3. BÜYÜKŞEHİR KAVRAMI, BÜYÜKŞEHİR BELEDİYELERİNİN YÖNETİMİ İLE
3.7. İlçe Belediyelerinin Teşkilat Yapısı ve Organları
3.7.2. Belediye Meclisi
Com a Revolução Industrial, os portos sofreram as primeiras grandes transformações para se adaptarem aos avanços da tecnologia dos transportes, nomeadamente ao aparecimento do caminho-de-ferro e do navio a vapor, e o aumento das mercadorias a transportar.
A substituição da vela pelo vapor como meio de propulsão e a consequente independência face às condições dos ventos e das correntes marítimas resultou, primeiramente, na alteração das rotas existentes e na modificação da importância de alguns portos de escala tradicionais. Contudo, a forte necessidade de abastecimento de carvão, derivada do grande consumo daquele combustível e do necessário compromisso entre o espaço reservado para o armazenamento da carga e para o carvão a bordo, mantinha a necessidade de muitas escalas. Durante a época em que prevaleceu a navegação a vapor, as condições de abastecimento de carvão e o seu preço jogaram um papel fundamental na concorrência entre alguns portos, nomeadamente nos que desempenhavam funções de escala, contribuindo para a prosperidade de uns em detrimento de outros.
Os primeiros navios a vapor ainda eram construídos em madeira, mas com o desenvolvimento das indústrias siderúrgica e metalúrgica rapidamente se assistiu à construção dos primeiros navios em aço. Os cascos em aço permitiram o aumento das dimensões das embarcações e, simultaneamente, uma maior resistência e capacidade de transporte, obrigando à adaptação das infraestruturas portuárias: cais mais profundos e de maior dimensão, maiores terraplenos e armazéns para a mercadoria. Esta fase ficou marcada pela afirmação e desenvolvimento da função comercial e pela transformação estrutural dos portos através da construção de molhes e docas especializadas para a manipulação de mercadorias.
1.1.3–P
ÓSIIG
UERRAA terceira fase de transformação estrutural dos grandes portos inicia-se a partir do fim da II Guerra Mundial, com o crescimento acentuado do transporte marítimo, em resultado da internacionalização crescente da economia mundial.
A segunda metade do século XX ocasionou um conjunto de profundas alterações nas frotas em virtude de três factores essenciais:
• O incremento do comércio internacional e o consequente desenvolvimento do transporte marítimo;
• A abertura de novos mercados em partes do mundo mais remotas;
• A necessidade de proceder à reconstrução das frotas para responder às perdas ocorridas no decurso da Guerra e fazer face às novas exigências do comércio internacional
• O incremento das distâncias a percorrer pelos navios em consequência do fecho do canal do Suez, em 1956.
As soluções para a crise surgiram ao nível da organização do transporte marítimo e da evolução da tecnologia:
a) Acordos entre as companhias de navegação tendo em vista o fortalecimento do seu equilíbrio financeiro enquanto os governos ofereciam, simultaneamente, ajudas financeiras especiais.
"Este período de mudanças coincidiu com o aumento dos custos do trabalho e dos materiais e com o aumento crescente dos custos resultantes do recurso a tecnologias modernas. Os efeitos destas circunstâncias revelaram-se severos na indústria do transporte marítimo; nos primeiros anos do pós-guerra, os problemas financeiros afectavam a maior parte do "mundo" do transporte marítimo e, à medida que estes foram sendo resolvidos, as ineficiências do passado foram sendo expostas.” (TAKEL:1981, p.49).
b) Transformações no desenho, equipamento e dimensão dos navios, no sentido da sua adaptação aos novos padrões de comércio.
O aumento do porte e da velocidade dos navios permitia a obtenção de economias de escala, mas a maior dimensão dos navios colocava maiores exigências nas infraestruturas portuárias.
FIGURA 3–TIPOLOGIA E EVOLUÇÃO DOS NAVIOS
Fonte: RAMIREZ CASARIEGO ET ALL (1999).
c) Adaptação de novas técnicas de movimentação de mercadorias (handling) com ênfase na procura de métodos de movimentação de granéis;
A introdução de novos equipamentos de movimentação de mercadoria possibilitou um aumento da capacidade, dimensão e sofisticação dos navios e a generalização da utilização de modos de movimentação especializadas. A grande maioria das mercadorias que utilizam actualmente a via marítima é transportada em navios especializados6 – por exemplo superpetroleiros,
graneleiros, navios roll-on/roll-off7, porta-contentores, navios frigoríficos – e
6 A especialização não se confina unicamente ao tipo de mercadorias, mas também à dimensão óptima dos navios. 7 Carga roll-on/roll-off é todo o tipo de carga carregada/descarregada sobre rodas. É transportada, regra geral, em navios especializados e apetrechados com rampas que possibilitam a carga/descarga directamente para o cais.
descarregada através de infra-estruturas adaptadas8 aos diferentes tipo de
navios e de cargas – terminais graneleiros, terminais de contentores, terminais roll-on/roll-off9.
d) A unitização das cargas - o fenómeno da contentorização
Uma das principais alterações nas últimas décadas corresponde ao crescimento da carga geral e da contentorização e ao desenvolvimento de sistemas intermodais de transporte, produzindo importantes mudanças nos portos: desenvolvimento de terminais específicos com grandes terraplenos e novos equipamentos de carga; melhoria das comunicações terrestres e marítimas; meios logísticos para a gestão e organização dos terminais.
