B) Koruma Amacına Đlişkin Görüşler
II- ÜRÜNÜN ÜRETĐCĐ TARAFINDAN PĐYASAYA SÜRÜLMEMESĐ 161
Foram conduzidos testes experimentais para avaliação dos frutos de café, no sentido de caracterizar as propriedades físicas e aerodinâmicas do produto. Utilizaram-se frutos de café da espécie Coffea arabica L., da variedade Catuaí vermelho e Híbrido Timor do cruzamento da espécie Coffea
arabica L. e Coffea canephora L. O Catuaí vermelho e o Híbrido Timor eram
provenientes da área experimental do Departamento de Fitopatologia da UFV. Foram feitos dois testes, sendo o primeiro com o Híbrido Timor e o segundo com o Catuaí vermelho. Para cada teste experimental, os frutos de café foram colhidos de derriça no pano, sendo submetidos a um processo de classificação e separados na categoria cereja. As seguintes características dos frutos de café cereja foram determinadas: umidade, massa específica real, massa específica aparente, ângulo de repouso, forma e tamanho, peso, esfericidade, coeficiente de arrasto, área projetada, volume e velocidade terminal.
3.1.1. Umidade
As características e propriedades físicas dos frutos de café foram determinadas, para cada teste, em função do teor de umidade. Foi utilizado o método de estufa (BRASIL, 1992) para determinar a umidade, através de uma estufa da marca FANEM, modelo 315 SE, à temperatura de 105 °C, até peso constante. Após a caracterização das propriedades físicas e aerodinâmicas, os frutos de café eram postos em terreiro de cimento e secados, para a obtenção de uma nova umidade. Foram determinadas para cada teste as características e propriedades físicas dos frutos de café para cinco teores de umidade diferentes. Os valores dos teores de umidade dos frutos de café cereja variaram de 70,4 a 11,1%.
3.1.2. Massa específica real
A massa específica real do fruto de café foi determinada pelo método de complementação de volume, desenvolvido por MOREIRA et al. (1985), usando como líquido, nas determinações, o tolueno (massa específica igual a 852 kg/m3).
Uma amostra de 20 frutos de café escolhidos aleatoriamente era pesada. A seguir, utilizava-se uma proveta de 100,0 ± 0,5 ml de capacidade, onde eram adicionados 50 ml de tolueno. Após, colocavam-se os 20 frutos de café e fazia-se a leitura do volume final na proveta. Os volumes dos grãos eram obtidos pela diferença entre o volume final e o volume inicial.
A massa específica real dos frutos foi, então, determinada pela relação entre a massa dos frutos de café e o volume. Foram feitas três repetições para cada teste.
3.1.3. Massa específica aparente
A determinação da massa específica aparente dos frutos de café foi realizada utilizando-se um equipamento da marca Dallemole, esquematizado na Figura 2. A capacidade do cilindro inferior era de 1 litro. Foram utilizadas três repetições para cada teste.
Figura 2 - Esquema do equipamento para determinar massa específica aparente.
3.1.4. Ângulo de repouso dos frutos
A determinação do ângulo de repouso dos frutos de café foi feita com três repetições, utilizando-se um protótipo que simula o estado natural de repouso de uma massa de frutos de café. O aparelho, cujo esquema é mostrado na Figura 3, constituiu-se de um recipiente de madeira, na forma de um paralelepípedo, com uma abertura na parte superior, por onde eram colocados os frutos de café, e uma porta lateral deslizante. Após o recipiente ser preenchido com os frutos de café até uma altura h, a porta lateral era aberta e o ângulo de repouso α era determinado pela equação
= arctg 26,y5 α eq. (11) em que
α = ângulo de repouso (graus); e
Figura 3 - Esquema do equipamento utilizado para determinar o ângulo de repouso dos frutos de café.
3.1.5. Tamanho e forma dos frutos
O tamanho e a forma dos frutos foram determinados a partir das dimensões dos três eixos principais do fruto de café, conforme esquema mostrado na Figura 1. Para determinar as dimensões dos eixos principais dos frutos de café, foi utilizado um paquímetro com capacidade de leitura de 140 mm e escala subdividida com precisão de 0,05 mm.
Para cada teste, dez frutos de café, escolhidos aleatoriamente, após terem as dimensões dos três eixos principais determinadas, eram individualmente pesados numa balança com precisão de 0,01g.
Os valores das dimensões de cada um dos três eixos principais dos frutos, obtidos experimentalmente, foram usados para o cálculo do intervalo de confiança, conforme descrito por MENDENHALL e SINCICH (1992):
⋅ ± = n t X Ic 0,025 σ eq. (12) 26,5 cm y
α
hem que
c
I = intervalo de confiança da dimensão do fruto de café;
025 0 ,
t = valor crítico para distribuição de Student para α igual 0,025; X = dimensão média de cada eixo;
σ = desvio-padrão da dimensão de cada eixo; e
n = número de repetições.
3.1.5.1. Esfericidade
A esfericidade foi determinada utilizando-se as dimensões dos três eixos principais, determinadas experimentalmente, e a equação (7).
3.1.5.2. Área projetada
Considerando as dimensões dos frutos caracterizadas na Figura 1, o valor da área projetada foi determinado pela equação (9).
3.1.5.3. Volume do fruto de café
O volume dos frutos de café foi calculado em função dos três eixos principais e pela equação do volume de um elipsóide descrito por SPIEGEL (1973):
(
a b c)
Vol . . 6 ⋅ = π eq. (13) em queVol = volume do fruto de café (m3).
3.1.6. Velocidade terminal experimental
Para a determinação da velocidade terminal, utilizou-se um dispositivo constituído de um ventilador centrífugo que fornecia um fluxo de ar ascendente, cuja vazão de ar era regulável. Este dispositivo foi acoplado a um tubo de
acrílico transparente de 93 mm de diâmetro e 2,0 m de comprimento. A amostra do fruto de café era disposta em um compartimento telado, posicionado a 1,0 m da extremidade superior do tubo de acrílico. A amostra foi submetida a um fluxo de ar, que era aumentado até a flutuação e o equilíbrio dos frutos de café na corrente de ar. A seguir, a velocidade do ar era determinada utilizando-se um anemômetro de fio quente, analógico, da marca KURZ, modelo série 440.
As determinações experimentais das velocidades terminais dos frutos de café das variedades Catuaí e Híbrido Timor foram efetuadas utilizando-se amostras contendo 1, 5 e 10 frutos de café. Para cada amostra foram realizadas três repetições.
3.1.7. Coeficiente de arrasto
O coeficiente de arrasto foi determinado utilizando-se a equação (1) e os valores de velocidade terminal determinados experimentalmente.
3.1.8. Velocidade terminal calculada
Para calcular a velocidade terminal de um grão, é necessário conhecer a relação entre o número de Reynolds e o produto do coeficiente de arrasto pelo quadrado do número de Reynolds. Essa relação foi obtida realizando-se uma análise de regressão dos dados apresentados por MOHSENIN (1970) para corpos arredondados, tendo sido obtida a seguinte equação: