3. İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
3.2. Öz-yeterlik ile İlgili Araştırmalar
3.2.3. Öz-yeterlik ile ilişkili olan çeşitli etkenler ile ilgili araştırmalar
Já no início dos anos de 1970, as visões que foram surgindo e se desenvolvendo antes, durante e depois das ideias gerativistas, que consideravam como objeto de estudos as questões da fala e dos aspectos discursivos da linguagem em contextos de uso, desencadearam "o surgimento de várias tendências, como a Sociolinguística, a Linguística Textual, a Análise do Discurso, a Análise da conversação, entre outras" (PEZATTI, 2007, p. 166-7). Ainda segundo Pezatti, a Teoria Funcionalista também faz parte dessa tendência e se divide em algumas escolas – "o funcionalismo moderno é, de certo modo, um retorno à concepção de linguistas anteriores a Saussure". A relação abaixo expõe as principais tradições e os seus maiores expoentes, a saber:
- Escola Linguística de Praga (desde 1920) – Jakobson
- Tradição antropológica/etnográfica americana – Sapir, Pike e Hymes - Tradição britânica – Firth e Halliday
- Tradição filosófica – Austin e Searle
O funcionalismo (que toma a língua/gem como um fenômeno social) em oposição ao formalismo, incluindo aqui o gerativismo (que toma a língua como um fenômeno mental), aparece na obra de Dik (1978 apud FIGUEROA, 1994) como um dos grandes paradigmas na
144 linguística– ao lado do paradigma formal. Figueroa (1994), partindo da visão de Dik e da divisão em Markova entre os arcabouços cartesiano e hegeliano, faz a correspondência do paradigma formal com o arcabouço cartesiano e do paradigma funcional com o arcabouço hegeliano104.
As preocupações de FIGUEROA (1994, p. 25; tradução nossa) centralizam-se na compreensão do lugar da sociolinguística dentro dessa discussão paradigmática. Para a autora, a sociolinguística pode, sem sustos, ser compreendida como parte tanto do arcabouço hegeliano, quanto do paradigma funcional – e isso por duas razões: "as questões teóricas historicamente levantadas na sociolinguística, e, o tema da sociolinguística é consistente com tal abordagem". Mas as conclusões dessa reflexão partem da noção de que para Markova (1982 apud FIGUEROA, 1994) a linguística funcionalista se agrupa dentro do arcabouço hegeliano, o que leva a crer que a sociolinguística também pode ser categorizada como parte do arcabouço hegeliano de Markova. Essa autora, ainda, enfatiza que "o paradigma da ciência normal em psicologia, e em todos os campos ´científicos´, incluindo nesse aspecto a linguística, tem sido tradicionalmente o arcabouço Cartesiano e não o arcabouço Hegeliano" (p. 27; tradução nossa).
Esse fato coloca as ciências cognitivas (reconhecidas também pelo termo geral de cognitivismo clássico) dentro do arcabouço cartesiano.
Referimo-nos às ciências que surgiram a partir da década de 1950 como, por exemplo, a linguística cognitiva e/ou psicolinguística (de linha fundamentalmente gerativista) e a psicologia cognitiva (não-skinneriana), influenciadas pelas reflexões do raciocínio matemático e computacional da época e com o projeto da Inteligência Artificial (KOCH & CUNHA-LIMA, 2007). Isso devido ao fato de que o cognitivismo clássico considerava como objeto de estudos os processos mentais e a mente em seus aspectos mais biológicos, ou seja, deslocados de aspectos socioculturais.
FIGUEROA (1994, p. 27; tradução nossa), diante da noção de Kuhn de ciência normal e sendo o paradigma linguístico formal reconhecidamente como parte constitutiva do arcabouço cartesiano, pontua que a "sociolinguística pode ser vista como parte de um paradigma científico revolucionário em desenvolvimento, que oferece uma alternativa para as normais concepções cartesianas". Nesse contexto, FIGUEROA (op. cit, p. 27; tradução nossa) considera a sociolinguística como uma metateoria que é compreendida pela autora como "as crenças subjacentes que geram uma abordagem particular ou, ainda, um pressuposto teórico
104
145 ou ideológico".
A noção de metateoria, em nossa visão, se equipara ao que KUHN (1962/2001) considera como paradigmas como exemplos compartilhados, e MASTERMAN (1979) como paradigma metafísico ou metaparadigma105. Partindo desse raciocínio podemos, ainda, avaliar que o que Markova (1982 apud FIGUEROA, 1994) enfatiza como arcabouços cartesiano e hegeliano podem ser considerados como paradigmas como a constelação dos compromissos de grupo ou paradigmas sociológicos (no sentido de Kuhn) e/ou de paradigmas sociológicos (no sentido de Masterman)106.
Assim, a sociolinguística pode ser considerada: 1º) como um paradigma como exemplos compartilhados, que possui em sua natureza um emprego mais restrito; 2º) como um subconjunto do paradigma sociológico (o hegeliano) que, por sua vez, possui um emprego mais global (KUHN, 1989c). Da mesma forma, podemos pensar o enquadramento das ciências sóciocognitivas (sociocognitivismo), como, por exemplo, a psicologia social e a psicolinguística (pós-chomskyana).
O sociocognitivismo surge a partir da década de 1970 quando o cognitivismo clássico, vinculado aos estudos teóricos gerativistas, deixa de saciar as expectativas de obtenção de resultados experimentais. Diane disso, essa nova tendência tira o seu foco tão somente da sintaxe e o lança, ao se sentir atraída pelos estudos do discurso, na semântica e na pragmática, verificando, uma "necessidade de desenvolver um modelo de cognição que seja socialmente constituído e também de investigar maneiras pelas quais a sociedade dá forma à cognição" (KOCH & CUNHA-LIMA, 2007, p. 298).
A psicolinguística, desde então, passa por profundas modificações e seus interesses de estudos vão além das estruturas linguísticas isoladas para se tentar entender os processos cognitivos. Nessa linha de reflexão, compreende-se que as estruturas "são adquiridas juntamente com os conceitos semânticos, com as funções discursivas, mas são sobretudo um produto de princípios cognitivos". Nesse contexto, "as experiências do indivíduo ao falar, ao escrever, ao ouvir e ao ler" passam a ser consideradas nos estudos científicos, o que faz com que a área de pesquisa se amplie consideravelmente, possibilitando vários recortes de investigação, como "a produção e interpretação de enunciados, a memorização, o pluralismo, as patologias e a aquisição da linguagem" (DEL RÉ, 2006, p. 15).
Assim, compreendemos que também a psicolinguística (pós-chomskyana) – assim como a sociolinguística – pode ser considerada: 1º) como um paradigma como exemplos
105 Cf. subtópico 2.2.3.1 deste capítulo. 106
146 compartilhados – que possui em sua natureza um emprego mais restrito – e 2º) como um subconjunto do paradigma sociológico (o hegeliano) que, por sua vez, possui um emprego mais global (KUHN, 1989c).