1.3. ÇALIŞMA SÜRESİNİN DÜZENLENMESİ
1.3.1. Türk Hukukundaki Çalışma Sürelerine İlişkin Düzenlemelerin Tarihsel
1.3.2.3. Çalışma Sürelerinin Dağıtımı ve Yoğunlaştırılmış İş Haftası
Os propósitos do estudo me encaminharam para uma abordagem metodológica de caráter descritivo-interpretativo. Segundo Lüdke e André (1996), esse tipo de investigação constrói-se a partir de uma estrutura dinâmica e flexível, nos permitindo: captar as relações internas entre os diversos elementos que conformam nosso interesse de pesquisa; ampliar a visão acerca da realidade investigada; dimensionar o olhar na perspectiva de integrar o objeto do estudo ao contexto mais amplo no qual se insere e, dessa forma, perceber as relações de interação dos elementos que compõem a investigação; articular um planejamento que vai se construindo no processo de aproximação com a realidade investigada; definir uma amostra intencional; optar por técnicas de coletas de informações mais abertas, como forma de melhor captar/compreender o processo de formação continuada de professores em estudo.
Elegeu-se a política de formação continuada de professores do projeto Escola Cabana da SEMEC como objeto da pesquisa, considerando que nos últimos sete anos, em Belém, se tem presenciado inúmeros esforços no sentido de configurar um amplo processo de formação continuada. Nessa direção, os docentes têm sido chamados a compreender que a ação pedagógica exigida precisa estar além das formas convencionais historicamente adotadas no processo ensino-aprendizagem.
A SEMEC, ao idealizar um modelo de formação continuada pautado no princípio da cotidianidade, busca romper com as práticas tradicionais de treinamento, construindo, dessa forma, uma nova perspectiva que tem a escola como o locus dessa formação. O projeto instituído pela Escola Cabana entende que os educadores precisam deslocar-se de uma posição de receptores e porta-vozes de conhecimentos para uma postura de investigadores e produtores de conhecimento sobre sua própria prática pedagógica em conjunto com os educandos. O discurso oficial produzido pela SEMEC informa que “a formação visa fortalecer a autonomia e
auto-estima desses profissionais, valorizando sua prática, provocando a reflexão sobre ela e possibilitando melhor compreensão teórica das concepções envolvidas no trabalho pedagógico” (SEMEC, 2002:10).
Para desenvolver a formação continuada de professores na perspectiva de dar conseqüência a uma reforma educacional inovadora, nos moldes do que propõe a Escola Cabana, o município de Belém tem recebido investimentos de diversas
agências de financiamento externo como Banco Mundial, Raytheon Company9 e Unicef e, em nível interno, a prefeitura de Belém capta investimentos que se originam no Ministério da Educação, através do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Para o desenvolvimento desta pesquisa, busquei procedimentos que me permitissem indagar e compreender os principais traços da política de formação continuada de professores do município de Belém a partir das ações anunciadas pelo governo municipal e institucionalizadas pela SEMEC, assim como através da fala dos professores e gestores envolvidos na dinâmica de formação institucional.
Em termos de política educacional, Belém possui um sistema próprio de educação. Instituído com a publicação da Lei nº 7.722 de 07 de julho de 1994, o Sistema Municipal de Educação de Belém compreende a Secretaria Municipal de Educação e o Conselho Municipal de Educação, este último tem como função a fiscalização e normatização do Sistema.
A aludida Lei assim define o Sistema Municipal de Educação: “é a
organização conferida à educação pelo Poder Público no âmbito municipal”. Os
preceitos legais conferidos ao Sistema compreendem:
I- Princípios, fins objetivos da ação educativa previstos nas Constituições Federal e Estadual e na Lei Orgânica do Município, ressaltando-se a universalização quantitativa e qualitativa do 1º grau, a gratuidade da educação pública, a progressividade de atendimento à educação infantil e a adequação dos conteúdos programáticos e modos de gestão, onde couber, à realidade local;
II- Normas e procedimentos que assegurem unidade e coerência interna do seu sistema social e fator de sua transformação de modo a permitir o exercício da função federativa municipal de supervisão e normatização de toda e qualquer atividade educativa no âmbito geográfico do Município de Belém;
III- Órgãos e serviços por meio dos quais se promoverá a ação educativa, basicamente a Secretaria Municipal de Educação e o Conselho Municipal de Educação, a primeira com função típica executiva ligada à rede própria, à rede privada e às escolas da rede pública estadual que, por força de convênio ou outro instrumento, tenham passado à gestão municipal, e o segundo com função normativa e fiscalizadora (Belém,
1996:83-84).
9Ë uma empresa norte-americana, sediada em Boston, responsável pela produção dos equipamentos
A legislação dispõe também sobre as competências da SEMEC, a qual será responsável pelo planejamento, avaliação e supervisão da rede pública de ensino do município. É atribuição da SEMEC “buscar permanentemente a devida qualidade
formal e política da educação, com absoluto destaque para o desempenho escolar dos alunos e a formação permanente dos docentes” (Idem, p. 88). Assim como
idealiza “manter, avaliar e atualizar a rede própria e o respectivo corpo docente” (Ibidem, p. 88).
