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Örgüt‟ün Siyasal Görünürlüğü ve Devletle Olan ĠliĢkisi

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

3.4. FETHULLAH GÜLEN ÖRGÜTÜ

3.4.5. Örgüt‟ün Siyasal Görünürlüğü ve Devletle Olan ĠliĢkisi

á, no texto de Uslar Pietri, representado pela voz do narrador, o exagero no uso de uma linguagem imagética repleta de metáforas e alegorias, com o propósito de criar uma impressão ilusória de beleza e abundância de elementos sensoriais (cor, som etc.). A exuberância da selva é apresentada de maneira idealizada e cruel, sincronicamente. Vimos tais características em nosso estudo supracitado sobre o

Barroco estético, intitulado “Barroco estético e o redescobrimento da mestiçagem

hispano-americana”, as quais são cultivadas por Uslar Pietri em seu intuito de

expressão da realidade americana, alcançado na obra.

O som das águas dos rios, da chuva e da tempestade, por exemplo, garantem esta riqueza sensorial ao leitor, assim como a abundância de metáforas na descrição da natureza demonstram este espírito barroco nas artes desenvolvidas na América do século XX. Tal como vimos no capítulo de fundamentação teórica, o léxico, cuja intensidade semântica e a capacidade sugestiva acaba por impor-se como linguagem barroca, como o caso dos adjetivos, por exemplo, tão fundamentais para esta estética, constitui um dos principais recursos utilizados por Uslar Pietri na criação do romance.

O aspecto animalesco do humano, em sua manifestação selvática, igualmente, ocupa lugar de destaque na narrativa, tanto pelo uso de adjetivações constantes, enriquecendo as reações, os sentimentos, as ações espontâneas dos personagens, quanto pela capacidade do autor de expressar seus sentimentos mais profundos da alma, ora em suas angústias e agonias, ora em suas expectativas:

Una incontenible movilidad agitaba aquel revuelto conjunto de seres. Violentas disputas estallaban a cada paso. Había quienes desde un caballo, con encendido gesto, hablaban atropelladamente a otros, que apenas se detenían para oírlos.

- Hay que hacer un escarmiento. No podemos seguir tolerando esto. Que a lo menos le corten la cabeza a ese bendito maestro Juan Corzo para que vaya a hacer naves a los infiernos.

- ¿Qué esperamos para volvernos y abandonar esta maldita expedición? vociferaba otro.

Y outro exclamaba:

- Que me devuelvan mis haberes, mi buen dinero que en buenos doblones di para esta función de bobos. Que se queden los que quieran; yo y muchos nos vamos a otra parte.

Alunos permanecían silenciosos en la orilla del río contemplando los restos del desastre. Maderos y pedazos de embarcaciones, que no había arrastrado la corriente, eran llevados hacia la orilla por nadadores

desnudos, donde los carpinteros les arrancaban los clavos, los hierros y las jarcias. (USLAR PIETRI, 1956:206)

Verificamos um forte contraste entre expectativa e realidade, neste instante do relato, acarretando reações das mais contrastantes por parte dos personagens: do silêncio ao esbravejo, da agitação à observação, da busca por solução à passividade, do desejo de abandono em relação à busca pelo Eldorado à resiliência de alguns, são muitos os sentimentos expressos por esta natureza humana desnudada pelas circunstâncias.

Ocorre que, terminada a construção dos barcos, algumas embarcações obtiveram êxito ao iniciarem a excursão, apesar da exposição da madeira fresca à água e excessiva umidade. Porém, dentre as onze embarcações feitas pelo maestro Juan Corzo, capazes cada uma de levar cerca de uma centena de passageiros, além de cavalos, homens de serviço e bagagem, muitas foram à pique tão logo começaram a ser cheias. Quase toda a bagagem se perdeu, alguns homens repletos de armas não conseguiram suster-se na água e se afogaram, outros lograram salvar-se, regressando à terra firme, fugindo, em seguida, espantados, até o monte. Apenas três embarcações se salvaram.

