KUR’AN-I KERİM’DE VE İSLAM’DA ZENGİNLİK
2.3. İSLAM’IN MÜLK VE ZENGİNLİĞE BAKIŞ
2.3.3. ZENGİN OLMAYI GEREKTİREN SEBEPLER
Quando se avalia a porcentagem de volume globular (VG), observa-se que não houve diferença significativa (P>0,05) entre os animais mantidos nas diferentes cultivares forrageiras. O volume globular acompanhou inversamente o comportamento da contagem de OPG, mostrando-se maior nos animais mantidos na pastagem marandu (25,79%), embora sem apresentar diferença significativa (P>0,05) (Tabela 8).
A contagem de eosinófilos, células de defesa do organismo, indicadores de infecção parasitária, apresentou maior média nos animais mantidos em pastagem de aruana (939,02 células/µ L), o que indica um maior nível de infecção quando comparado aos animais mantidos nas pastagens massai, marandu e piatã (873,79, 862,58 e 736,69 células/µ L, respectivamente), e também que o sistema imunológico dos animais que permaneceram na cultivar Aruana estava mais fortalecido, havendo uma maior quantidade de células de defesa (Tabela 8).
Tabela 8 – Média das variáveis fenotípicas volume globular (VG) e contagem de
eosinófilos, analisadas em ovinos mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais.
Variáveis Fenotípicas Pastagens
Aruana Marandu Massai Piatã
VG (%) 25,70 a 25,79 a 25,56 a 25,52 a
Eosinófilos (células/µ L) 939,02 a 862,58 a 873,79 a 736,69 a Obs.: Letras iguais na mesma linha indicam não haver diferença significativa (P>0,05).
Com relação ao volume globular, quando se observa a dos ovinos durante todo período experimental (Figura 9), destaca-se que as médias permaneceram, na maior parte do tempo, entre 25% e 30%, o que, segundo Molento e Severo (2004) e Rocha et al. (2005) são os valores considerados ideais para os ovinos, sem caracterizar um quadro de anemia. Porém, pode-se destacar que na 10ª semana do experimento, os ovinos mantidos nas pastagens de Piatã e Aruana apresentaram porcentagem de volume globular inferior a dos animais mantidos nas demais pastagens, mas se recuperando nas semanas seguintes. Este acontecimento pode ser explicado observando-se as figuras 6 e 7, quando percebemos que houve uma relação inversa entre OPG e VG, ou seja, à medida que a média de OPG aumentou, a média de VG diminuiu.
Figura 9 – Distribuição do volume globular (VG) (%) de ovinos mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais, durante 13 semanas experimentais.
Fonte: Dados do próprio autor.
Resultados semelhantes foram encontrados por Basseto et al. (2009), que afirmaram que ovelhas resistentes a nematoides gastrintestinais apresentaram menores médias de OPG e maiores valores de VG, possivelmente devido a ação espoliativa produzida pelos parasitos. Da mesma forma Bricarello et al. (2004), em estudo com ovinos de raças diferentes, observaram que à medida que a contagem de ovos nas fezes aumentava, diminuía o volume globular.
Analisando a Figura 10 pode-se observar que a contagem média de eosinófilos manteve-se entre 500 a 1500 células/µ L, indicando que os animais estavam suportando a infecção parasitária. A contagem de eosinófilos dos animais seguiu uma distribuição uniforme em todo o período experimental, com exceção da 6ª semana, em que houve um aumento na contagem das células dos animais que pastejavam capim massai, mas se igualando aos outros grupos na semana seguinte, e depois a partir da 10ª semana, em que foram observados valores mais altos de eosinófilos para os animais mantidos em pastagem de marandu e aruana e valores mais baixos para os animais mantidos em pastagem de piatã e massai. Pode-se observar ainda que na 13ª semana houve um aumento da contagem das células de defesa em todos os animais, com destaque para os do grupo da cultivar Massai, que apresentou a maior média nesta semana.
