• Sonuç bulunamadı

2.2. BELÂGATIN ALT DİSİPLİNLERİ

2.2.1. ME‘ÂNÎ – يناعملا

2.2.1.1. Haber Cümlesi (Bildirme Kipi) – ةيربخلا ةلمجلا

2.2.1.1.2. Talebî Kelâm – يبلطلا ملاكلا

4.3.1. EUA - Os EUA detiveram a liderança mundial nas áreas da aeronáutica militar e civil, do

espaço e das indústrias da defesa, sectores onde concorriam estrategicamente com a URSS e no mercado com a oferta europeia liderada pelo par França /Alemanha e pelo Reino Unido; a superioridade dos EUA nos equipamentos e sistemas electrónicos e informáticos integrados nos armamentos marcou a fase final de competição tecnológica com a URSS. Os EUA assumiram inequivocamente a liderança nas áreas de forte crescimento da electrónica e das tecnologias da informação, centrando-se inicialmente nos segmentos de utilização profissional antes de desencadearem a “revolução do computador pessoal”, consolidando o seu domínio mundial no “software” e na micro electrónica. Começaram a década de 80 e terminaram-na com um indisputável domínio de mercado da produção e distribuição audiovisual mundial (música, cinema e conteúdos para TV), tendo como concorrente distante apenas o Reino Unido.

Os EUA construíram uma liderança mundial nas áreas da indústria farmacêutica e dos equipamentos médicos, embora nesses sectores a oferta europeia fosse competitiva na década de oitenta (antes da revolução biotecnológica) nomeadamente nos casos da Suíça, do Reino Unido e da Alemanha, sendo que lideravam a experimentação organizativa na área da prestação dos serviços de saúde, sob a pressão da exigência da redução das despesas nessa área, oferecendo soluções de carácter privado. Os EUA reforçaram a sua posição nas tecnologias de prospecção e exploração de jazigos de hidrocarbonetos, recorrendo maciçamente às tecnologias computacionais e continuaram a deter a posição dominante nas tecnologias de produção de electricidade a partir do uso do gás natural.

Mas a forte competição asiática e sobretudo japonesa causaram dificuldades aos EUA para assegurarem uma posição de topo na indústria automóvel mundial, embora com crises financeiras recorrentes dos grandes construtores de Detroit (GM, FORD e CHRYSLER); responderam aos choques petrolíferos de 70 com uma tardia oferta de modelos mais económicos no consumo de petróleo, acabando por, na década de 80, realizar uma notável recuperação

52

centrada nas pick up, monovolumes e SUV; o cluster automóvel/mecânica foi-se desintegrando à medida que cada vez mais foram máquinas japonesas renovaram as linhas de produção.

Ao longo dos anos 80 e 90 os EUA ampliaram a abertura da sua economia ao exterior (maior percentagem do Comércio Externo face ao Produto), mantiveram a sua posição de economia mais fortemente multinacionalizada, dispondo de uma rede de filiais e “joint-ventures” na indústria e nos serviços, que asseguram a verdadeira presença do sector empresarial americano na economia mundial e afirmaram-se como o principal destino do investimento internacional. Mas em consequência da acumulação durante esse período de défices de transacções correntes passaram da posição de maior credor mundial para a de maior devedor, o que rapidamente passou a afectar negativamente o saldo da conta de rendimentos de capitais.

4.3.2. Japão - O Japão ainda se podia caracterizar no inicio da década de 80 como uma

economia exportadora industrial e importadora de serviços, com os sectores de especialização internacional concentrados nalguns pólos da indústria, que têm um peso na produção e no emprego que distingue o Japão de outros países industrializados. Uma economia que no início da década de 80 era pouco aberta às importações (as suas importações situam-se actualmente ainda em 7% do PNB, em comparação com o valor médio da OCDE de 14,6%), fracamente multinacionalizada, operando nos mercados mundiais a partir do arquipélago. O Japão experimentou no pós guerra, e nomeadamente nos anos 60 e 70, um forte crescimento económico assente na indústria, orientado para o mercado externo e focalizado num número restrito de sectores onde as empresas japonesas tiveram como objectivo não a rendibilidade a curto prazo mas o ganho de quotas de mercado, até ocuparem posições de topo ou mesmo de liderança em termos mundiais.

