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2. Minimalizm

2.3. Araştırmanın Yöntemi

3.1.3. Alışverişte Marka Takibi

A vida útil de um produto representa

[…] a medida de tempo_ de um produto e seus materiais, em condições normais de uso_ que este pode durar conservando as próprias capacidades e o próprio comportamento, em um nível padrão aceito, ou melhor, preestabelecido. […] Quando a vida útil chega ao fim é a fase de eliminação. (MANZINI & VEZZOLI, 2002:181). As razões para a vida de um produto chegar ao fim são a degradação de suas propriedade devido ao uso, a degradação devido as causas naturais ou químicas ou danos por uso impróprio, a obsolência tecnológica, cultural e estética (MANZINI & VEZZOLI, 2002). Fatores ambientais também podem diminuir a vida de um produto. Um exemplo disso é o maior desgaste de equipamentos metálicos, por exemplo, carros, em cidades litorâneas, pela corrosão.

O aumento da durabilidade é uma estratégia de extensão da vida do produto.

Produtos com vida mais longa são mais ecoeficientes, desde que a mesma quantidade de material propicie também um maior valor econômico (FIKSEL, 1996). “Existe [...] um limite potencial de duração de um produto: um ponto conhecido como ponto break-even, em que a substituição de um produto velho por um novo [que forneça o mesmo serviço] tem, no todo, um impacto bem menor” (MANZINI&VEZZOLI, 2002: 184). Os melhores candidatos para essa estratégia são os produtos que causam menos impactos na fase de uso. Para produtos mono-uso a estratégia de aumento de durabilidade não faz sentido, a menos que seja incentivada a reutilização (MANZINI & VEZZOLI, 2002). Para produtos cujo impacto maior

é na fase de uso, o aumento da durabilidade é ruim, pois os novos produtos podem ter maior eficiência ambiental. Produtos que sofrem constante aprimoramento tecnológico, como por exemplo os computadores, também não são bons candidatos ao aumento de durabilidade. Nesse caso, a adaptabilidade pode ser uma estratégia mais adequada (KEOLEIAN & MENEREY, 1993). Isso possibilita a substituição de somente parte do produto e não do produto inteiro. Projetar para a duração adequada, em que se leve em conta as observações apontadas, é uma das recomendações de Manzini e Vezzoli (2002).

O projeto para o reuso, uma estratégia de extensão da vida do produto, pode ter enfoque no prolongamento da vida através da manutenção, com uso na mesma função, ou através de uso em outras funções (RAMOS, 2001). Exemplos do primeiro caso são as antigas embalagens retornáveis de leite em vidro, e as de refrigerantes. Nestes casos específicos de embalagens retornáveis, deve-se considerar, na avaliação de impacto [ambiental e econômico], também os processos de limpeza antes da reutilização e as etapas de recolhimento e transporte até o local de re-envasamento. Outro exemplo é o das também embalagens retornáveis de shampoo e outros cosméticos, na forma de refil em que o próprio cliente leva à loja para enchimento. Um exemplo de projeto para uso em outra função é a embalagem de requeijão em copos de vidro, que podem ser utilizados como copos de uso diário. Os produtos a serem reutilizados retornam para as mesmas funções ou para funções de menor demanda, sem maiores alterações. Podem, no entanto, ter a necessidade de passar por um menor processamento como limpeza entre os serviços (KEOLEIAN & MENEREY, 1993). As vantagens ambientais dos produtos reusáveis nem sempre dependem do número de usos. Se a maior parte do impacto ocorrer na fase de manufatura ou outros estágios anteriores ao uso, o aumento do número de usos diminui o impacto ambiental. Porém, quando a maior parte do impacto é causada na etapa de limpeza e outras etapas entre os usos, o aumento do número de vezes que um produto é utilizado pode acarretar um pequeno efeito no impacto

total (KEOLEIAN & MENEREY, 1993).