e) Racionalização das rotas e dos portos de escala
Paralelamente às alterações verificadas nos navios, verificaram-se modificações importantes na organização do transporte marítimo. Os armadores das linhas marítimas regulares tenderam a optimizar a sua exploração através de economias de escala e da redução dos tempos de viagem, recorrendo, nomeadamente, ao aumento da velocidade, à redução do número de portos a escalar, à diferenciação entre portos “base” ou portos
feeder10 e à diminuição do tempo de paragem em cada porto. Estas medidas
vieram, mais uma vez, provocar alterações na hierarquia do sistema portuário mundial (e muito dos regionais), mas permitiram aos armadores aumentar a rentabilidade dos navios, a qual depende directamente do tempo de navegação: “Tradicionalmente, o processo de transferência das mercadorias de
origem para os mercados apresentava-se, nos casos em que parte do seu trajecto se procedia por via marítima, como uma operação complexa e morosa,
8 A adaptação compreende aspectos tão diferenciados como as características físicas dos cais e terraplenos, a sua organização funcional ou a tipologia dos equipamentos a utilizar.
9 Carga roll-on/roll-off é todo o tipo de carga carregada/descarregada sobre rodas. É transportada, regra geral, em navios especializados e apetrechados com rampas que possibilitam a carga/descarga directamente para o cais. 10 Em regiões em que se dá uma forte concentração de tráfego de contentores com origem ou destino em portos vizinhos, o método tradicional de transporte porto a porto é geralmente substituído pela solução de baldeação (transhipment). O armador selecciona um único porto de escala para os navios de grande dimensão, onde é movimentada a carga com origem/destino noutros portos, sendo a distribuição assegurada por navios de menor dimensão e com menores custos de exploração (feeders).
com grandes necessidades de mão-de-obra nas operações de carga e descarga dos navios. Este problema básico conduziu, no passado, a um ineficiente uso do navio que, naquelas circunstâncias, tende, pois, para assumir a função de armazém flutuante.” (TAKEL:1981, p.48).
Enquanto anteriormente as linhas e as rotas dos navios eram estabelecidas de acordo com as origens e os destinos das mercadorias, privilegiando-se as rotas directas, em atenção à morosidade das operações de carga e descarga dos navios, a partir desta fase são as mercadorias que se ajustam aos percursos previamente definidos pelos armadores, em função dos factores antes referidos (principalmente com o fenómeno da contentorização). Estas modificações operadas pelos armadores obrigaram os portos a terem uma atitude mais dinâmica já que não bastava ficar passivamente à espera dos navios e das mercadorias. Como refere SEASSARO (1993, p.12), assiste-se a uma competição entre portos e regiões no sentido de captar mercadorias e tráfegos em mercados onde a proximidade não constitui já um factor determinante de escolha.
f) O desenvolvimento da indústria portuária
Ainda nesta fase, os portos atraem uma diversidade de indústrias que utilizam o transporte marítimo para a importação das suas matérias-primas ou para a exportação dos seus produtos acabados ou semi-elaborados.
De acordo com ALEMANY (1989, p.38) foram estes processos de concentração industrial que explicam o facto de, actualmente, os grandes portos polarizarem as principais áreas de indústria de base e uma boa parte das indústrias transformadoras11.
11 Dentro das indústrias orientadas para o tráfego portuário, este autor distingue as que têm uma localização directamente dependente do porto e as de localização indirectamente dependente do porto. As primeiras possuem uma forte rigidez de localização nos portos e as segundas estão relacionadas com as importações ou exportações por via marítima. As últimas possuem uma certa independência de localização, mas logicamente encontram-se quase sempre em regiões próximas e de fácil comunicação com o porto.
As características específicas das matérias-primas e produtos que se transportavam por via marítima (petróleo e seus derivados, granéis de primeira ordem – ferro, carvão, cereais, fosfatos, bauxite -, e granéis de segunda ordem – manganésio, soja, sal, cimento, etc.) obrigaram à instalação de grandes depósitos, armazéns e silos em novas áreas dos portos, para recepção e posterior encaminhamento destas mercadorias. Simultaneamente, verificou-se a instalação de indústrias de transformação destas matérias-primas nas áreas portuárias ou nos seus hinterlands imediatos – refinarias, indústrias químicas de base, metalurgia de base de ferro e alumínio –, como forma de se tirar partido das vantagens oferecidas pelo transporte marítimo. HILLING e BROWNE (1998, p. 248) distinguem as seguintes categorias de indústrias portuárias:
• Portos Industriais – que dispõem de instalações portuárias dedicadas às indústrias, nomeadamente refinarias petrolíferas, grandes fábricas metalúrgicas, indústrias químicas e de cimento;
• Indústria Geral Portuária – neste caso, a indústria não dispõe de um terminal dedicado, mas depende directamente do porto para a recepção/expedição de mercadorias;
• Indústria Urbana – a atractividade exercida pelo porto na localização destas indústrias encontra-se relacionada com o papel desempenhado por aquele na concentração da população e criação de um mercado potencial.
O padrão de localização destas unidades industriais é, contudo, diferente de acordo com a natureza das indústrias. No espaço portuário localizam-se as que necessitam das facilidades portuárias oferecidas por estas zonas, podendo as restantes indústrias, que beneficiam dos seus serviços, localizar-se no hinterland.