3. TOPLUMSAL ve MEKANSAL YENĐDEN YAPILANMA
3.3 Toplumsal ve Mekansal Yeniden Yapılanma Yaklaşımları
Esta pesquisa analisou a gestão dos riscos operacionais nas indústrias de Alimentos, Bebidas e Vestuário, de portes médio e pequeno, nas Regiões de Desenvolvimento Agreste Central, Metropolitana e São Francisco, no estado de Pernambuco.
Com relação à importância dada à gestão dos diversos riscos que ameaçam o ambiente empresarial, o estado de Pernambuco, em uma escala de 1 a 10, apontou nota 8,2. Entretanto, os riscos financeiros foram considerados os mais preocupantes, seguidos pelos riscos de mercados e, por último, pelos riscos operacionais. Tal ordem de relevância contradiz pesquisas realizadas em outras regiões do País que colocam os riscos operacionais na segunda posição, abaixo dos riscos de mercado. Observou-se, ainda, maior correlação entre os riscos financeiros e os de mercado, do que entre estes e os riscos operacionais. Os resultados observados sugerem que as indústrias analisadas ainda não controlam suficientemente os riscos financeiros, de maneira que não percebem com maior clareza os demais riscos.
Ao se abordar as “Atividades” em separado, observou-se que as médias das indústrias de Alimentos e Bebidas foram maiores do que às de Vestuário. Este resultado se justifica pela alta regulação do setor de alimentação e bebidas, o qual necessita entregar produtos rigorosamente salubres aos consumidores.
A análise por Região de Desenvolvimento apresentou média, para todos os riscos, acima de 7,9. O segmento Metropolitano teve o menor desempenho. Entretanto, este resultado deveu-se à visão mais equilibrada, por parte dos respondentes, dos riscos estudados. Esta Região, com maior quantidade de elementos amostrais, revelou preocupação relativamente significativa com a gestão dos riscos, quando efetuada a análise conjunta com os demais quesitos.
Ao se considerar o porte das indústrias, verificou-se que aquelas de médio porte atribuíram notas maiores aos riscos, tanto em relação à Atividade
quanto à Região de Desenvolvimento. Entretanto, não houve mudança na ordem de importância dada aos três riscos estudados.
Ainda relacionado à importância dada aos riscos operacionais, três quartos dos respondentes afirmaram acreditar que a gestão adequada de tais riscos tanto reduz custos quanto elevam receitas. Mais uma vez, as Atividades Alimentos e Bebidas tiveram melhor desempenho do que a de Vestuário. Quanto à Região de Desenvolvimento, Agreste Central, que agrega menor número de indústrias Alimentos e Bebidas, obteve pontuação também menor. Dentre as indústrias de médio porte, observaram-se melhores médias em ambos os segmentos amostrais.
Em síntese, as indústrias pesquisadas atribuíram elevada importância à gestão de riscos, muito embora tenham percebido com menor intensidade as ameaças associadas aos riscos operacionais. Verificaram-se, ainda, melhores desempenhos entre as Atividades Alimentos e Bebidas e, principalmente, no segmento de empresas de médio porte. A Região de Desenvolvimento não se mostrou determinante para a importância dada aos riscos estudados.
Com referência à barreira que mais impede investimentos na gestão de riscos operacionais, os respondentes apontaram, pela ordem, a “falta de pessoal especializado” (38%), o “desconhecimento do assunto” (37%) e a “cultura interna resistente” (20%). Estas respostas, afora o “desconhecimento do assunto”, corroboram os resultados de outras pesquisas realizadas no País.
Os menores índices de assinalamentos da opção “desconhecimento do assunto” ocorreram dentre as Atividades Alimentos e Bebidas e, por conseguinte, na Região de Desenvolvimento São Francisco. Já o médio porte das indústrias foi fator de redução das médias de “desconhecimento do assunto” em todos os segmentos analisados.
Em resumo, o “desconhecimento do assunto”, como barreira a investimentos na gestão de riscos operacionais, mostrou-se como um indicador relevante da pequena compreensão que as empresas têm do assunto. A opção obteve praticamente o mesmo índice de “falta de pessoal especializado” e superou, em muito, as demais deficiências relacionadas à estrutura interna
das empresas. Esta percepção, entretanto, foi atenuada dentre as indústrias das Atividades Alimentos e Bebidas e as do segmento de médio porte.
Quanto aos riscos operacionais considerados mais importantes, os respondentes destacaram os riscos que envolvem Processo e Pessoa, cada um com cerca de 48% dos assinalamentos, em detrimento de Sistema e Eventos externos, pouco citados. Este equilíbrio verificou-se, com pequenas variações, entre as Atividades e as Regiões de Desenvolvimento analisadas. Já em relação ao porte, as empresas de médio porte deram maior ênfase aos riscos causados por eventos ligados a Processo (75%), sugerindo maior controle dos riscos causados por Pessoa.
A baixa quantidade de apontamentos para Sistema, deixando-o nos mesmos patamares de Eventos externos, que são situações de baixa probabilidade de ocorrência, sugere que o nível de informatização dos processos produtivos das empresas pesquisadas ainda não é suficiente para colocar os riscos associados a Sistema entre os mais importantes.
Em referência à estrutura implantada para o gerenciamento da gestão de riscos operacionais, o estado de Pernambuco mostrou-se bastante deficiente. Entre as empresas pesquisadas, 99% revelou não adotar nenhum modelo de gestão de riscos; 82% declarou não utilizar ferramentas qualitativas de gestão de riscos, e 54% afirmou não possuir nenhum funcionário exclusivamente envolvido com os riscos operacionais. Por outro lado, nenhuma delas afirmou possuir cargo de gerente de risco. Mais uma vez, verificou-se melhor desempenho dentre as indústrias das Atividades Alimentos e Bebidas e as do segmento de médio porte.
Por outro lado, a presente pesquisa indicou, ainda, que as indústrias estudadas não estão preparadas adequadamente para lidar com os riscos operacionais. Na classificação estabelecida pelo pesquisador Culp (2001), que define cinco estágios de evolução da gestão desses riscos, nenhuma empresa se posicionou nos níveis 4 e 5, uma vez que não foi identificado o cargo de gerente de risco. Mais da metade (58%) manteve-se no menor dos níveis, pois revelou não possuir pessoa ou processo envolvido diretamente com tais riscos. Um quarto delas asseverou abordar explicitamente estes riscos, mas por meio
de equipes trabalhando isoladamente, figurando no nível 2. Finalmente, apenas 16% admitiu existir noção explícita e formal dos riscos operacionais, com indicadores de mensuração, e utilizando-a como parte da estratégia de negócio, que é o que se espera para as organizações classificadas no nível 3.
A alta correlação negativa, observada entre as questões usadas na definição dos estágios propostos por Culp, guardou coerência com o elevado índice de indústrias situadas no nível 1 da referida classificação.
No cômputo geral, a pesquisa indicou que as indústrias do estado de Pernambuco, tanto nas Atividades como nas Regiões de Desenvolvimento estudadas, necessitam de aprimoramento no que diz respeito à gestão dos riscos operacionais. Verificou-se, porém, que a situação é menos preocupante nas Atividades com maior regulação, como Alimentos e Bebidas, e também dentre aquelas classificadas como de médio porte.