Sabit GÜG 300.000 TL
100.000 TL Satışların
NÍVEL DE ENSINO PRÉ-ESCOLAR 1.º CICLO 2.º CICLO 3.º CICLO
FREQUÊNCIA DA LEITURA 2006/07 2007/08 2006/07 2007/08 2006/07 2007/08 2007/08 Diária 65,0 54,7 36,0 30,4 10,0 4,7 6,1 Bissemanal 11,4 13,1 15,3 15,9 9,1 11,1 8,7 Semanal 16,3 25,3 36,9 42,9 62,4 67,1 51,1 Quinzenal 3,0 4,4 5,4 7,3 10,6 11,3 17,9 Esporádica 4,3 2,5 6,4 3,5 7,9 5,9 16,3
Fonte: CIES-IUL, Inquérito às escolas, 2007 e 2008.
6.7.3. As listas de livros recomendados pelo PNL
Um dos elementos mais relevantes para a boa execução da leitura orientada na sala de aula é a existência nas bibliotecas escolares, de todas as escolas do país, de livros adequados a cada ano de escolaridade e aos diferentes níveis de leitura que sempre coe- xistem em cada ano. A fim de ser possível proporcionar experiências gratificantes de con- tacto com textos aos mais diversos tipos de alunos, a disponibilização dos livros deveria obedecer a um conjunto de requisitos: quantidade suficiente para permitir que o trabalho se realizasse diariamente em todas as salas de aula; diversidade de títulos abrangendo diferentes géneros de textos em prosa, poesia e drama e abordando vários temas, dife- rentes géneros de prosa, poesia e drama; obras escritas por autores portugueses e estran- geiros que se dirigem às crianças nos seus estilos próprios; ilustrações e design gráfico igualmente representativos dos múltiplos estilos das expressões artísticas.
A preocupação com a diversidade dos livros postos à disposição de docentes e alunos fundamentava -se aliás nos resultados de estudos que evidenciam o caráter determinante da motivação e do envolvimento na descoberta do prazer de ler, na cria- ção de hábitos de leitura, no desenvolvimento da literacia, abrangendo todos os alunos e, em particular, os que evidenciam maiores dificuldades de aprendizagem (Guthrie & Alvermann, 1999; Guthrie, Davis, 2003).
A fim de equipar as bibliotecas escolares de acordo com os requisitos do PNL foram equacionadas várias questões: Que livros disponibilizar às bibliotecas escolares? Como efetuar a seleção? Como organizar o processo de aquisição e distribuição? Como assegurar o financiamento?
Os princípios do PNL não eram compatíveis com escolhas centralizadas que impusessem a professores e alunos livros que não fossem desejados ou que não corres- pondessem aos interesses, aos níveis de leitura, às características da população escolar. A escolha centralizada de livros para leitura na sala de aula corresponde aliás a uma etapa civilizacional há muito ultrapassada e há muito banida nos currículos de países onde são mais elevados os níveis da literacia. Ficou pois assente e desde o início do lançamento do PNL que a escolha dos livros a adquirir para cada biblioteca escolar seria da responsabilidade dos professores. Para lhes proporcionar um instrumento que faci- litasse a seleção, o PNL optou por elaborar listas de títulos que seriam em simultâneo uma forma de divulgar o máximo número possível de obras disponíveis no mercado, algumas das quais eventualmente os professores não conheciam, e uma forma de reco- mendar obras adequadas a cada ano/idade, algumas das quais agrupadas por temas de modo a permitir uma escolha livre e fundamentada.
