontando, sem rodeios, as suas debilidades: “... possuímos uma força armada terrestre, sem finalidade, porque muitas das regras que hão-de regular o seu objectivo, o seu emprego, estão por definir. É preciso falar claro. É necessário dar a conhecer à Nação o que os próprios estrangeiros não ignoram. O nosso Exército não está, presentemente, em condições de satisfazer às três missões essenciais para que um organismo militar é criado: instruir, mobilizar, cobrir.
Faltam-lhe os meios materiais – os armamentos – sem os quais a instrução militar do soldado é uma fantasia e a cobertura é impossível” (MARTELO, 1999, 75-76).
Num «parecer» que Santos Costa envia a Salazar, em 14 de Outubro de 1935 – documento esse no qual o futuro Subsecretário da Guerra dava a sua opinião pessoal acerca de um Programa de Rearmamento para o Exército, afirmava:
“Desde que o Governo aprovisione de material o Exército para fazer dele um instrumento sério, não poderá, decentemente, continuar a comédia que hoje se representa com a instrução do soldado. Não se faz um combatente em dois meses, tempo entre nós actualmente destinado à instrução do recruta de infantaria. Nesse prazo de tempo faz-se, quando muito, um boneco a macaquear o manejo de armas e a calçar umas luvas para depois se apresentar numa parada de avenida. A quase totalidade dos nossos soldados não tem um único dia de instrução de combate. É verdade que a maioria dos nossos quadros não a sabe ministrar, mas esta situação tem de acabar.
... o que não pode continuar é o sistema do Regimento a oitenta Oficiais e Sargentos e cinquenta soldados para impedidos e faxinas...
... o Ministério da Guerra carece de uma profunda reforma de administração e esta somente pode ser levada a cabo por um administrador...” (MARTELO, 1999, 91).
No Conselho de Ministros que se inicia a 10 de Fevereiro de 1936, Salazar expõe as grandes linhas-mestres da grande reforma militar do Estado Novo:
“... serviço militar geral e pessoal para todos os cidadãos; divisão territorial militar do solo nacional em quatro regiões militares e um governo militar (Lisboa); organização imediata de uma Divisão em cada uma das regiões militares e no governo militar; aquisições de armamento para as cinco Divisões (correspondentes aproximadamente a 100 000 homens) e provisão para compra do armamento apropriado a um Exército em mobilização geral (400 000 homens aproximadamente); fortes bases navais em Lisboa, Açores, Madeira, Cabo Verde; manutenção da aeronáutica indispensável à cooperação com as cinco Divisões, sendo de prever desde já a constituição de uma aeronáutica independente, para caça e bombardeamento; artilhar defensivamente os principais portos; manter uma indústria militar capaz de reparar e conservar todo o material de Infantaria e de Artilharia ligeira, de fabricar todas as munições para estas duas armas, e de fabricar todo o armamento a distribuir à Infantaria, Cavalaria e Engenharia” (MARTELO, 1999, 92-93).
Finalmente a 1 de Setembro de 1937, são publicados os primeiros diplomas da reforma militar. A Lei 1960 (Lei de Organização do Exército) e a Lei 1961 (Lei do Recrutamento e do Serviço Militar), ao mesmo tempo que no Ministério da Guerra, se equacionava também o rearmamento do Exército, pois havia a noção de que a reorganização e o rearmamento teriam de caminhar par a par.
A reorganização de 1937 é detalhada em Apêndice D.