2.2. BELÂGATIN ALT DİSİPLİNLERİ
2.2.1. ME‘ÂNÎ – يناعملا
2.2.1.2. İnşâ Cümlesi – Dilek Kipi – ءاشنلإا
2.2.1.2.4. Temennî – ينمتلا
finais a Administração Reagan, retomando a experiência de Andrew Mellon nos anos 20, decidiu reduzir drasticamente o nível de fiscalidade sobre os mais altos rendimentos e sobre a tributação das mais-valias bolsistas, na convicção que os fundos assim libertados ficariam disponíveis para investimento, o que iria produzir mais crescimento e inovação do que se esses fundos estivessem ao serviço da expansão de um Estado de welfare e do controlo da oferta. Ao mesmo tempo, a Administração Reagan propôs-se inverter as prioridades nos gastos públicos concentrando-os na defesa e no incentivo à aplicação generalizada de novas tecnologias no sector militar. A redução de impostos foi rapidamente concretizada e o aumento dos gastos com a defesa também. Mas a Administração não conseguiu fazer passar no Congresso a redução dos gastos com os múltiplos programas sociais, tendo encontrado uma barragem de oposição por parte dos vários grupos de interesse que essas políticas haviam criado. As despesas com a saúde, pensões, protecção na doença e no desemprego foram praticamente impossíveis de travar, tendo a Administração decidido prosseguir na criação de mecanismos privados, nomeadamente no campo das pensões, como havia sido iniciado no final da Administração Cárter. Uma das consequências desta assimetria de actuações orçamentais foi um aumento do défice orçamental. Este desenvolvimento levou a Reserva Federal a reforçar a sua política monetária restritiva para impedir que as reduções de impostos levassem a um aumento do recurso ao crédito por parte dos consumidores. A combinação de uma política monetária restritiva (embora com um abrandamento após a crise mexicana de 1982) com uma política fiscal expansionista que gerou elevadíssimos défice orçamentais, fez primeiro subir as taxas de juro para valores muito elevados, para a seguir se assistir á sua redução a um ritmo mais lento do que a desaceleração dos preços, traduzindo-se na manutenção de taxas de juro reais muito elevadas. Por sua vez, a explosão nos valores dos activos patrimoniais, acções e imobiliário, prosseguiu. Estes dois factores, no novo contexto de liberdade de circulação de capitais, atraíram naturalmente os capitais dos países e regiões excedentárias e contribuíram para valorização do dólar.
Estava encontrado, com a Globalização, o modo de financiar o maior investimento em defesa em tempo de paz, reduzir impostos, manter os programas sociais, sem temer nem a inflação nem a
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desvalorização do dólar36. A mudança de política monetária e a radical revisão da fiscalidade a
que a Administração Reagan procedeu foi acompanhado por um processo de liberalização e desregulamentação iniciado na Administração Carter e muto ampliado na esfera financeira. Internamente a valorização do dólar, ocorrendo em paralelo com um alta das taxas de juro desencadeou um intenso processo de ajustamento estrutural nos EUA cujos fabricantes foram colocados fora do mercado mundial e cujo mercado interno foi invadido pelos produtos do Japão e dos NIC´s. Entre 1981 e 1985 os EUA passaram de um excedente corrente de 7 biliões de dólares para um défice de 122 biliões (representando então 3% do PIB). E um quarto do aumento das despesas de consumo dos EUA entre 1981 e 1985 foi gasto em importações.
O sector industrial foi severamente afectado pela alta do dólar e pela alta das taxas de juro, levando a uma quebra no investimento na base industrial tradicional dos EUA, enquanto o sector terciário menos exposto á concorrência internacional, e menos afectado pelas evolução cambial, continuou a crescer A perda de competitividade e atractividade do investimento nos sectores industriais “civis” tradicionais (siderurgia, equipamentos industriais, automóvel, electrodomésticos, electrónica de consumo, bens de consumo corrente) reorientou o investimento para as indústrias da defesa e, na área civil, para o sector imobiliário não residencial (edifícios de escritórios, grandes superfícies e centros comerciais, hotelaria e complexos de lazer e de jogo). Por sua vez a desregulamentação de sectores, iniciada pela Administração Carter com os transportes aéreos e generalizada pela administração Reagan a todos os sectores infra-estruturais (petróleo e gás natural, electricidade, transportes terrestres, telecomunicações) alterou as condições de funcionamento aumentando a "competição pelos cliente"s e a busca de soluções organizativas e tecnológicas que permitissem "economizar capital" e gerar maior rendibilidade.
