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1.4.2. Tercüme Çeşitleri

1.4.2.1. Geleneksel Düşüncede Tercüme Çeşitleri

apresentava um conjunto de características estruturais, tipificando um “Modelo de Capitalismo”, algumas que permaneceram e outras que se foram alterando ao longo da década. Podemos começar por referir a existência de um sistema financeiro baseado na intermediação bancária, que durante décadas se caracterizou por uma estreita articulação interna entre aforradores e investidores e entre a formação de activos e a intermediação bancária; sendo o papel central dos bancos acompanhado por uma total separação entre estes e as casa de títulos (os bancos, embora pudessem deter carteiras de títulos, não podiam negociar por conta de terceiros), por uma forte especialização bancária, com os bancos públicos vocacionados para o crédito de longo prazo e os bancos privados, nomeadamente os “city banks” e “trust banks”, ligados ao desenvolvimento e necessidades correntes dos conglomerados empresariais; uma regulamentação interna apertada,

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que era acompanhada até 1980 por controlos à circulação internacional de capitais; a disponibilização de capital "barato" para o investimento industrial e a manutenção do valor do iene como factor de competitividade da economia japonesa eram dois dos objectivos deste sistema; mas desde 1979 e até 1984 o sistema financeiro foi atingido por uma maior abertura ao exterior, “imposta” pelos EUA, e por uma primeira desregulamentação. Existindo um sector financeiro público com uma forte presença, incluindo os bancos de investimento de longo prazo, a banco postal e os fundos da segurança social pública em capitalização, cuja actuação conjunta para objectivos definidos pelo Governo era facilitado pela existência de um “2º Orçamento" para o investimento, o "Programa Orçamental de Investimentos e Empréstimos"-FILP.

Um dos traços distintivo do modelo japonês era o facto da renda fundiária e as formas da

sua capitalização, ocuparem um lugar central, traduzido nas sucessivas vagas de aumento dos preços dos terrenos urbanos, originando ganhos de capital elevadíssimos; recorde-se que em 1987, em plena 3ª vaga de aumento de preços dos terreno os ganhos de capital potenciais excediam em 20% o valor do PNB para esse ano, a comparar com os EUA onde não atingiam 5% do PNB; a escassez "natural" de terra num arquipélago densamente povoado; a manutenção de terrenos para utilização agrícola devido à política de protecção à agricultura e um quadro legal, fiscal e regulamentar que durante décadas facilitou a detenção de terrenos urbanos não utilizados, estão na base deste processo; por sua vez, a detenção de terrenos pelas empresas constitui um aspecto importante do seu património.

A economia japonesa era sustentada por uma elevada poupança das famílias, por razões culturais que se encontravam também noutros países da Ásia, e por razões específicas, como seja o volume da renda fundiária não consumida pelos seus detentores, o custo excepcionalmente elevado da aquisição de casa própria e a fraca intervenção do Estado em várias áreas sociais, criando nas famílias a necessidade de acumular fundos para fazer face a despesas nessas áreas; durante décadas as poupanças das famílias canalizaram-se, sob a forma de depósitos, para os bancos e para a caixa financeira postal (onde eram fracamente remuneradas) e de apólices das companhias de seguros de vida.

O sistema de pensões era baseado na capitalização, com um pilar público que assegurava uma pensão mínima e uniforme a todos os cidadãos; um regime complementar para os empregados do sector privado, que dava direito a uma reforma proporcional aos rendimentos anteriores e um pilar da responsabilidade individual (vd. seguros de vida); os fundos dos regimes de base e complementar eram geridos, segundo o princípio da capitalização, por uma instituição pública - a Caixa de Depósitos - que os aplicava no financiamento do "Programa Orçamental de

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Investimentos e Empréstimos" (PBIP), para onde são também canalizados fundos depositados na Caixa Financeira Postal. E o sistema de saúde era muito descentralizado, nele coexistindo no inicio da década de 80 mais de 5 mil regimes ou planos diferenciados de seguro, de que sobressaiam os planos geridos por instituições privadas, cobrindo cerca de 50 milhões de pessoas - assalariados das grandes empresas e seus familiares e trabalhadores independentes; estando os restantes trabalhadores cobertos por um regime público, baseado em quotizações, mas contando com subvenções do Estado; os trabalhadores agrícolas e as pessoas com mais de 70 anos beneficiavam de regimes geridos pelas municipalidades, com forte subvenção pública; a oferta de serviços era essencialmente realizada por prestadores privados.

Na sequência do que se acabou de referir acerca do papel da renda fundiária pode afirmar-se que Japão era (e continua a ser) uma economia dual, com um sector industrial fortemente exposto à concorrência internacional, onde se localizavam grande parte dos sectores mais capital e tecnologicamente intensivos, e com forte competição no interior da economia japonesa, e uma extensa zona da indústria, e nomeadamente dos serviços, fortemente criadora de empregos, protegida da concorrência internacional (e protegendo dessa concorrência, no mercado interno, os pólos de especialização internacional, como acontecia com o sistema de distribuição, o sistema financeiro e as encomendas públicas), onde se localizam as actividades que mais directamente apropriam a renda urbana.

