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2. Minimalizm

2.3. Araştırmanın Yöntemi

3.1.4. Yaşam Tarzının Tüketime Etkisi

A extensão da vida do material consiste em fazer com que este viva mais do que o produto que compõe. Para isso, os materiais são reprocessados em novas matérias-primas ou têm seu conteúdo energético recuperado através da incineração. As vantagens dessa estratégia são: evita-se a liberação desses materiais como resíduos, possibilita a recuperação de energia ou dos materiais que podem ser utilizados em substituição a outras fontes, evitam-se, assim, o impacto de novas extrações de materiais e produção energética (MANZINI e VEZZOLI, 2002). Contudo, tanto a reciclagem como a incineração também são processos que causam impactos ambientais, considerando também o impacto do transporte dos materiais para os locais de processamento e da logística necessária.

Manzini e Vezzoli (2002) consideram que normalmente os materiais reciclados são de mais baixo impacto que os virgens. Principalmente se o produto já for projetado tendo em vista a estratégia de extensão da vida de seus materiais ou de alguns deles.

Assim como no caso do projeto para reuso, no projeto para a reciclagem deve ser considerado o processo, custo e facilidade de desmontagem.

De acordo com Fiksel (1996) a reciclabilidade de uma material depende dos seguintes fatores:

•atratividade econômica e existência de mercado para o material; •volume, pureza, concentração do material;

•existência de tecnologias de separação dos constituintes e de infraestrutura para a reciclagem.

Os custos associados à identificação, separação, classificação e manejo dos materiais aumentam com o número de materiais diferentes do produto (FIKSEL, 1996).

Os materiais disponíveis para reciclagem podem originar-se dentro [pré-consumo] ou fora do processo [pós-consumo]. No primeiro caso, geralmente são materiais limpos e facilmente identificados, de boa qualidade para a reciclagem e muitas vezes são utilizados na própria fábrica. Já os pós-consumo são muitas vezes de baixa qualidade como matéria-prima para futuros produtos (KEOLEIAN & MENEREY, 1993).

O surgimento de novos materiais, se do ponto de vista tecnológico é um grande avanço, pelas suas propriedades, por outro lado, dificulta o reaproveitamento e descarte desse material. Fiksel (1996) cita os materiais compósitos, como por exemplo a fibra de carbono usada em raquetes de tênis, que melhorou as propriedades mecânicas do produto, mas que criou um problema do ponto de vista ambiental, pois o material não pode ser separado em seus constituintes para que seja reciclado, só podendo ser recuperado energicamente pela incineração. Mas a melhoria das qualidades pode tornar o produto bem mais durável, caindo dentro da estratégia de extensão da vida do produto.

Um problema para a estratégia de extensão da vida do material, através da reciclagem ou incineração, é a presença de materiais tóxicos que podem ser liberados no meio ambiente durante o processo ou trazer risco aos trabalhadores das unidades de reciclagem e incineração. No Quadro 8 há as indicações de Manzini e Vezzoli (2002) para a extensão da vida do material.

Quadro 8: Indicações para extensão da vida do material.

Indicações Adotar reciclagem em

efeito cascata57

• Predispor e facilitar a reciclagem de componentes com qualidade mecânica e /ou estética inferior

• Predispor e facilitar a recuperação por combustão do conteúdo energético dos materiais

Escolher materiais com tecnologia de reciclagem eficiente

•Escolher materiais que facilmente recuperam suas características iniciais

•Evitar materiais compostos e escolher materiais compatíveis

•Preferir polímeros termoplásticos, em vez dos termorrígidos

•Evitar aditivos enrijecedores, usando termoplásticos resistentes às suas temperaturas de uso

Facilitar a recolha e transporte após o uso

•Minimizar peso dos produtos

•Minimizar volume

•Projetar considerando facilidade de compactação

•Fornecer ao usuário informações de como descartar o produto Identificar os materiais •Codificar os materiais e posicionar em lugares visíveis