7.2 EUA, a Inflação dos Activos, os "Efeitos Riqueza" e a valorização do Dólar. Uma nova América
A baixa dos impostos sobre o capitai e em favor dos altos rendimentos levou a um aumento dos rendimentos líquidos, depois de impostos, dos capitais investidos nas empresas, contribuindo para uma alta especulativa das acções e para o inicio do “boom” imobiliário que se referiu. O comportamento dos investidores institucionais (que nos anos anteriores se haviam tornado nos maiores accionistas das grandes empresas americanas), exigindo maiores dividendos e procurando obter mais-valias com as suas carteiras de acções, levou a um movimento de
36 Ou seja, permitindo à Administração Reagan libertar-se dos constrangimentos que haviam paralisado
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reorganização empresarial de grandes proporções (no sentido da desconglomerização), que
também se traduziu numa redução do volume de acções disponíveis nas Bolsas37 contribuindo
para o prosseguimento da alta generalizada das acções. Por sua vez, a subida dos preços dos activos patrimoniais levou a um aumento da riqueza das famílias a um ritmo muito superior ao dos rendimentos, enquanto o sistema fiscal continuou a favorecer o endividamento em vez da poupança. A conjugação destas duas circunstâncias levou a um crescimento rápido da divida das famílias, que se traduziu num aumento do consumo e num “boom” de aquisição de habitações. O resultado foi que a valorização do património dos indivíduos e das famílias contribuiu para uma redução pronunciada da poupança das famílias que de um valor médio de 7,7% do rendimento disponível em 1981 para 3% em 1987.
Os aumentos também verificados nas provisões autorizadas para as amortizações e nos créditos de impostos levaram por sua vez a uma maior capacidade de auto financiamento das empresas, ou seja a um aumento da sua poupança. Mas a redução da poupança das famílias foi superior ao seu aumento nas empresas, traduzindo-se numa redução da poupança privada, no exacto momento em que o crescimento acelerado dos deficits orçamentais levaram a uma redução da poupança pública. A possibilidade por parte dos EUA de obter financiamentos externos tornou possível que o investimento não se tivesse reduzido drasticamente, em consequência desta quebra acentuada da poupança interna. A taxa de endividamento bruto global tradicionalmente estável, passou de 137% do PNB em 1981 para180% em 1989. Este aumento maciço do endividamento foi possível, não só devido ao aumento da divida externa, mas igualmente ao crescimento extraordinário dos activos das instituições financeiras (influindo as carteiras de “junk bonds”). Os bancos (e equiparados) nos EUA foram dos primeiros, a nível mundial, a sofrer o duplo choque provocado pela desregulamentação e pelas inovações financeiras. Por um lado o custo das poupanças à disposição dos bancos aumentou, porque muitos depositantes tradicionais optaram por investir em fundos de investimento ou noutras aplicações com maiores remunerações do que as dos depósitos bancários. Por outro lado parte dos grandes clientes empresariais com solvabilidade desertaram os bancos e passaram a ter acesso directo ao mercado de capitais, através nomeadamente da emissão de certificados de depósito. Esta dupla evolução levou os bancos, muitos deles ainda a sofrer as consequências da crise do endividamento do 3º mundo, a aceitar operações de alto risco e de elevada remuneração (imobiliário, financiamentos intermédios para fusões e aquisições, tomada de “junk bonds”, etc.).
37 Por acção das administrações das empresas, que assim se procuraram defender de "takeovers” hostis e em
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Esta tendência para um envolvimento em operações de maior risco foi por sua vez apoiada pela existência de uma garantia do Estado à maioria dos depósitos. A crise das “Savings and Loans” no final da década de 80, foi ilustrativa das dificuldades que este processo fez surgir, quando se verificou uma mudança de conjuntura. O aumento maciço das dívidas públicas e privada nos EUA, levaram a uma mudança do equilíbrio poupança – investimento a nível mundial, favorecida pela liberalização em 1979 dos movimentos de capitais nos EUA Japão e Reino Unido (na Europa, a Alemanha e a Holanda já a praticavam havia tempo). Esta mudança foi provocada por três razões de fundo: 1) Os países com levadas taxas de poupança privada - Japão e Alemanha - estiveram envolvidos nesse período em processos da redução dos deficits púbico. (em parte para travarem os efeitos sobro o serviço da dívida pública do aumento a nível
mundial das taxas de juro) e geraram fortes excedentes nas suas respectivas balanças correntes38;
2) O Reino Unido, transformado a partir de 1979 num importante exportador de petróleo, gerou também excedentes correntes, que aproveitou para fazer crescer extraordinariamente o seu património no exterior, nomeadamente em activos norte - americanos; 3) A crise da divida externa da América Latina levou, num primeiro momento, a uma gigantesca fuga de capitais em direcção aos EUA. A modificação nas carteiras de activos patrimoniais a nível mundial, com um rápido crescimento do seu segmento em dólares, levou a uma subida acelerada das taxas do câmbio desta moeda. Entre o terceiro trimestre de 1980 e o primeiro trimestre de 1985 o dólar ir- se-ia valorizar 60% face a outras moedas (embora só se tivesse valorizado 20% face ao yen).