Antes da elaboração das listas, o PNL preparou um questionário destinado a obter informações sobre os livros já existentes nas bibliotecas e quais os preferidos por professores e alunos e ainda opiniões de especialistas e professores que lecionam a dis- ciplina de literatura infantil no ensino superior. O questionário foi enviado a todas as bibliotecas públicas, escolas superiores de educação, bibliotecas escolares e faculdades que oferecem cursos na área da leitura e da literatura. Só depois de recolhidas as res- postas se constituíram as equipas responsáveis pela análise dos livros. Participaram edu- cadores de infância, professores, psicólogos, especialistas em leitura e literatura para a infância e em formação de professores, a quem foram entregues os livros para crianças e jovens solicitados às editoras portuguesas, que corresponderam plenamente enviando exemplares de todos os títulos publicados que se encontravam disponíveis.
O PNL definiu um conjunto de critérios que deviam presidir à escolha das obras e transmitiu -os às equipas encarregadas de efetuar a análise e a seleção. Esses critérios foram estabelecidos na intenção de assegurar a qualidade, a diversidade dos livros e a adequação ao público a que se destinavam. Em síntese: obras escritas em português cor- reto ou corretamente traduzidas para português; grande diversidade de temas, de esti- los, de ilustrações; ficção narrativa, poesia, peças de teatro, livros informativos; obras clássicas da literatura infanto -juvenil e histórias tradicionais recontadas em linguagem contemporânea; obras recentes de temáticas apelativas; livros de escritores e ilustrado- res portugueses ou estrangeiros, consagrados ou estreantes.
Um dos objetivos que presidiu à elaboração destes critérios foi apoiar o enrique- cimento das bibliotecas, reforçando a linha de abertura e modernidade que a rede de bibliotecas escolares RBE vinha implementando há mais de uma década. Outro objetivo foi proporcionar aos professores um instrumento de trabalho de fácil utilização que não se tornasse nem redutor nem uniformizador. E sobretudo que não fosse encarado como condicionador da autonomia e liberdade indispensáveis à criação de um verdadeiro ambiente de leitura na sala de aula.
Sendo a oferta editorial de livros infanto -juvenis muito rica, decidiu -se divulgar o universo de títulos disponíveis, de forma organizada, a fim de disponibilizar informação sem imposição. O que foi conseguido, elaborando listas de livros recomendados para lei- tura na sala de aula, para leitura autónoma, para apoio a projetos de tema, como Saúde eCorpoHumano,NaturezaeDefesadoAmbiente,Natal,HistóriadePortugal,História Universal, Temas Científicos, Educação para a Cidadania, Artes, Temas Religiosos.
Os livros propostos para leitura na sala de aula foram ainda subdivididos em três níveis de dificuldade para cada ano de escolaridade. Elaborou -se também uma lista des- tinada a alunos do 2.º ciclo que revelassem especiais dificuldades no domínio da leitura e listas adequadas a alunos com necessidades educativas especiais.
Na segunda fase de implementação do PNL elaboraram -se listas de livros reco- mendados para o 3.º ciclo e para o ensino secundário e ainda listas de obras em língua inglesa para todos os níveis de escolaridade e para adultos e de obras para a formação de adultos, concebidas para apoiar os centros de Novas Oportunidades.
Encontrados os critérios para efetuar a seleção de livros, de acordo com o espírito que presidia ao PNL, as equipas puderam realizar o trabalho, ficando desde logo assente que anualmente se ampliariam as listas, a fim de as manter atualizadas e incluir obras recentes, e se ampliaria o número de listas em função de necessidades que viessem a ser detetadas. A equipa responsável pela avaliação externa do PNL emitiu a seguinte aprecia- ção acerca dos critérios adotados para a ampliação das listas de livros: O forte crescimento que se tem registado, quer no número de livros, quer no número de listas, resultou do alar‑ gamento progressivo da ação do PNL a cada vez mais segmentos do público – que implicou a elaboração de novas listas dirigidas a esses segmentos –, bem como da introdução de novos livros nas listas já existentes. (Costa, Pegado, Ávila & Coelho, 2011:23.)
QUADRO 31 – NÚMERO DE LIVROS INCLUÍDOS NAS LISTAS RECOMENDADAS PELO PNL ENTRE