Em diversas passagens do texto legal, observa-se a preocupação com o estabelecimento de uma política de formação do corpo docente. Esta questão aparece na definição da estrutura técnico-gerencial da SEMEC, assumindo a seguinte característica:
Adequado tratamento da política de educação e do corpo docente, com vistas a conjugar de modo progressivo a necessária competência técnica e a devida valorização profissional, estabelecer sistemas de avaliação recorrente do desempenho escolar dos alunos e dos docentes, manter cursos de atualização constantes e recorrentes que levem à capacitação em termos de elaboração de projeto pedagógico próprio, pesquisa, elaboração autônoma, domínio de tecnologias educacionais. (Ibidem, p. 89).
No capítulo que trata especificamente do corpo docente da rede municipal há uma preocupação acentuada com a necessidade de se investir na atualização e
competência dos docentes. Portanto, cabe à Secretaria Municipal de Educação “garantir devida valorização profissional, no sentido de imprimir a condizente atração pela função docente e de premiar o mérito, estabelecendo careira fundada na dignidade e competência” (Op. Cit. p. 96).
A legislação que cria o Sistema Municipal de Educação prevê, também, que
“os docentes devem ser submetidos, de modo constante e recorrente, a processo avaliativo e formativo permanente” (p. 96). Há destaque para melhoria das
condições de trabalho dos docentes, sobretudo no que diz respeito ao “atingimento
dos padrões de competência técnica esperada, como estudo, pesquisa, elaboração própria, teorização das práticas, atualização constante, uso e produção de instrumentação eletrônica” (p. 96).
As escolas, pelo menos do ponto de vista legal, passam a gozar de maior autonomia para definir o seu projeto pedagógico e organizar um conselho escolar,
este último com funções normativa, fiscalizadora, deliberativa e consultiva. O conselho de cada escola deverá atuar articuladamente com o Conselho Municipal de Educação.
Outras características da rede municipal de educação de Belém podem ser assim representadas:
a) É considerado elevado o déficit de atendimento escolar na educação infantil na rede municipal de Belém. No ano de 2000 este nível de ensino encontrava-se quase exclusivamente sob a responsabilidade da iniciativa privada, principalmente no tocante a faixa etária correspondente aos anos de 0-3 (creche). A participação da esfera pública (municipal e estadual) nesse nível do ensino é insignificante;
b) Na faixa etária correspondente aos anos de 4-6 (pré-escola), também é considerado elevado o déficit de atendimento na esfera pública. Tanto a rede estadual, quanto a municipal — em virtude do processo de municipalização da educação desencadeado pelo governo do estado do Pará, a partir de 1997 — reduziram a oferta de matrículas no pré-escolar nas seguintes proporções: 46,5% a estadual e 29,7% na municipal. Os dados produzidos pelo Censo Escolar informam que, em 2000, 37.440 crianças, na faixa etária correspondente, ficaram sem atendimento escolar;
c) O ensino fundamental encontra-se próximo da universalização. Dados do Censo Escolar 2000 revelam que a rede estadual possui matrícula expressiva neste nível de ensino, perfazendo um total 161.069. Já a rede municipal participa com 18,4% de matrículas, neste nível de ensino, equivalendo a 44. 397 matrículas.
d) A participação da rede municipal na oferta do ensino médio é desprezível, com apenas 67 matrículas no ano de 2000. A rede estadual é a grande responsável pela oferta do ensino médio, contribuindo com 80.589 matrículas.
e) Em termos de expansão de estabelecimentos que ofertam o ensino fundamental, observa-se que houve um aumento do número de escolas que passou de 398 para 456, no período de 1996 a 2000. A maior expansão ficou por conta da rede privada que subiu de 120
para 158 escolas, no período referido. A rede municipal aumentou o número de estabelecimentos escolares de 50 para 59;
f) Os dados relativos à distorção idade-série, assim como os indicadores de rendimento escolar balizado pelos índices de reprovação e abandono, permanecem elevados. Constata-se que 72,4% dos alunos que integram o ensino fundamental em Belém encontram-se fora da faixa etária apropriada para esse nível de ensino.
O sistema de educação municipal é gerenciado pela SEMEC que atua como órgão central na definição das políticas públicas. A estrutura organizacional da SEMEC é constituída por um Secretário Municipal e uma Diretoria Geral e pelas Coordenadorias de Planejamento, de Esporte, Arte e Lazer (CEAL) e pela Coordenadoria de Educação (COED).
Dados recentes da SEMEC (2003) informam que a rede municipal de educação comporta cinqüenta e nove escolas (59) escolas, trinta e três (33) Unidades de Educação Infantil e trezentos e três (303) espaços comunitários onde funciona o Programa de Alfabetização de Adultos, para um corpo docente formado por dois mil quatrocentos e oitenta e quatro (2.484) professores.
A política educacional da atual gestão municipal pauta-se na marca de governo Dar um Futuro às Crianças e Adolescentes, cujas diretrizes assentam-se em quatro grandes eixos: 1) a democratização do acesso e permanência com sucesso; 2) a gestão democrática do sistema municipal de educação; 3) a valorização profissional dos educadores; e, 4) a qualidade social da educação.
A ESCOLA SELECIONADA E OS PROCEDIMENTOS DE COLETA DE