A massa humana desesperava-se, mulheres choravam e alguns recorriam às superstições, aumentando o mal estar dos demais com trágicas previsões. Ursúa ditava providências, ignorava os anúncios de fatalidade, e tratava de reerguer os ânimos: “Las grandes empresas tienen sus tropiezos y sus dificultades y por eso mismo dan fama y riqueza. No vamos a creer que se acabó el mundo porque zozobraron tres barquichuelos.” (USLAR PIETRI, 1956: 207)

Abandonariam, certamente, muitos animais e tardariam muitos dias naquele lugar até que novas embarcações fossem construídas. Quase não havia mais recursos e o grupo começou a dividir-se entre aqueles que foram recrutados para a obra de reconstrução de balsas e os que foram presos pela rebeldia de ansiarem por regresso.

A cosmovisão mágica concernente à conquista do reino do Eldorado representa, para os espanhóis, a motivação necessária no enfrentamento das intempéries sofridas junto à natureza, cuja vitória lhes garantiriam honra e dignidade: El gobernador hubo de hablar de nuevo a todos. Subido a una piedra y rodeado de sus capitanes, les habló con calor y persuasivo acento.

- No permitáis – les decía –, que el primer tropiezo os amilane. Esta es empresa de hombres, de mucho esfuerzo y mucha gloria, y lo que hasta

ahora nos ha pasado es cosas de niños junto a las grandes pruebas que muchos de los que van aquí pasaron en las guerras del Perú. Hemos salido a conquistar el reino de los Omaguas y El Dorado y habremos de hacerlo aun cuando para llegar los muchachos hayan de ponerse viejos en el camino. No vamos a tener aquí el triste privilegio de que ésta sea la primera vez en la que se hayan vuelto atrás los españoles. (USLAR PIETRI, 1956:208)

No entanto, a escassa comida; os constantes roubos de dinheiro, roupas e armas; a morte de animais para servirem de alimento, a contragosto de seus donos; a incontida violência e amarga desesperança tornavam a situação insustentável. Assim que algumas barcas ficaram prontas, ainda que visivelmente insuficientes para abrigarem todas as pessoas, animais, armas e bagagem, Pedro de Ursúa decidiu partir. A iminência de abandono de todos os pertences, mantendo apenas o indispensável, ocasionou nova explosão de descontentamento e fúria nos viajantes.

Os cavalos, por exemplo, eram parte da vida daqueles homens e apenas os pertencentes aos líderes principais da expedição puderam ser levados, totalizando vinte e sete animais. Algumas espécies de animais, assustados com a movimentação, caíram na água por infortúnio, afogando-se. De todos os tripulantes, exceto doña Inés obteve o privilégio de levar tudo o que possuía.

Era o meio-dia de 26 de setembro de 1560 e todos embarcaram, apertados, quase sem espaço para mover-se. Antes de partir, pela manhã, o padre Henao celebrou a missa, invocando a ajuda divina para a grande aventura que começava. No altar improvisado, de costas para a selva e de frente para o rio, o padre coberto com todos os seus ornamentos, celebrou o culto, enquanto soldados, mulheres, índios e negros o cercavam. Faz-se pertinente observar que tal menção ao

posicionamento territorial dos aventureiros – de costas à selva e voltados ao rio –

conforme a narrativa, anuncia de antemão o que ocorreria em seguida no romance: um deslocamento da centralidade da natureza, em suas manifestações como a grande personagem no espaço geográfico da selva para o espaço do rio Amazonas. Uslar Pietri compreende, com maestria, o diálogo que a sociedade exerce com o território usado. Tal diálogo inclui tanto o natural quanto o artificial, tanto a herança social quanto a sociedade em seu movimento atual. Quer dizer, o território em si, torna-se fundamental para a análise social dentro do contexto da narrativa, quando pensado a partir de seu uso, ou seja, quando o pensamos juntamente com os atores que dele se utilizam. Nesta pesquisa, adotamos o conceito de território definido pelo geógrafo Milton Santos (2001), no livro Território e Sociedade:

entrevista com Milton Santos, tal como descrito neste parágrafo, posto que, na visão do autor, cada ação social inclui a Terra e os seres que a habitam e cada situação

seria outra, em caso de que fossem outros também o território e o seu uso76.

Trata-se de uma compreensão do espaço e o corpo em sua inseparabilidade, sendo o espaço construído aquele que nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo, etc. Em El camino de El Dorado (1947), o espaço não funciona apenas como uma estrutura visível e funcional, mas engloba, sobretudo, instrumentos de sentido, de experimentações.