Essa trajectória foi reforçada com os choques petrolíferos dos anos 70 que tiveram como uma das respostas do Japão uma viragem maior para a exportação, sobretudo para os EUA, cujo mercado de tornou mais acessível, após a negociação cambial a que nos referimos no Anexo, e que justificou a prática de exportar em dólares e não em yens Durante esse período, que podemos designar de “extroversão dirigida”, o Estado, em conjugação com os Keiretsus e com algumas empresas independentes, foi construindo uma estratégia de crescimento e competitividade e pleno emprego com os seguintes componentes: a) Foi-se consolidando no Japão uma economia dual - com um conjunto de sectores fortemente expostos à concorrência internacional, intensivos em capital e tecnologia e elevadas produtividades - protegidos da presença externa na sua fase de instalação e de obtenção das economias de escala; ao lado de outro conjunto de sectores mais

53

protegidos da concorrência internacional, com menores produtividades e mais orientados para a satisfação do consumo interno, para a edificação do território e para o investimento nas redes infra estruturais da economia (redes de transporte, energia, telecomunicações); b) O Japão foi evoluindo de uma especialização assente em sectores exportadores do que designamos por “economia do aço” (siderurgia, construção naval, equipamentos pesados mecânicos e electromecânicos e química de base) para uma focalização privilegiada em torno de sectores de bens de consumo duradouro (automóvel, motorizadas, electrodomésticos, electrónica de consumo e instrumentação de consumo (relógios, máquinas fotográficas e outra óptico). Optou em todos estes casos por ampliar o mercado interno pela criação dos sectores que fabricavam os bens de equipamento para os sectores exportadores (máquinas ferramentas, automação e robótica, mecânica de precisão, equipamento para miniaturização electrónica etc). Ao lado da exportação de bens de consumo duradouro em mercado competitivo foi-se criando um núcleo protegido pelas encomendas públicas nas indústrias da defesa, aeronáutica e espaço procurando de forma “oculta” adquirir competências próprias em áreas chave, mantendo ao mesmo tempo actividades industriais através da colaboração com firmas estrangeiras, sobretudo dos EUA. O Estado, para enquadrar esta estratégia multifacetada utilizou três tipos de instrumentos principais: a) controlo sobre as importações e exportações (pautas e licenças no primeiro caso, subsidiação no segundo); b) controlo do Investimento Directo estrangeiro, no quadro mais geral do controlo sobre movimentos de capital, travando a entrada de multinacionais dos EUA e de outros países e negociando contratos de licenciamento de tecnologia; c) criação de um sistema de financiamento público complementar dos bancos dos keiretsus incluindo a criação de bancos específicos (ex. Banco de Desenvolvimento do Japão) beneficiando do enorme poder de captação de poupanças privadas do Banco Postal que participou na sua criação; d) organização das encomendas do sector público. O objectivo desta estratégia foi desde o início ultrapassar falhas de coordenação entre actores, que pudessem limitar o mercado interno e o financiamento suficiente para desenvolver novos sectores, mantendo simultaneamente um ambiente de competição entre empresas que permitisse a sua evolução. O que era facilitado pela competição entre Keiretsus, cada um procurando não ficar atrás dos outros nos sectores escolhidos como sectores estratégicos.

No seio do Estado o papel chave nessa política foi desempenhado pelo mítico MITI (Ministério do Comércio e Indústria), que detinha os poderes administrativos sobre os dois primeiros instrumentos. Estes poderes permitiram ao MITI (Ministério da Indústria e do Comércio Externo) ao longo das décadas de 60 e 70 controlar a direcção da mudança da

