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Toluen Diizosiyanat Süreç Tasarımı

7. TEKNİK ANALİZ VE TASARIM

7.4. Teknik Tasarım

7.4.1. Süreç Tasarımı

7.4.1.1. Toluen Diizosiyanat Süreç Tasarımı

Após tudo o que foi dito, cingimo-nos agora àqueles que consideramos ser os pontos essenciais do tema investigado, procurando efectuar uma conclusão reflectida.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o velho Continente Europeu encontrava-se com a sua economia completamente arruinada. Para fazer face a esta situação vão surgindo ao longo dos anos algumas alianças entre vários Estados.

Salazar, mantém-se fiel à aliança luso-britânica, que poderia ser assente numa trilogia Portugal-Inglaterra-EUA, pois julga-se inconveniente para o regime um relacionamento ou coligação directa de cariz democrático e anti-colonial. Por outro lado, a Inglaterra surgia, por razões históricas, como parceiro favorável ao regime.

O receio de uma aproximação aos EUA intensifica-se com a recepção do memorando, onde se pretende saber qual a opinião de Portugal em relação à entrada na NATO, pois não se sabe ao certo quais as reais intenções dos EUA.

Partindo deste ponto de vista, o governo de Portugal dava prevalência, como opção estratégica, ao eixo Lisboa-Londres, pois a aproximação aos EUA, como já foi dito, parecia potencialmente perigosa.

Foi precisamente devido a tais preconceitos que Portugal tinha em relação aos EUA que foi a Inglaterra a iniciar as conversações com Lisboa em relação à NATO.

Contudo, com a crescente ameaça soviética, em que o cenário de uma nova guerra estava cada vez mais presente, o governo português opta por se adaptar a um posicionamento mais directo à potência americana.

Após os primeiros contactos, Portugal mostra-se interessado em esclarecer alguns aspectos, ficando à espera de respostas formais, o que de certa forma levou à perda do “rapidíssimo comboio” das negociações. Quando o governo português “acordou” para as negociações já era demasiado tarde. Nesta altura restava a Portugal a possibilidade de aceitar ou não as imposições discutidas e aprovadas pelos restantes membros.

Salazar compreende que Portugal deve conseguir conciliar as suas relações histórico- geográficas, traduzindo-se na prática pela aproximação à Europa Ocidental e aos EUA, sem no entanto abdicar do regime instituído.

Parece de facto ter sido intenção dos EUA a aproximação à Europa e a NATO foi a forma encontrada, de se defender da União Soviética, criando bases intermédias. Portugal encaixava na perfeição na sua estratégia, sobretudo pela situação geográfica da base intermédia dos Açores.

Não será assim um elevado risco afirmar que caso os Açores não tivessem valor estratégico ou se não fossem do domínio português, os EUA não teriam convidado o País a ser membro fundador da NATO.

A Entrada de Portugal na NATO – Da Perspectiva Política à Militar

Como grandes defensores da adesão de Portugal ao Pacto do Atlântico surgem o enérgico Embaixador de Portugal nos EUA de seu nome Pedro Teotónio Pereira e o experiente diplomata António de Faria, sem esquecer o Ministro da Guerra, Santos Costa, que deu voz aos militares, que sendo dos últimos a ser ouvido pelo Presidente do Conselho, poderá considerar-se que teve uma influência decisiva.

Uma das grandes questões levantadas pelo governo português, foi a inclusão de Espanha. Para Portugal era a forma de solidificar a posição do regime político em paralelo com o franquismo. A pressão exercida pelos países de França e do Benelux tornou tal facto impossível. Do ponto de vista destes países, a inclusão de Espanha poderia dar origem a que os EUA elaborassem um plano de defesa para os Pirinéus e não para a linha do Reno, o que na prática se traduzia, em caso de conflito armado, que estes países seriam, uma vez mais, o palco das operações. Os EUA não foram contra a inclusão de Espanha e com algum sentido, pois se virmos com atenção, a linha dos Pirinéus é uma difícil fronteira natural por excelência e seria o último obstáculo capaz de impedir a invasão em massa da Europa Ocidental caso a linha do Reno não fosse capaz de garantir a sua função como primeira linha de contenção ao avanço das tropas inimigas. Este era pois a forma de ter um “plano B” de emergência, o que poderia ser muito útil em caso de necessidade.