Com os negros e os prisioneiros por rebeldia nos remos de todas as barcas, as embarcações, finalmente, partiram. Percebe-se, na narrativa de Uslar Pietri, claramente, a característica da linguagem barroca de inversões sintáticas, em que substantivam-se adjetivos, adjetivam-se substantivos e verbalizam-se expressões não verbais:

Aun los más rudos y torpes, rezaban las cortas oraciones que sabían. Tenían la confusa sensación de que de allí en adelante dependían por entero de la Providencia. Desde mucha barba, doblada sobre el pecho, se elevaba, con brutal simplicidad, la plegaria de aquellos rudos corazones. Rezaban, con lentitud, lagunas y olvidos el Credo, y luego añadían, como en un soliloquio de obsesionado:

- Y sácanos con bien, Señor, y danos fortuna y salud, y fuerza y haznos volver ricos y famosos. (USLAR PIETRI, 1956:212)

Além de os recursos estilísticos barrocos, o espírito crioulo, tipicamente barroco, está irrefutavelmente representado na obra, por meio da simbiose entre índio nascido no continente americano, negro africano e branco vindo da Europa, causadora de uma mestiçagem excepcional. A complexidade da natureza e vegetação americanas coroam este processo autêntico tanto na geografia quanto na realidade histórico-cultural. Percebe-se o barroquismo no estilo, na visão dos contextos históricos, na percepção da figura humana.

Como fora anunciado, o rio Amazonas ganhou destaque singular na narrativa, com a partida do grupo:

A poco de salir entraron al raudal. La corriente del río se aceleraba y agostaba y se oía el fuerte rumor del agua que saltaba entre las rocas y los arrecifes que esteraban el lecho en aquel paso. Muchos, temerosos, se pusieron en pie, para avizorar mejor lo que podía ocurrir. Las voces de los pilotos les ordenaron sentarse y estarse quietos para no agravar los riesgos del paso. Hacia una orilla, entre dos grandes rocas, el agua parecía más profunda y menos agitada. Por allí se encaminaron todos. Las balsas

76 Para os que desejem um aprofundamento no tema do território, sugerimos a leitura do livro Território e Sociedade: entrevista com Milton Santos, 2001.

saltaban pesadamente, y con los remos, desde las bordas, las mantenían alejadas de los filos de las rocas. (USLAR PIETRI, 1956:213)

Após um longo dia de navegação, o grupo decidiu pernoitar à margem do rio: Al llegar la tarde resolvieron acercarse a la orilla para pernoctar, por temor de tropezar en la oscuridad con algún bajo o raudal. Los más descendieron a tierra. Encendían fuego, desentumecían las piernas, preparaban de comer y se tendían envueltos en sus mantas bajo la inmensa noche estrellada junto al rumor del agua y el rumor vasto y confuso de la selva. Los enfermos y algunos otros permanecían en las embarcaciones. Habían entrado en un mundo distinto al de las chozas. Un mundo que se ampliaba y cambiaba cada día. (USLAR PIETRI, 1956:214)

Cada vez mais o rio se estendia e se distanciava da margem. A água refletia a cor do céu e, ao longe, na grande mancha luminosa, tão somente flutuava a escura sombra da beira do rio. Das balsas mais atrasadas, se viam as outras embarcações de uma impressionante pequenez entre a imensidão da paisagem. O rumo inicial era o povoado dos Caperuzos e, nas primeiras horas da tarde, já se podia contemplar o som de tambores ressoando poderosamente, além de numerosos índios alinhados, vestidos com uma longa blusa pintada de muitas cores, usando, ainda, uma espécie de touca ou boné, característica da região, em função de os espanhóis os chamarem caperuzos. De cara pintada com listras vermelhas, todos os índios tinham arcos e flechas nas mãos.

