• Sonuç bulunamadı

2.2. BELÂGATIN ALT DİSİPLİNLERİ

2.2.2. BEYÂN - نايبلا

2.2.2.2. Hakîkat ve Mecâz – زاجملاو ةقيقحلا

2.2.2.2.2. Mecâz-ı ‘Aklî – يلقعلا زاجملا

Até meados da década de 80 a economia japonesa era industrializada, virada para o mercado interno, mas com um sector exportador em expansão e fracamente internacionalizada. Os seus sectores financeiro e empresarial não tinham investido em larga escala no exterior e funcionava como uma economia mista assente num sector privado industrial muito competitivo e extrovertido, e contando um forte sector de Estado a nível financeiro e um enquadramento regulamentar público muito apertado. Como se referiu, o Japão foi estruturando a sua presença industrial nos mercados internacionais em torno de três pólos principais, articulando um conjunto de sectores tecnológica e/ou funcionalmente inter-relacionados, e de um quarto pólo que, em certas conjunturas, revelou forte dinâmica: a) O pólo que reúne a siderurgia, a construção naval, a engenharia pesada e o equipamento de controlo e automação de indústrias de processo; b) O que reúne o automóvel e as motorizadas, as máquinas ferramentas, a robótica e a electrónica automóvel e c) O da microelectrónica, a electrónica de consumo, a óptica e optoelectrónica, a burótica, a mecânica de alta precisão para os sistemas electrónicos e os equipamentos para o fabrico de semicondutores, nomeadamente os que recorrem à tecnologia óptica, bem como equipamento avançado de imagiologia para uso hospitalar. E um quarto pólo fortemente baseado nos mercados públicos internos, mas em que o Japão está na ponta do progresso tecnológico, equipamento para geração de electricidade e para tracção eléctrica, sistemas para redes de

telecomunicações46. Por sua vez, o núcleo empresarial central da economia japonesa era

constituído no inicio da década de 80 por: a) Um conjunto de seis conglomerados, os Keiretsus, organizados na maioria dos casos em torno de um núcleo financeiro, incluindo um City Bank,- um Trust Bank, Brokers e Companhias de Seguro (de vida e de riscos comuns); contando com de uma Trading com escala de operações internacional e com um conjunto de empresas industriais, com duas orientações distintas: empresas que forneciam o mercado interno (em sectores como os cimentos, vidro, metalurgia, química, agro alimentar, etc.) e empresas, que além deste mercado, se tinham vindo a orientar para a exportação nos pólos de competitividade que acabámos de referir. Os seis Keiretsus estão representados de forma simplificada na Figura 4, que ilustra

46 Este último pólo tem maior expressão em períodos de forte investimento infra-estrutural à escala mundial ou

também a sua presença em c Defesa; Automóvel, Material conjunto de grandes empresa bancário próprio, que ou nunc ou crescido no pós 2ª Guerra m que, tendo integrado durante u a TOYOTA ou a HITACHI; e uma rede de fornecedores espe

Figura 4. Os Keiret

8.2.A Nova Geoeconomia do

Os NIC`s asiáticos aliados dos estratégia semelhante à do J exportações para os EUA e a sectores menos intensivos em material eléctrico e electrónic essa estratégia, passaram a ac acontecia com o Japão. O rep limitou à focalização das exp consumo duradouro eléctricos burótica apresentando excede

104

competição em quatro tipos de sectores: Eq ial Eléctrico & Electrónico e Instrumentação esas rede orientadas para os mercados exter nca pertenceram directamente aos Keiretsus, p a mundial, como a HONDA, PANASONIC, S e um largo período um Keiretsu acabaram por s I; estas empresas rede incluíam uma “empresa

pecializados nos quais aquela era accionista.

retsus -Exemplificação da Competição em Quatr

FONTE: Autor

do Japão na Década de 80

os EUA, e nomeadamente a Coreia do Sul e Ta Japão na sua resposta aos choques petrolíf e apostando, para renovar a sua carteira de ex

m energia e mais intensivos em tecnologia, te nico uma aposta comum destes países. Os NIC

acumular sucessivos excedentes comerciais co reposicionamento geoeconómico do Japão na exportações nos EUA centrada no sector aut os e electrónicos e de instrumentação ou nos be edentes comerciais com os EUA. A sua i

Equipamento Pesado & ão & Burótica; b) Um ternos, sem um núcleo , por terem sido criadas , SONY ou SANYO, ou or se autonomizar, como sa central” integradora e

atro Sectores

Taiwan, adoptaram uma líferos, aumentando as exportações, em novos , tendo sido o sector de NIC´s da Ásia, graças a com os EUA, tal como na década de 80 não se utomóvel, nos bens de bens de equipamento de indústria de bens de

105

equipamento forneceu os processos da nova industrialização dos NIC`da Ásia com quem passaram também a acumular excedentes comerciais, Ou seja o Japão tornou-se o pólo onde se concentraram, enquanto excedentes, os cada vez maiores défices comerciais dos EUA com a Asia Pacífico. Este posicionamento não deixaria de criar fortes tensões comerciais do Japão com os EUA. A administração Reagan introduziu uma mudança substancial de foco no que respeita às prioridades nas suas relações com a Ásia Pacífico. Enquanto as administrações Nixon, Ford e Carter tinham colocado o acento tónico no estreitamento das novas relações com a República Popular da China, como forma de se fortalecerem na rivalidade estratégica com a URSS, a administração Reagan optou por um afrontamento com a URSS e por privilegiar as relações com o Japão, como seu principal aliado na Ásia. Esta mudança levou também a uma abordagem mais colaborativa com o Japão na esfera das relações comerciais. O futuro papel da RPC, com o seu processo de reformas económicas e de abertura ao exterior, no reposicionamento geoeconómico do Japão criou divisões na elite politica, nomeadamente entre as facções do Partido Liberal Democrático que governou o Japão durante a década de 80. Umas facções eram favoráveis a um aprofundamento rápido e extensivo das relações comerciais com a China e outras estavam mais interessadas em reforçar a influência no Sueste Asiático, manifestando receios de uma excessiva interacção comercial e de investimento com a China.