•Indicar presença de contaminantes

•Usar sistema padrão de identificação Minimizar o número de

materiais incompatíveis entre si

•Minimizar número de componentes

•Quando possível usar um só tipo de material

•Usar materiais compatíveis entre si

•Usar sistemas de união iguais aos materiais dos componentes que devam ser unidos ou compatíveis com eles

• Facilitar a separação de materiais incompatíveis entre si Facilitar a combustão e

incineração

•Usar materiais com alto poder de combustão

•Evitar materiais e aditivos que produzam substâncias nocivas durante a combustão

•Facilitar a separação dos materiais que dificultam a combustão 2.4.8.5 Considerações sobre a adoção da melhor estratégia

Para a seleção das opções de projeto mais viáveis econômica, social e ambientalmente é necessário conhecer todas as fases do ciclo de vida dos produtos e sua interação com estes fatores. A escolha de uma melhor estratégia para redução dos impactos ambientais, conforme as estratégias apontadas nos itens anteriores, deve estar embasada na identificação das fases em que o impacto é mais significativo, lembrando que a adoção de uma estratégia sem essa consideração poderá trazer resultados não satisfatórios.

Esta escolha depende também da própria estratégia de negócios da empresa, embora, neste último caso, possa acabar havendo uma restrição, ou um foco preestabelecido sobre uma

57Projetar e planejar o uso dos materiais reciclados de forma que esses sejam aplicados de maneira seqüencial em

determinada estratégia, sem que esta realmente seja mais sustentável para o produto em análise. Essa restrição de foco pode facilitar a atividade de projeto e diminuir tempo e custos com as análises necessárias à identificação dos impactos e, segundo Keoleian e Menerey (1993), eliminar a ambigüidade presente no design verde. Porém, também limita os resultados do desenvolvimento do produto sob o aspecto ambiental. Projetar um produto com foco em facilitar a reciclagem, por exemplo, pode levar a redução de resíduos sólidos a serem dispostos, mas não reduzir o impacto ambiental total associado ao produto, se os impactos mais significativos decorrerem de outros fatores que não a geração de resíduos pós-uso. Se o objetivo primeiro é a preservação ambiental, projetos desse tipo são sem sentido.

Keoleian e Menerey (1993) lembram ainda ser necessário que o projeto satisfaça também outros requerimentos, além da redução total de impacto ambiental, preservando a performance essencial, considerando a função do produto. Se há uma queda de qualidade com relação a essa performance quando da escolha da estratégia de redução de impacto, o produto corre o risco de ser um fracasso de mercado e, nesse caso, os benefícios do projeto podem ser unicamente ilusórios. Da mesma forma, os impactos para a saúde e segurança dos trabalhadores e consumidores também devem entrar na consideração sobre a escolha da melhor estratégia.

De acordo com Ramos (2001), em alguns casos, os impactos ambientais estão distribuídos em todas as fases do ciclo de vida do produto. Como nem sempre é possível reduzir os impactos em todas as fases, o autor sugere que “a escolha da fase na qual devem ser concentrados os esforços de projeto para melhorar a performance ambiental do produto deve ser baseada na probabilidade de sucesso desses esforços, evitando que, ao reduzir impactos ambientais de uma fase, estes sejam transferidos para outra.”

Com relação aos custos, segundo Keoleian e Menerey (1993), algumas estratégias para a redução de impactos podem reduzir o preço do produto, mas em alguns casos este pode

aumentar, quando são utilizados os métodos convencionais de contabilidade. Esse métodos tradicionais podem distorcer os custos por não contabilizar os custos ambientais totais. Para tais casos é necessário que as práticas de contabilidade sejam modificadas, com vistas a refletir os custos reais, incluindo o que geralmente é visto como externalidade, como o custo da degradação ambiental. Como lembram os autores, a determinação de custos para itens não tradicionais é um desafio.