Los soldados que venían hambrientos empezaron a devorar las comidas que les ofrecían y a beber chicha en gran cantidad. Mientras comían y bebían, reían y gritaban como niños, los indios los observaban silenciosamente y sin mezclarse con ellos. Algunos por señas cambiaban baratijas por yuca, chicha o gallinas de monte. Otros tomaban las armas de los indios para verlas, sopesarlas y esgrimirlas. (USLAR PIETRI, 1956:216) Os lugares americanos, com suas gentes e natureza vão penetrando nos velhos moldes de costumes europeus e, deste compartilhamento, surgem novas vozes, novos tons. Conforme a definição de Lezama Lima (1988), como estudamos no subcapítulo concernente ao Barroco estético, o Barroco na América representa aquisições de linguagem ímpares no mundo, retratando formas de vida e de curiosidade. Exprime, ainda, o misticismo que se prende a novos módulos para a prece, e a novas maneiras de saborear e de tratar os manjares, exalando, assim, um viver completo, refinado e misterioso, teocrático, ensimesmado, errante na forma e arraigadíssimo nas suas essências. Tal definição simboliza, apropriadamente, a especificidade de estilo, linguagem e mitologia das citações compartilhadas nesta etapa, oriundas do romance El camino de El Dorado (1947).

Como se pode verificar na surpreendente narrativa:

Un soldado cogió de las manos de un indio el largo y pesado canuto de la cerbatana y le preguntó por gestos como se manejaba. El indio recuperó la vara hueca, sacó de un atado un fino y pequeño dardo con una mota de algodón en un extremo, lo colocó en el hueco y aplicando la oca sobre él sopló con fuerza. Se oyó silbar el dardo en la noche hacia el río. El soldado quiso probar a su vez y tomó la cerbatana, pero el indio se resistió a darle ningún dardo. Trató el soldado de arrebatárselo, del atado que llevaba a la espalda, por fuerza. Hubo una breve lucha. Tan silenciosa y breve que nadie la advirtió. El español cogió el dardo. Sintió la breve punzada de la aguda punta en un dedo. Pero no pudo hacer más. Sintió una gran pesadez y torpeza como si todos los miembros empezaran a hinchársele y aflojársele. Ya no podía mover los brazos. No podía gritar. Una lengua enorme le colmaba la boca. Le parecía estar flotando en el aire. Empezó a ver borroso. Dos rostros, tres rostros, cuatro rostros del mismo indio. Los veía desde abajo. Se había caído. Ya no lo veía. (USLAR PIETRI, 1956:216)

O romance histórico contemporâneo amplia a linguagem anacrônica desenvolvida pela fundação colonialista de origem rumo a uma expressão social e mítica do povo latino-americano. Como observado no capítulo anterior de fundamentação teórica, cada escritor, embaixador desta era, desempenha um papel compensador e liberador da língua, cujos jogos de palavras, sarcasmos e onomatopeias podem surpreender a um leitor clássico europeu, mas expressam uma linguagem barroca inconfundível, embora com características especificamente americanas.

Retomando Omar Calabrese (1992), quando caracteriza o Neobarroco, tomado nesta pesquisa como Barroco estético, enquanto nodo e labirinto, ou seja, ponto de interseção e emaranhado de caminhos, percebemos a presença clara de tais figuras estéticas na narrativa em questão. Seja em forma de metáforas ou de estrutura de pensamento, trata-se de um romance cujos eventos narrados apontam para um entrecruzamento histórico-cultural tão inóspito em seu emaranhado de bifurcações e consequências quanto riquíssimo em seu nodo intercessor, vinculador de formas de vida.

A própria complexidade constitui um princípio estético barroco, como elucidado por Omar Calabrese (1992), justificada, talvez, por duas de suas outras facetas: a perversão e a distorção dos sistemas de ordem vigentes. Com Severo Sarduy (1999), observamos que os espanhóis, desde o seu primeiro equívoco de crerem tratar-se das Índias até o reconhecimento oficial da Independência, no século XIX, tardaram em mensurar que chegaram a um novo continente. Buscaram e acreditaram encontrar na América tudo o que a herança da Antiguidade Clássica e

judia havia conservado em seus admiráveis mitos: o Paraíso Terrenal, a sobrevivência da Idade de Ouro, as tribos perdidas de Israel, as Amazonas, a Fonte da Eterna Juventude, os grandes rios que saíam do Éden, os homens sem cabeça, a terra do bem, da riqueza e da justiça.