Desde o início se percebeu que a administração portuguesa estava dividida praticamente a meio, pois havia o medo não só de uma subordinação aos interesses dos EUA como da sobrevivência do regime político. Tal facto ficou bem patente na necessidade de se efectuarem três reuniões de Conselho de Ministros para se chegar à decisão final. Ao longo das reuniões foram manifestadas posições completamente antagónicas. Pois se por um lado havia aqueles que defendiam que uma adesão colocaria em risco a soberania do País em contrapartida de pouco ou nada receber, por outro lado havia aqueles que viam a aliança como uma forma impar de conseguir recuperar não só a economia como a segurança e a defesa só possível com a presença dos EUA. Não obstante destas duas posições existiam ainda aqueles que diziam que “sim senhor”, Portugal deveria aderir ao Pacto mas com determinadas exigências satisfeitas, isto numa altura em que os termos da Aliança estavam perfeitamente definidos e onde Portugal nada mais poderia fazer do que dizer sim ou não ao Pacto. Em oposição à indefinição que se tinha gerado no seio da administração portuguesa, estava a instituição militar, onde a sua esmagadora maioria defendia abertamente a adesão de Portugal à Aliança Atlântica. O Ministro da Guerra, Santos Costa, também ele um defensor da adesão, representava de certa forma o querer e a opinião dos militares, e fê-lo em termos práticos na última reunião com vista à decisão final, onde foi ouvido pelo Presidente do Conselho. Esta era uma oportunidade, vista pelos militares, de melhorar a sua formação, aprender novas tácticas e técnicas. Permitia o contacto directo com forças

A Entrada de Portugal na NATO – Da Perspectiva Política à Militar

altamente treinadas e evoluídas. As forças armadas portuguesas operavam com materiais cada vez mais obsoletos com baixo tecnicismo e onde imperava a rusticidade.

Era então necessário “virar a página” no sentido da evolução técnica, com vista a uma maior e melhor formação e motivação das forças.

Oliveira Salazar mantinha-se na maior das indecisões, pois sabia que por um lado era importante a aproximação aos EUA, mas por outro poderia estar a colocar em perigo a soberania do Estado e o seu regime político.

O Presidente do Conselho, como forma de minimizar o “risco” da sobrevivência do regime ainda fez algumas exigências. Nomeadamente e como já foi referida, a inclusão de Espanha, o período de vinte anos previsto para a vigência da Aliança foi tido, para Lisboa, como um entrave à sua adesão, pois era demasiado tempo, o que poderia arrastar Portugal para conflitos indesejados. No entanto houve países europeus que chegaram a sugerir cinquenta anos, pois esta era uma forma de manter uma Aliança duradoura com os EUA e receber ao longo dos anos apoio não só militar mas também económico.

Apesar de Lisboa não ter visto satisfeita nenhuma das suas exigências, pois a NATO também não incluía a defesa dos territórios ultramarinos, sabia que esta era uma oportunidade que não podia desperdiçar. Portugal garantia assim a defesa do seu território, a aproximação ao apoio quer militar, quer económico vindo dos EUA. Daí se percebe que, como nos diz Telo, “para Lisboa, a NATO é o menor dos males” (1996, p. 82).

No dia 23 de Março e após três dias de intensas reuniões de Conselho de Ministros, é tomada a decisão final. Portugal responde afirmativamente ao convite para aderir à NATO. Atitude contraria e em caso de um conflito armado vindo de Leste colocaria Portugal à mercê do invasor que iria certamente ignorar a integridade física e política do País.

Salazar temia que com a entrada na NATO o seu regime político sofresse grandes pressões internacionais no sentido da democratização do País, mas tal facto não se veio a verificar, bem pelo contrário. A entrada de Portugal na NATO foi uma forma de manter o regime do Estado Novo protegido, pois a NATO não tinha carácter de imposição da democratização política e sendo Portugal um Estado-membro de extrema importância na estratégia de defesa dos EUA, não se iria incomodar em demasia um regime de que cuja política a continuação do acordo da Lajes dependia. Ainda mais quando o acordo caducava por volta de 1953.

Do ponto de vista Europeu, a aproximação aos EUA, era tida como a única forma de concretizar uma defesa credível perante a cada vez mais evidente força e ameaça do bloco Leste.

A NATO, consubstancia-se assim num pacto de segurança defensivo, que repelia situações conflituosas para qualquer dos seus Estados-membros, sem lançar qualquer ultimato aos

A Entrada de Portugal na NATO – Da Perspectiva Política à Militar

diferentes regimes políticos ou às suas colónias, transparecendo assim uma enorme flexibilidade, sendo daqui que nasceu toda a sua força.

Como Oliveira Salazar refere a determinada altura, ainda que por outras palavras, que era “impossível” dizer que não perante os factos apresentados pelos defensores da adesão à NATO, pois os contras comparados com os benefícios eram “coisas de somenos” (Oliveira, 2001, p. 67). Esta era uma coligação de esforços concertados dos diversos Estados auxiliados pelos EUA, tida como necessária para a sobrevivência dos países “ribeirinhos “ do Atlântico ameaçados pela crescente força de União Soviética.

A integração de Portugal na NATO foi, em larga escala, mais uma necessidade de defesa geoestratégica do que uma convicção ideológica, mas que pensamos hoje poder afirmar que resultou em pleno.

A Entrada de Portugal na NATO – Da Perspectiva Política à Militar