54

estrutura industrial japonesa, mantendo a autoridade suficiente para influenciar e constranger as decisões estratégicas das grandes empresas, sempre com a preocupação de permitir a consolidação de um grupo de empresas concorrentes em cada um dos “sectores estratégicos”, e não apenas de um campeão nacional. O Estado intervinha assim de vários modos que limitavam a margem de manobra das empresas privadas de maior dimensão e as enquadrava num planeamento nacional evolutivo, gerido por uma poderosa burocracia com intimas relações com os grupos empresariais mas não subordinada a nenhum deles. O Japão foi assim estruturando a sua presença nos mercados internacionais em torno de três pólos, articulando um conjunto de sectores tecnológica e/ou funcionalmente inter-relacionados, e de um quarto pólo que, em certas conjunturas, revelava forte potencial. Eram eles a) o pólo que integrava a siderurgia, a construção naval, a engenharia pesada e o equipamento de controlo e automação de indústrias de processo; este pólo tem vindo a perder posição no conjunto das trocas externas, nomeadamente após o 2º choque petrolífero; b) o pólo que integrava o automóvel e as motorizadas, as máquinas ferramentas, a robótica e a electrónica automóvel, permitindo dominar os produtos, renová-los pelo recurso à electrónica e ocupar a liderança nas tecnologias e equipamentos para o seu fabrico ;c) o pólo que reunia a micro electrónica, a electrónica de consumo, a óptica e optoelectrónica, a burótica, a mecânica de alta precisão para os sistemas electrónicos e os equipamentos para o fabrico de semicondutores, nomeadamente os que recorrem à tecnologia óptica; este pólo recorre para a inovação à dinâmica da miniaturização e da integração de funções. A estes três pólos acrescenta-se um quarto baseado nos mercados públicos internos, mas em que o Japão está na ponta do progresso tecnológico (equipamento para geração de electricidade e para tracção eléctrica, sistemas para redes de telecomunicações, para uso hospitalar). Este último pólo tem maior expressão em períodos de forte investimento infra-estrutural à escala mundial ou regional.

A partir do segundo choque petrolífero foram os 2º e 3º pólos que comandaram a expansão japonesa nos mercados internacionais. Dirigiram-se privilegiadamente às outras economias industrializadas focalizando-se nos bens de consumo de massa complexos (automóvel e electrónica) nos equipamentos para o sector terciário, com exclusão do equipamento informático; nos equipamentos para a renovação dos processos de fabrico dos sectores automóvel dos outros países e nos componentes de massa para os seus sectores electrónicos. Mas em termos de sectores de alta tecnologia, o Japão, comparativamente, esteve claramente atrasado na informática e no “software”, na aeronáutica e no espaço, nas redes de telecomunicações/audiovisual globais, nas indústrias farmacêuticas e na exploração petrolífera.

55

Nos seus pólos de especialização internacional a competitividade japonesa tem assentado, por sua vez, em quatro vantagens: a) domínio precoce das tecnologias e das soluções organizativas que permitiam acelerar a concepção e lançamento de novos produtos de massa complexos; concebendo em paralelo os processos de fabrico mais económicos e assegurando alta qualidade, com o mínimo de desperdícios; e aumentar a flexibilidade do aparelho de produção e reduzir o peso dos stocks; b) organização industrial e orientação estratégica ao nível das empresas e conglomerados que dava grande valor ao desenvolvimento, fertilização cruzada e à exploração, em vários sectores e produtos, de certas tecnologias onde era realizado grande investimento em I&D; c) relações de trabalho que permitiam flexibilidade na utilização dos recursos humanos, em paralelo com uma qualificação acelerada, e um sistema de ensino produzindo engenheiros em grande número; d) intensa concorrência no mercado doméstico japonês entre os produtores do mesmo sector que pertencem a conglomerados rivais, mas com capacidade para colaborar pontualmente com o Estado no desenvolvimento de certas tecnologias.

4.3.3 A Coreia do Sul e os NIC`s da Ásia - A Coreia do Sul ,organizada nos seus Chaebol

seguiu uma trajectória de desenvolvimento sectorial muito semelhante á do Japão com duas décadas de atraso. Siderurgia, Construção Naval e equipamento pesado para obras públicas; automóvel e depois electrónica de consumo e de telecomunicações constituíram os pólos de competitividade coreana, competindo frontalmente com o Japão nas décadas de 90 e seguintes. Taiwan, por seu lado, transformou-se nos anos 70 e 80 numa “ economia de silício” competindo com o Japão na oferta de capacidade de produção de semicondutores e de componentes para computadores, mais tarde avançando para a oferta de equipamentos informáticos de uso pessoal.