V. ARAġTIRMANIN TEMEL KAYNAKLARI
1.1. KĠTAB
1.1.3.2. ġâfiî Usûlcülere Göre Nesh
Os procedimentos e coleta de dados do estudo foram realizadas no Laboratório de Dor e Inflamação em Reabilitação e Estudos do Envelhecimento, Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano, Laboratório de Imunofarmacologia e Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular.
Com a aprovação pelo COEP/UFMG foi iniciado o recrutamento e seleção das participantes, segundo os critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos. O recrutamento foi realizado por meio de busca ativa em centros de convivência, listas de espera de projetos para Terceira Idade e divulgação em jornais locais. Após contato inicial por telefone, eram agendadas reuniões nas quais o contexto, objetivos e procedimentos do projeto eram apresentados às idosas. Para aquelas interessadas em participar, era realizada uma avaliação inicial para coleta de dados clínico-demográficos e verificação dos critérios de inclusão e exclusão do estudo. Todas as participantes do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
Após a avaliação inicial (Apêndice A) as idosas foram alocadas para o GF ou GA. Em seguida, de acordo com a disponibilidade das participantes, foram agendadas as coletas de sangue, para mensuração das dosagens dos marcadores biológicos e genotipagem, e a avaliação física.
A coleta de sangue foi realizada no Laboratório de Dor e Inflamação em Reabilitação e Estudos do Envelhecimento em dias distintos da avaliação física. O sangue foi coletado em repouso, entre 8:00h e 10:00h da manhã para minimizar possíveis efeitos de mudanças circadianas, antes (com intervalo 48 horas após a realização dos testes físicos) e após o programa de treinamento (no mínimo 72 horas após a última sessão de exercício). Foram coletados 5 ml de sangue periférico em tubos a vácuo, por um profissional qualificado, de acordo com as normas de
biossegurança. Os tubos foram levados para centrifugação em 1500 rpm, por 15 minutos (Marca Fanem) e o plasma removido em ambiente estéril e estocado em tubos tipo eppendorfs em freezer a -80ºC.
Na avaliação física foram realizados os testes funcionais e aplicação de questionários específicos, como a Escala de Depressão Geriátrica, Escala de Estresse Percebido, dentre outros (Apêndice B). As participantes foram orientadas a usar calçados e roupas apropriadas para a realização dos testes. Para avaliação da velocidade da marcha a idosa foi instruída a permanecer em pé com os dois pés atrás da linha de início e iniciar a marcha após um comando verbal específico, em velocidade auto-selecionada, por um percurso de 10 metros96.
Para realização do TUG, a idosa foi solicitada a levantar-se a partir da posição sentada em uma cadeira padronizada com 47 cm de altura do assento e sem braços, deambular três metros, girar 180º, retornar para a cadeira e sentar-se novamente95. No TSL a participante foi orientada a se levantar e sentar cinco vezes, na maior velocidade possível, em cadeira padronizada, descrita anteriormente, com os braços cruzados no tronco, na altura do tórax97. A ordem de realização dos testes funcionais foi aleatorizada para cada participante.
A avaliação do desempenho muscular de membros inferiores e avaliação da capacidade aeróbica foi realizada considerando a especificidade de cada treinamento. O desempenho muscular de extensores e flexores de joelho foi avaliado por meio do dinamômetro isocinético no Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano. As idosas foram posicionadas sentadas na cadeira com tronco, pelve e coxa estabilizados por cintos e as pernas pendentes. A distância utilizada entre a borda da cadeira e a fossa poplítea das participantes foi de cinco centímetros. O encosto da cadeira foi posicionado em 85º, e o eixo rotacional do aparelho foi alinhado com o eixo rotacional da articulação do joelho, na altura do côndilo lateral do fêmur. O braço de alavanca foi posicionado paralelamente à perna, com almofada de apoio fixada no terço distal anterior da mesma, imediatamente acima do maléolo lateral (FIGURA 2). A amplitude de movimento de realização do teste foi de 85º, partindo do ângulo de 90º de flexão do joelho. As medidas foram coletadas em ambos os membros, utilizando contrações concêntricas e velocidade angular constante e predeterminada de 60os e 180º/s para flexão e extensão de joelho. A dominância do membro inferior foi avaliada através da pergunta: “Se você fosse chutar uma bola, com qual perna você chutaria?”112. Apenas o membro
dominante foi considerado para a análise estatística, uma vez que não há diferença estatisticamente significante no desempenho muscular entre membros, avaliado no dinamômetro isocinético113,114.