Outra estratégia é o projeto para remanufatura, que consiste em projetar com intuito de facilitar a desmontagem [box 2] e aproveitamento de componentes dos produtos (RAMOS, 2001). É um processo industrial que restaura os produtos usados para novas condições. Na fábrica, o produto retirado é primeiro completamente desmontado; as partes usáveis são limpas e renovadas, depois colocadas no inventário. O produto é então remontado com as partes velhas e partes novas, criando uma nova unidade com performance igual e com a expectativa de vida do produto original. No reparo, somente as partes danificadas são substituídas (KEOLEIAN & MENEREY, 1993). Segundo Ramos (2001), muitos dos produtos, descartados e que são lançados em aterros sanitários ou incinerados, têm a maioria dos seus componentes em boas condições de funcionamento e que poderiam ser reaproveitados.

A dificuldade relativa ou tempo requerido para manter um certo nível de performance no sistema determina se este pode ou não passar por manutenção. A manutenção inclui ações preventivas e, em menor escala, corretivas, periodicamente. Manutenções apropriadas ajudam a conservar recursos, prevenir poluição e aumentar a vida do produto (KEOLEIAN & MENEREY, 1993). A reparabilidade é determinada pela facilidade de substituir partes que já não funcionam corretamente e fazer com que o sistema retorne às condições normais de operação. No Quadro 7 são especificadas indicações para o projeto, visando a facilidade da reutilização, assim como a da manutenção e reparo (MANZINI e VEZZOLI, 2002).

Box 2: Projeto para desmontagem

Um problema para o projeto de produtos com estratégias de aumento de durabilidade e intensificação do uso é que estas se encontram na contra mão das tendências de mercado. Realmente, a tendência atual do mercado é a redução da vida útil dos produtos e sua rápida substituição, muitas vezes baseada mais em modismos do que em necessidades reais.

Segundo Ramos (2001), até mesmo a redução de custos de fabricação leva à redução da vida do produto. “A necessidade de baratear os custos de produção leva, muitas vezes, ao desenvolvimento de produtos de curta vida útil”.

Outra coisa é que as empresas encontram-se sob pressão para reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos, devido a forte concorrência que as força a trazer ao mercado constantemente novos produtos.

O propósito do projeto para desmontagem é assegurar que um produto possa ser desmontado com o mínimo custo. A desmontagem envolve uma remoção seqüencial de componentes. A tecnologia utilizada na interface destes componentes é fundamental para determinar a facilidade e o custo da desmontagem, e deve ser considerado durante o projeto. (FIKSEL, 1996).

O custo da desmontagem é uma das principais barreiras para o reaproveitamento de um produto. Quanto maior o número de passos para desmontar um produto, mais caro e difícil é o seu reaproveitamento (RAMOS, 2001).

O projeto para desmontagem é importante para estratégias como a reciclagem, reuso de componentes, manutenção do produto, troca de componentes para estender a vida do produto, entre outras. Não é, portanto, uma estratégia isolada, mas sim um pré- requisito para outras estratégias.

Quadro 7 – Indicações para otimização da vida dos produtos Indicações

Projetar a duração adequada

•Projetar vida igual para os vários componentes

•Projetar a vida útil dos componentes correspondente ao tempo de substituição

•Escolher materiais com duração que considere a serventia e a vida útil do produto e evitar materiais permanentes em funções temporárias

Projetar a segurança

•Minimizar número de partes e componentes

•Simplificar produtos

•Evitar junções frágeis Facilitar a

atualização e a adaptabilidade

Facilitar substituição de software e das partes de hardware

•Projetar produtos reconfiguráveis e multifuncionais

•Facilitar atualização no próprio local de uso

•Projetar buscando oferecer ao produto instrumentos e referências para sua atualização e adaptabilidade

Facilitar a manutenção

•Facilitar acesso e remoção de partes que necessitem de manutenção

•Facilitar acesso a partes que devem ser limpas, evitando espaços e orifícios estreitos