De volta à navegação, após uma parada curta em Caperuzos, esse entendimento pode ser comprovado na obra de Uslar Pietri (1947), em seu detalhamento sobre a convivência entre brancos, índios e negros, imersos numa natureza extravagante, rumo à terra do bem, da riqueza e da justiça:

Todo era extraordinario y desconocido. Pero no parecían sentir gran sorpresa ante aquel mundo de la vida del río inmenso. Era como si lo vieran de lejos y con despego, buscando otra cosa. Parecían, además, fríamente entregados al azar y a sus consecuencias. Iban enfrascados contando los cuentos de sus pasadas aventuras, o los recuerdos de sus pueblos o solazados en los planes de lo que iban a hacer cuando volvieran ricos. (USLAR PIETRI, 1956:217)

Ou, pode ser corroborado, ainda, em seu detalhamento sobre o esplendor do rio Amazonas e sua experimentação inédita, atraente e terrífica:

[…] los hombres sentían la avasalladora presencia de lo desmesurado y de lo misterioso. Era el mundo infinito de aquella agua viva que se multiplicaba en el cauce inmenso y que rodaba, con sus troncos, con sus animales, con sus ruidos hacia un rumbo desconocido, que nadie podía modificar. Y era también el mundo infinito de la selva espesa, impenetrable y desconocida llena de una vida huraña, pululante y temible. Esa presencia los rodeaba con aspectos cambiantes, en todas las horas y en todos los sitios. Nunca llegaban a sentirse solos, y nunca llegaban a sentirse confiados y tranquilos. (USLAR PIETRI, 1956:220)

Nunca, de uma forma ou de outra, o poderio sinistro da selva deixava de manifestar-se:

Una tarde al atracar, un soldado se internó en busca de frutas silvestres. A poco andar encontró un árbol cargado de guayabas. Para alcanzarlas apoyó una mano en la horqueta del tronco. Sintió un ligero golpe en el dorso de la mano, casi un rasguño, y al volverse vio dos redondos puntos de sangre y cerca de ellos la chata cabeza oscura de una serpiente que estaba enrollada en la rama. […] Retiró la mano herida y con la otra sacó la espada y lanzó un tajo que partió en dos la culebra. Iba a continuar cogiendo las frutas, pero sintió un agudo y quemante dolor que le recorría el brazo y le subía hacia el corazón. Quiso devolverse hacia donde estaban sus compañeros y éstos lo vieron llegar dando traspiés y caer desmayado. A poco de anochecer había muerto. (USLAR PIETRI, 1956:223)

Em continuação, apresentamos outro relato interessante comprobatório do poder da selva na narrativa:

Otro día, mientras navegaban, otro soldado, jugando a las armas con un compañero recibió una pequeña herida en el antebrazo. Le corría sangre, y después de arremangarse, sacó el brazo por la borda y lo metió en el río

para lavarle. A poco le oyeron prorrumpir en gritos terribles. Los que corrieron a socorrerlo vieron que junto al brazo sumergido, el agua estaba rojiza de sangre y hervía del revoloteo de innumerables peces que lo asaltaban a dentelladas. Cuando lograron sacárselo, del brazo no le quedaban, sino los huesos sanguinolentos desnudos. La sangre le corría a raudales. Mientras lo ataban y curaban, como podían, los indios servidores les explicaron que aquellos eran unos peces, que, en numerosos bandos atacaban y devoraban cualquier ser vivo que tuviese una herida o mancha de sangre fresca. Sin esto, uno podía sumergirse en medio de ellos sin riesgo. (USLAR PIETRI, 1956:223)

Lembramo-nos, neste instante, da perspectiva foucaultiana no tocante à linguagem, a qual, na modernidade, abre passagem a caminhos emaranhados, de combinações estranhas que o nosso costumeiro nomear, falar e pensar não dão conta de tornar previsível. As palavras e as coisas perdem sua sintaxe, como estudamos em Foucault (1995), adquirindo, por meio da criação literária, uma nova semântica. Para Foucault (1995), de acordo com nosso aprofundamento teórico, os

códigos fundamentais de uma cultura – aqueles que regem sua linguagem, seus

esquemas perceptivos, suas trocas, suas técnicas, seus valores, a hierarquia de

suas práticas – fixam, logo de entrada, para cada homem, as ordens empíricas com

as quais terá de lidar e nas quais se há de encontrar.