Nos sectores mais capital e/ou tecnologicamente intensivos a estrutura e dinâmica empresarial era dominada por conglomerados privados com forte densidade de participações cruzadas no capital, por vezes em sectores complementares, e dispondo de redes estáveis de subcontratantes; esta estrutura dos "Keiretsu", inclui como traço fundamental a grande

concorrência entre eles22, no sentido de estarem todos presentes nos principais pólos de

especialização internacional do Japão e de se diversificarem em competição; essa concorrência, ocorrendo paralelamente ao acesso a capital para investimento "barato", estrutura e dinâmica que produziu normalmente excessos de capacidade que eram absorvidos pela viragem para os mercados internacionais, onde prosseguia a competição entre os "Keiretsu", contando com uma gestão profissional, com objectivos tradicionalmente polarizados pela obtenção de partes de mercado, diversificação e crescimento, e com menor importância relativa dada ao retorno aos accionistas. Os Keiretsus dispunham de bancos e outras instituições financeiras e de participações cruzadas de empresas; que desempenhavam um papel chave no desenvolvimento das empresas e na resposta a eventuais crises localizadas ou sectoriais; Sendo o financiamento da

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indústria caracterizado, até meados da década de 80 por um forte peso dos créditos bancários e em segundo lugar pelos fundos próprios das empresas, e por relações estreitas das empresas industriais com os principais bancos, particularmente no caso de empresas pertencendo ao mesmo conglomerado (ou "Keiretsu"); e os extensos patrimónios de terrenos eram completados, nas grandes empresas, por volumosas carteiras de títulos.

No Japão a dinâmica de inovação estava tradicionalmente centrada na diversificação conglomeral, supondo uma forte capacidade de detecção, aquisição ou obtenção, integração e desenvolvimento das tecnologias necessárias a essa diversificação; com um papel moderado do Estado nesse processo, traduzido, nomeadamente pela criação de oportunidades de definição estratégica para o conjunto da grande indústria, pelo financiamento de investigação em consórcio, para fins específicos (envolvendo empresas de vários conglomerados e laboratórios públicos de I&D) e ainda pelo lançamento de alguns “projectos nacionais”.

No Japão predominava uma relação salarial do tipo empresarial, com o envolvimento dos sindicatos de empresa e aplicando procedimentos compatibilizando flexibilidade nas remunerações, com um enquadramento favorável à rápida acumulação de capital humano; desses procedimentos destacavam-se uma grande estabilidade de emprego (emprego garantido durante a vida nas grandes empresas), um rendimento base dependente da antiguidade, facilitando a ligação dos trabalhadores à mesma empresa, em paralelo com uma forte componente de rendimentos complementares dependente do nível de actividade, ou da rentabilidade das empresas (horas extraordinárias e bónus); moderação salarial por parte dos sindicatos, em paralelo com o estímulo nas empresas à qualificação e ao envolvimento na gestão fabril; Esta regulação salarial supôs ganhos acelerados de produtividade e estimulou a diversificação produtiva das grandes empresas, como meio de absorverem os excedentes de pessoal em sectores em declínio; a rede de empresas subcontratantes apresentava menor estabilidade de emprego, fornecendo uma 2ª linha de flexibilidade ao sistema; e foi possível contar com uma importante reserva de mão-de-obra, patente no nível relativamente baixo da participação feminina no mercado de trabalho, nível esse que contribuiu para manter baixos níveis de desemprego. Por sua vez, a protecção social de âmbito público era reduzida, predominando nas grandes empresas um forte sistema de paternalismo empresarial, com as empresas a fornecerem um vasto conjunto de regalias sociais aos empregados; existindo ainda uma expressão significativa de protecção baseada nas relações familiares e de parentesco.

Posteriormente a 1985/6, com a alta do iene e a resposta em termos de política monetária, assistiu-se a uma explosão dos valores de acções e terrenos; a uma valorização das carteiras de

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activos dos bancos e empresas; a uma internacionalização acelerada das grandes empresas japonesas e seus fornecedores, acompanhada por igual processo de internacionalização da banca (num contexto de um ainda forte proteccionismo e regulamentação domésticos); e a uma redução da importância dos financiamentos bancários internos para a grande indústria, que se financiou nos mercados interno e internacional, apoiando-se no “boom” bolsista interno. O fim da “bolha” especulativa, iniciado em 1989, provocou uma súbita desvalorização de activos (garantes de empréstimos) gerou acumulação de crédito mal parado na banca, precipitou as vendas de participações cruzadas por parte das empresas com problemas e desencadeou uma recessão e uma estagnação.