•Prover e facilitar a substituição de componentes de forma mais veloz

•Prover sistemas de diagnose e autodiagnose das partes a passar por manutenção e fornecer instrumento e instruções para manutenção dos produtos

•Projetar procurando reduzir as operações de manutenção Facilitar a

reparação

•Facilitar a remoção e retorno das partes sujeitas a danos

•Projetar partes e componentes padronizados

•Prover sistemas automáticos que identifiquem causa das avarias

•Facilitar o reparo no local

•Projetar para fornecer junto com o produto instruções e instrumentos para seu reparo Facilitar a

reutilização

•Incrementar a resistência das partes mais sujeitas a avarias e rupturas

•Predispor o acesso para facilitar a remoção das partes e componentes que podem ser reutilizados

•Projetar partes e componentes intercambiáveis, modulares e padronizados

•Projetar a reutilização de partes auxiliares

•Projetar possibilidade de recarga e/ou reutilização das embalagens

•Projetar prevendo um segundo uso Facilitar a

refabricação

•Projetar procurando facilitar a remoção e a substituição das partes mais facilmente avariadas

•Projetar as partes estruturais separadas das de acabamento

•Facilitar o acesso às partes que devam ser refeitas

•Prever tolerância adequada nos pontos mais sujeitos a avaria

•Projetar partes e acabamentos reforçados para algumas superfícies que se deterioram Intensificar a

utilização •

Projetar produtos-serviço voltados para o uso compartilhado e coletivo

•Projetar produtos multifuncionais com componentes comuns e substituíveis

•Projetar produtos com funções integradas

A dificuldade de substituir um componente danificado leva ao descarte e substituição de todo o produto. Assim, a vida útil do produto pode ser prolongada, se a facilidade na manutenção e na substituição de componentes forem características do produto previstas no

projeto.

Conforme Ramos (2001), os aspectos estéticos também contribuem para a diminuição da vida útil do produto, principalmente no caso de bens de consumo. Para prevenir esse problema as qualidades estéticas do produto devem resistir a passagem do tempo. De acordo com Ramos (2001), “isso implica em simplicidade formal e em evitar formas e acabamentos extravagantes que logo ficam fora da moda”. Contudo, essa simplificação estética, assim como o próprio aumento da durabilidade do produto, também se encontram na contra-mão do mercado, cuja tendência é a apresentação dos produtos com cores e formatos extravagantes, com intuito de chamar a atenção do consumidor e induzir a compra por impulso. Também o ficar fora de moda é utilizado como ferramenta de manutenção do sistema de produção e consumo. Essa consideração mostra como a solução da questão ambiental é complexa pelas interligações com os sistemas econômicos e sociais que a suportam, e nos faz lembrar a já mencionada limitação da atuação dos projetista

O aumento da durabilidade pode requerer uma maior quantidade ou o uso de materiais mais densos, conflitando com a estratégia de redução do uso de material. Quando isso acontecer, os impactos resultantes do maior uso de recursos devem ser dividido pelo aumento da vida útil, sendo avaliados então com base em tempo ou uso (KEOLEIAN e MENEREY, 1993). Também pode haver conflito com os critérios usados no projeto para desmontagem (FIKSEL, 1996). Os projetistas devem considerar os custos econômicos e ambientais entre as estratégias.

A escolha do material para a adequada durabilidade é muito importante. Por exemplo, se devido às suas características específicas, um produto for considerado não adequado para o aumento da durabilidade, usar materiais que não se degradam facilmente pode aumentar os impactos da disposição. Entender as características de cada material com relação ao seu comportamento no fim da vida ajuda aos projetistas a evitarem escolher materiais

permanentes para funções temporárias, a menos que eles possam ser recuperados (KEOLEIAN e MENEREY, 1993).

Do ponto de vista do consumidor, um produto durável, que inicialmente é mais caro, pode, por evitar a sua rápida necessidade de substituição, tornar-se mais barato.