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2. Minimalizm

2.3. Araştırmanın Yöntemi

3.1.2. Alışveriş Mekanları

Durante a fase de pré-produção são consumidos diferentes tipos de materiais e energia. Na maioria dos projetos são usados materiais diretos, aqueles que entram na composição do produto, e materiais indiretos, os que são utilizados nos processos e equipamentos. Os materiais podem ser também de fontes primárias [virgens] ou secundárias [reciclados].

É importante que os projetistas tenham informações sobre impacto ambiental dos materiais para que se orientem quanto a escolha de material com vistas à minimização de impacto. O ecoindicador 95, citado por Manzini e Vezzoli (2002), é um exemplo de indicador para avaliar o impacto dos materiais. Lembra-se contudo, que o impacto dos

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Não se pode esquecer que, no caso do Brasil, um incentivo à diminuição de gasto de energia pelo usuário direto, foi logo seguido de aumento do preço da energia, à época do “apagão”, ocorrido em 2001, durante governo de Fernando Henrique Cardoso. Portanto, não parece haver uma preocupação clara e sistêmica/contínua, por parte do governo, de educar para o consumo.

materiais deve ser avaliado de acordo com o contexto em que se encontram e com as características locais em que essa análise é feita.

Em alguns casos o impacto ambiental está mais ligado aos aditivos para melhorar as características dos materiais do que aos materiais em si. Isso também deve ser considerando na escolha dos materiais.

Outra informação a ser considerada na escolha é se o recurso provêm de fonte renovável ou não. Os materiais podem ser também biodegradáveis ou não. Se forem biodegradáveis, podem representar uma grande vantagem na fase final do ciclo vida de alguns produtos, como embalagem para lixo úmido e outros produtos de curta vida.

Quanto à escolha da matéria-prima, também é importante a identificação das fontes utilizadas pelos fornecedores (RAMOS, 2001), uma vez que, geralmente, a fase de extração da matéria-prima e sua pré-elaboração não são realizadas pela empresa produtora do produto. O cuidado com relação aos fornecedores deve-se ao fato de que a escolha de um recurso potencialmente de baixo impacto não significa que este realmente o seja, pois há a dependência do tipo de processamento e manejo desse recurso para que este possa realmente ser considerado de baixo impacto. Ramos (2001) cita o exemplo da madeira, considerada um material renovável, mas que, se vier de áreas desmatadas é altamente impactante. Essa estratégia envolve, portanto, a própria escolha ou reorientação dos fornecedores. Isso não é algo novo, pois as empresas que adotam os sistemas de gestão da qualidade e ambiental segundo as normas ISO [ISO 9000 e ISO 14000] já fazem isso.

O uso de material reciclado também pode ser uma boa opção, principalmente se proporcionar uma redução na extração de recursos não renováveis. Nesta opção deve-se comparar os impactos ambientais das opções do uso de material virgem e reciclado, considerando-se neste último todas as etapas que envolvem a reciclagem.

95, para alguns materiais virgens e reciclados.

FIGURA 15: Comparação do impacto ambiental entre a produção de materiais virgens e reciclados segundo o Ecoindicador 95

Fonte: Manzini e Vezzoli (2002), p 213.

Quando o projeto é um melhoramento de um existente [redesign] ou é a próxima geração de linha de produto, a escolha do material pode estar restrita. Outra situação em que isso acontece é quando o processo e equipamento existentes restringem a escolha do material a ser utilizado. Esse tipo de limitação pode afetar o novo projeto. Substanciais investimentos podem ser necessários antes de se utilizar um novo material. A reformulação do produto ou material pode ser uma opção quando há limitação do tipo de material. Muitos materiais podem ser reformulados [alterar porcentagens, adicionar ou retirar componentes] para reduzir impactos (KEOLEIAN & MENEREY, 1993).

Sobre a escolha do processo de fabricação, Ramos (2001) lembra que, uma vez implantado o processo é difícil mudá-lo, sendo melhor que produto e processo sejam introduzidos juntos, o que geralmente não acontece. A situação mais comum é que, na produção de um novo produto, seja aproveitado o processo já existente, por motivo de redução de custos e facilidade, principalmente se o novo produto não for uma inovação

material (1 Kg) 2,26 0,195 2,81 2,27 4,66 20,7 3,3 3,27 0 5 10 15 20 25 ferro (Fe360) aluminio a ser tratado (AlMgSi 0,5) polietileno baixa densidade (LDPE) papel embranquecido impacto ambiental reciclado virgem

radical. Porém, muitos processos são reconhecidos como altamente impactantes para o meio ambiente ou trazem risco para os trabalhadores, e sua substituição não deve ser desconsiderada. Sempre que possível o projetista deve escolher processos de baixo impacto, que gerem menos poluição, mais seguros aos trabalhadores e com baixo consumo de energia.

Com relação às fontes energéticas, escolher entre as disponíveis para cada país, a com menor impacto, considerando também as perdas durante o transporte da energia do local de origem ao de uso, e fontes renováveis e não renováveis.

O uso de energias alternativas como a solar, a eólica, a proveniente da biomassa são exemplos de energias menos poluentes e mais sustentáveis que o uso preponderante de fontes fósseis atual. Outro exemplo interessante é o uso de metano gerado em aterros sanitários pela decomposição da matéria orgânica para fins energéticos, particularmente interessante nos países em desenvolvimento, nos quais a porcentagem de matéria orgânica putrescível é elevada.

Para Branco (1990), o Brasil apresenta uma situação muito privilegiada com relação às possibilidades energéticas, do ponto de vista da energia solar que recebe, uma vez que se situa em uma das regiões com maior incidência solar e com ampla área para captação das radiações solares, se constituindo “[…] naturalmente, uma das áreas mais ricas de energia em todo mundo.” Além disso, essa disponibilidade energética acarreta uma grande atividade biológica “[…] a qual acumula reservas energéticas na forma de quantidades incalculáveis de biomassa.”

Embora haja várias iniciativas no sentido de utilizar-se dessas fontes energéticas alternativas, há ainda muitas restrições técnicas que só poderão ser sanadas com mais pesquisas e redirecionamento de investimentos neste sentido. Sobre os custos do uso de energias renováveis, RAMOS (2001) argumenta que eles tendem a se reduzir a longo prazo, tornando-se uma vantagem econômica, e cita o exemplo do uso da energia solar em locais

cuja incidência da luz do sol é constante ao longo do ano. Segundo o autor, o uso da energia solar para o aquecimento de água, nestes casos, tem o custo inicial em equipamento compensado entre um e quatro anos, com economia na conta de energia elétrica ou de gás.