BÖLÜM 2: BULGULAR VE YORUM
2.5. Bakım Hizmeti Veren Bireylerin Yaşlılar ve Yaşlılık Dönemi Hakkındaki
De acordo com Kang (2004), existem cinco tipos de organizações que lideram as iniciativas de parques tecnológicos (Quadro 21), as quais influenciam diretamente as características da administração do parque. Ressalta-se que os tipos de organizações líderes influenciam os modelos de governança e de gestão adotados pelo empreendimento.
Quadro 21 – Tipos de Organização que lideram iniciativas de Parques Tecnológicos Tipos de Organização
Administrativa Características da Administração
Baseado na Universidade Parques são desenvolvidos em locais ou prédios de pequena escala em razão das limitações financeiras
Liderado pelo Governo
Central Parques são localizados em um local grande para realçar o poder de competitividade nacional Governo Local Parques são desenvolvidos para vitalizar a economia local
Parceria Uma fundação é proprietária e opera o parque
Iniciativa de Construtoras Parques são construídos pelas construtoras como um empreendimento imobiliário
Organização não lucrativa Parques são estabelecidos para vitalizar o desenvolvimento da economia regional Fonte: Hyun (1996) e Lee (1993) adaptação apud Kang (2004, p. 206).
Enquanto empreendimentos complexos, os parques demandam a constituição de uma estrutura de governança que promova a realização tanto da gestão imobiliária quanto da gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do empreendimento (GIUGLIANI, 2011; PORTO et al, 2007a; PORTO et al, 2007b) . A gestão de CT&I é um dos elementos que diferenciam os parques de distritos industriais comuns, uma vez que promove a catalisação do processo inovativo nas empresas, gerando ganhos competitivos para elas.
A Figura 11 apresenta as estruturas macro de governança de um parque tecnológico. Pode-se observar no nível 1 de análise os shareholders do empreendimento, num segundo nível as estruturas de governança corporativa, que visam mitigar os possíveis conflitos entre
shareholders e stakeholders Já no terceiro nível tem-se a estrutura funcional do
empreendimento, que deve tanto promover o retorno aos investidores do empreendimento,
Figura 11 – Estruturas macro de governança de um Parque Tecnológico Fonte: Giugliani (2011, p. 121)
No que tange à gestão do empreendimento parque tecnológico, duas áreas se destacam: a gestão de Ciência, Tecnologica e Inovação - CT&I e a gestão imobiliária (GIUGLIANI, 2011; PORTO et al, 2007a; PORTO et al, 2007b). Esta última está relacionada às operações com os imóveis do empreendimento – tais como venda, aluguel, leasing, construção – as regras relacionadas aos imóveis e à implantação física no parque, e a manutenção dos espaços e serviços de uso comum. A gestão de CT&I está relacionada à “alma do empreendimento”, daquilo que o difere de distritos empresariais de luxo: a transferência de conhecimento e tecnologia. Tal gestão está relacionada ao planejamento, organização, oferecimento e controle de serviços tecnológicos e promoção da interação entre empresas e instituições de pesquisa, dentre outros (GIUGLIANI, 2011; PORTO et al, 2007a; PORTO et al, 2007b). A Figura 12 destaca na estrutura funcional de um parque os dois tipos de gestão.
Figura 12 – Estrutura funcional de um Parque Tecnológico Fonte: Giugliani (2011, p. 128)
Em pesquisa com parques brasileiros, portugueses e espanhóis, Figlioli e Porto (2007) levantaram as seguintes características da composição das organizações gestoras dos parques (Figura 13):
a) Participação ativa de universidades e institutos de pesquisa, que aparecem como participantes em seis dos dez empreendimentos estudados;
b) Poder público municipal está presente nas organizações gestoras de sete dos dez parques estudados, “[...] o que corrobora com a ideia de que o parque, enquanto impactante no desenvolvimento local da região onde se instala, deve ser articulado e promovido com a participação dos governos locais.” (FIGLIOLI; PORTO, 2007, p. 114);
c) Baixa participação de organizações privadas, quando não existem benefícios em operações imobiliárias. Tal característica pode estar ligada ao fato de que os serviços que as organizações gestoras de parques prestam nem sempre são percebidos pelas empresas como “remuneráveis”, tais como a promoção da interação entre as empresas e academia, entre demandantes e ofertantes de tecnologia, o apoio na busca por parceiros de negócios e na elaboração de projetos, entre outros.
Figura 13 – Composição das organizações gestoras dos Parques Tecnológicos estudados Fonte: Figlioli e Porto (2007, p. 112)
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Tecnopuc PI SL Sapiens Biocant Taguspark P T
Cartuja 93
PTA PCB P T
Bizkaia
P T Álava
Inst. de Ensino e/ou Pesquisa Empresas
Associação e entidades empresariais Governo Autônomo
Governo Estadual Governo Provicial
Governo Municipal Entidades de apoio e fomento vinculadas ao Governo Estadual
Entidades de apoio e fomento vinculadas ao Governo Federal Entidade de apoio ao desenvolvimento Local
FLAD Inst. Financeira
Pesquisa realizada entre pela IASP (2013) com parques tecnológicos de todo o mundo vai ao encontro das características apresentadas acima ao demonstrar que a estrutura privada de propriedade é observada em apenas 16% dos empreendimentos; a participação do poder público em 54,6% dos empreendimentos, e que 29,4% são estruturas de propriedade mistas, o que (Figura 14). Desta forma, fica evidenciada a utilização dos parques tecnológicos muito mais como políticas de desenvolvimento regional do que como gerador de retornos para a iniciativa privada.
Figura 14 - Estrutura de propriedade de Parques Tecnológicos no Mundo Fonte: IASP (2013)
Neste contexto, emerge uma questão crítica sobre a vulnerabilidade da operação de parques cuja propriedade é apenas do poder público; vulnerabildade esta intensificada nos casos em que a política de investimentos para este tipo de empreendimento não é de Estado, mas somente de governo.
Para a elaboração do modelo de negócios, esta pesquisa abordará casos de parques tecnológicos liderados por organizações de naturezas diferentes: universidades/ institutos de pesquisa, poder público (em seus vários níveis), empreendedor privado e parcerias, uma vez que a liderança por parte de uma ou outra organização mpactam na estrutura de governança, incluindo a atribuição de responsabilidade pela gestão imobiliária e de CT&I.
Vale ressaltar que neste estudo considera-se que a composição da estrutura de governança formada apenas por órgãos públicos não é a mais adequada para os empreendimentos, considerando uma economia de mercado, uma vez que pode levar à eterna dependência de
Propriedade pública; 54,60% Propriedade privada; 16% Propriedade mista; 29,40%
capital público para a sobrevivência do empreendimento; desta forma, composições mistas ou privadas tornam-se as mais desejadas.
2.4.6 Modelo de Negócio de Parques Tecnológicos e de suas organizações gestoras