15,00 17,00 19,00 21,00 23,00 25,00 27,00 29,00 31,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Vo lum e G lo bu la r (%) Semanas Experimentais
Figura 10 – Distribuição da contagem de eosinófilos (células/µL) de ovinos mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais, durante 13 semanas experimentais.
Fonte: Dados do próprio autor.
Analisando os valores de OPG, VG e contagem de eosinófilos juntos, observa-se uma relação inversa entre todas essas variáveis. Na 6ª semana experimental houve uma redução na contagem de OPG (Figura 6) e um aumento na porcentagem de volume globular (Figura 9), o que pode explicar o aumento também na contagem de eosinófilos (Figura 10). Na 10ª semana pode ser observado que houve um aumento na contagem de OPG e uma diminuição na porcentagem de células sanguíneos, diminuindo o volume globular. Observando juntamente com os valores da contagem de eosinófilos, neste momento houve um aumento para os animais em capim aruana e marandu e diminuição para os animais em piatã e massai, o que podemos julgar que o sistema imunológico dos animais mantidos nestas últimas cultivares não estava fortalecido para tentar diminuir a infecção parasitária.
Durante todo o período experimental o rebanho apresentou Famacha© com média 2, resultado também observado por Cavele et al. (2009) e Pinto et al. (2009), inferindo-se que os animais apresentaram nenhuma anemia ou anemia leve, e que os mesmos foram pouco infectados ou que suportaram a hemoncose. As observações oscilaram entre o Famacha 1 e 3 (Figura 11), o que não caracteriza um quadro de anemia, assim como também foi observado por Abrão et al. (2010) em estudo com borregas mestiças Santa Inês. 0,00 500,00 1000,00 1500,00 2000,00 2500,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 E o sinó filo s (cé lul a s/ µ L) Semanas Experimentais
Figura 11 – Distribuição da observação do Famacha© em ovinos mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais, durante 13 semanas experimentais.
Fonte: Dados do próprio autor.
O Famacha 2 foi o mais observado nos animais mantidos nas pastagens de piatã, massai e aruana, e o Famacha 1 nos animais mantidos na pastagem de marandu (Tabela 9, Figura 12). Os animais mantidos em pastagem de massai, que apresentaram a maior média de OPG, foram também os que apresentaram maior frequência de Famacha 5.
Molento et al. (2004) afirma que o método Famacha© pode ser utilizado no Brasil com o objetivo de racionalizar o uso dos compostos antiparasitários, preservando sua eficácia por períodos prolongados. Van Wyk (2008) ressalta ainda que este método pode fornecer informações importantes para o manejo sanitário adequado dos animais, indicando inclusive a eficiência da droga usada na vermifugação. Já Nogueira et al. (2011) frisa que o monitoramento e o controle dos parasitos gastrintestinais realizado apenas pelo método Famacha© não é eficiente para a redução da contagem de OPG, mas reduz a quantidade de doses administradas no rebanho. Isso porque o Famacha informa apenas o grau de anemia em que o animal se encontra e a necessidade de haver vermifugação ou não. Seguindo a cartela do Famacha, um animal que apresenta grau de anemia 1 ou 2 não necessita ser vermifugado. Porém, caso esteja parasitado, continuará eliminando ovos nas fezes. Se o diagnóstico indicar Famacha 3, 4 ou 5 há necessidade de vermifugação, o que então espera-se que reduza a contagem de ovos nas fezes.
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 F a m a cha Semanas Experimentais
Tabela 9 – Frequência de observações do grau Famacha de identificação de anemia em ovinos mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais durante 13 semanas experimentais.
Pastagens Frequência de observações do Famacha (%)
Famacha 1 Famacha 2 Famacha 3 Famacha 4 Famacha 5
Piatã 21,15 32,05 25,00 14,10 7,69
Massai 20,92 35,95 17,65 13,73 11,76
Marandu 30,97 29,68 22,58 12,90 3,87
Aruana 23,68 38,82 19,74 10,53 7,24
Figura 12 – Porcentagem de observações do Famacha nos ovinos mantidos em diferentes
pastagens de gramíneas tropicais, durante o período experimental.
Fonte: Dados do próprio autor.