FIGURA 2: Posicionamento da participante para realização do teste de força muscular no dinamômetro isocinético
As idosas foram inicialmente submetidas à familiarização do uso do instrumento, sendo realizadas, em média, três repetições com força sub-máxima. Em seguida, foi medido o torque produzido pelo peso do membro inferior, para correção do efeito da gravidade sobre a musculatura envolvida, conforme instruções do fabricante. Cada participante efetuou uma série de cinco repetições de flexo/extensão do joelho na velocidade angular de 60°/s e 15 repetições de flexo/extensão do joelho na velocidade angular de 180°/s. Durante o teste, as idosas receberam estímulo verbal para mover a alavanca do dinamômetro “o mais rápido e com a maior força possível”. Para a realização do teste foram observados os seguintes princípios do teste isocinético: educação do paciente, familiarização, aquecimento prévio, posicionamento, estabilização e alinhamento articular, correção da gravidade, intervalo de repouso entre as várias repetições do teste e entre as velocidades de teste e encorajamento verbal102.
A capacidade aeróbica foi avaliada por meio do TC6M104. As idosas foram orientadas a caminhar o mais rápido possível, sem correr, em um corredor de 30 metros, durante seis minutos. Antes do início do teste, a idosa foi equipada com um cardiofreqüencímetro (marca POLAR FT) para registro da freqüência cardíaca (FC) a
cada minuto durante o teste. Antes e após a realização do teste, foi aferida a pressão arterial. A escala de percepção subjetiva de esforço (escala de Borg) foi usada ao final do teste. As idosas foram informadas que se necessário poderiam interromper a caminhada durante o teste e permitido reassumir a caminhada a fim de completar os 6 minutos de teste.
Após completar o processo de avaliação, as idosas iniciaram o programa de exercício físico. Ambos os programas foram realizados três vezes por semana, por um período de 10 semanas, sob orientação direta de pesquisadores treinados. Medidas de pressão arterial foram realizadas no início e ao final de cada sessão de exercícios, sendo determinado um valor máximo de 160/90 mmHg para realização da sessão de exercícios. Quando necessário, foram realizadas orientações e encaminhamento médico para controle da PA. Com o objetivo de aumentar a adesão aos programas de exercício foi implementada a reposição das faltas. Após 10 semanas as voluntárias foram reavaliadas seguindo os mesmos procedimentos das avaliações iniciais.
A análise das concentrações plasmáticas de BDNF, receptores solúveis de TNF-α, IL-6 e IL-10 foi realizada pelo método de ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), conforme já descrito, no Laboratório de Imunofarmacologia do Departamento de Bioquímica e Imunologia, conforme previamente descrito. O DNA genômico foi realizada por meio de protocolo de extração por Fenol- Cloroformio no Laboratório de Imunofarmacologia do Departamento de Bioquímica e Imunologia, enquanto a genotipagem foi realizada no Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular, de acordo com procedimentos já descritos.
Em retribuição a participação das idosas na pesquisa foram organizadas visitas educativas no Museu de Ciências Morfológicas do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, cuja proposta é difundir o conhecimento da estrutura e funcionamento do organismo humano, como forma de despertar a consciência para a necessidade e importância do cuidado e da preservação da vida com qualidade. Após a finalização dos programas de intervenção as idosas foram encaminhadas para outros projetos como incentivo à continuidade aos exercícios e manutenção de uma vida ativa.